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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Teor de sódio de alimentos industrializados diminuiu até 15% em um ano...



Entre 2011 e 2012, a quantidade de sódio usada na produção de pão de forma, bisnaguinha emacarrão instantâneo no Brasil diminuiu em quase 1 300 toneladas. O dado foi apresentado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde e pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). Em 2011, a entidade assinou um acordo para reduzir o teor da substância em produtos industrializados, e essa é a primeira vez em que resultados da iniciativa são divulgados.

De acordo com a diretora de Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta, nos dois primeiros anos do acordo os fabricantes reduziram quase 11% do sódio usado nas misturas para o pão de forma e bisnaguinha e em 15% o utilizado em macarrão instantâneo. A previsão da pasta é a de que, até o final deste ano, a redução de sódio nesses três alimentos chegue a 1 800 toneladas.

O compromisso previa a redução do teor de sódio de forma gradual para 16 categorias de alimentos. O pão de forma, a bisnaguinha e o macarrão instantâneo foram os primeiros incorporados no projeto. Os últimos itens submetidos à redução do teor de sódio, em novembro do ano passado, foram sopa pronta, queijos e requeijões, embutidos e empanados. A meta do Ministério da Saúde é retirar, até 2020, 28 000 toneladas de sódio dos alimentos industrializados produzidos no país.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão de, no máximo, 2 gramas de sódio por dia, o equivalente a 5 gramas de sal de cozinha. No entanto, segundo o governo, o brasileiro consome 12 gramas de sal diariamente, mais do que o dobro do limite da OMS.

O consumo exagerado de sódio está associado a uma série de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como as cardiovasculares. Essas moléstias são responsáveis por 72% das mortes no Brasil, sendo que um terço delas ocorre entre pessoas com menos de 60 anos.

Fonte: Veja

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Descubra o que está por trás dos rótulos dos alimentos....



