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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Beber mais de quatro cafés por dia pode ser nocivo para a saúde.....


O consumo de mais de 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a quatro cafés expressos ou uma mistura de cafés, refrigerantes e energéticos, pode ser nocivo para a saúde, em especial para as mulheres grávidas e os menores de 18 anos.

O alerta foi divulgado pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA).

Em consequência, a EFSA recomenda, pela primeira vez na União Europeia (UE), o estabelecimento de um limite para a dose diária de ingestão de cafeína, de todas as fontes de alimentos.

Acima do recomendado, o consumo passa a ser considerado um risco, em particular em termos de problemas cardiovasculares.

Para um adulto, a dose diária sem risco é de 400 mg por dia. Um café expresso oscila entre 70 mg e 100 mg, afirmou à AFP um porta-voz da EFSA.

As grávidas podem ingerir sem risco até 200 mg por dia, para evitar efeitos colaterais na gravidez. Para os adolescentes ou crianças o recomendado é o máximo de 3 mg por quilo de índice de massa corporal.

Os adolescentes estão particularmente expostos com o consumo de bebidas energéticas e refrigerantes com cafeína em sua fórmula.

"O risco para a saúde não é enorme, mas existe. A principal mensagem é que os consumidores devem levar em consideração as diferentes fontes de cafeína, além do café", comentou o porta-voz.

"Esta é a primeira vez que avaliamos na UE os riscos vinculados à cafeína, incluindo todas as fontes de alimentos", afirma a EFSA em um comunicado.

Em sete dos 13 países analisados pela EFSA, uma parte da população adulta consome mais que a dose de 400 mg.

A Dinamarca está em primeiro lugar, com uma taxa de 33% dos adultos que abusam da cafeína, seguida por Holanda (17,6%), Alemanha (14,6%), Finlândia (13,4%), Bélgica (10,4%), Suécia (9%) e França (5,8%).

Fonte: Yahoo

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Melhor horário para tomar café é entre 9h30 e 11h30; entenda...

Se você faz parte do grupo que, ao acordar, recorre logo a uma xícara de café para despertar, é melhor rever sua rotina para aproveitar mais os benefícios do líquido. De acordo com o neurocientista Steven Miller, da Universidade Militar de Ciências da Saúde, nos Estados Unidos, o melhor horário para tomá-lo é entre 9h30 e 11h30. Os dados são do jornal Daily Mail.
A explicação é que, nesse intervalo de tempo, os níveis do hormônio cortisol, relacionado ao estado de alerta das pessoas, caem. Se ingerir no momento de pico, pode se tornar resistente à cafeína e vai precisar de doses maiores para obter o mesmo efeito.
“A produção de cortisol está fortemente relacionada com o seu nível de alerta e o pico de cortisol para o seu ritmo de 24 horas ocorre entre 8h e 9h, em média. Um dos princípios-chave da farmacologia é o uso de drogas quando são necessárias. Caso contrário, pode-se desenvolver a tolerância a uma droga administrada na mesma dose”, escreveu o neurocientista.
O profissional acrescenta que os níveis do hormônio são geralmente altos logo depois de acordar, mas começam a cair uma hora depois. Portanto, deve-se levar em conta o horário que a pessoa levanta para descobrir a hora de ingerir café. Vale acrescentar que, segundo ele, as taxas de cortisol também crescem na hora do almoço e entre 17h30 e 18h30.
Fonte: Terra

https://www.facebook.com/CristianeSpricigoConsultoriaNutricional
 
** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Café melhora desempenho em exercícios físicos, diz estudo da USP...


Pesquisa da Universidade de São Paulo mostra que a bebida tem efeito antioxidante e ainda pode prevenir doenças

