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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Proteína da carne em pó: realmente eficaz ou apenas um modismo?

http://rodolfoperes.com.br/uploads/blog/4507496.jpgMuita gente ainda acha que carne vermelha é sinônimo de problemas para o funcionamento do nosso organismo. No entanto, a coloração da carne não se relaciona necessariamente com seu teor de gorduras. O termo "carne vermelha" é baseado na concentração de mioglobina da carne. Essa é uma proteína que transporta oxigênio para os músculos, sendo responsável pela coloração vermelha da carne. Como exemplo, um gado adulto possui cerca de 2% de mioglobina, enquanto um frango adulto possui apenas 0,2%. A carne do avestruz é vermelha. No entanto, possui menos gordura do que a carne do frango! 
Por ser uma das melhores fontes proteicas disponíveis, ao lado do frango, peixes e ovos, a carne vermelha é sempre associada ao ganho de massa muscular. Consumir proteínas de qualidade é essencial para a formação de músculos. Todas as refeições devem ter como ponto principal a ingestão de proteínas. São elas que vão reparar o tecido muscular danificado no treino e construir novos tecidos. 


Há aproximadamente quatro anos, chegou ao mercado de suplementação uma nova opção de proteína em pó, proveniente da carne bovina. Tive o primeiro contato com a chamada "carne em pó" em uma feira de suplementação nos EUA, em 2010. A princípio, pensei que estava diante de uma proteína com absorção lenta, que poderia ser uma boa opção para compor as refeições intermediárias ou para tomar antes de dormir. Mas estava errado...

A proteína da carne em pó tem rápida absorção, e é isenta de gorduras. Uma preocupação válida, já que a gordura da carne, em sua maioria, é saturada, que pode ser prejudicial à saúde, se consumida em excesso. Portanto, a proteína da carne em pó é mais uma opção nos momentos em que se deseja uma proteína rapidamente biodisponível, como, por exemplo, imediatamente antes e/ou após uma sessão de treinamento intenso. 
     
O produto também pode acompanhar receitas doces e salgadas, como sopas ou vitaminas, e ser uma excelente alternativa para quem tem dificuldade para mastigar e/ou engolir carne em pedaços, como pacientes com Alzheimer, Parkinson, pessoas submetidas à cirurgia de redução de estômago ou procedimentos dentários complexos. 
     
Então devo substituir a whey protein por proteína da carne em pó?
     
Lembrem-se de que toda generalização é burra. A proteína da carne é mais uma alternativa que pode ser utilizada na elaboração de um programa nutricional, mas não esperem uma verdade absoluta, do tipo: whey protein é melhor que albumina, que é pior que a proteína da carne em pó, que por sua vez é melhor que a proteína isolada de soja. Tudo dependerá da proposta nutricional, dos objetivos do paciente e, principalmente, das características individuais. Quem tem alergia a whey protein e/ou intolerância à proteína do ovo ou da soja, pode se beneficiar com a ingestão da carne em pó. 
     
A grande vantagem da whey protein é ter níveis mais elevados de leucina do que a proteína da carne. Sabe-se da importância desse aminoácido quando se fala em síntese proteica. Em contrapartida, a whey protein tem menores níveis de arginina, alanina e glicina, aminoácidos diretamente relacionados com a síntese de creatina. Sem contar que a proteína da carne é naturalmente rica em creatina, substância amplamente estudada e confirmada quanto aos seus efeitos no auxílio da melhora da performance e, consequentemente, no ganho de massa muscular.  


Portanto, caso se utilize a proteína da carne antes e/ou depois o treino, para um indivíduo engajado em um programa intenso de treinamento, sugiro que se introduza aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAS) antes, durante e/ou após o exercício para complementar os níveis de leucina. Lembrando que a leucina atua melhor quando acompanhada dos demais aminoácidos de cadeia ramificada (isoleucina e valina). Por isso, principalmente se for utilizada intra-treino, não é recomendada a suplementação isolada com leucina. Esta teria maior validade em complementar um shake proteico ou refeição que já contenha os demais aminoácidos de cadeia ramificada. Da mesma forma, quando se escolhe tomar a whey protein, a adição de creatina na suplementação pode ser útil. 
             