O rótulo dos alimentos é uma forma de comunicação direta entre o produto e o consumidor, principalmente por ter o primeiro contato visual, o que chama atenção muitas vezes. Quanto mais informações você conseguir identificar nele, melhores serão os resultados da dieta, sendo mais fácil seguir seu plano alimentar, contribuindo para a saúde e qualidade de vida.
De acordo com levantamentos do Ministério da Saúde, aproximadamente 70% das pessoas consulta o rótulo do alimento no momento da compra, porém, mais da metade não consegue compreender com clareza o significado das informações contidas neste.
No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é o órgão responsável pelas normas que regulam a rotulagem dos alimentos, visando a garantia de qualidade ao consumidor.
Vamos destacar itens importantes de serem verificados no rótulo para o sucesso da sua dieta!!
 Lista de Ingredientes
Informa todos os ingredientes que compõem o produto (como se fosse a receita), detalhe importante principalmente para pessoas com restrições e intolerâncias (sódio, açúcar, sacarose, lactose, glúten), podendo identificar sua presença. Vale destacar que os ingredientes devem ser apresentados em ordem decrescente, ou seja, da maior para a menor quantidade no último item. A lista de ingredientes ajuda o consumidor a descobrir o que nem sempre a indústria quer que este saiba.
Prazo de Validade
Também é um item de extrema importância para ser verificado no rótulo, pois é o que determina a integridade, segurança e qualidade do alimento para ser consumido, devendo estar sempre impresso no produto em letras legíveis. O consumidor deve ter cuidado com produtos em promoção, geralmente estão próximos da data de vencimento, não os compre em excesso!
Tabela de Informação Nutricional
A ANVISA determinou os itens que devem compor obrigatoriamente a tabela de informação nutricional presente no rótulo dos alimentos, sendo eles:
1. Porção (em gramas ou ml)
Item importantíssimo, é a porção do alimento determinada pelo fabricante para destacar suas informações nutricionais. É quantidade média que deve ser usualmente consumida por pessoas sadias, promovendo a alimentação saudável.
2. Medida Caseira
Indica a medida geralmente utilizada pelo consumidor para medir os alimentos (fatias, colheres, copos, xícaras). Facilitando para o entendimento do consumidor.
3. % VD
Percentual de Valores Diários, é um número que indica em %, o quanto o produto apresenta de energia e nutrientes em relação à uma dieta de 2000 Kcal.
4. Valor energético
É a quantidade de energia promovida pelo consumo deste alimento, deve ser expressa na rótulo em Kcal (quilocalorias) e KJ (quilojoules).
5. Carboidratos
6. Proteínas
7. Gorduras totais
8. Gorduras saturadas
9. Gorduras trans
10. Sódio
11. Fibras
O que os rótulos não devem apresentar
Palavras ou desenhos que possam induzir o consumidor ao erro, tornando a informação falsa, como chocolates que apresentam que seu consumo em determinada quantidade equivale ao consumo de uma porção de leite, pois estes alimentos não podem ser comparáveis.
Demonstrar propriedades especiais que o produto não possua ou não possam ser apresentadas, como por exemplo produtos que quando consumidos reduzem o risco de doenças cardiovasculares.
Presença ou ausência destacada de componentes que sejam próprios de alimentos de igual natureza, como “óleo vegetal sem colesterol”, sendo que nenhum óleo vegetal possui colesterol em sua composição.
Indicações de que o alimento possui propriedades terapêuticas ou medicinais, ou estimular seu consumo como forma de melhorar a saúde, prevenir doenças ou como ação preventiva, “emagrece”, “previne a osteoporose”, fique atento!!
A rotulagem de gorduras trans que muitas vezes engana o consumidor
Segundo alguns estudos, o consumidor pode consumir enganosamente e inadvertidamente grandes quantidades de gorduras trans (potencialmente perigosas à saúde), devido à rotulagem enganosa feita pelas indústrias de alimentos.
A maioria das pessoas compram produtos com a chamativa frase”livre de gorduras trans”, acreditando que este não contém a temida gordura, e na maioria das vezes este dado não condiz com a realidade. Fato que se deve à resolução da ANVISA, que determina que o alimento pode ser considerado “0% de gorduras trans”, se contiver menos ou igual a 0,2 gramas do ingrediente por porção.
Como a porção do alimento é determinada pelo fabricante, estes ficam livres para reduzir a porção e assim enganarem o consumidor, declarando o produto ZERO gorduras trans.
Para saber se o produto possui ou não possui a temida gordura, fique atento aos ingredientes, se em sua composição estiver presente a gordura vegetal hidrogenada, é fato, a gordura trans está presente neste alimento.
Suspeite de nomes estranhos
Se nos últimos ingredientes do seu alimento estiverem presentes nomes estranhos, suspeite! Geralmente são produtos químicos e corantes maléficos à saúde.
Referências
Acompanhe as dicas nas redes sociais:
Facebook: Juliana Pansardi - Nutricionista Desportiva
Twitter: @JulianaPansardi
Instagram: @jupansardi

* O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

DIET OU LiGHT?




Quem nunca ingeriu alimentos diet ou light para economizar nas calorias ingeridas e não ganhar peso?
Brincadeiras a parte, esses alimentos estão entre os mais ingeridos, principalmente quanto à promessa de perda de peso ou ainda a sensação de poder comer qualquer quantidade sem a preocupação dos quilinhos a mais na balança. Perigo à vista! Dependendo da quantidade ingerida, os alimentos “light” ou “diet” podem sim significar ponteiros a mais na balança. Entenda por quê.

Os alimentos designados como DIET, são formulados especialmente para pessoas que têm restrição ao consumo de açúcares, ou seja, portadores de Diabetes Mellitus. Esses alimentos são sim, isentos açúcares, mas de não de gorduras (principalmente as saturadas, perigo!)... normalmente, há adição desse último nutriente, dentre outros aditivos, para preservar o paladar do produto modificado. Vamos dar o exemplo clássico do chocolate diet: compare sempre a quantidade de gorduras e sódio entre as versões normais e diet...é sempre maior! Por isso, nem sempre apresentam diminuição significativa de calorias. Conferir o rótulo é fundamental!

