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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Seu ALIMENTO é seu VENENO ou seu TRATAMENTO?





Intolerâncias e alergias alimentares: veja aqui como podem causar, manter ou piorar todo e qualquer sintoma ou doença que você tenha:

http://www.icaro.med.br/artigos/alimento-veneno-tratamento.html/

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Texto do link:

Sua alimentação pode ser a causa das suas doenças – Explicando de forma simples:
Quando um alimento não faz bem pra você (por exemplo porque você tem intolerância a ele ou mesmo alergia) mas você continua ingerindo-o recorrentemente, seus intestinos são agredidos e por isso tornam-se inflamados (tudo o que é agredido no organismo INFLAMA), o que te traz 3 conseqüências básicas:
- Lesão direta dos seus intestinos, pelas agressões sofridas;
- Produção de mediadores inflamatórios e imunocomplexos que, uma vez no seu sangue, viajam e podem “inflamar à distância”, assim causando inflamações em centenas de outros locais possíveis no seu corpo e até cérebro
- Abertura de micro-poros, anômalos, nos intestinos que permitem a passagem de toxinas e até mesmo bactérias e fungos para o seu sangue, onde não só ficam mas atingem todo o organismo.
* Ainda outro lado desta história é que existem alimentos (ingestão freqüente de leite, carne vermelha, trigo/glúten, etc) que estimulam a proliferação de bactérias e parasitas ruins nos seus intestinos e estes, ao “alimentar-se”, acidificam e produzem substâncias tóxicas que inflamam seus intestinos…
As conseqüências disto tudo, portanto, são simples:
- Má absorção de nutrientes
- Perturbações do ritmo intestinal (diarréias e às vezes constipação)
- Chegada de toxinas ou mesmo bactérias/parasitas à corrente sangüínea
- Distúrbios inflamatórios dos intestinos
- Inflamação causada ou piorada em várias partes do corpo
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Também sobre Intolerância Alimentar – Muito útil e interessante… Leiam:
“Muitas pessoas exibem reações inflamatórias crônicas de sensibilidade a alimentos para antígenos de alimentos específicos. Diferente dos efeitos imediatos da alergia, medida por IgE, as reações de sensibilidade a alimentos mediada por IgG podem levar vários dias para aparecerem.
Depressão, ganho de peso, dermatite, constirpação, diarréia, artrite, fadiga e a síndrome do intestino irritável estão associadas a intolerância a alimentos.
Dieta com remoção controlada dos alimentos que causam problema irá, em muitos casos, rapidamente, melhorar a condição do paciente.
Portanto, o conhecimento dos alimentos que podem causar reações mediadas por IgG é de grande ajuda ao profissional de saúde, permitindo que este oriente a dieta de seu paciente, para melhor qualidade de vida”.
Ainda mais em:
Entendeu agora que alergia alimentar é diferente de intolerância alimentar, e a gravidade do problema?
Ficou claro? Sugestões são sempre bem vindas para melhorar este texto e torná-lo ainda mais útil a quem lê!
Boa semana
Dr. Ícaro Alves Alcântara

* Gravura extraída de : http://www.thebroadstreetpractice.co.uk/2013/10/30/food-allergy-intolerance-week-11-15-november/



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Intolerância alimentar

Intolerância alimentar:
Quando é seu alimento a causa (ou fator de piora) dos seus sintomas e doenças

Analisando o resultado do MEU próprio Teste de Intolerância Alimentar baseado em IgG (mais de 200 alimentos testados - Recomendo!), achei por bem re-postar isto... Leiam com atenção pois acredito que possa ajudar a melhorar ou mesmo curar vários distúrbios físicos e mesmo mentais/emocionais

Podemos ter vários sintomas causados ou piorados por alimentos:

- Que mais freqüentemente causam reações de intolerância ou alergia na população em geral, mais fáceis em quem tem organismo mal cuidado (hábitos de vida ruins, sobretudo alimentares - http://www.icaro.med.br/a-base-de-tudo/);

- Que para nosso organismo em particular "não nos fazem bem" mas continuamos a ingerir diariamente sem saber disto até porque os exames convencionais não detectam ou informam isto!

OU SEJA: o melhor é cuidar melhor do organismo para diminuir sua hipersensibilidade e depois identificar o que definitivamente não lhe faz bem (e evitar)...


Em síntese – “Se você já melhorou hábitos de vida mas continua com sintomas, pode haver inflamação crônica subclínica e problemas aqui”:

terça-feira, 26 de julho de 2011

Alergia Alimentar, Ela Pode Aparecer a Qualquer Momento...


Semana passada falei sobre Intolerância Alimentar e para complementar o tema hoje vamos falar sobre Alergia Alimentar.  A alergia alimentar pode ser definida como uma reação adversa a um antígeno alimentar mediada por mecanismos fundamentalmente imunológicos. É um problema nutricional que apresentou um crescimento nas ultimas décadas, provavelmente devido à maior exposição da população a um número maior de alérgenos alimentares disponíveis.  