Atualmente, o mercado de suplementação oferece muitas opções para a elaboração um adequado programa nutricional. Podemos citar como pós proteicos, além da whey protein e da proteína da carne, as igualmente interessantes: albumina, proteína isolada de soja, proteína isolada do arroz, proteína isolada da ervilha, proteína isolada do arroz, dentre outras. Da mesma forma que o treinador tem uma ampla variedade de exercícios, e precisa escolher alguns deles para compor o treinamento de seu aluno, o nutricionista deve saber escolher a suplementação adequada para cada paciente, de acordo com seus objetivos, necessidades e peculiaridades. Procure sempre orientação profissional! 


Profa. Esp. Paula Fortes
CREF 014132/G - RJ

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Naltrexona em baixas doses - Esperança para o melhor tratamento de MUITAS doenças?


Conforme postei recentemente no Facebook
(Leia atentamente e tire suas próprias conclusões):


Post 1:
" Como a Terapia de Baixa Dose com Naltrexone pode Melhorar a Imunidade (e ajudar a tratar várias condições patológicas):



Post 2:
" Naltrexone em baixa dose, terapia denominada internacionalmente pela sigla LDN, trata de pacientes com #‎doenças de #‎Crohn, doença de #‎Alzheimer, #‎câncer de ovário, de pâncreas, fígado, #‎autismo, e #‎EscleroseMúltipla, dentre outras #‎patologias graves.
A naltrexona é um antagonista opiáceo farmacologicamente ativo. Ele foi primeiramente utilizado em doses relativamente altas para o tratamento de opióide e do álcool. Mas em doses muito baixas, a naltrexona foi encontrada para ter propriedades #‎imunomoduladoras.
LDN foi usado primeiramente como um agente terapêutico para pessoas com #‎AIDS. Tem sido proposto para ser utilizado em pessoas com doenças malignas, esclerose múltipla, e doenças #‎autoimunes. Uma publicação recente mostrou uma #‎melhoria significativa na doença de Crohn em pessoas que usaram LDN.
Segundo o médico Dr. Joseph Mercola:“Naltrexone em baixas doses [low dose naltrexone- LDN] é uma promessa de ajudar milhões de pessoas com câncer e doenças autoimunes. Como um antagonista opiáceo farmacologicamente ativo, LDN funciona bloqueando os receptores opióides, que por sua vez ajuda a ativar o sistema imunológico do seu corpo. Alguns dos principais especialistas acreditam que o Naltrexone em baixa dose é uma grande promessa para o tratamento de milhões de pessoas que sofrem com doenças autoimunes, distúrbios do sistema nervoso central, e até mesmo câncer e HIV/AIDS. É extremamente barato, e parece ser livre de efeitos colaterais prejudiciais.”
A médica Dra. Jacquelyn McCandless relata ter encontrado efeitos positivos em crianças com autismo, utilizando a terapia LDN.
O médico Dr. Burton M. Berkson atesta que conseguiu resultados fenomenais com baixa dose de naltrexona (LDN), em pacientes com câncer e com doenças autoimunes" ( Gustavo Molina Buzz e Júlio Caleiro Pimenta)
Leiam - pode ajudar a vocês ou pessoas que conheçam, em necessidade:


*** MUITO mais informações em: http://www.lowdosenaltrexone.org/ ***

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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Alzheimer, glicose, cérebro e relações

Estudando o funcionamento do ‪#‎CÉREBRO‬ e como melhorá-lo, acabei de esbarrar com 5 textos simples e interessantes sobre o tema: um do The Blaylock Wellness Center e outro doDr Rondó, cujos links posto abaixo, recomendando a leitura de todos:

http://www.newsmaxhealth.com/Dr-Blaylock/Alzheimers-glucose-brain-hypoglycemia/2014/04/04/id/563788/?ns_mail_uid=79237547&ns_mail_job=1563929_04122014&promo_code=kpyjpxsv

http://www.drrondo.com/pode-apostar-oleo-de-coco-melhora-a-sua-funcao-cerebral/

http://www.topgyn.com.br/conso00/noticias179.php?ultima=4566

http://veja.abril.com.br/blog/genetica/sem-categoria/doenca-de-alzheimer-como-ocorre-o-deposito-de-placas-amiloides/

http://www.centrocienciajunior.com/novidades/novidade.asp?id=1293

Aspectos principais que julgo interessantes nos 3:

