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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Vilão para a sua saúde e "colesterol"? MAIS o carboidrato simples e menos as gorduras


GORDURA SATURADA PODE NÃO SER A INIMIGA DO CORAÇÃO QUE A MEDICINA CONDENOU. - 07/07/2014

"A ciência tem apontado, e mais e mais médicos têm acatado: a gordura pode ser inocentada por falta de provas.
 
Gordura saturada, presente sobretudo em alimentos de origem animal, estaria ligada ao acúmulo do "mau colesterol"
 
Com o canudo de Medicina em mãos, o cardiologista Flavio José Kanter saiu da faculdade, em 1969, munido para a trincheira de combate à gordura saturada. Inimigos do coração, bife, ovos, banha, manteiga e leite integral ameaçavam tanto ou mais a engrenagem vital do que sal, fumo e preguiça.
Fazia oito anos que a American Heart Association e o National Institute of Health, nos Estados Unidos, haviam declarado guerra a esses elementos vistos como causadores de metade das mortes de americanos. A ordem era extirpar a carne vermelha, aniquilar o bacon, banir a nata. Até o então presidente Dwight Eisenhower, que sofreu o primeiro infarto em 1955, entrou para a história da medicina como um porta-voz da guerra ao colesterol (o fato de que chegou a fumar quatro maços de cigarro por dia era apenas um parêntese). Assim, a batalha diária contra os alimentos entupidores de veias formou gerações de especialistas e fixou-se à sabedoria popular.
Coma, no máximo, gordura vegetal. Prefira sempre a margarina à manteiga, repetiu Kanter à exaustão, seguindo à risca a cartilha. Repetia. Não repete mais. Ele perfila-se em um batalhão cada vez mais robusto de críticos à vilanização das gorduras saturadas. O fenômeno borbulha pelas laterais da medicina e da nutrição há uma década e ganhou corpo com a publicação de artigos em prestigiadas revistas científicas este ano. 
Também turbina essa discussão o livro da jornalista investigativa Nina Teicholz, The Big Fat Surprise: Why Butter, Meat and Cheese Belong in a Healthy Diet (A grande surpresa da gordura: por que manteiga, carne e queijo pertencem a uma dieta saudável, Simon & Shuster, lançado em maio nos EUA, sem edição em português). Com resenhas positivas na The Economist e no Wall Street Journal, a obra serviu de base para uma reportagem de capa em junho na revista Time - uma espécie de farol para o tema desde 1961. 
- Vivemos décadas baseados em teoria, mas nunca foi comprovado o que se dizia a respeito das gorduras - afirma o agora veterano Kanter, do corpo clínico do Hospital Moinhos de Vento. 
Ele só criou coragem e assumiu sua convicção há três meses em um artigo publicado em ZH e 
sabe que a maioria de seus colegas não pensa dessa forma. Maturou a ideia durante uma década, motivado pelos nove quilos que perdeu comendo sem restrições de gordura - exceto as trans - e colocando o corpo em movimento. Kanter acredita que a maioria das pessoas pode ingerir 30% das calorias diárias de gordura saturada. É o equivalente a cerca de seis colheres de sopa de manteiga, mas três vezes mais do que preconiza a Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Desde 1970, os americanos cortaram 11% do consumo de gordura saturada, mas aumentaram em 25% o de carboidratos. Mesmo assim, a incidência de obesidade e doenças cardiovasculares cresceu, o que desperta a dúvida: e se o problema não estiver no omelete com bacon pelas manhãs? Esse é o ponto de partida do livro de Nina - inspirado no trabalho do jornalista científico Gary Taubes, autor de artigos críticos publicados no The New York Times e na revista Science e do livro Good Calories, Bad Calories (Alfred A. Knopf, 2007), referência para dietas ricas em gordura e de baixo carboidrato. Durante nove anos, Nina escarafunchou até as notas de rodapé de estudos históricos e listou contradições em suas metodologias.
- Cientistas perceberam que deveriam revisar a ciência. Nessas revisões, concluíram, como eu concluí, que as evidências para condenar a gordura saturada não existem - disse Nina a ZH.
Um desses trabalhos de revisão foi liderado pelo epidemiologista cardiovascular Rajiv Chowdhury, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, publicado em março na revista Annals of Internal Medicine. Utilizando o método de metanálise, a equipe revisou 72 pesquisas realizadas com 600 mil pessoas em 18 países e não encontrou evidências para sustentar recomendações de restrição extrema a esses lipídeos.
Por e-mail a ZH, Chowdhury conta que o estudo foi realizado porque, após tantos anos de esforços, a associação entre ácidos graxos e risco de doença coronária permanecia obscura, com trabalhos de resultados conflitantes.
Segundo o pesquisador, a gordura saturada definitivamente eleva os níveis de LDL no sangue (o "mau colesterol"), associados a doenças. Mas não da forma como se pensava. Há evidências de que eleva subpartículas menos prejudiciais do LDL, e não as subpartículas "realmente más" - uma constatação que se origina em pesquisas dos anos 1980, do professor Ronald Krauss, da Universidade da Califórnia em Berkeley, mas que requerem mais testes.
A tendência é, também, não mirar nas gorduras saturadas de forma generalizada, já que cada tipo poderia estar associado a maior ou menor risco de doenças.
- Nossas conclusões não devem servir de carta verde para comer gordura saturada. Há grandes estudos em progresso e que deverão oferecer esclarecimentos definitivos em um futuro próximo. Por enquanto, recomendo prudência e distância da carne vermelha - alerta Chowdhury. 
Na Capital, com a serenidade de seus 68 anos, mais da metade deles auscultando corações, Kanter resume o sentimento de apreensão que perpassa pelo seu consultório.
- Precisamos ter humildade para reconhecer. Comparo esta mudança à que Galileu vivenciou quando comprovou que a Terra girava ao redor do Sol. É tão forte, que ainda tenho dificuldade de encará-la - afirma.
Trata-se de uma guerra com inimigos ainda desconhecidos.
 