 
Consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício sobre esteira Foto: Getty Images
Estudo feito por pesquisadores da Unidade de Pesquisa Café e Coração, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que os consumidores regulares de café têm melhor atividade antioxidante no organismo e melhor desempenho em exercícios físicos. Além disso, o produto pode prevenir doenças.
Nos testes de esteira, os consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício. O resultado foi verificado também nos pacientes coronariopatas, que não apresentaram nenhum evento cardíaco adverso, como angina ou arritmias.
Segundo o diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor, Luiz Antonio Machado César, o estudo analisou 150 consumidores de café nos últimos cinco anos e continua a ser feito em outras frentes. Foi avaliado o consumo tanto por pessoas saudáveis como em portadoras de doenças cardíacas.
O médico disse que os voluntários passaram três semanas diminuindo o consumo de café ou de outras bebidas com cafeína, até ficarem uma semana sem tomar nada. "Nesse momento, fizemos vários exames, monitoramos a pressão arterial, fizemos eletrocardiograma durante 24 horas e finalizamos com um teste na esteira", disse Machado.
Depois disso, os voluntários receberam uma cafeteira, filtros e foram orientados sobre como fazer o café que beberiam durante quatro semanas - 450 mililitros por dia, cerca de sete xícaras e meia. O tipo de café a ser tomado, com uma torra mais clara ou mais escura, era sorteado.
"Assim, fomos alternando o tipo de café a cada quatro semanas do teste e a cada mês repetíamos todos os exames, comparando o que aconteceu com relação às torras que todos tomaram. O que pudemos observar é que não houve nenhum impacto com relação à arritmia, na variação dos exames de sangue", conta Machado.
Machado explicou que a pesquisa foi feita devido à controvérsia que existe sobre o café fazer bem ou mal e sobre a cafeína ser uma vilã da saúde, apesar de o café não ser só cafeína e sim ser composto por mais de 400 substâncias diferentes. "Há vários estudos mais recentes no mundo que mostram que o café não tem impacto em doentes cardiovasculares. Há outros estudos mostrando que o café está dentro da qualificação dos antioxidantes, prevenindo doenças ou reduzindo seus efeitos", disse.
O médico ressaltou que não há problemas em tomar de três a quatro xícaras de café ao longo do dia, mas que não é recomendável beber o líquido em excesso de uma vez, só deviso à cafeína. "Ao beber muito café, de uma vez, só o indivíduo ingerirá muita cafeína de uma vez só e isso é maléfico, mas o café como o brasileiro está acostumado não faz mal nenhum".
Os estudos são feitos na Unidade de Pesquisa Café e Coração, do InCor, com a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic). Os testes também deverão ser feitos com café do tipo expresso e com café descafeinado.
*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.  
 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Autoridades dos EUA estudam proibição à cafeína...


Autoridades dos EUA estão investigando quão segura é a presença da cafeína em lanches e bebidas energéticas, preocupadas com o "efeito cumulativo" do estimulante - que é usado em um número cada vez maior de produtos. Será que nossa sociedade movida a chá e café está dependente demais da droga favorita no mundo?
O bule borbulhante, o aroma que vem da caneca e o primeiro gole amargo (e às vezes doce também) da manhã formam um conjunto de rituais sem o qual a jornada de trabalho seria, para milhões de pessoas, horripilante.
A cafeína é, de acordo com a revista New Scientist, a "droga psicoativa" mais popular. Nos Estados Unidos, estima-se que mais de 90% dos adultos a usam todos os dias.
Mas agora, até mesmo os EUA - berço da Coca-Cola, da rede de cafeterias Starbucks e dos energéticos 5-Hour Energy - está questionando a adição de cafeína a alimentos diários como waffles, sementes de girassol, mix de castanhas e doces e até jujubas.
Em um comunicado recente, a Food and Drug Administration (FDA), agência que regula a qualidade de medicamentos e alimentos, condenou o "exemplo infeliz" da goma de mascar Wrigley, que produziu pacotes de oito bastões de chiclete com tanta cafeína quanto em metade de um copo de café. Posteriormente, a Wrigley disse que iria suspender a produção do produto.
A agência também está olhando atentamente para bebidas energéticas cafeinadas, e informou que estava preocupada com o "efeito cumulativo" da dependência de produtos estimulantes.
Tratamento de emergência
De acordo com a Substance Abuse and Mental Health Services Administration, agência governamental americana que cuida do abuso de substâncias e saúde mental, o número de pessoas que procuram tratamento de emergência após a ingestão de bebidas energéticas dobrou para mais de 20 mil em 2011.
Maiores bebedores de café per capita, segundo Chartsbin
1. Finlândia: 12 kg

2. Noruega: 9,9 kg
3. Islândia: 9 kg
4. Dinamarca: 8,7 kg
5. Holanda: 8,4 kg
6. Suecia: 8,2 kg
7. Suíça: 7,9 kg
8. Bélgica: 6,8 kg
9. Canadá: 6,5 kg
10. Bósnia Herzegovina: 6,2 kg

