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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Por que não emagreço (Checklist rápido)?


Por que não emagreço?
(Checklist rápido)

Se você quer emagrecer de forma saudável, efetiva e com resultados duradouros, melhore seus hábitos de vida (http://www.icaro.med.br/a-base-de-tudo/); simples assim. Se não fizer isto e “for emagrecido” só às custas de algum tratamento ou medicamento, possivelmente ficará dependente deste, ou seja, sempre que parar tem grandes chances de recuperar o peso perdido (sobretudo sob a forma de gordura e retenção de líquidos)... E quem quer ser escravo de algo? Sobre emagrecimento, recomendo estes 2 links para você estudar mais (afinal, ninguém derrota um inimigo sem conhecê-lo bem, como já dizia Sun-Tzu):

Mas... E quando os hábitos de vida estão os mais saudáveis possíveis e mesmo assim você não EMAGRECE (com eficácia e saúde), o que fazer?

1 -  Você REALMENTE tem hábitos de vida BASICAMENTE adequados?
Seu organismo precisa de 4 combustíveis básicos para funcionar: o ar proveniente da sua respiração, a água que você bebe, sua alimentação (e digestão/assimilação/distribuição/transformações/uso dos nutrientes ingeridos) e boa circulação sangüínea; se UM destes faltar, seu cérebro “manda” reduzir seu metabolismo e acumular todos os 4, só por precaução... O resultado disto é que toda carência de combustíveis para o organismo perturba a circulação, e faz você ficar lento, retendo líquidos e GORDO.

2 – Se você já tem mesmo hábitos de vida mais saudáveis (lembrando que o que você “destruiu” em anos pode levar muitos meses para ser corrigido), reflita: será que já não atingiu a melhor composição corporal que seus hábitos e perfil genético atualmente permitem? Pergunto isto porque são freqüentes as situações onde as pessoas desejam mais que possam alcançar pelas suas condições atuais... E são raras as pessoas capazes de adotar hábitos 100% ok, única situação que permitiria corpo “perfeito”.
Mas se não é este o caso e você realmente permanece acima do peso ideal, vá para o passo 3;

3 - Já foram corrigidas as carências de nutrientes, excessos (intoxicações) e BOM combate ao stress oxidativo?
As situações acima inflamam e estressam seu organismo (por obrigá-lo a funcionar em situações “extremas”) e ambas as condições fazem-no assumir vias metabólicas “alternativas” que cronicamente têm entre suas conseqüências reduzir o metabolismo, poupar água (em locais pouco oportunos) e produzir gordura.

4 - Já foram moduladas as quantidades/qualidades/funções dos seus hormônios e neurotransmissores?
Hormônios e neurotransmissores nada mais são que “mensageiros”, permitindo a comunicação entre os neurônios e demais células/órgãos: de forma mais simples, possibilitam tanto os “pensamentos” quanto as ordens do cérebro e das glândulas. Um organismo com deficiência deles é como uma cidade sem correio, telefones ou motoboys (e afins): pode até ter tudo para funcionar direito mas sem comunicação, simplesmente não funciona. No caso do organismo, a falta de transmissão adequada de informações gera stress e inflamação que, como bem sabemos, levam a danos ao metabolismo, retenção de líquidos e produção de gordura
* O termo modular significa equilibrar, elevando os níveis do que está baixo e reduzindo os excessos

5 – Estaria você usando substâncias que possam estar afetando negativamente meu metabolismo?
Muitas vezes algum remédio, suplemento, alimento ou mesmo chá é usado erradamente e por isso prejudica o metabolismo (e lembra o que ocorre quando seu metabolismo sofre? Todo o seu organismo estressa, inflama e sofre junto!)

5 - Já foram corrigidas alterações detectáveis em exames?
Alterações em exames sempre devem merecer correlação com os demais exames e quadro clínico do paciente e motivar as medidas cabíveis para sua correção: afinal, quem acha possível ter uma saúde excelente mas com exames meramente razoáveis ou “aceitáveis”?