Sai um problema, entra outro
Não é de hoje que espocam contradições na seara nutricional. O exemplo clássico é a gema do ovo, que de estricnina na veia passou à condição de elixir 
- rico em colesterol in natura, pouco absorvido pelo corpo, e com propriedades nutritivas que o colocam como alimento fundamental, por exemplo, para o desenvolvimento cerebral de crianças.
Em 1999, em meio à reverberação da absolvição do ovo, o escritor Luis Fernando Verissimo questionou quem o indenizaria por todas as gemas douradas que deixou de furar durante anos de medo inútil. "Ainda não liberaram a manteiga, mas é uma questão de tempo", escreveu, em premonição certeira.
As gorduras são essenciais para dar ao corpo energia e sustentar o crescimento das células. Também auxiliam na proteção dos órgãos e na manutenção da temperatura corporal. Afetam a absorção de nutrientes e a produção de hormônios. A questão que divide especialistas é quais fazem bem e quais fazem mal. Essa é a cruzada em que se encontram há décadas.
- Pesquisas que testam os efeitos de alimentos no corpo a longo prazo são de difícil execução. Controlar, com rigor, o que as pessoas comem por um longo período é o mais complicado. Essa é uma das explicações para haver tantas variações - avalia Vera Portal, cardiologista do Hospital de Cardiologia, que pesquisa fatores de risco para doenças cardiovasculares.
A disseminação de orientações baseadas apenas em associações, antes de testes clínicos provarem a relação de causa e efeito, estariam na base desse vaivém. 
- Essa ciência fraca, que não estaria pronta para ser "usada", tem nos levado a caminhos errados - lamenta a jornalista Nina Teicholz. 
Após idas e vindas, os especialistas agora farejam o vilão do século 21 para a saúde: os açúcares. Para fugir da gordura, a solução encontrada para saciar a população foram os carboidratos (que se transformam em açúcar). Pareciam perfeitos, até menos calóricos. Assim, a pirâmide alimentar americana se estruturou em quase três vezes mais carboidratos do que carne, peixe, ovos, feijão e nozes juntos. E sem ovo no café da manhã, vieram as caixinhas de cereal matinal com leite desnatado, pão com margarina e iogurte light, mas adoçado.
Há consenso de que trocamos um problema por outro. A população está mais obesa, mais diabética, acometida por doenças senis e só não morre ainda mais de infartos fulminantes porque evoluíram as medicações e o diagnóstico.
Os carboidratos seriam os responsáveis por elevar as subpartículas mais nocivas de LDL no sangue, e não as gorduras, apontam estudos. Seguindo essa lógica, há linhagens de nutricionistas e médicos que usam a gordura para combater o açúcar. Receitam aos pacientes a ingestão de proteínas e gorduras saturadas e monoinsaturadas (abacate, nozes, azeite de oliva) para controlar a fome e a gana por doces, pães e massas. É o caminho inverso.
- Aprendi na faculdade que a gordura faz mal, mas, depois, vi que não se tem evidências. O que vai matar a pessoa não é a gordura, mas a combinação churrasco com pão e doce depois - diz Gabriel Carvalho, nutricionista, farmacêutico bioquímico e introdutor da nutrição funcional no Brasil em 1999.
No consultório de Gabriel, o perfil dos pacientes mudou. Em geral, são pessoas que, como ele descreve, acham que sabem cuidar da alimentação. Não comem ovos porque têm colesterol, tomam leite desnatado ou semi, comem pouca carne de gado durante a semana, comem frango, evitam manteiga e nata e estão com colesterol alto. A explicação, segundo ele, são o pão branco ou o "falso integral", massas, bolachas e doces, para citar alguns vilões.
O mesmo observa o médico Jose Carlos Souto, que é urologista e especialista na chamada dieta paleolítica "low-carb":
- O que temos é um fenômeno global de aumento dos alimentos processados e redução da gordura. Como todos acreditam nesse dogma, basta escrever "não contém gordura" ou "zero colesterol", e as pessoas comem. Mas o que elas estão ingerindo é açúcar.
Há um ano e meio, Souto recebeu a empresária Camila Marquetto Saikoski, 28 anos, 1m82cm de altura, 64 quilos, que apresentava uma doença autoimune que reduzia as plaquetas. Tinha triglicerídeos altos e relação entre colesterol bom e ruim que deixava a desejar.
- Eu comia já tudo bem magro. Fugia da gordura como o diabo da cruz, e agora faço o inverso, só que deixei de comer glúten e parei de comer industrializados, só comida 100% natural - diz a empresária, cuja geladeira está recheada de nata, manteiga, carnes e ovos.
Resultado: os exames de Camila mostraram, além da normalização das plaquetas, aumento do HDL no sangue e redução dos triglicerídeos. 
 