No entanto, a indústria de bebidas energéticas diz que seus produtos são seguros e insiste que não há prova de uma ligação entre consumo e qualquer reação nociva.
Mas não há qualquer tipo de consenso científico de que o uso da cafeína é prejudicial. Um estudo recente da Escola de Saúde Pública de Harvard sugeriu que "beber café não possui graves efeitos prejudiciais à saúde" e que a ingestão de até seis xícaras por dia "não estaria associada ao aumento do risco de morte por qualquer causa".​Casos de overdoses fatais causadas por "efeitos tóxicos da cafeína" foram documentados, embora sejam muito raros. Cientistas da Johns Hopkins University que estudaram as propriedades viciantes da substância descobriram que os sintomas de abstinência incluíam cansaço, dores de cabeça, dificuldade de concentração, dores musculares e náuseas.
Em moderação, a cafeína pode ter alguns efeitos positivos. Pesquisas sugerem que poderia estar associada à redução do risco de câncer de próstata e mama. Um estudo recente liga beber café e chá a um menor risco de diabetes tipo 2.
Como resultado, a FDA se comprometeu a "determinar o que é um nível seguro" de uso da cafeína.
O movimento da agência foi bem recebido por aqueles que temem que a cafeína esteja invadindo demais as nossas vidas diárias - muitas vezes em produtos inesperados.
"Muitas pessoas não estão cientes da cafeína que estão tomando", diz Lynne Goldman, diretor da Escola George Washington University de Saúde Pública e Serviços de Saúde.
Como resultado, diz ela, há problemas como insônia, indigestão ou aumento da pressão arterial.
O consumo de cafeína é especialmente preocupante para os pais, que podem achar difícil regular o que ingerem seus filhos.
Mas, desafiar a hegemonia da cafeína pode ser uma tarefa difícil em um planeta que consome 120 mil toneladas da substância por ano.
Na Finlândia, o país mais viciado em cafeína no mundo, um adulto médio consome 400mg da droga a cada dia - o equivalente a quatro ou cinco xícaras de café diárias, e igual ao limite recomendado pela Food Standards Agency da Grã Bretanha, por exemplo.
"O apelo (da cafeína) é de que nos ajuda a ganhar mais dinheiro"
Stephen Braun, autor do livro "Buzz: The Science and Lore of Alcohol and Caffeine"
"Achamos que, quando usada com moderação, a cafeína não representa um risco", diz Sanna Kiuru, um oficial sênior da Evira, a autoridade finlandesa de segurança alimentar. "São principalmente os adultos que bebem café, não crianças. Em nossa opinião, os níveis são bastante moderados".
Mesmo os finlandeses amantes da cafeína têm se preocupado com o aumento do uso não evidente da substância, no entanto.
"Estamos preocupados com o aumento da cafeína em alimentos diferentes", diz Kiuru.
Bebidas altamente cafeinadas na Finlândia são obrigadas a conter etiquetas de advertência - uma prática que será estendida a toda a União Europeia a partir de 2014.
Para a maioria dos consumidores de cafeína, seu benefício principal é que, ao estimular a atenção, a substância ajuda a produzir mais.
Esta é uma característica que a torna incomum entre as substâncias recreativas, diz Stephen Braun, autor do livro Buzz: The Science and Lore of Alcohol and Caffeine (Burburinho: A ciência e a tradição do álcool e da cafeína, em tradução livre).
"O apelo (da cafeína) é de que nos ajuda a ganhar mais dinheiro", acrescenta Braun.
"O que a torna diferente de outras drogas é que é usada como uma ferramenta de produtividade - e não por prazer, como a cannabis, ou como um relaxante, como o álcool."
Talvez a analogia mais próxima seja com folhas de coca, mascadas por trabalhadores para lhes dar energia extra em países como Peru e Bolívia.
Popularidade e produtividade
Não é coincidência, avalia Braun, que a popularidade da cafeína tenha crescido na Europa no início da revolução industrial, com a corrida por maior produtividade.
Muitas mentes criativas da história também têm sido associadas a algumas façanhas verdadeiramente épicas no consumo de cafeína.
De acordo com um biógrafo, o romancista e dramaturgo francês Balzac bebia cerca de 50 xícaras de café por dia. "Se não fosse pelo café, uma pessoa não poderia escrever, o que quer dizer que não poderia viver", insistiu ele, certa vez.
Ludwig van Beethoven contaria meticulosamente exatos 60 grãos de café por xícara quando preparava diariamente a bebida - para consumo próprio.Durante sete anos, o cineasta David Lynch jantou no mesmo lugar em Los Angeles todos os dias, sempre bebendo até sete xícaras de café adoçado "com muito açúcar" de uma só vez, o que, segundo ele, seria uma garantia de que "muitas ideias" viriam.
Talvez um dos contos recentes mais bem divulgadas sobre excesso de cafeína atribui ao cantor Robbie Williams o consumo de até 36 espressos duplos e 20 latas de Red Bull por dia.
Mas as tentativas de reprimir a disseminação da substância se provaram inúteis historicamente.
Em 1911, o governo dos EUA processou a Coca-Cola Company, afirmando que a cafeína na bebida era "prejudicial à saúde", mas a Coca-Cola venceu nos tribunais.
Um problema com a tentativa de regular o consumo, sublinha Braun, é que a substância afeta todos de forma diferente, tornando impossível estabelecer um limite "seguro" que funcione para todas as pessoas.
"Em última análise, você tem que se tornar seu próprio cientista - não há alternativa a uma cuidadosa auto-experimentação", diz ele.
Mas os críticos dizem que isso não se aplica a bebidas energéticas e alimentos com cafeína, cujos efeitos são, indiscutivelmente, mais difíceis de julgar.