6 - Patologias/sintomas diversos descompensados apesar de ter seguido direito TODOS os passos acima?
Mesmo que os exames estejam “ok”, a presença de sintomas indica que algo não vai bem no organismo, merecendo investigação e conduta pois pode ser a causa ou fator de agravação do excesso de peso.


É claro que este texto não tem a pretensão de esgotar o assunto, que por si só é bastante extenso, cheio de variantes que interferem e interagem mutuamente: a idéia aqui é apenas ajudar a organizar um pouco mais a abordagem do tema para que torne-se mais efetiva! Mas como vocês viram, a Base de Tudo continua sendo ter e manter Hábitos Saudáveis de Vida, que podem corrigir/melhorar/adequar TODOS os "passos" acima… E em grande parte, dependem só de você para tornarem-se REALIDADE!


Abraço e boa semana!

Dr. Ícaro Alves Alcântara
www.icaro.med.br

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Orientações para o ganho de massa muscular...



A estimulação física para o desenvolvimento muscular é imprescindível para o aumento de tamanho das fibras musculares, e a manutenção da definição dos músculos. A dieta é o apoio para o resultado esperado e ainda o controle necessário para a diminuição da camada de gordura subcutânea que cobre a musculatura

O exercício por si só estimula o crescimento muscular, mas sem dieta o resultado fica limitado. A dieta pode diminuir a camada adiposa do corpo, mas sozinha não estimula o fortalecimento e crescimento muscular. O exercício associado a uma dieta adequada pode remodelar o corpo, deixando-o esteticamente melhor e mais saudável.

Dicas importantes:

Nunca faça exercícios em jejum - O combustível predominantemente necessário à atividade muscular é o açúcar, que em forma de glicogênio muscular permite a manutenção de trabalhos com carga (de força). Quando os níveis de açúcar no sangue estão baixos, o organismo não consegue manter a mesma eficiência física.

Forneça energia aos músculos - Até 1 hora antes dos exercícios, coma alimentos que possam fornecer açúcar aos músculos, como os carboidratos. As melhores fontes deste nutriente são: pães torrados, biscoitos de água, frutas, leite ou iogurte adoçado, batata, arroz, macarrão e algumas barras energéticas à base de carboidrato.

Hidrate-se sempre - Durante os exercícios, para o resfriamento do corpo, existe uma produção de suor ( perda de água) . Ao mesmo tempo, os carboidratos ingeridos, que foram quebrados em forma de glicose, levam consigo moléculas de água para dentro das fibras musculares.

Reponha as energias gastas - A quantidade de alimentos ingeridos antes dos exercícios deve ser moderada, de forma a não dificultar a digestão e estar rapidamente disponível para ao músculos. Por isso, provavelmente, esta quantidade não é suficiente para repor toda a energia gasta, devendo-se repetir a ingestão de alimentos fontes de carboidrato após os exercícios. Com a atividade muscular, e o uso do glicogênio muscular na produção de energia, uma enzima reguladora dos estoques de glicogênio está aumentada e esperando os carboidratos para serem levados aos músculos. Sendo assim, o ideal é ingerir estes alimentos até no máximo 2 horas após os exercícios. Ingerir alimentos fontes de proteína, como carnes magras, queijos magros, iogurte desnatado, clara de ovo, embutidos magros (peito de peru) e ainda, se a refeição permitir, grãos de leguminosas ( feijão, ervilhas, lentilha, soja...).

Atenção para as proteínas - A reparação das fibras musculares com exercícios de força, necessitam de uma quantidade maior de proteínas quando comparados a outros exercícios, ou com dietas não direcionadas a atividades físicas. 

Cuidado para não engordar - É claro que, com as necessidades aumentadas de carboidrato e proteínas, a ingestão de alimentos é maior do que em uma dieta de emagrecimento com exercícios leves. Porém, a distribuição das calorias durante o dia é o grande segredo do sucesso. As refeições devem priorizar os horários de exercícios, e as quantidades de alimentos, devem ser reduzidas da tarde para a noite. A quantidade calórica necessária é individual, e sua variação depende do peso, altura, da carga de exercícios, da frequência de atividade física e até do horário do mesmo. Mas, de qualquer forma, as gorduras devem ser evitadas, pois são mais facilmente armazenadas do que utilizadas em forma de energia.

