terça-feira, 26 de março de 2013

Origem da gordura corporal começa a ser desvendada...



A obesidade ataca por todos os flancos, com o excesso de peso triplicando nos últimos 30 anos.
Enquanto médicos e autoridades de saúde não falam em outra coisa, meio mundo parece se incomodar com as gordurinhas a mais.
Por isso, pode parecer surpreendente que, até hoje, a ciência não saiba responder a perguntas muito básicas sobre a gordura no corpo.
Por exemplo: De onde vem a gordura? Como as células de gordura se formam?
Uma primeira tentativa de resposta a essas questões fundamentais acaba de ser proposta por Matthew Rodeheffer e seus colegas da Universidade de Yale (EUA).
Origem das células de gordura
O aumento das células de gordura é a marca registrada da obesidade. Isso é particularmente problemático porque, uma vez estabelecidas essas células, elas são muito difíceis de eliminar.
No entanto, até hoje quase nada se sabe sobre como as células de gordura se formam no organismo.
Rodeheffer e seu colega Ryan Berry atacaram o problema isolando as células de gordura e estudando quais células podem se transformar em células de gordura.
Para isso, eles usaram um processo conhecido como diferenciação.
Isso permitiu que eles identificassem os tipos de células que possuem receptores específicos que podem levar a que elas se transformem em células de gordura.
Daqui a 20 anos
O novo estudo, feito em animais de laboratório, confirmou que estas células com receptores específicos na sua superfície são as precursoras que geram as células de gordura no corpo.
Rodeheffer afirma que agora é possível estudar como essas células se comportam em diferentes condições, tais como exercícios, dietas, ou quando se come demais.
Os pesquisadores esperam descobrir o que faz com que essas células precursoras transformem-se em novas células de gordura na obesidade - e, no futuro, tentar bloquear a sua criação.
"Agora podemos voltar para o laboratório e pesquisar como essas células são ativadas para realmente gerar a gordura," disse ele. "E isso vai nos manter ocupados durante os próximos 20 anos."
Fonte: Diário da Saúde