Fonte: Terra

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cafeína e seus efeitos: melhora da tolerância ao exercício prolongado...



O efeito demonstrado foi o de aumentar a mobilização de gordura durante 
a atividade física, preservando assim os estoques de glicogênio muscular


Os efeitos fisiológicos da cafeína, não se restringem ao mecanismo estimulante do sistema nervoso. A cafeína tem outros efeitos, e no coração, aumenta os batimentos cardíacos. Em doses muito elevadas pode inclusive causar arritmia cardíaca.

A cafeína é considerada como uma substância com efeito ergogênico, ou seja, ela pode melhorar o desempenho físico. Este efeito sempre foi atribuído às suas propriedades estimulantes, acreditando-se que os benefícios fossem todos relacionados ao maior nível de atenção e alerta.

Recentemente, alguns estudos mostraram efeitos da cafeína na melhora da tolerância ao exercício prolongado. Neste caso, o mecanismo de ação proposto é outro. O efeito demonstrado foi o de aumentar a mobilização de gordura durante o exercício, preservando os estoques de glicogênio muscular.

A cafeína tem sido monitorada pelas entidades de controle antidoping. Até alguns anos atrás quando seu consumo ultrapassava um valor crítico, comprovado pelos seus metabólitos dosados na urina, o usuário era considerado dopado. Atualmente, o uso da cafeína é liberado.

O fato é que hoje ela é muito utilizada por atletas, mas existe preocupação com o abuso do seu consumo. Os trabalhos científicos que investigaram seus efeitos ergogênicos, relatam efetividade de doses em torno de 300 miligramas, entretanto existem relatos de utilização de doses de até 450 a 600 miligramas.

Para se ter uma ideia da quantidade de cafeína em algumas bebidas, sabemos que um café forte pode ter entre 70 e 100 miligramas. Uma lata de energético contém 80 miligramas de cafeína. A realidade é que a cafeína hoje é classificada pela ANVISA como suplemento nutricional, porém seu consumo deve ser controlado. Existe sempre o receio de exagero de dosagem, como também seu uso por indivíduos com contraindicação como cardiopatas e hipertensos.

A recomendação é sempre só utilizar com orientação profissional.

Por: Dr. Turibio Barros


 
*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.   

domingo, 18 de novembro de 2012

Segundo estudo, comprometimento cognitivo leve pode melhorar com cafeína...



Estudos recentes relacionaram o consumo de cafeína a um menor risco de doença de Alzheimer, e uma nova  pesquisa da Universidade de Illinóis pode ser capaz de explicar como isso acontece.

Os pesquisadores descobriram um sinal que ativa a inflamação do cérebro e que está associada às doenças neurodegenerativas, e a cafeína parece bloquear sua atividade. Esta descoberta pode levar à drogas que poderiam reverter ou inibir comprometimento cognitivo leve. 

Os ratos tratados com cafeína recuperaram a sua capacidade para formar uma memória 33 % mais rápida do que os ratinhos não tratados com a cafeína. 

A capacidade da cafeína de bloquear os receptores de adenosina tem sido associada a melhora cognitiva em determinadas doenças neurodegenerativas e como um protetor contra a doença de Alzheimer.

sábado, 18 de agosto de 2012

Segundo estudo, cafeína pode atenuar comprometimento motor da doença de Parkinson...



