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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Dosagem de hormônios na saliva - Tire suas próprias conclusões



Mais uma vez, meu intuito com este artigo é apenas que você, leitor, forme sua própria opinião MAS com o devido embasamento, ou seja, após analisar criticamente informações “de ambos os lados” envolvidos na questão; o que você decidir, é direito SEU já que vai impactar mesmo é na SUA saúde!

Já há algum tempo percebi que no Brasil a grande maioria dos laboratórios realiza na saliva somente a dosagem de cortisol (talvez porque os planos de saúde só cubram esta dosagem salivar...) mas:
1 – O cortisol tem estrutura molecular similar a vários outros hormônios, como dehidroepiandrosterona (DHEA), estradiol, estrona, progesterona, testosterona e outros (veja em: http://www.icaro.med.br/colesterol-e-hormonios-–-qual-e-a-relacao/)
2 – Uma paciente que veio de Portugal me disse que no sistema de saúde, público, de lá (e de vários outros lugares da Europa) a dosagem dos hormônios citados acima é coberta pelo próprio estado.

Por isso, resolvi estudar mais o assunto, algo que sempre faço quando alguma coisa me parece contraditória ou pelo menos “estranha”. E pesquisando na internet, encontrei principalmente estes artigos/links/textos/opiniões que confirmam o que eu já suspeitava: que a dosagem salivar dos hormônios esteroidais (advindos do colesterol) parece mesmo MUITO superior/confiável em relação à sangüínea (até porque bem sabemos que água e óleo não se misturam e que por isso, até por questão de lógica: hormônios com base lipídica não poderiam mesmo “misturar-se” direito ao sangue, cuja base é mais de 90% de água!)

Mas é claro que nenhuma formação de opinião coerente pode deixar de ouvir “os opositores” a uma idéia e por isso, busquei conhecer sua “exposição de motivos”, que pode ser bem sintetizada pelo conteúdo destes links:

Só que há falhas diversas e algumas até grosseiras na “argumentação” de quem continua defendendo o “ortodoxo”, a suposta supremacia da dosagem sangüínea dos hormônios esteroidais:
Sobre o primeiro link:
-       É material produzido por um dos maiores “planos de saúde” dos EUA e para quem conhece um pouquinho da realidade do Sistema de Saúde de lá (com quase 60 milhões de americanos sem sequer terem direito a Saúde), fica fácil imaginar que a “confiabilidade” do que está exposto bem pode estar “modulada” por interesses na redução de custos para o plano e assim aumento de lucros (para entender o que eu disse, sugiro fortemente que você assista o documentário de Michael Moore, Sicko, amplamente disponível na internet: http://www.ensp.fiocruz.br/radis/revista-radis/66/comunicacao_e_saude/)
-       Critica a superioridade da dosagem hormonal na saliva para hormônios esteroidais (em comparação à sangüínea) baseando-se em referências de mais de 5 anos de idade (e se o conhecimento humano dobra a cada 4 anos...) e quando aponta referências mais novas é para discorrer sobre a dosagem salivar do cortisol, que já está bem estabelecida como útil e superior em diversos consensos internacionais e mesmo brasileiros; ou seja: ou está baseada em “artigos” mais antigos que os que defendem a dosagem salivar (embasados) ou só “chove no molhado” sem concluir nada de útil.
Sobre o segundo link:
-       Trata-se de resolução do CFM onde a instituição “proíbe” no Brasil a dosagem salivar de hormônios no contexto do “antienvelhecimento” (curiosamente, até a dosagem do cortisol, já largamente reconhecido como inquestionavelmente útil pela comunidade médica), além de várias outras “proibições”, mas é documento de teor e conseqüências polêmicos e já amplamente questionados em nosso país, de embasamento duvidoso, na minha opinião; leiam:

Uma vez exposto tudo isto, para quem leu/analisou criticamente todo o exposto, pergunto: qual é a sua opinião sobre o assunto?

Um abraço e boa reflexão!

Ícaro Alves Alcântara
www.icaro.med.br









*** O texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Modulação hormonal, exames e suplementação gerais – Quando fazer?



PERGUNTA (recebi via meu site, www.icaro.med.br):
Em 14/02/12 XXX escreveu:
Boa tarde dr. Icaro,
Eu solicitei o orçamento daquela leva de vitaminas que me solicitaste e queria ver com o senhor, se precisarei de hormônios bioidênticos, já que desejo realizar a modulação hormonal.
Eu pergunto porque quero comprar tudo junto para facilitar no pagamento.
Acha melhor esperar e comprar tudo junto ou preciso estar com o corpo já equilibrado em termos de vitaminas e minerais para iniciar a modulação hormonal.
Obrigada
XXX


RESPOSTA:

Presumo que você esteja me perguntando o que EU julgo ideal já que, a rigor, a decisão é sua... Então vamos lá:

Na minha opinião, portanto, em linhas gerais:

1 - Acredito que todo paciente deva, primeiro, melhorar o máximo que lhe for possível acerca dos seus HÁBITOS DE VIDA ( http://www.icaro.med.br/a-base-de-tudo/ ), tornando-os os mais saudáveis possíveis. Isto porque esta simples medida, mesmo que progressivamente adotada, cura ou melhora sinais/sintomas/distúrbios/doenças, assim evitando tratamentos (por exemplo medicamentosos) e exames específicos que seriam até desnecessários (ou mesmo danosos, em alguns casos); ou seja, após a melhoria dos hábitos muitos sintomas e doenças tendem a desaparecer ou não mais terem tanta relevância no contexto de atenção e planejamento terapêutico. Em outras palavras: bons hábitos dão condições para o seu organismo de ele mesmo reequilibrar-se e assim tratar seus próprios desequilíbrios, através por exemplo da otimização da absorção e chegada de nutrientes onde são necessários, desintoxicação, combate ao stress oxidativo excessivo, etc.
* É claro que em uma situação de urgência/emergência, freqüentemente não é possível aguardar pela melhoria dos hábitos de vida MAS isto é SEMPRE desejável, já que impacta o potencial de recuperação do organismo.
** Nesta primeira etapa, para alguém que minimamente tenha bons hábitos de vida OU comprometa-se a rapidamente melhorar os principais, suplementação direcionada de nutrientes pode ser bastante útil, benéfica e mesmo necessária.

2 - Após esta melhoria dos hábitos, portanto, está o momento ideal para realização de exames complementares, que agora sim irão mostrar mais exatamente em que o organismo ainda precisa de apoio para recuperar-se e funcionar melhor. Antes disso, se fossem realizados, poderiam levar até a condutas desnecessárias e mesmo equivocadas, como já explicado em epígrafe.

3 - A modulação hormonal e de neurotransmissores ajuda MUITO, quando bem indicada, mas para ela tenho apenas 5 observações que julgo importantes:
- Não recomendo que seja feita até que o paciente melhore seus hábitos ou poderá ser embasada em quadro clínico não confiável;
- Recomendo que seja feita baseada na dosagem adequada e completa dos hormônios, sempre lembrando que um afeta o outro, ou seja, quanto mais deles forem dosados, melhor;
- Para aqueles hormônios/neurotransmissores que não podem ser dosados (a exemplo de melatonina, GABA, etc), buscar quadro clínico realmente verossímil já que sua indicação terá que ser pautada prioritariamente em sinais e sintomas relatados pelo paciente;
- Nas raras vezes em que exames bem indicados não sejam condizentes com o quadro clínico do paciente, devemos sempre lembrar que é o paciente quem deve ser tratado, em suas queixas e mesmo doenças e não "um pedaço de papel" - afinal, como diz um velho axioma da Medicina, "a clínica é soberana".
- Hormônios e neurotransmissores, nem qualquer tipo de medicamento/remédio, sozinhos, NÃO são "a salvação" de ninguém: Saúde é uma condição sempre dependente do grau de compromisso do indivíduo com sua própria qualidade de vida e bem-estar.

Espero ter ajudado na sua decisão!

Um abraço!

Ícaro











*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Modulação Hormonal BIOIDÊNTICA – O que é, benefícios, mitos & verdades


Todos os hormônios do organismo humano - fonte: Wikipedia

A “reposição hormonal” feita por décadas de forma errada, baseada em conceitos absurdos, não só prejudicou MUITOS homens e mulheres pelo mundo como deixou verdadeiras seqüelas de “desinformação” e mitos acerca do uso de hormônios para prevenção e tratamento de doenças bem como longevidade com qualidade de vida.

Só posso dizer-lhes algumas coisas que são FATOS acerca do assunto:

- Com o avançar da idade, vai diminuindo a capacidade do próprio organismo de produzir hormônios

- Os hábitos de vida das pessoas são usualmente ruins e seriam fundamentais para a adequada produção, circulação e atuação dos hormônios no organismo

- Hormônios são mensageiros, ou seja, fundamentais para que os diversos órgãos comuniquem-se entre si, principalmente o cérebro com o resto do corpo

- Em qualquer idade, a recuperação de níveis hormonais adequados, bem conduzida e quando bem indicada, É indiscutivelmente BENÉFICA, também para a prevenção e tratamento de vários tipos de câncer (dúvidas sobre isto? Basta pesquisar, por exemplo, os milhares de artigos disponíveis no scholar.google.com)

- A quase totalidade dos efeitos “ruins” atribuídos ao uso de hormônios refere-se ao uso de similares aos naturais e não os bioidênticos

- Hormônios não são “a salvação para todas as pessoas” mas sua deficiência (ou mesmo seu eventual excesso) causa ou piora inúmeros sintomas/distúrbios/doenças

- Nosso organismo funciona em parte mas de forma importante, às custas do equilíbrio entre hormônios e neurotransmissores, onde um sempre afeta muitos dos demais, como em uma orquestra sincronizada: ou seja, o excesso/falta de um SEMPRE afeta a quantidade/qualidade/harmonia do conjunto; também por isso níveis hormonais nunca devem ser avaliados/abordados isoladamente.

Os excelentes textos abaixo informam e tiram dúvidas muito bem sobre o assunto: não deixe de lê-los!