Já os alimentos LIGHT, são aqueles que apresentam uma redução mínima de 25% nas quantidades totais de calorias, carboidratos, gorduras ou açúcares, em relação ao alimento convencional. Ele não é indicado necessariamente para pessoas com algum tipo de doença, mas normalmente é preferência número um para quem está fazendo dietas de emagrecimento ou simplesmente saborear com prazer sem pesar tanto na consciência... cuidado: as pessoas estão ingerindo sem moderação, e normalmente acabam percebendo a diferença na balança. Não podemos esquecer da adição de adoçantes artificiais, corantes, conservantes, aromatizantes, e tantos outros nomes esquisitos que podem ter uma influência muito negativa sobre a nossa saúde. Por que será que o suco de frutas que você prepara pela manhã, já não tem o mesmo sabor à tarde, e o suco industrializado dura cinco dias na sua geladeira sem alteração de sabor? Por isso a importância da comparação de rótulos. Normalmente esses produtos são mais caros do que as versões convencionais, e você poderá está gastando mais por um alimento que não necessariamente precisa ser substituído. Quanto mais natural o alimento/produto melhor! Lembre-se que para o organismo exercer TODAS as suas funções adequadamente, é necessário o consumo de vitaminas e minerais... dê sempre preferência a qualidade nutricional e não a quantidade de calorias. Se economizarmos em oferecer os nutrientes necessários para nosso organismo, ele também economizará em trabalhar e exercer suas funções adequadamente (entendendo melhor:é como o pedreiro estar em uma obra sem cimento e tijolo para construir, sem matéria-prima, não dá!) . Invista na sua saúde para não gastar na doença... Pense nisso!

Importante: Diabéticos só poderão ingerir produtos light se o mesmo apresentr além da redução dos nutrientes especificados acima, isenção total de açúcares.

Seguem algumas dicas para deixar o seu dia-a-dia mais saudável, saboroso e a melhor parte: sem culpa!
Na hora de adoçar o suco, opte pelas frutas mais maduras (que confere o sabor mais doce), ou adicione pequena quantidade de mel;

Adicione ervas, alho e cebola com quatro colheres de sopa de pasta de soja (ou iogurte natural) em substituição à maionese;

Troque a gelatina comum, pela versão natural, feita por você: prepare a gelatina sem sabor (ou ágar ágar) e bata no liquidificador com frutas como manga, maracujá ou ainda com suco de uva orgânico. É totalmente natural!

Refrigerantes? Não, obrigada. Prefira sempre suco de frutas naturais. (Faça combinações diferentes: que tal maracujá com manga ou laranja com abacaxi?)

Não esqueça: suas escolhas de hoje determinarão sua saúde (ou doença) de amanhã...
Muita saúde a todos!
Sílvia Coelho