Consumir mais cafeína poderia ajudar a atenuar os problemas motores apresentados por pacientes com doença de Parkinson, afirmam pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá. Eles chegaram a essa conclusão após observarem que pacientes com a condição se beneficiaram ao tomar pílulas de cafeína durante de dois meses. No entanto, de acordo com os autores, isso não quer dizer que pessoas que têm o problema devam passar a tomar muito café imediatamente, já que outros fatores, como os efeitos adversos da bebida ou a possibilidade de os indivíduos desenvolverem tolerância aos efeitos da cafeína, devem ser estudados com maior profundidade.


Os pesquisadores selecionaram, para o estudo, 61 pacientes com idade média de 60 anos que haviam sido diagnosticados com a doença de Parkinson. Ao longo de seis semanas, parte dos participantes recebeu pílulas contendo cafeína (uma quantidade equivalente a duas xícaras de café ao dia) e o restante, cápsulas de placebo. Ao final da pesquisa, os indivíduos que ingeriram cafeína relataram, além de menos sonolência, uma melhora geral nos sintomas motores da doença — como rigidez muscular e dificuldades de movimento. Metade dos integrantes de cada grupo relatou algum efeito colateral, sendo as dores de estômago o efeito mais prevalente.
Embora significativa, a melhora foi menor do que a obtida pelos medicamentos que são prescritos para tratar a condição — o que revela, segundo os autores, que a cafeína não tem o potencial de substituir as drogas, mas sim de ser um fator que complementa a terapia. A pesquisa, publicada nesta quarta-feira na revista Neurology, não deixou claro de que maneira a cafeína age no cérebro para atenuar os sintomas dessa doença neurodegenerativa.

sábado, 2 de julho de 2011

CAFÉ: BENEFÍCIOS E RISCOS PARA SAÚDE


Como podem perceber, gosto MUITO de falar sobre o café e seus efeitos (positivos e negativos) para nossa saúde. Nas minhas consultas, posso afirmar que 9 entre 10 pacientes tomam café. Puro ou com leite, ou ainda na versão descafeínado, muito raramente me deparo com a afirmativa: “Não tomo café” ou “o café me faz mal”. Vamos combinar: como é bom saborear um delicioso café, fresquinho, saindo na hora. Pela manhã, nos desperta para os afazeres do dia. Quem também precisa de uma ajuda extra para estudar ou trabalhar à noite, recorre para essa bebida tão tradicional e saborosa, que nos atrai pelo cheiro...
O café é uma bebida classificada como estimulante, por possuir em seus componentes a cafeína que atua principalmente no Sistema Nervoso Central, responsável por nos deixar mais dispostos, em alerta e com mais vigor. Mas o excesso de cafeína no nosso organismo pode nos levar a eventos muito além do que esperamos.
Lembrando que o café é a bebida mais consumida no Brasil e no mundo ocidental, fazendo com que seja alvo de diversos estudos em relação aos seus efeitos em nosso organismo. Por esse motivo, já está mais do que comprovado que sua utilização associado a hábitos alimentares saudáveis, pode ser um aliado para diminuição do colesterol alto, prevenção contra doenças cardiovasculares e Mal de Alzheimer  e ainda sua ação no sistema límbico, afastando a depressão e produzindo sensação de prazer e bem estar. Isso devido a compostos fenólicos que atuam como antioxidantes  importantes como a cafeína, ácido caféico e ácido clorogênico , que atuam como protetoras das nossas células e estão presentes na bebida.
Quando o processo de torrefação é feito adequadamente,  podemos encontrar de 6 a 10% de cafeína, (evite temperaturas excessivamente altas na preparação para não perder os antioxidantes), pois podemos ainda encontrar aminoácidos, sais minerais e algumas vitaminas. Não podemos esquecer também do efeito positivo da cafeína na melhora da performance na atividade física (confira o post sobre a Caféína x atividade física na Liga da Saúde):
http://ligadasaude.blogspot.com/2011/05/cafeina-x-atividade-fisica.html
Mas, como diz o ditado, “tudo demais, é veneno”. O ideal é consumir no máximo 3 xícaras ao longo do dia, e sempre evitando os horários noturnos.  Quando o café é ingerido com muita freqüência ao longo do dia, o que deveria ser protetor, acabar se tornando um vilão para nossa saúde. Além de prejudicar quem possui doenças no estômago (contra indicado para Gastrites e úlceras, pois estimula acidez gástrica), o fato que quando o Sistema Nervoso Central é estimulado por várias vezes ao dia (devido a cafeína), o organismo acaba produzindo mais Cortisol e Adrenalina do que o necessário, fazendo com que haja sobrecarga sobre nossos vasos sanguíneos e coração, e como consequência o aumento de pressão arterial, e claro, estresse e ansiedade. Esses efeitos são ainda mais deletérios quando associado ao cigarro. Lembrando que quando um hormônio encontra-se alterado no nosso organismo, ocorre uma desregulação nos demais. Você já parou para pensar quantas colheres de açúcar ou adoçantes artificiais você também ingere com o alto consumo de café ao longo de um dia? Outra informação bem importante, é que níveis altos de Cortisol e Adrenalina estão relacionados a aumento de peso e gordura abdominal, insônia e apnéia do sono, além do risco para o aumento da pressão arterial.       
Outro cuidado: não ingerir o café antes e após grandes refeições (almoço e jantar), pois a cafeína, fitato e tanino presentes na bebida  inibem a absorção de Cálcio e Ferro e o aproveitamente de alguns nutrientes pelo organismo, sendo também responsável por anemia por deficiência de Ferro e osteoporose, pois o Ferro e o Cálcio deixam de ser aproveitado e absorvido pelo nosso organismo. Já sei... você deve ter pensado no seu cafezinho com leite...
Após tantas informações, aprecie seu café com moderação, e desfrute de todos os benefícios que essa bebida tão saborosa pode oferecer. Como tudo, o equilíbrio alimentar é sempre muito bem vindo!
Muita saúde a todos!