Terreno de divergências
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) dá sinais de estar atenta à discussão. Elevou em 2012 sua recomendação máxima de 7% para 10% das calorias diárias obtidas de gordura saturada (algo como dois cubos de bacon frito), uma flexibilização maior do que a das entidades americanas, que restringem a ingestão em 5% a 6%, o equivalente a menos de duas colheres de sopa de manteiga. 
- Esse percentual de consumo de gordura saturada que o governo recomenda hoje só foi visto em períodos de fome, no pós-II Guerra Mundial. É muito drástico - afirma a autora do livro The Big Fat Surpise, Nina Teichloz, reconhecendo um grão de mudança pelo fato de, por outro lado, terem deixado de bater na tecla da gordura como número 1 de suas preocupações. 
A diretriz brasileira sobre o consumo de gorduras e saúde cardiovascular, publicada em janeiro, cita a discussão e reconhece que a substituição de gordura saturada por carboidratos simples pode ter grande impacto no aumento do risco de doença cardiovascular e diabetes. 
- Hoje, se sabe que existe correlação do alto consumo de gordura saturada com problemas do coração. O que a gente não sabe é qual deve ser a ingestão diária. O que questionamos é se precisa ser tão restrito - pondera o presidente do departamento de arterosclerose da SBC e professor da PUCPR, José Rocha Faria Neto.
Mais preocupada com a combinação de macronutrientes do que com a vilania de um tipo de gordura, Carisi Anne Polanczyk, chefe do Centro de Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento e presidente da Sociedade de Cardiologia do RS (Socergs), diz que a execração da gordura saturada teve alto efeito psicológico. Houve uma "lavagem cerebral", reconhece.
- Restringíamos muito. Manteiga, nem pensar. Retirava o ovo, carne era permitida em pouquíssima quantidade. Agora, achamos que manteiga é melhor do que margarina. Abandonei o creme vegetal, mesmo os que dizem não conter gordura trans. Os cardiologistas mudaram, e até os pacientes nos cobram em tom de brincadeira. Mas devemos olhar para a alimentação como um todo, não para nutrientes isolados - diz Carisi.
Um dos maiores nomes no Brasil em medicina cardíaca, o cirurgião Fernando Lucchese, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, afirma que não há evidências que o permitam relativizar o conselho de evitar a gordura saturada.
- Corremos o risco de multiplicar doenças cardíacas - afirma Lucchese.
- Pode prescrever a dieta que quiser, mas 15% a 20% (dos pacientes) cumprem à risca. Eles têm conhecimento do tema, mas não abrem mão de comer gordura saturada, por isso a medicação é importante.
Carisi também alerta: 
- Provavelmente, a maioria das pessoas pode comer gordura em quantidades razoáveis, mas, para as pessoas que acumulam, o colesterol faz mal. Não adianta passar uma ideia de que todo mundo pode comer tudo. Existe um padrão de alimentação saudável que envolve manter peso e uma combinação de nutrientes que pode ter gordura, desde que (a pessoa) não tenha predisposição de ter colesterol alto.
 
