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terça-feira, 28 de maio de 2013

Mudanças de hábitos podem aumentar casos de câncer no Brasil...



Os novos casos de câncer devem aumentar 38,1% no Brasil ao longo desta década, passando de 366 mil casos diagnosticados em 2009 para mais de 500 mil novos casos em 2020.
E por quê? Porque o país está começando a adotar comportamentos já adotados há décadas nos países desenvolvidos.
Copiando os maus hábitos de saúde, estaremos também herdando as mesmas consequências.
De fato, o Brasil tem hoje muito menos câncer por habitante do que os países desenvolvidos.
Segundo o relatório, há 163 casos de câncer para cada 100 mil pessoas na América Latina, número inferior aos 264 casos por 100 mil habitantes registrados na União Europeia ou os 300 por 100 mil dos Estados Unidos.
Apesar disso, a mortalidade na América Latina é muito mais alta, com 13 mortes para cada 22 casos. Nos Estados Unidos, são 13 mortes para cada 37 casos, enquanto na União Europeia são 13 mortes para cada 30 casos.
Segundo os especialistas, o diagnóstico tardio e problemas no acesso a tratamento são as principais causas para a disparidade dos números.
Com o aumento da expectativa de vida na região, além do aumento do poder aquisitivo e da adoção de hábitos verificados em países desenvolvidos, o problema tende a se acentuar, advertem os autores do artigo assinado por mais de 70 especialistas, publicado na revista especializada Lancet Oncology.
Comportamentos de risco
O relatório adverte que os latino-americanos estão adotando cada vez mais comportamentos considerados de risco em relação ao câncer.
Isso inclui vidas mais sedentárias, alimentação menos saudável e consumo maior de cigarros e de álcool.
A exposição das pessoas ao Sol sem proteção e a poluição interna gerada pela queima de combustíveis sólidos também são apontados como fatores que devem contribuir para o aumento no número de casos de câncer na região na próxima década.
"A adoção mais generalizada de estilos de vida semelhantes aos dos países desenvolvidos levará ao rápido crescimento no número de pacientes com câncer, com um peso para o orçamento para o qual os países latino-americanos não estão preparados", afirmou o coordenador da pesquisa, Paul Goss, professor de medicina da Escola Médica de Harvard, em Boston.
Segundo ele, "a região está mal preparada para lidar com o aumento crescente na incidência de câncer e as taxas de mortalidade desproporcionalmente altas em comparação com outras regiões do mundo, enfatizando a magnitude do problema do controle do câncer".
Fonte: Diário da Saúde

domingo, 6 de janeiro de 2013

Álcool reduz mais tempo de vida das mulheres que dos homens...