sexta-feira, 27 de maio de 2011

CAFEÍNA X ATIVIDADE FÍSICA


A cafeína é um composto químico classificado como alcalóide, pertencente ao grupo das xantinas. Atua sobre o sistema nervoso central e aumenta a produção de suco gástrico, decorrente da alteração metabólica ocasionada. Devido ao estímulo do sistema nervoso central, ela favorece o estado de alerta aumentando a atenção mental, a concentração, melhoria do humor e diminuição da fadiga.

O café é sem dúvida nenhuma a bebida mais consumida do mundo, porém a cafeína também é encontrada em outras bebidas em proporções menores, tais como bebidas contendo cacau, cola, chocolate, além do chá e de alguns remédios do tipo analgésico ou contra gripes. Por estar presente em mais de 60 espécies de plantas do mundo, temos atualmente uma grande diversidades de produtos contendo este composto.

A cafeína atravessa a barreira hemato-encefálica, tendo uma série de efeitos neurobiológicos e em doses maiores que o consumido normalmente, provoca inibição das fosfodiesterases e aumento do cálcio, além de ser antagonista competidor dos receptores de adenosina (substância responsável de avisá-lo quando é hora de parar), atuando nesses receptores em áreas muito variadas, tal como na circulação periférica do corpo todo e no córtex cerebral, responsável pelos efeitos estimulantes.

E na atividade física, onde se aplica?

Atualmente, muitos estudos afirmam que a utilização da cafeína é positiva para melhora de performance da atividade física de curta e de longa duração por diminuir a fadiga, aumentar o tempo de exercício, o pico de potência, melhora de glicogênio muscular e diminuição da percepção de esforço.

Devido a esses efeitos ergogênicos, o café ou produtos à base de cafeína (existem cada vez mais opções no mercado) na forma de suplementos para praticantes de atividade física, tem sido cada vez mais utilizados e procurados, porém, é necessário o consumo de maneira correta e supervisionada, pois o seu alto consumo pode ser responsável pelo aumento do Cortisol (hormônio do estresse) e diminuição do Gh (hormônio do crescimento) o que, para quem tem objetivo de ganho de massa muscular, o efeito pode ser contrário. Alguns estudos mostram ainda a relação da cafeína com o aumento da pressão arterial e gastrite. Se esse é o seu caso, consulte um profissional especializado para avaliar o seu caso.

Fica a dica: uma xícara de café ou chá verde antes da corrida ou atividades de força, é sempre bem vindo, mas evite ingerir após às 17 horas para que os benefícios sejam bem assimilados, respeitando sempre a fisiologia e funcionamento ótimo, principalmente dos seus hormônios.

Mas e os suplementos a base de cafeína? Nesse caso, o melhor a fazer é procurar o profissional especializado para avaliar seu caso, e assim prescrever a dose adequada para você!
Seu corpo (e seus hormônios) agradecem!