ENTREVISTA: "Coma mais alimentos verdadeiros"
Por Maria Rita Horn 
Nutricionista francesa que mora no Brasil, Sophie Deram pesquisa transtornos alimentares e neurociência do comportamento
Se fala muito em terrorismo nutricional. O que seria isso?
Tenho visto muitos jovens que nunca aprenderam a comer de forma tranquila. Vejo, na verdade, uma grande dificuldade frente a "o que comer". E uma das causas disso é o exagero de regras super-rígidas veiculadas e, às vezes, contraditórias, que fazem com que achemos que comer bem é saber mais e mais de nutrição.
Uma hora não se pode comer gordura ou ovo, um tempo depois, está liberado novamente. Esse vaivém confunde as pessoas?
Confunde muito. Antigamente, o perigo era um alimento que era estragado. Hoje, é dito que o que você coloca na boca pode ser muito tóxico. Vejo muito mal-estar com isso. Foi feita uma pesquisa sobre o conhecimento nutricional nos EUA e na França. Nos EUA, todo mundo sabia o que é ômega 3, ômega 6, muitas coisas sobre a gordura. Os franceses sabem apenas que baguete com camembert é muito bom. E o pesquisador questionou: será que saber muito de nutrição não atrapalha a relação com a comida? Provavelmente.
O que temos de mudar na relação com a alimentação para nos sentirmos mais felizes e termos menos problemas com obesidade?
Não é porque uma pessoa tem obesidade que está comendo errado. Tenho um paciente que come superbem, mas tem obesidade por problemas de hormônio. Sobre a relação com a comida, em vez de se estressar demais com as regras, tente incluir mais alimentos verdadeiros no seu dia. Beba mais água. Na alimentação de adolescentes brasileiros, 15% das calorias vêm de bebidas doces. Inclua legumes e frutas, em vez de comer tudo pronto em pacotes. Tenho três dicas: parar de fazer dieta, comer alimentos verdadeiros - e aqui não estou dizendo que você não pode comer alimentos da indústria - e cozinhar".