Mas, meu amigo, minha amiga, se você realmente tem um objetivo, o ideal é que você procure um Nutricionista Esportivo para montar um cardápio personalizado de acordo com o seu treino. Desta forma você garante um resultado de sucesso.


*** O texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Emagrecimento Saudável - Resumo do que é importante



Texto-resumo para o servidor – sobre Emagrecimento Saudável

Emagrecer é muito fácil, porém fazê-lo com SAÚDE, apesar de extremamente benéfico não só para fins de Estética, mas também de viver mais e melhor, não é tão simples assim e exige os conhecimentos certos aliados a disciplina; lembre-se que seu peso é principalmente determinado por quanto de água, músculos, ossos e gordura você tem no seu corpo: por isso, quando você perde peso, a pergunta que sempre tem que ser bem respondida é “o que você perdeu?”, já que a resposta a isto pode significar prejuízo à sua saúde! Afinal, ninguém quer perder músculos e ossos ou ficar desidratado, concordam? Mas é exatamente o que acontece com quem busca emagrecer somente baseando-se em remédios ou dietas temporárias “milagrosas”: perde peso, no entanto em boa parte não por perder gordura e com isso perde junto sua saúde... e quando parar o uso destes, ainda tende a recuperar o peso perdido principalmente como gordura, com mais dificuldade de perdê-lo na próxima “dieta” ou “remedinho”!

Todos precisam entender que o que mais engorda e/ou mantém alguém com sobrepeso (ou mesmo obeso) é o descuido com seus Hábitos de Vida e que enquanto estes não são adequados NINGUÉM consegue perder gordura e adquirir/manter bom organismo e aparência sem virar dependente químico (só consegue manter resultados quando em uso de substâncias, que não tardam a mostrar efeitos colaterais e contra-indicações). Exames e tratamentos são importantes? SIM! Mas só são confiáveis e/ou funcionam quando o paciente, principal interessado em seus resultados, faz a sua parte e adota o máximo possível de hábitos de vida mais saudáveis, regularmente: manter organismo saudável, com mais músculos e menos gordura, funcional, o que gera bem-estar e real qualidade de vida, portanto, só é possível para quem melhora a forma como cuida de si mesmo e quanto mais se cuida, mais sente-se bem e tem melhores resultados!

Resumindo, então, quais devem ser os focos de quem quer emagrecer de forma saudável e manter composição corporal adequada e bem-estar? Basicamente, são 2:
1 – Adquirir e manter, regularmente, BONS hábitos de vida (detalhados aqui: http://www.icaro.med.br/atualizando-e-melhor-adequando-a-base-de-tudo/), sobretudo:

a)    Ingestão regular de água (nunca passar mais de 2h sem ingeri-la)b)   Alimentação adequada (comer de 3 em 3h, preferindo pequenas porções de alimentos de qualidade):·      Evitar carboidratos simples, açúcares e massas
·      Aumentar quantidade de fibras, bem distribuídas, na dieta
·      Incluir termogênicos naturais pode ajudar, como chá verde, ômega-3, pimenta, gengibre, etc
c)    Exercício físico regular (pelo menos 3x/semana)·      O ideal é combinar rotina de exercícios aeróbicos (caminhadas, pedalar, dança, etc) com os de força (musculação, ginástica localizada, etc)
d)   Dormir direito (sono ruim compromete o equilíbrio hormonal e de neurotransmissores)

2 – Buscar apoio dos profissionais de saúde necessários à correção de distúrbios e alterações de exames que persistam mesmo após a adoção de hábitos de vida mais saudáveis (muitos melhoram ou curam-se naturalmente à medida que mais hábitos saudáveis de vida são incorporados ao cotidiano mas os distúrbios/alterações que persistirem merecem tratamento competente), sejam doenças, intoxicações, carências de minerais, vitaminas, hormônios, etc.

