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sábado, 16 de maio de 2015

Precisamos SUPLEMENTAR?

Pra adiantar logo a conversa, provavelmente sim.

Agora vamos começar a conversar sobre o tema. Toda hora eu vejo questionamentos sobre o uso ou não de suplementos alimentares. Questionar é bom e muito importante, pois nos leva a buscar um entendimento cada vez maior sobre tudo. Beleza, mas falar sobre o que não se conhece nada, mas nadinha mesmo, já é inadequado.

Vejo muitos especialistas em Nutrologia e/ou Nutrição dizerem que "ninguém precisa de suplementos alimentares" e que "os alimentos são suficientes para garantir todas as nossas necessidades nutricionais" ou que seriam necessários "apenas para atletas de ponta", mas sou obrigado a discordar deles e vou explicar o porquê.

A alimentação balanceada, de acordo com as necessidades de cada indivíduo compõe, junto com mais alguns fatores, a estrutura fundamental de uma boa saúde (leia mais aqui). Isso é básico. Sem isso, quaisquer outros esforços, fora deste grupo principal de elementos, estarão fadados ou ao fracasso ou a resultados algo insatisfatórios. Até aí, praticamente todo mundo concorda.


O problema é que nós, seres humanos que vivem em centros urbanos, grandes ou pequenos, sofremos com uma certa "insalubridade" proporcionada pelas condições de vida nas cidades e pelas demandas sociais modernas. Nós, que costumo chamar de URBANÓIDES, somos seres humanos expostos a poluentes, aditivos alimentares, defensivos agrícolas e radiações eletromagnéticas de uma maneira que nunca fomos antes. Tudo isso interfere enormemente na nossa saúde e gera a necessidade, como tentativa de equilibrar estas desvantagens, do uso de suplementos alimentares que eu prefiro, inclusive, chamar de complementos. Este uso é nossa alternativa atual para tentar compensar as agressões citadas acima e o nosso comportamento enlouquecido dentro da nossa atual estrutura social.

Corremos demais, trabalhamos demais, descansamos de menos, nos frustramos demais, amamos ao próximo menos do que devíamos. Infelizmente, essa costuma ser a forma como a maioria de nós vive hoje. Além disso, os alimentos atuais não apresentam mais os mesmos teores nutricionais que antigamente, estando mais bonitos porém menos nutritivos. Acredito que você concorde que precisamos de alguma ajuda.

Além de tudo isso, os suplementos alimentares são aliados fantásticos no tratamento complementar de inúmeras doenças e, principalmente, na prevenção das mesmas. Bem utilizados são fantásticas ferramentas de promoção da saúde!

O pensamento é este. Precisamos de um suporte maior para aguentar provações mais difíceis. O grande detalhe, divisor de águas em toda esta conversa, é o fato de que não devemos fazer isto sozinhos. O grande erro, que provavelmente leva muitos colegas a serem contra a suplementação alimentar, é o fato de que muita gente se auto-suplementa, ou seja, não procura auxílio profissional para definir de quais elementos precisa e quais não precisa. Neste caso, até mesmo eu sou contra a suplementação. Apenas um profissional capacitado, médico ou nutricionista, é capaz de definir que suplementos você deve tomar e quais outras mudanças de hábitos de vida deve adotar para ter uma saúde boa.


Conte com esta ajuda, bem orientado, e seja mais feliz!


Dr Adolfo Duarte - CRM-BA 15.557 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Como suplementar antes, durante e após o treinamento?


Minhas considerações (Profa. Esp. Paula Fortes):
Muitos alunos me perguntam sobre como suplementar, inclusive os iniciantes, que ainda nem aprenderam a treinar “de verdade” ou seja, com uma execução perfeita, amplitude máxima, com força muscular considerável, e nem ao menos se alimentam adequadamente para o objetivo desejado. Nada melhor do que um nutricionista especializado em Nutrição Esportiva para desvendar estas questões. O que eu posso adiantar é o seguinte: antes de pensar em suplementar, busque orientação para primeiramente TREINAR E SE ALIMENTAR ADEQUADAMENTE! Segue abaixo um excelente artigo sobre suplementação pelo nutricionista Rodolfo Peres