As alergias alimentares possuem uma apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, no sistema gastrintestinal e respiratório. As reações podem ser leves com simples coceira nos lábios até reações graves que podem comprometer vários órgãos. A maior parte dos sintomas surge em minutos ou até duas horas após a ingestão. Tanto a natureza da reação como seu tempo de início e duração são importantes para estabelecer o diagnóstico de alergia alimentar. As reações cutâneas mais comuns são: urticária, inchaço, coceira e eczema; do sistema digestivo: diarréia, dor abdominal, vômitos, do aparelho respiratório: tosse, rouquidão e chiado no peito. Em crianças pequenas, a perda de sangue nas fezes, pode ocasionar anemia e retardo no crescimento.

O número de crianças com alergia alimentar está aumentando, essa é a constatação não apenas dos médicos brasileiros. Um estudo do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos mostrou que nos últimos 10 anos aumentou em 18% o número de crianças e adolescentes com até 18 anos com algum tipo de alergia a alimentos. Os dados mostram que quatro em cada 100 crianças apresentam reação alérgica.

Alérgenos mais comuns:

# LEITE - Deve-se ter cuidado com a introdução de leite de vaca na infância.

# OVOS - A albumina dos ovos é usada em marshmallows, alimentos congelados e outras misturas para alimentos. A gema é normalmente bem tolerada.

# TRIGO, AVEIA, CEVADA, CENTEIO - O glúten presente nesses alimentos pode causar alergia a crianças portadoras de doença celíaca.

# PEIXE - O peixe estragado apresenta altos teores de histamina, mesmo antes que haja alteração do sabor.

# FRUTOS DO MAR (caranguejo, lagosta, camarão) - Podem desencadear reações severas.

# TOMATES - Uma reação alérgica a tomates está normalmente associada à frequência de uso na dieta.

# FRUTAS CÍTRICAS - Pessoas alérgicas à frutas cítricas podem facilmente apresentar carência de vitamina C. Nesse caso é necessário uma fonte suplementar dessa vitamina.

# COCA-COLA, CHOCOLATE: A sensibilidade a estes alérgenos é facilmente identificada.

# LEGUMINOSAS (soja, ervilha, feijões) - Verificar no rótulo a presença de lecitina e de outros aditivos da soja, também alergênicos.

# MILHO - Outras fontes de milho são o amido de milho (maizena, cereais como corn-flakes), calda de milho (Karo), óleo de milho, iogurte congelado, farinhas.

# CASTANHAS, AMENDOIM - Convém evitá-los. As aflatoxinas podem causar reação.

# TEMPEROS - Canela é um alérgeno comum.

# ADITIVOS ALIMENTARES E CERTOS MEDICAMENTOS - Corantes, conservantes, etc , bem como certas drogas contendo aspirina, salicilatos, penicilina. Sulfitos, aditivos muito comuns utilizados em picles, cervejas, vinhos, coca-cola, frutas e vegetais secos, cerejas, batatas secas ou congeladas também podem provocar reações alérgicas.

# FERMENTO NATURAL - Adotar uma dieta pobre em leite e laticínios, cogumelos, queijos, cremes fermentados, bacon, geléia, temperos e salsichas (e linguiças).

Os alimentos podem provocar reações cruzadas, ou seja, alimentos diferentes podem induzir respostas alérgicas semelhantes no mesmo individuo. O paciente alérgico ao camarão pode não tolerar outros crustáceos. Da mesma forma, pacientes alérgicos ao amendoim podem também apresentar reação ao ingerir a soja, ervilha ou outros feijões

Uma vez diagnosticada a alergia, são utilizados medicamentos específicos para o tratamento dos sintomas sendo de extrema importância fornecer orientações ao paciente e familiares para que se evite novos contatos com o alimento desencadeante da alergia. A exclusão completa do alimento causador da reação é a única forma comprovada de manejo atualmente disponível.  As orientações devem ser fornecidas por escrito, visando a substituição do alimento excluído e evitando-se deficiências nutricionais e até quadros de desnutrição importante principalmente nas crianças. Portanto, faz-se necessário a consulta a um Nutricionista para equilibrar a dieta e fazer as substituições adequadas ao paciente.

Deve-se ficar atento verificando o rótulo dos alimentos industrializados buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe desencadeia a alergia. Por exemplo, a presença de manteiga, soro, lactoalbumina ou caseinato aponta para a presença de leite de vaca. Há sinônimos para uma mesma substância. Coalho e manteiga, por exemplo, têm proteína do leite. 

Fontes:

ANGELIS, R. C. Alergias alimentares: tentando entender por que existem pessoas sensíveis a determinados alimentos. São Paulo: Atheneu, 2006.
FERREIRA, C. T.; SEIDMAN, E. Alergia alimentar: atualização prática do ponto de vista gastroenterológico. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 83, n. 1, p. 7-20, 2007.
PEREIRA, A.C, MOURA, S.M, CONSTANT, P.B.L.  Alergia Alimentar: sistema imunológico e principais alimentos envolvidos. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, v. 29, n. 2, p. 189-200, jul./dez. 2008.
SALGADO, J.M. ALERGIA ALIMENTAR - Intolerância do organismo a certos alimentos.