a)    Equilibrar suas taxas de hormônios e neurotransmissores (são eles os responsáveis pela comunicação entre as células do seu organismo que, se comprometida, traz vários efeitos negativos para o corpo, entre eles o ganho de peso)
·      Reduzir níveis de insulina: quanto maiores estiverem maior sua tendência a engordar
·   Cuidado especial com a serotonina! A maior parte das pessoas com problemas de peso apresenta algum grau de depressão, ansiedade e “pânico”, condições onde comumente há baixos níveis de serotonina; para produzi-la melhor boas idéias são aumentar a ingestão de triptofano, complexo B e Magnésio (sob indicação/orientação competente)
b)   Recorra aos “remédios” somente (e se necessário) quando os pontos acima tiverem sido adequadamente abordados e resolvidos ou você pode acabar virando um dependente químico: só perde peso quando em uso de medicamentos (peso este que tende sempre a voltar quando cessa o uso e que torna-se gradativamente cada vez mais difícil de perder).


Para os mais interessados em aprofundar-se no assunto, recomendo estes textos:

Um abraço!
Dr. Ícaro


*** O texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

sábado, 13 de outubro de 2012

Tentação faz cérebro entrar em conflito...


Tentação é um termo que, para muitas pessoas, ainda evoca questões religiosas.
Mas os cientistas abordam a tentação do ponto de vista do autocontrole, por exemplo, quando você quer uma sobremesa, mas sabe que deveria evitá-la.
E esse sistema de autorregulação parece gerar uma verdadeira tempestade cerebral, acionando simultaneamente áreas antagônicas.
"Parece que temos sistemas independentes capazes de guiar nossas decisões, e, em situações de tentação, nossos sistemas podem competir para controlar o que devemos fazer," explica a Dra. Cendri Hutcherson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA).
Ela é a principal autora de um artigo que descreve esses sistemas cerebrais competitivos, um trabalho publicado nesta sexta-feira no The Journal of Neuroscience.
Cendri verificou que os dois sistemas cerebrais não são opositores ferrenhos - na verdade, eles quase sempre guiam nosso comportamento na mesma direção, sem qualquer conflito.
"Mas, em alguns casos, como na situação tão comum de resistir à tentação de comer uma torta de chocolate, eles podem guiar o comportamento para ações diferentes. Além disso, o resultado da decisão parece depender de qual dos dois sistemas toma o controle do comportamento," explica ela.
Até agora, os cientistas consideravam que lidar com as tentações era simplesmente uma questão de atribuir valores numéricos à importância de cada uma das opções, e optar pela que pesasse mais.
Como os humanos não são máquinas lógicas, tipo Sr. Spock ou androide Data, os cientistas se deram conta de que a questão é um pouco mais complicada.
Uma complicação agora revelada pela competição entre os dois sistemas, em que um pode tomar a direção da ação do indivíduo, de uma forma ainda não totalmente compreendida.
As duas áreas do cérebro que são ativadas no momento da tentação são o córtex prefrontal dorsolateral (atrás das têmporas) e o córtex prefrontal ventromedial (no centro da testa, logo acima dos olhos).
Quando os voluntários diziam não querer a comida, a primeira dessas áreas parece assumir o controle, com uma forte correlação entre a ativação da região dorsolateral e o comportamento.
Quando os voluntários cediam à tentação, a correlação aparecia entre o comportamento e a segunda região, a ventromedial.
Os pesquisadores também descobriram que a capacidade do cérebro de mudar de controle entre essas duas áreas não é instantânea. Demora cerca de dois segundos antes de o cérebro ser plenamente capaz de ignorar a região em conflito.
"Esta pesquisa sugere uma razão pela qual é tão difícil controlar nosso comportamento," conclui a pesquisadora.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Refrigerantes aumentam risco genético de obesidade...



Pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA) comprovaram que o grande consumo de refrigerantes, ou bebidas adoçadas em geral, aumenta a suscetibilidade genética à obesidade.
O estudo reforça o conceito cada vez mais aceito de que os fatores ambientais mesclam-se com os fatores genéticos de uma forma impensável há poucos anos.
Assim, em vez de preocupar-se com "genes da obesidade", os cientistas começam a verificar comportamentos que alteram genes, que podem aumentar a chance da obesidade.
A nova visão sobre interação entre ambiente e genética leva a abordagens completamente diferentes.
Em uma visão comum há algum tempo, e ainda hoje divulgada em muitos programas jornalísticos, a presença de um gene representaria uma espécie de "herança imutável", que significaria que a pessoa estaria fatalmente condenada a apresentar uma condição.
"Nosso estudo fornece pela primeira vez evidências reproduzíveis que mostram que fatores genéticos e fatores alimentares - bebidas adoçadas com açúcar - podem se influenciar mutuamente quanto aos seus efeitos sobre o peso corporal e o risco de obesidade," disse Lu Qi, coordenador do estudo.
Nas últimas três décadas, o consumo de bebidas adoçadas aumentou dramaticamente em todo o mundo.
Embora haja evidências generalizadas de uma ligação entre refrigerantes, a obesidade e doenças crônicas como diabetes, há poucas pesquisas sobre se fatores ambientais, tais como beber bebidas adoçadas artificialmente, influenciam a predisposição genética para a obesidade.
A pesquisa foi baseada em dados de 146.700 mulheres e 51.529 homens.
Os resultados mostraram que os efeitos genéticos sobre o índice de massa corporal e o risco de obesidade entre os que bebiam uma ou mais doses de refrigerantes por dia são duas vezes maiores do que aqueles que consumiram menos de uma porção por mês.
Os resultados sugerem que o consumo regular de bebidas açucaradas amplifica o risco genético de obesidade.
Além disso, os indivíduos com maior predisposição genética para a obesidade parecem ser mais susceptíveis aos efeitos nocivos das bebidas açucaradas sobre o índice de massa corporal.
Fonte: Diário da Saúde

sábado, 31 de março de 2012

Consumo de calorias tende a aumentar com o sono insuficiente, segundo estudo...


Se você não dorme o suficiente, você também pode comer muito - e, portanto, ser mais propensos a se tornarem obesos.

Essa é a descobertas dos pesquisadores que apresentaram seus estudos em Epidemiologia, Prevenção/Nutrição, Atividade Física e Metabolismo NAS Sessões Científicas DE 2012 da American Heart Association.

"Testamos se a falta de sono alterou os níveis dos hormônios leptina e grelina, aumentou a quantidade de comida que as pessoas comiam e se isso afetava na energia queimada através de atividade física", disse Virend Somers, MD, Ph.D., autor do estudo e professor de medicina e doença cardiovascular na Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota. Leptina e grelina estão associados com o apetite.

Os pesquisadores estudaram 17 indivíduos saudáveis ​​jovens, homens e mulheres durante oito noites, com metade dos participantes dormindo normalmente e metade dormindo apenas dois terços do tempo normal.

Os participantes comeram o quanto quiseram durante o estudo.

Os pesquisadores descobriram que:

- O grupo privado de sono, que dormiu uma hora e 20 minutos menos do que o grupo de controle a cada dia consumia em média 549 calorias adicionais por dia.

- A quantidade de energia utilizada para a atividade física não se alterou significativamente entre os grupos, sugerindo que aqueles que dormiam menos não queimaram calorias adicionais.

- A falta de sono foi associada com aumento dos níveis de leptina e grelina decrescentes - mudanças que eram mais prováveis ​​em conseqüência, ao invés de uma causa, de excesso de comer.

Os pesquisadores notaram que, enquanto este estudo sugere que a privação do sono pode ser uma parte importante e uma causa evitável de ganho de peso e obesidade, foi um pequeno estudo realizado em uma unidade de um hospital de pesquisa clínica.

Estudos maiores, com pessoas em seus ambientes de origem ajudaria a confirmar esses resultados,sugerem os pesquisadores.

Fonte: American Heart Association. "Calorie Consumption Likely To Increase With Insufficient Sleep." Medical News Today. MediLexicon, Intl., 16 Mar. 2012. Web.