* Original em http://www.consulfarma.com/Noticia.aspx?IdentityNews=2239   -   ZERO HORA - RS 07/07/2014

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Consumo de gordura 'boa' reduz mortes por câncer de próstata, diz estudo...



Uma dieta rica em gordura de origem vegetal, presente em nozes e azeite de oliva, diminui o risco de metástase em pacientes diagnosticados com câncer de próstata. Segundo os pesquisadores, trocar carboidratos por alimentos com esse tipo de gordura também reduziu o risco de morte em geral, independente da causa.

O consumo de gordura saturada e trans, presente em carnes e alimentos processados, no entanto, aumentou os riscos para a saúde dos pacientes avaliados.

"Os médicos recomendam simplesmente cortar as gorduras após o diagnóstico de câncer de próstata", diz o Stephen Freedland, urologista da Universidade Duke, na Carolina do Norte. Mas o estudo mostra que o consumo do "tipo certo de gordura" (a vegetal) reduz não apenas o risco de morrer do câncer, como também de qualquer doença, explica o médico.

Os pesquisadores acompanharam 4.577 homens com câncer de próstata localizado durante um amplo estudo sobre a saúde dos trabalhadores, iniciado em 1986. Os pacientes preencheram questionários a cada quatro anos sobre a frequência com que consumiam ou bebiam 130 tipos diferentes de alimentos e bebidas.

Em um período de oito a nove anos, 315 homens desenvolveram câncer de próstata letal, do tipo que se espalha por outras partes do organismo. Outros mil pacientes morreram por outras causas.

Os homens que disseram consumir boa parte das calorias diárias a partir de gordura vegetal tiveram risco 33% menor de morrer após o diagnóstico de câncer. Trocar 10% das calorias diárias de carboidratos por gordura vegetal pode resultar em uma queda de 29% no risco de ter câncer de próstata letal e a uma redução de 26% nas chances de morrer por qualquer outra causa, segundo Erin Richman, da Universidade de Califórnia, em São Francisco.

Segundo a pesquisadora, a gordura vegetal contém antioxidantes e pode reduzir inflamações no corpo, dificultando a progressão do câncer. Estimativas da Sociedade Americana do Câncer apontam que um a cada seis homens americanos serão diagnosticados com câncer de próstata e um a cada 36 devem morrer em decorrência da doença.

Fonte: Folha de São Paulo

 ** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Conheça o óleo de arroz...



Quando o assunto é alimentação saudável, o óleo de arroz tem ganhado cada vez mais destaque. Extraído do farelo e do gérmen do grão de arroz, este óleo traz inúmeros benefícios, no controle do colesterol, no emagrecimento,  inibe a agregação plaquetária e favorece a ação antioxidante.
Sua composição é semelhante aos óleos de milho, soja e oliva, sendo: 38,4% ácido oleico (ômega 9), 34,4% ácido linoleico (ômega 6), 2,2% ácido linolênico (ômega 3) e 2,9% ácido esteárico. Porém, comparado aos óleos de palma e de coco, ele apresenta quantidades de gordura saturada menores, cerca de somente 20%.

Uma colher de sopa de óleo de arroz possui aproximadamente 135 calorias, semelhante aos outros óleos, devido às gorduras serem os componentes mais calóricos da nossa dieta. Como qualquer gordura, o óleo de arroz também deve ser consumido com moderação.

O óleo de arroz possui um poderoso antioxidante, o gamma-oryzanol, substância que de acordo com alguns estudos, possui os mesmos efeitos de esteroides anabólicos, que auxiliam na formação do GH (hormônio de crescimento), sendo mais efetivo como suplemento antioxidante  por neutralizar a liberação de radicais livres durante o exercício intenso. Além disso, auxilia na liberação das endorfinas, que dão uma sensação de bem estar. Nos EUA, é comum sua associação com suplementos esportivos que possuem o intuito de aumentar a performance e massa muscular.