- O cérebro precisa de combustíveis para funcionar, como qualquer órgão do corpo, sendo o principal a glicose (cujo excesso é tóxico para ele e aumenta sua inflamação) mas também é capaz de funcionar bem com TCMs (triglicerídeos de cadeia média) como os presentes em boa quantidade no óleo de côco;

- Na falta de combustíveis o cérebro fica mais sensível e "intoxicável" por toxinas E libera maiores quantidades de ‪#‎glutamato‬, ficando assim mais reativo/excitado. Se este status perdura, entretanto, aumenta a neurodegeneração, justamente devida a estes fatores;

- Assume-se atualmente que parte do dano cerebral associado ao ‪#‎Alzheimer‬ é justamente causado pela restrição de combustíveis para o cérebro, especialmente a glicose; mas isto pode ser tratado/minimizado e mesmo revertido (estudos mais recentes sugerem) pela ingestão regular de quantidades suficientes de TCMs como os do óleo de côco

- No que tange ao cérebro, portanto, glicose é necessária mas em níveis ótimos e regulares, nem em falta e nem em excesso.

- Assumia-se até "recentemente" que os neurônios não precisassem de insulina para levar glicose para dentro de si e assim utilizá-la mas isso "caiu por terra" como "verdade absoluta": hoje em dia sabe-se que o cérebro produz sua própria insulina (como o pâncreas); exatamente por isso tudo que aumente sua resistência à insulina irá afetar também a resistência à insulina dos seus neurônios, assim dificultando a entrada e aproveitamento de glicose nestes. Ou seja: está explicado também por isto como a ingestão regular de alimentos com excesso de frutose ou outros açúcares vai aumentando a resistência à insulina do organismo e isso vai afetando também os neurônios pela falta de glicose... Resultado: mal funcionamento cerebral e demências, como Alzheimer.

- Sim, o depósito excessivo de placas de beta-amilóides ainda é tido como o principal fator causal e agravante na Doença de Alzheimer, interferindo na comunicação neuronal mas as vias inflamatórias e de baixa produção de energia discutidas acima podem tanto sugerir mecanismos "sinérgicos" na doença quanto mecanismos de formação das placas ou perpetuação destas (lembremos que é o sistema glinfático, recém-"descoberto" quem faz a limpeza geral do cérebro, sobretudo à noite e é o principal responsável pela remoção das placas... Mas este sistema também precisa de combustíveis para funcionar: os mesmos já citados acima - e bom sono e boa circulação: ou seja, de hábitos de vida saudáveis, no geral, para funcionamento ótimo).

Entendido? rrs

Abraço para todos!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Revolução no Alzheimer: beta-amiloides podem ser defesa do cérebro...