sábado, 9 de julho de 2011

DETOX E SEUS BENEFÍCIOS


Detoxificação ou desintoxicação? Bem na verdade, todos os termos possuem o mesmo significado: eliminação de substâncias tóxicas, que muitas das vezes, ingerimos e nosso organismo por esse excesso de consumo, pode começar a acumular. Todas essas substâncias, principalmente vindo de fármacos, alimentos industrializados e vegetais ricos em agrotóxicos precisam passar por alguns processos bioquímicos no nosso organismo para que tal substância tenha capacidade de eliminação. Esse é um tema longo e abrangente, mas aqui falarei para que possam entender um pouco sobre o assunto.
Esse é um processo fisiológico, nosso organismo sempre vai ser realizá-lo. A detox (como normalmente chamamos) é realizado por todas as células de todos os tecidos, mas principalmente pelo intestino (20%, aproximadamente) e no fígado entre 60 a 65%. Então problemas de constipação intestinal, diarréias recorrentes ou problemas hepáticos (como a esteatose hepática, conhecida como “gordura no fígado”), normalmente podem não estar desempenhando bem essa função.
Porém, existem duas principais limitações: problemas genéticos (que possam impedir ou dificultar a eliminação) ou quando o consumo é maior que a capacidade que nosso organismo tem de eliminação. Verifico na minha prática clínica o segundo problema ocorrendo com muitos pacientes e com frequência, e o motivo: a falta de tempo para um consumo de alimentos com qualidade. A preocupação sempre é a falta de tempo e ainda se o produto consumido é diet ou light.
Caímos em uma outra questão: na sua grande totalidade, esses tipos de alimentos processados tem baixa qualidade nutricional e alta quantidade de adoçantes artificiais, corantes, acidulantes, conservantes (a lista é grande) entre outros, e quando consumidos em grandes quantidades é como nosso organismo ficasse saturado de tal substância e não reconhecesse o excesso do mesmo.
Há ainda outros fatores que aumentam o caráter tóxico do nosso organismo: jejum, dieta de baixa caloria e qualidade nutricional, dieta pobre em proteínas, deficiência de vitaminas e minerais, dietas ricas em carboidratos e gorduras saturadas, cigarro, álcool, alimentos ricos em adoçantes (principamente artificiais) e intoxicação por metais tóxicos (é mais comum do que imaginamos!).
Mas, como saber se estamos afetados por toxinas? Preste atenção se você tem múltiplas hipersensibilidades, ansiedade, tonturas, déficit de memória, concentração ruim, fadiga excessiva, queda de cabelos, unhas fracas, celulite, colesterol alterado, dores de cabeça/enxaqueca, desordens tireoidianas, dificuldade para emagrecimento entre outros sintomas/doenças. Importante: consulte sempre um profissional capacitado para ter certeza e avaliar a origem do seu problema.
De fato, para a detox ser eficiente, não é tão simples assim.  A verdadeira detoxificação abrange 3 períodos onde vários grupos alimentares são eliminados e outros priorizados: glúten, leites e derivados, açúcar, café, qualquer alimentos processado, carnes vermelhas e em determinado período até oleaginosas, peixes e ovos. Esse processo deve ser de no mínimo 21 e no máximo de 30 dias.
No nosso organismo, o processo de detoxificação compreende em duas etapas (todas dependentes de nutrientes essenciais): fase I (biotransformação ou bioativação) e fase II (conjugação). Os nutrientes utilizados vão de vitaminas, minerais e antioxidantes, a probióticos,  aminoácidos (glicina, cisteína, glutamina...) e alguns fitoterápicos (como a silimarina, dente-de-leão e alcachofra) para que as duas fases descritas anteriormente recebam todo o aporte nutricional suficiente para ser realizadas pelo seu organismo com sucesso.
 Acredito que nesse momento você deve estar se perguntando: o que comer? Não se preocupe, pois durante o processo de limpeza (“roto-ruter”) e eliminação de toxinas, precisamos priorizar o consumo de vegetais (principalmente orgânicos), recorrer aos leites de arroz, de quinua ou castanha, cereais integrais, azeite, frutas e suco de frutas, chás, ervas entre outros. A criatividade é um fator fundamental nesse momento, pois há criação de muitas possibilidades com esses alimento. Já passei por uma detox esse ano, posso falar com propriedade: foi ótimo!  E como valeu a pena!
Aliado a todo esse processo, para aumentar a capacidade de desintoxicação do nosso organismo e promover saúde e emagrecimento saudáveis e efetivos, é necessário também  praticar atividades físicas (sempre com supervisão de profissionais capacitados e autorização médica), drenagem linfática, diminuir a ingestão de medicamentos sem prescrição médica e consumir alimentos (de preferência orgânicos) que aumentem a capacidade de detoxificação do nosso organismo:  couve, vegetais verdes escuros, limão, romã, alecrim, própolis, cúrcuma, frutas, chá verde. Não podemos esquecer da água, ok? Sem ela, todo esforço será em vão.
Adicione esses alimentos diariamente e siga as dicas acima diminuindo a ingestão de susbstâncias químicas e verifique como seu organismo funcionará melhor. Sempre que possível, priorize os alimentos orgânicos e consuma suco de limão com hortelã, arroz integral com cúrcuma, salada de grãos com couve regado ao azeite extra virgem, chá de ervas...
Seu sistema de detoxificação (e seu organismo) sempre funcionarão a todo vapor! Sem contar que as doenças passarão bem longe de você...
Muita saúde a todos!

sábado, 18 de junho de 2011

HIPERTENSÃO: COMO PREVENIR?