Embora seja bem documentado que as taxas de mortalidade entre dependentes de álcool sejam altas, a maioria desse conhecimento é baseada em estudos de populações clínicas, ou seja, já envolvidas com a condição.
Um novo estudo é o primeiro a examinar o excesso de mortalidade e seus preditores entre indivíduos alcoólatras na população em geral.
O estudo se estendeu ao longo de um período de 14 anos.
Os dados revelam que a taxa de mortalidade anual é 4,6 vezes maior para as mulheres dependentes de álcool em comparação com a população feminina em geral.
Já os homens com alcoolismo têm a taxa de mortalidade anual 1,9 vez maior do que a população masculina em geral.
O resultado, que surpreendeu os pesquisadores, mostrando a importância do novo levantamento, mostra que, enquanto problema de saúde pública, o alcoolismo entre as mulheres é um problema muito mais grave do que o alcoolismo entre os homens.
Isso, segundo os pesquisadores, indica a necessidade de políticas de recuperação especialmente voltadas para as mulheres dependentes de álcool.
"Os dados clínicos revelaram uma maior proporção de indivíduos [dependentes de álcool] que morreram do que entre a população em geral da mesma idade," explicou o Dr. Ulrich John, professor da Faculdade de Medicina de Greifswald (Alemanha).
"Dados específicos por gênero são raros, mesmo entre amostras clínicas. Além disso, estes estudos têm duas limitações principais.
"Primeiro, sabemos que apenas uma minoria de indivíduos dependentes de álcool recebe tratamento para essa doença, mas não sabemos como ocorre essa 'seleção' entre quem é tratado e quem não é.
"Segundo, nós não temos nenhuma evidência sobre os efeitos potenciais do tratamento especializado contra o alcoolismo na mortalidade entre as pessoas que diagnosticadas como dependentes de álcool. Gostaríamos de saber se o tratamento pode aumentar o tempo de sobrevivência. Por razões éticas, não é possível realizar ensaios controlados. Assim, dados longitudinais como os descritos neste estudo são úteis," explicou o pesquisador.
As conclusões principais do estudo são três.
"Primeiro, nós descobrimos que as taxas de mortalidade anuais foram 4,6 vezes maiores para as mulheres e 1,9 vez superior para o sexo masculino em relação à idade e sexo específicos da população em geral.
"Em segundo lugar, nós descobrimos que a idade média de morte é de 60 anos para as mulheres e 58 anos para homens, sendo que ambos são cerca de 20 anos menores do que a idade média de morte entre a população geral.
Nenhum dos mortos em todo o estudo tinha atingido a idade de expectativa de vida para seu gênero e idade.
"Em terceiro lugar, ter participado de tratamento com internação contra dependência de álcool não foi relacionado com maior sobrevida em relação a não ter tomado parte no tratamento, o que significa que ele não parece ter um efeito protetor suficiente contra a morte prematura," conclui o pesquisador.
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mitos e esclarecimentos sobre a RESSACA



Como prometi no post passado sobre o assunto (http://www.ligadasaude.blogspot.com/2012/02/ressaca-como-evitar-atenuar-eou.html), neste vou falar brevemente sobre alguns mitos no que tange a ressaca.

Antes de mais nada, sugiro a leitura destes 3 textos, só para instrumentar a discussão, já que contêm vários dos mitos acerca do tema “ressaca”:

1 – Ressaca nem sempre é devida a grandes doses absolutas de álcool; por vezes é devida a dose alta demais para determinada pessoa, que pode nem ser considerável para outra. Mulheres, por exemplo, tendem a ter menor “resistência” para o álcool e sofrer mais com efeitos indesejáveis;

2 – Ressaca não é só abstinência: é muito mais desidratação, desnutrição e intoxicação pelo álcool que a abstinência dele em si;

3 – “Rebater” a ressaca com pequenas doses de bebidas alcoólicas “mais fracas” é adiar pequena parte do problema (a abstinência, mas enquanto se sofre por todo o resto) e agredir um pouco mais algo que já está bastante agredido (no caso, seu organismo): NUNCA cometa este erro...

4 – Esperar a fome para alimentar-se quando de ressaca é absurdo! Se parte da ressaca é desnutrição, quanto menos e pior você comer, mais tempo vai ficar de ressaca; alimente-se, sim, mas de pequenas quantidades de alimentos leves, a curtos intervalos, à medida que seu organismo se recupera;

5 – Café preto pode ajudar, sim, a combater a ressaca (exceto em pessoas hipersensíveis à cafeína ou que estejam apresentando sintomas gastrintestinais importantes) mas só se associado a boa alimentação e ingestão adequada de líquidos;

6 – Se você beber moderadamente e alimentar-se direito, ótimo: menos ou nenhuma ressaca. Mas se você abusar tanto do álcool quanto de alimentos, provavelmente somar-se-á à sua ressaca boa quantidade de sintomas gastrintestinais (náuseas, vômitos, gases, diarréia, ...);

7 – Não ache que porque você comeu antes de beber que boa parte do álcool ingerido não será absorvido: a maior parte será só que mais lentamente; por isso cuidado se for parar de beber só quando já não agüentar mais: como já disse anteriormente, ainda mais álcool está nos seus intestinos e será absorvido, o que provavelmente te fará “passar do limite”;
8 – Tome muita água, sim, quando de ressaca: mas nunca de uma só vez ou em grandes quantidades por tomada: lembre-se que seu aparelho gastrintestinal está “irritado” pelo álcool e pode não reagir muito bem a sobrecargas de uma só vez (de nenhuma espécie);

9 – Alimentos leves ajudam no pós-bebida; mas no “pré” uma alimentação um pouco mais pesada ajuda bem mais;

10 – Glicose “na veia” até que ajuda em casos mais extremos mas overdoses de glicose por via oral em quem já passou dos limites (em relação à ingestão excessiva de álcool) podem facilitar náuseas e vômitos (sem contar que a absorção intestinal já pode estar bem prejudicada).