Os amiloides - aglomerados de proteínas deformadas encontrados nos cérebros de pessoas com Mal de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas - têm sido os caras maus por excelência da neurobiologia.
Acredita-se que eles deturpem o funcionamento dos neurônios responsáveis pela memória e pelos movimentos, e pesquisadores de todo o mundo têm-se dedicado a encontrar formas de bloquear a sua produção ou acumulação nos seres humanos.
Mas, e se os bandidos forem na verdade os mocinhos?
De fato, dois estudos publicados por uma equipe da Universidade de Stanford (EUA) definem uma rota firme para reabilitar a reputação das proteínas que formam esses emaranhados, ou placas, de amiloide.
São mais duas demonstrações de uma tendência que está virando o campo da neurobiologia de cabeça para baixo.
O primeiro estudo mostra que uma proteína formadora de amiloide, a muito famosa beta-amiloide, que é fortemente associada à doença de Alzheimer, pode reverter os sintomas de doenças neurodegenerativas similares à esclerose múltipla em animais de laboratório.
O segundo estudo estende a descoberta, mostrando que pequenas porções de várias proteínas conhecidas pela formação de amiloides (incluindo os príons e taus) também podem aliviar rapidamente os sintomas dos animais com doença neurodegenerativa - apesar do fato de que os fragmentos podem, e efetivamente formam, tentáculos longos, ou fibrilas, que se pensava anteriormente serem prejudiciais à saúde dos nervos.
"O que estamos descobrindo é que, pelo menos em certas circunstâncias, esses peptídeos amiloides realmente ajudam o cérebro", disse o Dr. Lawrence Steinman.
"Isso realmente vira o dogma 'amiloide é ruim' de cabeça para baixo. Isso vai exigir uma mudança de crença fundamental [dos cientistas] sobre a neurodegeneração e doenças como a esclerose múltipla, doença de Alzheimer e de Parkinson," continua o pesquisador.
Tomados em conjunto, os estudos começam a sugerir a ideia radical de que as compridas proteínas formadoras de amiloide podem, de fato, ser produzidas pelo cérebro como uma proteção, e não como uma força destrutiva.
Em particular, o estudo da equipe de Steinman mostra que estas proteínas podem funcionar como vigilantes moleculares, removendo e escoltando moléculas específicas envolvidas na inflamação e respostas imunes inadequadas dos locais afetados pelas doenças neurodegenerativas.
Assim, destruir as placas de beta-amiloide pode ser uma forma de ajudar o inimigo, e não de ajudar o cérebro a se defender das doenças neurodegenerativas.
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 18 de março de 2013

Exercício físico pode ajudar a reverter Alzheimer...



Um estudo de investigadores espanhóis indica que algumas das lesões cerebrais associadas à doença de Alzheimer poderão ser reversíveis, recorrendo a métodos tão simples como a prática de exercício físico. O estudo foi publicado esta semana na revista Molecular Psychiatry.

Embora ainda se desconheça se são uma causa ou uma consequência da doença de  Alzheimer, a verdade é que esta enfermidade está associada, entre outros fatores, a danos nos neurónios granulares do hipocampo, uma zona do cérebro relacionada à aquisição de novas memórias.
 
A investigação liderada pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), uma instituição de saúde pública espanhola, vem sugerir que os danos nos neurónios granulares são reversíveis.
 
O estudo realizado em ratinhos mostra que a combinação de exercício físico, estimulação cognitiva e interação social pode reverter a deterioração destes neurónios, voltando estes à sua estrutura original, explicam os  investigadores do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) em comunicado de imprensa.

Durante a investigação os ratos recuperaram a estrutura e conectividade dos seus neurónios granulares, depois de terem sido submetidos a uma prática mais intensa de exercício físico e de interação com outros ratos.

O estudo demonstrou "a reversibilidade das alterações celulares associadas à doença de Alzheimer naqueles neurónios", diz Maria Llorens-Martín, do Centro de Biologia Molecular (centro misto do CSIC e da Universidade Autónoma de Madrid), no comunicado.


FONTE: http://boasnoticias.clix.pt/  ORIGINAL EM ESPANHOL http://www.csic.es










** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Romã possui antioxidantes que protegem contra doenças degenerativas...



Pesquisadoras brasileiras descobriram que a romã tem grande potencial para atuar na prevenção do Mal de Alzheimer e outras doenças degenerativas.
Inúmeros estudos indicam que, entre pessoas que consomem frutas e verduras regularmente, é mais raro o diagnóstico de doenças degenerativas decorrentes da idade avançada.
"Isso se deve ao fato de que a quantidade de antioxidantes presentes nesses alimentos é elevada", comenta Maressa Caldeira Morzelle, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/ESALQ), autora da pesquisa.
Em seu trabalho, Maressa mostrou que a casca da fruta possui mais antioxidantes do que seu suco e sua polpa.
Acredita-se que os antioxidantes atuem na prevenção contra os radicais livres que matam as células do nosso corpo, o que pode resultar em doenças degenerativas em geral.
Com base nessa premissa, Maressa buscou alternativas que pudessem concentrar todo o extrato da casca de romã em um pó que possa ser diluído como suco ou adicionado a sucos de outros sabores
Composto bioativo
O principal desafio foi criar um composto bioativo que não afeta as propriedades sensoriais do produto final.
Os melhores resultados vieram na forma de um extrato, elaborado com etanol e água, e de um pó para refrescos, que não altera o sabor do suco ao qual é adicionado.
Segundo a pesquisadora, o trabalho pode se transformar em um produto comercial, eventualmente na forma de microcápsulas contendo o extrato casca de romã, que possam ser adicionadas na dieta em geral, ou mesmo tomadas na forma de um suplemento tradicional.
Fonte: Diário da Saúde