                   


Cresce cada vez mais o número de brasileiros que possui Hipertensão Arterial, e atualmente, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, mais de 30 milhões de brasileiros sofrem com essa complicação que tem como grandes vilões: obesidade, fumo, colesterol e triglicerídeos altos, vida sedentária, excesso de álcool, diabetes, estresse , alimentação rica em sal e aditivos químicos. A genética também é um fator de risco importante. Mas lembre-se: os estudos apontam que aparecimentos de doenças são responsáveis em 85% pelo meio ambiente que nos expomos (má alimentação, estresse, estilo de vida) e os outros 25% pelo fator genético. Então, temos todas as “armas” ao nosso alcance para evitá-la. Podemos escolher.

A Hipertensão Arterial é caracterizada pelo aumento da pressão arterial modificada pela variação do volume ou viscosidade do sangue, da frequência cardíaca e da elasticidade dos vasos. O coração bombeia o sangue para os demais órgãos do corpo por meio de “tubos” chamados artérias. Quando o sangue é bombeado, ele é “empurrado” contra a parede dos vasos sanguíneos. Esta tensão gerada na parede das artérias é denominada pressão arterial. Ela é considerada normal quando seus níveis não ultrapassar de 130mm/Hg (miligramas de Mercúrio), sistólica-máxima, e diastólica-mínima inferior a 85mm/Hg. A hipertensão arterial crônica quando não tratada e controlada adequadamente, pode levar a complicações que podem atingir muitos outros órgãos e sistemas. Por isso não vamos descuidar, pois só o fato de possuir essa doença, aumenta-se os riscos de doenças cardíacas, Diabetes, acidente vascular cerebral (AVC)...

Vale lembrar que a alimentação tem um papel decisivo para o aparecimento da doença, inclusive para quem já tem o fator genético associado. Com o aumento do consumo de alimentos industrializados, e consequentemente de sódio - vilão para quem é Hipertenso, e está presente em alimentos processados, embutidos, realçadores de sabor (como o Glutamato Monossódico, que é encontrado em presunto, salsicha, peito de peru, linguiça, hambúrguer, pipoca de microondas, nuggets, macarrão instantâneo, batatas chips, sopas processadas...), adoçantes (os adoçantes artificiais que contém de ciclamato de sódio e sacarina sódica são verdadeiros “venenos” para os hipertensos) e até refrigerantes (inclusive diet ou ligt). Ou seja: não é muito difícil que o consumidor utilize esses produtos em todas as refeições. E dá-lhe sódio, gordura saturada, substâncias processadas, químicas e tóxicas para o nosso organismo. Será que as nossas células e vasos sanguineos aguentam essa pressão?


Com certeza não! É só observar como cresce a incidência de Hipertensão em idosos, adultos até crianças, acompanhando o crescimento de consumo de produtos "rápidos e práticos".  E como fica difícil e sobrecarregado nosso organismo com excesso de sódio e substâncias químicas, no qual o obrigamos a "dar um jeito" com tudo isso...


Depois de tudo, fica a dica: quanto menor for a ingestão de produtos industrializados, melhor! Observe os rótulos fique atento a quantidade de todas essas substâncias nocivas para a saúde, além da presença de aditivos químicos. Definitivamente, retire o saleiro da mesa! Ulilize para temperar seus alimentos ervas (salsinha, cebolinha, manjericão, tomilho, sálvia, alfavaca...), cebola, alho, louro... Além de conferir aquele sabor caseiro à comida, cada um deles possuem efeitos terapêutico. Com essa prátia, consequentemente será diminuído o acréscimo de sal no seu prato. Segue uma receitinha bem prática:


Sal de ervas

- 1xícara pequena de sal marinho
- Mesma quantidade de óregano, manjericão e alecrim (ou as ervas que desejar)
Triturar no liquidificador e armazenar em um pote de vidro, na geladeira.

Não esqueça de acrescentar em seu cardápio: alimentos fontes em Ômega 3 (encontrado principalmente na  semente de linhaça, salmão, sardinha e oleaginosas), azeite de oliva extra virgem (não erre ao escolher: compre de vidro escuro e acidez máxima menor que 0,5%), alho, castanhas-do-Pará (rico em Selênio, vitamina E e arginina (arginina é um aminoácido precursor de um potente vasodilatador chamado Óxido Nítrico), abacate e frutas vermelhas e não esqueça de frutas, legumes e verduras. Deixe o prato sempre bem colorido e diversifique as opções.  Ponha também o sedentarismo para correr e pratique  atividades físicas regularmente. Não se automedique, e aposte na dupla: MÉDICO + NUTRICIONISTA. Só você tem a ganhar!