Enfim, lembre-se: são poucos os que bebem somente para “apreciar a bebida”; e se a maioria bebe para sentir-se melhor (de alguma forma), não seria mais sábio “dar um tempo” quando você atingiu o estágio que desejava? Afinal, se continuar bebendo a partir do momento em que já está como queria, com certeza vai passar do ponto e experimentar o lado indesejável (mas tão freqüente) do álcool: vale a pena?

Um abraço

Dr. Ícaro Alves Alcântara
www.icaro.med.br



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

RESSACA - Como evitar, atenuar e/ou melhorar mais rápido




Para este texto não ficar muito grande, procurarei ser mais objetivo neste e deixar para explicar melhor a “fisiologia da questão” no próximo artigo, ok? Então vamos lá:

O que é RESSACA?
É aquele conjunto de sintomas bem incômodos e por vezes incapacitantes que aparece já na manhã seguinte ao abuso de bebidas alcoólicas e pode durar horas ou mesmo dias (para quem eventualmente não sabia o que era...)l

O que causa a RESSACA?
BEM resumidamente:
Baixa ingestão de líquidos
Alimentação inadequada
Intoxicação pelo álcool ingerido
Sintomas de “abstinência”  do álcool

Isto porque, aproximadamente:
50% da ressaca é: desidratação que o álcool causa + pouca reposição de líquidos junto à ingestão das bebidas alcoólicas
25% da ressaca é pela relativa desnutrição/hipoglicemia que o abuso alcoólico causa + pouca (e ruim) alimentação junto e após a ingestão do álcool
25% é fruto da intoxicação do organismo, sobretudo fígado e cérebro (mas também, de maneira importante, aparelho gastrintestinal, músculos e pulmões) combinada à falta que o cérebro sente do efeito estimulante inicial do álcool

Como evitar a RESSACA:
Não ingerir bebidas alcoólicas (óbvio)
Se for beber mesmo, não cometer excesso e observar as demais regras da seção “como atenuar” abaixo
Não beba, mesmo a mínima quantidade, se não estiver se sentindo bem por qualquer motivo (físico, mental, etc)

Como atenuar a RESSACA:
Não beber em excesso
Alternar o máximo possível de água entre os drinks alcoólicos
NUNCA beber de “estômago vazio” - alimentos ricos em proteínas e boas gorduras são "ótimas pedidas"
Alimentar-se  regularmente durante a “bebedeira”
Preferir sempre bebidas de qualidade
Respeitar a hora de parar: lembre-se sempre que quando você começa a sentir efeitos desagradáveis ainda há quantidade de álcool já ingerida nos seus intestinos, sendo absorvida
Se fumar, o mínimo possível (evite sobrecarga de ainda mais toxinas)
Beber pelo menos um copo cheio de suco natural logo antes de dormir (ou alimentação leve + boa quantidade de água)
No dia seguinte:
Alimentos leves, regularmente
Muita água, regularmente
Exercício físico bem leve (uma caminhada, por exemplo) ajuda na desintoxicação
Respeite seus limites – Seu organismo pode pedir só repouso mesmo
EVITE consumir mais bebida alcoólica (errar uma vez é humano mas repetir não é muito "inteligente")
Cuidado com overdose de medicamentos ou mesmo chás - lembre-se que seu fîgado está tendo muito trabalho e não precisa de ainda mais (sabe o boldo? Excelente para o fígado mas aumenta acidez no estômago...)

No próximo post explicarei melhor pontos importantes acerca da RESSACA e dos efeitos da bebida alcoólica no organismo humano, principalmente através do esclarecimento sobre o que é verdade e o que é mito na questão.

Um abraço

Dr. Ícaro Alves Alcântara
www.icaro.med.br




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