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Extratos de chá verde e vinho tinto desarmam Alzheimer no cérebro...



Os compostos ativos presentes no chá verde e no vinho tinto interrompem um processo-chave na progressão do Mal de Alzheimer.
Em experimentos de laboratório, os pesquisadores isolaram o processo que permite que aglomerados das proteínas amiloide beta liguem-se às células do cérebro.
A seguir, eles conseguiram interromper esse processo usando extratos purificados de catequina, extraída do chá verde, e resveratrol, extraído do vinho tinto.
"Esse é um passo importante para aumentar a nossa compreensão das causas e da progressão da doença de Alzheimer," disse o professor Nigel Hooper, da Universidade de Leeds (Inglaterra), um dos coordenadores do estudo, que foi publicado na revista científica Journal of Biological Chemistry.
Formato das proteínas
A doença de Alzheimer é caracterizada por uma acumulação de proteína amiloide no cérebro, que se junta para formar aglomerados tóxicos, embora ainda haja dúvidas se essas placas de beta amiloide são causa ou consequência da doença.
Esses aglomerados prendem-se à superfície dos neurônios através de proteínas da superfície celular denominadas príons, causando um mau funcionamento das células nervosas ou levando-as à morte.
O que os cientistas queriam saber era se o formato desses aglomerados danosos é importante para a sua fixação, o que pode ser uma dica de como evitar seu acúmulo no cérebro.
"Quando nós adicionamos os extratos do vinho tinto e do chá verde, que recentemente se demonstrou serem capazes de mudar o formato das proteínas amiloide, os aglomerados não conseguiram mais causar danos aos neurônios," disse Hooper.
Sinalizadores
"Nós também demonstramos pela primeira vez que, quando as bolas de amiloide grudam nos príons, elas acionam a produção de ainda mais amiloides, criando um círculo vicioso mortal," acrescenta o pesquisador.
"Embora esses resultados iniciais não devam ser sinal para que as pessoas estoquem chá verde e vinho tinto, eles podem fornecer um novo e importante caminho na busca de tratamentos novos e mais eficazes [para o Alzheimer]," concluiu Hooper.
Fonte: Diário da Saúde

domingo, 18 de novembro de 2012

Segundo estudo, comprometimento cognitivo leve pode melhorar com cafeína...



Estudos recentes relacionaram o consumo de cafeína a um menor risco de doença de Alzheimer, e uma nova  pesquisa da Universidade de Illinóis pode ser capaz de explicar como isso acontece.

Os pesquisadores descobriram um sinal que ativa a inflamação do cérebro e que está associada às doenças neurodegenerativas, e a cafeína parece bloquear sua atividade. Esta descoberta pode levar à drogas que poderiam reverter ou inibir comprometimento cognitivo leve. 

Os ratos tratados com cafeína recuperaram a sua capacidade para formar uma memória 33 % mais rápida do que os ratinhos não tratados com a cafeína. 

A capacidade da cafeína de bloquear os receptores de adenosina tem sido associada a melhora cognitiva em determinadas doenças neurodegenerativas e como um protetor contra a doença de Alzheimer.

sábado, 20 de outubro de 2012

Vitamina C e beta-caroteno combatem Alzheimer...