O óleo de arroz é uma excelente fonte de gorduras saudáveis e protetoras do coração, como as poliinsaturadas e monoinsaturadas, as quais contribuem para a redução do colesterol total e do LDL-colesterol “ruim”, além de aumentar os níveis de HDL-colesterol, o “colesterol bom”.

Seu uso pode ser em preparações ou colocado sobre os alimentos prontos, como saladas e peixes.

Uma grande vantagem é que ele é bastante resistente ao calor, preservando a maior parte de seus nutrientes mesmo a 180 graus. Porém, como outros óleos, não deve ser reutilizado.

Minha fan Page: Juliana Pansardi Nutricionista Desportiva para mais dicas.



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quinta-feira, 3 de maio de 2012

De onde vem a sua gordura?




Especialistas dizem que a melhor dieta possível é composta de 40% de carboidratos, 30% de gorduras e 30% de proteínas; particularmente, NÃO concordo e acho que o tempo e o progresso científico vão mostrar que estou certo em dizer que:
-       O ideal (na minha opinião) é 40% de proteínas, 30% de BONS carboidratos e 30% de BOAS gorduras;
-       Mais ideal ainda é que um BOM nutricionista funcional calcule a dieta mais adequada possível para SUAS necessidades específicas.

Mas se, independentemente da composição da dieta, tantos por aí têm TANTA gordura corporal, de onde ela vem afinal? Simples: basicamente, dos EXCESSOS cometidos; excessos de qualquer coisa: gorduras, carboidratos e mesmo proteínas.

GORDURAS: Quando entram no organismo, podem fazer parte da estrutura dele (membranas celulares, hormônios, etc) OU o que sobrar (EXCESSO!) ser incorporado pelos adipócitos (ou fígado) e depositado, assim compondo reserva energética (gordura armazena bem mais energia em menos espaço...); detalhe importante: gordura NUNCA pode ser transformada em proteínas ou carboidratos, como alguns erradamente pensam, mas carboidratos em excesso SÃO transformados em gordura!

CARBOIDRATOS: Também chamados de “açúcares”(mesmo que não sejam necessariamente doces, como as massas e pães), quando entram no organismo são aproveitados para a produção de energia OU armazenados sob a forma de glicogênio (estoque relativamente pequeno, feito pelo fígado e músculos) OU o que sobrar (EXCESSO!) ser incorporado pelos adipócitos (ou fígado), transformado em gordura e depositado, assim compondo reserva energética (afinal, lembrem-se: gordura armazena bem mais energia em menos espaço)... Isso mesmo: como glicose é um carboidrato, principal fonte de energia para o cérebro e coração, se faltar glicose o fígado pode transformar proteínas em carboidratos; em outras palavras, em situações “emergenciais” (muito freqüentes em quem alimenta-se mal ou exercita-se além das suas capacidades), seu corpo pode quebrar suas proteínas (estejam elas em músculos, ossos ou onde for) para transformá-las em “açúcares”.

PROTEÍNAS: Ao entrarem no organismo, são utilizadas predominantemente para fins estruturais, ou seja, formar seus mais diversos componentes mas o que sobrar (EXCESSO!) pode ser convertido pelo fígado em glicose (via gliconeogênese); e bem sabemos o que acontece com o excesso de glicose, não (dúvidas, leia novamente acima)?

Ou seja, TUDO* vira GORDURA se entrar em EXCESSO no organismo... Respondida a pergunta?

* TUDO, nesta sentença, exclui vitaminas, minerais e água que NUNCA são transformados em gordura pelo nosso organismo; o máximo que pode acontecer é alterações nas suas quantidades alterarem o apetite, metabolismo, biotransformações (proteínas em glicose, glicose, em gordura, ...), etc.

Um abraço

Dr. Ícaro Alves Alcântara
www.icaro.med.br









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sexta-feira, 23 de março de 2012

Gorduras Saudáveis...