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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Açafrão pode ser um auxiliar na perda de peso


O tema açafrão já foi abordado aqui na Liga da saúde pelo Dr  Telmo Diniz, no texto O poder do Açafrão, mas como semanalmente surgem estudos sobre esse promissor tempero e seus princípios ativos, acho que vale a pena um novo o post sobre o tema. Dessa vez correlacionando a curcumina com obesidade.

Um estudo realizado pela University Health Network,  de Toronto, Canadá mostrou que a curcumina, componente ativo do açafrão, pode bloquear (pelo menos em ratos) vias bioquímicas lipogênicas, ou seja, bloquear o ganho de peso, mesmo em uma dieta com 45% de gordura.

Durante 28 semanas, administraram em ratos uma dieta rica em gordura (45%), no outro grupo uma dieta pobre em gorduras. Subdividiram o grupo com dieta rica em gordura e uma parte recebeu curcumina, outro grupo não.

O estudo evidenciou que no grupo que recebeu curcumina ocorreu:
  • redução das chances de desenvolver resistência insulínica (ou seja, melhorou a sensibilidade à insulina)
  • redução da glicemia
  • redução do ganho de peso espero pela dieta ser rica em gordura, ou seja menos massa gorda.
Os achados corroboram com outro estudo feito em 2010, coordenado por Moshen Meydani, do Centro de Pesquisa em Nutrição Humana da Universidade Tufts, de Boston. O estudo foi feito com animais: um grupo de ratos foi alimentado com uma dieta balanceada (grupo de controle), outro com uma dieta com alta quantidade de gordura e um terceiro com a mesma dieta alta em gorduras acrescida de suplementos com curcumina em doses relativamente baixas (1,5 mg a 1,75 mg por dia). Após 12 semanas, o peso e a distribuição de gorduras nos ratos foi avaliada. Resultado: o grupo de ratos que recebeu o suplemento de curcumina ganhou menos peso e gordura corporal do que o grupo submetido à dieta rica em gorduras não acrescida do "tempero", embora os dois tenham recebido as mesmas quantidades diárias de gorduras e calorias. O grupo que ingeriu curcumina também obteve índices menores de triglicérides, colesterol, gordura no fígado e açúcar no sangue.

Os pesquisadores ainda não sabem se a quantidade de açafrão normalmente usada em receitas com o ingrediente é suficiente para bloquear o complexo desenvolvimento de tecidos gordurosos no organismo humano. O próximo passo é determinar a eficácia do uso dietético do açafrão para a redução do peso em seres humanos. Uma colher de chá de açafrão tem aproximadamente 2,2 g.

Embora ainda não se saiba exatamente qual quantidade de açafrão teria efeito sobre o ganho de peso, há duas informações conhecidas sobre o tempero: na ingestão do açafrão isoladamente, apenas uma pequena quantidade de curcumina é absorvida pelo organismo; em contrapartida, consumir simultaneamente açafrão e pimenta (piperine), aumenta muito a biodisponibilidade da curcumina.

Juntar os dois temperos é uma idéia duplamente boa ? Pelo menos para quem gosta de comidas bem temperadas. Além de ajudar na absorção da curcumina, a pimenta por si só também contribui para o controle do peso, tem ação termogênica, pois aumenta a sensação de saciedade, evitando o consumo elevado de alimentos em uma refeição.

Bibliografia

Artigo1: Curcumin Prevents High Fat Diet Induced Insulin Resistance and Obesity via Attenuating Lipogenesis in Liver and Inflammatory Pathway in Adipocytes
Autores: SHAO, W, et al.
Periódico: PLoS One. v.07, n.01
Ano: Jan/2012

Artigo2: Curcumin Inhibits Adipogenesis in 3T3-L1 Adipocytes and Angiogenesis and Obesity in C57/BL Mice1–3
Autores: MEYDANI, M; et al.
Periódico: Journal of Nutrition. v.139, n.5, p.919-925,
Ano: Mai/2009


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