Muita saúde a todos!



 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Saiba o Que é e Como Identificar a Gordura Hidrogenada nos Alimentos....

Até hoje muitas pessoas tem dúvidas sobre o que é e onde se encontra a gordura hidrogenada, vamos lhe ajudar, leia este post atentamente....A gordura hidrogenada é produzida, por meio de um processo industrial, a partir de óleos vegetais ricos em ácidos graxos poliinsaturados. A hidrogenação parcial, que é reação do óleo com hidrogênio, torna o óleo mais consistente, que passa de líquido a pastoso ou sólido. Esse processo gera ácidos graxos trans. A gordura hidrogenada tem larga utilização industrial: entra na composição de bolos, pães, congelados, entre outros produtos.

Por suas características, ela melhora a palatabilidade, textura e aumenta a vida de prateleira dos produtos, por isso é muito utilizada na indústria. A gordura hidrogenada também é usada por redes de fast food e restaurantes para frituras.

Mas esta gordura não está apenas nas frituras, produtos como biscoitos, sorvetes, chocolate, macarrão de preparo rápido, margarinas, sorvetes cremosos, bolos, tortas, pães, salgadinhos, pipoca de microondas, bombons só para citar alguns exemplos, fazem parte de uma enorme lista. E tudo que contém gordura hidrogenada, também é fonte de gordura trans. E o preocupante, é que estes alimentos que levam esse tipo de gordura,  acabam sendo ingeridos por crianças, jovens, adultos e idosos.

No Brasil, a partir do segundo semestre de 2006, as empresas foram obrigadas a declarar a quantidade de gordura trans no rótulo, de acordo com a resolução da Anvisa (RDC 360/2003). Apesar desta resolução, as indústrias usam uma brecha técnica para continuar a vender produtos com gordura trans e ao mesmo tempo utilizar selos declarando-os com "0% de gordura trans". Isso porque o próprio fabricante escolhe qual o tamanho de 1 porção do seu produto que fique abaixo de 0,2g de gordura trans por porção, que é a quantidade permitida pela Anvisa. Um fabricante de biscoitos, por exemplo, pode imprimir em sua tabela nutricional que os valores de 1 porção equivalem a 1/2 biscoito, e assim induzir o consumidor a acreditar que esse produto não contém nenhuma gordura trans.

Uma maneira segura de comprovar a adição de gordura trans é a leitura da lista de ingredientes do alimento. Se contiver gordura vegetal hidrogenada, ou gordura vegetal, certamente contém gordura trans.

Em 1994, epidemiologistas da Universidade de Harvard atribuíram ao consumo da gordura hidrogenada até 100 mil mortes prematuras por ano nos Estados Unidos. Cientistas relacionaram o consumo dessa gordura vegetal a doenças metabólicas, ou à chamada Síndrome Metabólica - aumento da cintura abdominal, diabetes tipo 2, alterações do colesterol e aumento do LDL e diminuição do HDL, hipertensão arterial e esteatose hepática (fígado gorduroso). Há relatos também da associação da gordura hidrogenada com vários tipos de câncer.


A orientação, do ponto de vista nutricional, é que se evite o consumo de produtos que contenham este tipo de gordura, mas se consumir, não se deve ultrapassar 2 gramas ao dia. Portanto, mamães, vovós, antes de colocar um pacote de biscoitos de chocolate nas mãos das crianças ou fazer aquele miojo no jantar porque se tem preguiça, lembre-se que sua saúde não merece e não precisa deste tipo de gordura que irá trazer inúmeros prejuízos no futuro.

O tema deste artigo foi sugerido pelo seguidor da Liga da Saúde @MarcioBarroco.


Dra. Cristiane Spricigo de Lima
Nutricionista, Especialista em Nutrição Esportiva
Autora do Blog NutriCorpo