Poderia a ingestão de vitamina C e beta-caroteno ajudar a proteger as pessoas da demência, incluindo doenças como Parkinson ou Alzheimer?
Uma nova pesquisa realizada na Alemanha sugere que a resposta é positiva.
Gabriele Nagel e seus colegas da Universidade de Ulm estavam estudando o efeito dos antioxidantes sobre o surgimento da doença de Alzheimer.
Os resultados indicam que é possível influenciar o desenvolvimento desta doença neurológica através da utilização de suplementos de antioxidantes, ou mesmo com uma mudança saudável na dieta.
Os pesquisadores avaliaram 74 pacientes com Alzheimer e 158 indivíduos saudáveis como controle, os dois grupos com idades entre 65 e 90 anos.
Eles descobriram que a concentração sérica dos antioxidantes vitamina C e beta-caroteno é muito mais baixa em pacientes com demência leve do que em pessoas saudáveis - os participantes dos dois grupos foram pareados por sexo e por idade.
O grupo afirma que o estresse oxidativo contribui para o desenvolvimento da doença de Alzheimer - o estresse oxidativo restringe a aproveitamento do oxigênio pelo corpo.
Por isso eles levantaram a hipótese de que os antioxidantes poderiam proteger o organismo contra a neurodegeneração.
Os cientistas analisaram os níveis séricos de vitamina C, vitamina E, beta-caroteno, licopeno e coenzima Q10 no sangue dos voluntários.
Eles relatam que a concentração de vitamina C e beta-caroteno no soro dos pacientes com Alzheimer foi muito mais baixa do que no sangue dos participantes de controle.
Nenhuma diferença foi observada entre os grupos em relação aos outros antioxidantes (vitamina E, licopeno e coenzima Q10).
O grupo salienta que o armazenamento e o preparo dos alimentos, além de elementos de estresse na vida dos pacientes, podem ter afetado os resultados.
"Estudos longitudinais com mais participantes serão necessários para confirmar o resultado de que a vitamina C e beta-caroteno podem prevenir o aparecimento e o desenvolvimento da doença de Alzheimer," disse a Dr. Nagel.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Descoberta enzima que combate doença de Alzheimer...


Uma enzima que pode ser utilizada como uma ferramenta poderosa no combate à doença de Alzheimer foi descoberta por pesquisadores da Clínica Mayo (EUA).
A enzima - chamada de BACE2 - destrói a proteína beta-amiloide, um fragmento tóxico de outra proteína que forma placas nos cérebros de pacientes com a doença.
A doença de Alzheimer é o mais comum distúrbio de memória. Apesar dos enormes danos causados pela doença, nenhum tratamento eficaz foi encontrado até hoje.
A equipe pelo neurocientista Malcolm Leissring fez a descoberta através de testes de centenas de enzimas que poderiam ter a capacidade de reduzir os níveis de beta-amiloide no cérebro.
A BACE2 reduz o acúmulo de beta-amiloide de forma mais eficaz do que todas as demais enzimas testadas.
A descoberta é interessante porque a BACE2 se relaciona, de perto, com outra enzima, a BACE1, que está envolvida com a produção de beta-amiloide.
"Apesar de suas estreitas similaridades, as duas enzimas têm efeitos completamente opostos sobre a beta-amiloide: a BACE1 dá, enquanto a BACE2 toma", diz Malcolm Leissring.
A proteína beta-amiloide é um fragmento de uma proteína maior, conhecida como APP (proteína precursora do amiloide).
Ela é produzida por enzimas que cortam a APP em duas oportunidades.
A BACE1 é a enzima responsável pelo primeiro corte, o que gera a beta-amiloide.
A pesquisa mostrou que a BACE2 corta a beta-amiloide em partes menores e, com isso, a destrói.
Apesar de haver outras enzimas conhecidas por quebrar a beta-amiloide, a BACE2 é particularmente eficiente nessa função, conforme revelou o estudo.
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Velhice ou Carência de vitamina B12?



Está tão claro e cientificamente adequado que posto na íntegra esta brilhante matéria do The New York Times, recomendando a leitura por todos.

Afinal, reflitamos: Precisamos mesmo de tantos remédios na vida? 