Introduzindo o assunto:

Para MULHERES:

Para HOMENS:

Para AMBOS:

Um abraço

Ícaro

P.S.: Este artigo/seção no meu site será constantemente atualizado à medida que eu for tomando conhecimento de bons textos sobre o assunto (quem tiver indicações, agradeço!) ou tiver tempo para acrescentar conteúdo!


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sexta-feira, 29 de julho de 2011

MODULE seu METABOLISMO e tenha/mantenha resultados



Hoje em dia está em moda falar em “modular”, não é? Modulação hormonal, por exemplo... Modular, em Saúde, significa aumentar ou diminuir, estimular ou retardar/bloquear quando necessário, de acordo com a Fisiologia de cada um; afinal, o organismo humano é muito dinâmico e há todo momento muda suas  atividades e necessidades, assim requerendo grande capacidade de adaptação.

Metabolismo é outro termo famoso ultimamente: de forma simplista, significa “o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos” (definição via http://pt.wikipedia.org/wiki/Metabolismo); metabolismo rápido (ou acelerado), por exemplo, significa maior velocidade na transformação de substâncias. Mas alem de rápido ou lento, o metabolismo será de síntese de materiais no corpo/mente (anabolismo), como gordura e músculos ou de quebra destes (catabolismo); por exemplo, se o organismo precisa de algum nutriente específico ou de energia (e não está obtendo via dieta/respiração), induz catabolismo.

Em um indivíduo EM EQUILÍBRIO, o metabolismo é mais rápido (e ligeiramente mais catabólico) durante o dia (principalmente de manhã) e mais lento e anabólico à noite (para incorporar nutrientes, reparar estruturas lesadas e fortificar os locais sob mais stress) mas o metabolismo é profundamente influenciado por fatores muito alterados nos dias de hoje, sobretudo stress, alimentação, nível de atividade física e consumo de água.

Por isso, a maioria das pessoas sofre hoje em dia com problemas de metabolismo, sendo o mais comum o de metabolismo lento, por 2 motivos principais:
1 – Metabolismo rápido mantido por tempo demais, sem o devido “descanso fisiológico” para o organismo, levando-o à posterior exaustão e lentificação do metabolismo (exemplos de causadores desta situação: abuso de estimulantes/termogênicos, stress, sono insuficiente, “overtraining” – mais detalhes nos artigos seguintes artigos já postados no blog da Liga http://ligadasaude.blogspot.com/search/label/planejamentohttp://ligadasaude.blogspot.com/search/label/Stress, http://ligadasaude.blogspot.com/search/label/sono)
2 – Metabolismo lento por hábitos de vida ruins (como já dito em epígrafe, sobretudo por má alimentação, baixa ingestão de líquidos e sedentarismo, mas também por efeitos diretos ou colaterais de alguns medicamentos)

Viu o quanto a questão toda é um tanto mais complexa que aquilo que muitos sites preconizam por aí, que a “saída” é simplesmente “bombar” o metabolismo? Modulá-lo, sim, acelerando quando fisiologicamente adequado e deixando cair sua velocidade (ou mesmo desacelerando) quando necessário. Mas acelerar de forma muito abrupta, intensa, mantida por tempo demais ou em horários inadequados, como vimos, sempre traz problemas!

O melhor mesmo é ser avaliado e acompanhado por profissional capacitado que, após anamnese completa e exames, te orientará as estratégias mais adequadas para o seu caso (afinal, cada paciente é único e por isso seu caso terá detalhes que precisam ser considerados na hora da prescrição, individualizando-a); mas se você tem CERTEZA que sua questão é acelerar seu metabolismo, algumas dicas que realmente funcionam, quando levadas a sério:

-       NUNCA deixe faltar água ou alimentos, regularmente
-       Coma menor quantidade, mais vezes e sem “pular” refeições
-       Coma mais fontes de fibras
-       Tenha um excelente café-da-manhã, sobretudo com boas fontes de proteína
-       Melhore o funcionamento do seu aparelho digestivo
-       NUNCA retire totalmente carboidratos da sua dieta por longos períodos
-       Evite o açúcar (carboidratos simples, aqueles realmente doces)
-       Exercite-se pelo menos 3x/semana
-       Adquira e mantenha boa massa muscular
-       Evite quaisquer excessos, seja de alimentos ou mesmo de atividades
-       Durma direito
-       Logo após acordar, não demore muito para alimentar-se
-       Reduza seu stress
-       Fique de olho e gerencie bem suas tendências “genéticas”
-       Há alimentos que estimulam o metabolismo – Descubra-os
-       Se possível, adicione mais pimentas e temperos “picantes” na sua dieta, bem como o chá verde
-       Suplementos adequados, prescritos e acompanhados por profissional competente

* Link interessante, que sintetiza bem a questão de acelerar o metabolismo (áudio em espanhol: http://www.youtube.com/watch?v=ls8FcHKeBcY)

Mais detalhes e explicações sobre elas (por exemplo, quais suas bases fisiológicas)? Semana que vem eu falo mais.


Um abraço!


Ícaro Alves Alcântara
Twitter: @qualidade_vida