Geralmente as pessoas pensam que para perder gordura e ganhar massa magra é necessária uma dieta extremista, zero carboidrato, zero gordura. Até mesmo os fisiculturistas já chegaram a pensar desta forma, porém, hoje sabemos que isto é mito e que todos os nutrientes são necessários para um bom funcionamento do organismo e perda de peso, inclusive as gorduras que tem importante papel na síntese de hormônios. Lógico que não são todas, precisamos das chamadas gorduras boas.

A ingestão das gorduras certas e em quantidades moderadas pode até ajudar a construir músculos, em geral os fisiculturistas em fase de crescimento devem ter em torno de 20% de sua energia vinda das gorduras. Enfatizando suas fontes saudáveis que serão listadas abaixo.

OVOS

O ovo é uma das melhores fontes de proteínas. É de fácil digestão e proporciona um excelente perfil de aminoácidos. Tanto a gema quanto a clara fornece proteínas, porém, a clara é digerida mais rapidamente, isso porque a gema contém gordura que retarda a ingestão mas fornece uma fonte mais sustentada de proteínas.
Como metade da gordura da gema é saturada, use a proporção de 1 gema para cada 5 claras. Ou seja, reduza, não elimine. Ainda tem duvidas sobre os benefícios do ovo? Leia mais aqui http://ligadasaude.blogspot.com.br/2011/05/ovos-colesterol-e-risco-cardiovascular.html

SALMÃO

Excelente fonte e ômega 3. Este ácido graxo ajuda a poupar a perda de glutamina, consequentemente é benéfico ao sistema imunológico e indiretamente ao crescimento. Ajuda também a melhorar o armazenamento de glicogênio muscular e reduzir sua inflamação.
Além disso, 120g de salmão vão lhe proporcionar em torno de 34g de proteínas e 12g de gordura.
Parece muita gordura? Então lembre-se que é melhor para você, para sua saúde e para seu crescimento muscular que, é melhor você gastar esta energia a mais com exercícios do que reduzir a ingestão destas gorduras saudáveis.

ÓLEO DE LINHAÇA

Além dos peixes, esta é a melhor fonte de ômega 3. A suplementação do óleo de linhaça ou adição a saladas ou shakes de proteínas é importante para que o corpo faça conversão de compostos necessários a construção muscular. Para atletas em fase de crescimento o consumo pode ser de 2 colheres de sopa ao dia. Para pessoas que seguem dietas, pode-se utilizar 1 colher de sopa ao dia.

CARNE VERMELHA

Obviamente você precisa reduzir calorias para perder massa gorda. Contudo, se você reduzir muita gordura boa, pode acabar comprometendo seus níveis de testosterona, o que consequentemente reduz sua massa muscular já existente e sua produção.
A carne vermelha contem gorduras que reforçam esses níveis de testosterona, incluindo-se o ácido linoleico conjugado (CLA). Essa gordura permite que seus depósitos de gordura sejam usados como fonte de energia e permite promover a síntese proteica e o crescimento muscular.
Lembrando-se que a carne vermelha é fonte também de gordura saturada, devemos restringir seu consumo a 2 ou 3 vezes na semana.

ÓLEOS PROCESSADOS

Os óleos vegetais contém ômega 6. Ou melhor, alguns deles contem já que, estes são processados de forma a aumentar o tempo de prateleira, retirando então os nutrientes. Por outro lado, quando são processados a frio, suas características se mantém. Sendo assim, seu consumo por atletas ajuda a promover a produção de hormônios, favorece o fluxo sanguíneo para os músculos e redução a inflamação.
Portanto, chega de temer o consumo o consumo de gorduras. Elas são fundamentais, tanto quanto a proteína, para o crescimento muscular.
Para ter certeza que você esta fornecendo ao seu organismo tudo o que ele precisa e em quantidades adequadas, procure um nutricionista especializado no assunto.

*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.