"Ilsa Katz tinha 85 anos quando sua filha, Vivian Atkins, começou a notar que ela estava ficando cada vez mais confusa.

"Ela não conseguia lembrar nomes, onde ela havia estado ou o que tinha feito no mesmo dia", lembra-se Atkins, em uma entrevista. "À princípio, não fiquei muito preocupada. Pensei que fosse um processo normal de envelhecimento. Mas com o passar do tempo, a confusão e os problemas de memória se tornaram mais graves e frequentes."

Sua mãe não conseguia lembrar os nomes de parentes próximos, ou em que dia estavam. Ela achava que precisava ir trabalhar ou ir ao centro da cidade, mas não era o caso. E ela ficava muito agitada.

Um exame em uma clínica de memória resultou em um diagnóstico de estágio inicial de Alzheimer, e os médicos prescreveram Donepezil, que Atkins afirma só ter piorado a situação. Mas a clínica também testou o nível de vitamina B12 no sangue de Katz. Estava muito abaixo do normal, e seu médico achou que isso poderia estar contribuindo para os seus sintomas.

Injeções semanais de B12 começaram a ser administradas.

"Logo depois, sua agitação diminuiu, ela se tornou menos confusa e sua memória melhorou muito", disse Atkins. "Senti que minha mãe havia voltado para mim, e ela também está se sentindo bem melhor."

Hoje com 87 anos, Katz ainda vive sozinha em Manhattan e se sente bem o bastante para recusar ajuda externa.

Mesmo assim, sua filha se pergunta, “Por que será que os níveis de B12 não são conferidos rotineiramente, especialmente em pessoas mais velhas?"

Essa é uma pergunta importante. Ao envelhecermos, nossa capacidade de absorver a vitamina B12 dos alimentos diminui, e geralmente nosso consumo de alimentos ricos nessa vitamina também se reduz. Uma deficiência de B12 pode surgir de repente e causar muitos sintomas confusos, que muitas vezes levam a diagnósticos errados ou são atribuídos simplesmente ao envelhecimento.

Um nutriente vital

A B12 é uma vitamina essencial que atua em várias partes do corpo. Ela é necessária para o desenvolvimento e a manutenção de um sistema nervoso saudável, a produção de DNA e a formação de hemácias.

Uma deficiência grave de B12 pode resultar em anemia, que pode ser detectada em um exame de sangue normal. Mas os sintomas menos dramáticos de uma deficiência de B12 incluem fraqueza muscular, fadiga, tremores, desequilíbrio, incontinência, pressão baixa, depressão e outros problemas de humor, e problemas cognitivos, como memória fraca.

Os laboratórios têm padrões diferentes sobre o que consideram normal, mas a maioria das autoridades no assunto afirma que a deficiência ocorre quando os níveis de B12 em um adulto estão abaixo de 250 picogramas por mililitro de soro. Como todas as vitaminas B, a B12 é solúvel em água, mas o corpo armazena excedentes de B12 no fígado e em outros tecidos. Mas, mesmo que as fontes alimentares sejam inadequadas por um período, a deficiência no soro pode demorar anos para aparecer.

Se a quantidade de B12 armazenada já é baixa, a deficiência pode se desenvolver em um ano, ou até menos em crianças.

As quantidades recomendadas de ingestão de B12 variam: 2,4 microgramas diários para maiores de 14 anos, 2,6 microgramas para mulheres grávidas e 2,8 microgramas para mulheres que estejam amamentando. A não ser em circunstâncias que impeçam a absorção de B12, esses níveis podem ser facilmente atingidos através de uma dieta balanceada que contenha proteína animal.

Em sua forma natural, a B12 está presente em níveis significativos apenas em alimentos derivados de animais, e em maior quantidade em fígado (83 microgramas em uma porção de 99 gramas). Entre as boas fontes estão outras carnes vermelhas, perus, peixes e crustáceos. Há menos vitamina em laticínios, ovos e frangos.

Quem corre risco?

Fontes naturais vegetais são, no mínimo, pobres em B12, e a vitamina delas não é facilmente absorvida. Muitos vegetarianos estritos e todos os veganos, além dos bebês amamentados por eles, devem consumir suplementos ou cereais fortificados para obter níveis adequados.

Certos organismos, como a bactéria espirulina e certas algas, contêm uma pseudo-B12 que o corpo não consegue utilizar, mas que pode resultar em leituras falsas de um nível de B12 normal em exames de sangue. Apesar do que afirmam certas pessoas, a erva-patinha, uma alga, e a grama de cevada não são fontes confiáveis de B12.

Em alimentos de origem animal, a B12 se combina com proteínas e deve ser liberada por ácidos estomacais e uma enzima para que possa ser absorvida. Portanto, usuários crônicos de drogas supressoras de ácido, como o omeprazol, o lansoprazol e o esomeprazol, além de medicamentos contra úlcera, como a famotidina e a cimetidina, correm risco de desenvolver uma deficiência de B12 e muitas vezes precisam tomar suplementos diários da vitamina.

Os níveis de ácidos estomacais diminuem com a idade. Até 30 por cento de pessoas mais velhas podem não contar com uma quantidade suficiente de ácidos estomacais para absorver quantidades adequadas de B12 de fontes naturais. Portanto, o consumo regular de alimentos fortificados ou suplementos com 25 a 100 microgramas diários de B12 é recomendado para pessoas com mais de 50 anos.

A B12 sintética, encontrada em suplementos e alimentos fortificados, não depende dos ácidos estomacais para ser absorvida. Mas, natural ou sintética, apenas uma parcela da B12 consumida acaba sendo absorvida pelo corpo. Tratamentos para curar deficiências de B12 costumam envolver doses muito superiores ao que o corpo realmente precisa.

A B12 livre, tanto natural quanto sintética, precisa se combinar com uma substância no estômago, chamada fator intrínseco, para ser absorvida pelo corpo. Esse fator é reduzido em pessoas com uma doença autoimune chamada anemia perniciosa; a deficiência de vitaminas que resulta disso costuma ser tratada com injeções de B12.

Embora a maioria dos médicos não hesite em recomendar injeções para corrigir deficiências de B12, existem muitas provas de que, em doses suficientemente altas, comprimidos sublinguais e adesivos transdérmicos de B12 podem funcionar tão bem quanto injeções para pessoas com problemas de absorção, até mesmo para aquelas com anemia perniciosa.

Geralmente, um suplemento diário de 2.000 microgramas é recomendado por cerca de um mês, e depois é reduzido para 1.000 microgramas ao dia por mais um mês, depois reduzido novamente para 1.000 microgramas semanais. Comprimidos sublinguais e adesivos transdérmicos de B12, ou até mesmo pirulitos de B12, podem ajudar pessoas que precisam do suplemento mas não conseguem engolir comprimidos.

Outros que correm risco de desenvolver deficiências de B12 são pessoas que bebem muito (o álcool reduz a absorção de B12), pessoas que passaram por cirurgias estomacais, seja para perder peso ou por causa de uma úlcera, e pessoas que tomam aminossalicilatos (para doenças inflamatórias intestinais ou tuberculose) ou a droga contra diabetes, metformina (vendida como Glucophage, entre outras marcas). 
Pacientes que tomam anticonvulsivos como fenitoína, fenobarbital e aprimidona também correm risco.

Doses altas de ácido fólico podem mascarar uma deficiência de B12 e causar danos neurológicos permanentes, caso os níveis normais de B12 não sejam restaurados. Suplementos de potássio prejudicam a absorção de B12 em algumas pessoas.

Embora uma deficiência de B12 possa aumentar os níveis do aminoácido homocisteína no sangue, que aumenta o risco de doenças cardíacas e derrames, os suplementos de B12 não diminuem os riscos cardiovasculares.

E embora níveis altos de homocisteína estejam ligados ao Alzheimer e à demência, reduzi-los com suplementos de B12 não parece melhorar a função cognitiva. No entanto, em um estudo, entre mulheres com uma alimentação pobre em B12, suplementos da vitamina desaceleraram significativamente o índice de declínio cognitivo.

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