Sempre ressalto que antes de se preocupar com a suplementação pré, durante e após o treinamento, deve-se garantir uma ótima nutrição em todas as refeições do dia. Se existir a deficiência de um único nutriente em qualquer uma das seis refeições diárias, os resultados não serão tão significativos, mesmo com uma suplementação "perfeita" no horário do treino. Portanto, após a adequação de todas as refeições, é o momento de se preocupar com a suplementação antes, durante e após o treino. A princípio, o que importa é a intensidade do treino e disponibilidade financeira do paciente. Mas também existem algumas situações peculiares, as chamadas exceções, que também discutiremos neste artigo.
Como benefícios da suplementação correta antes e durante o exercício, podemos citar:
    Aumentar os níveis de aminoácidos circulantes no plasma sanguíneo durante o exercício.
    Estimular o sistema nervoso central para aumentar a energia, foco e intensidade do treino.
    Fornecer mais energia para o treino.
    Estimular a síntese de óxido nítrico.
    Complementar a ingestão de nutrientes da refeição anterior.
    Auxiliar na hidratação.

Já quanto à suplementação após o exercício, podemos citar:
    Recuperar os estoques energéticos (glicogênio) e concentração de aminoácidos no plasma.
    Reparar os danos estruturais nas células musculares e reduzir o processo inflamatório.
    Minimizar a proteólise e potencializar a síntese proteica.
    Maximizar mediadores anabólicos, como MTOR, AMPK, MAPK.
    Auxiliar na hidratação.

Para simplificar, vou apresentar um exemplo de suplementação para um atleta que faça um treinamento de alta intensidade.

40 minutos antes do treino:
    Arginina AKG: 2000 - 5000 MG.
    Ornitina AKG: 2000 - 5000 MG.
    Citrulina: 2000 - 5000 MG.
    Beta-Vulgaris: 500 - 1000 MG.
    Sulfato de Agmatine: 300 - 500 MG.
    Beta-alanina: 1000 MG.

   
Arginina, Ornitina, Citrulina, Beta-Vulgaris e Sulfato de agmatine são substâncias que estimulam a síntese de óxido nítrico, aumentando o fluxo sanguíneo na região a ser treinada. Isso melhora consideravelmente o fornecimento de nutrientes para o músculo alvo. Podem ser administrados isoladamente ou em conjunto, dependendo da intensidade do treino. A beta-alanina é precursora de carnosina. Quando os níveis celulares de carnosina encontram-se elevados, ocorre um significativo retardo no acúmulo de ácido lático no músculo, aumentando o rendimento do exercício. Sua ingestão média diária de beta-alanina deve ficar entre 2 e 3 gramas. Portanto, deve-se complementar sua ingestão em outras refeições do dia. Lembrando que seu uso deve ser diário para manter os níveis de saturação de celular de carnosina e seus efeitos começam a aparecer apenas duas ou três semanas após o início da suplementação.

E a cafeína?
   
Particularmente, tenho grande cautela ao prescrever cafeína. Inclusive, muitos atletas que priorizam seu descanso e uma ótima nutrição antes do treino, preferem não usar a cafeína antes do exercício, pois alegam que o aumento na frequência cardíaca pode atrapalhar o rendimento no treino. Vejo que muitas pessoas ingerem altas doses de cafeína diariamente para treinar, tentando compensar uma alimentação inadequada e/ou uma ausência de um sono reparador. Apesar de a ANVISA liberar até 420 mg de cafeína por cápsula, raramente prescrevo doses superiores a 200 mg. Como a musculação é uma atividade que necessita de grande concentração para a execução dos exercícios, uma ingestão muito elevada de cafeína pode atrapalhar essa conexão "mente-músculo". Vejo mais validade, inclusive, no uso da cafeína antes de atividades aeróbicas, do que da musculação.

Logo antes do treino:
    Proteína de rápida absorção.
    Carboidratos de rápida absorção.

Quando se consegue realizar uma ótima alimentação entre uma e duas horas antes do treino, não é necessária uma suplementação logo antes do treino com carboidratos e proteínas de rápida absorção. Agora, caso não se consiga realizar uma refeição apropriada, o complemento com essa suplementação logo antes do treino é de fundamental importância para um adequado rendimento no treino.

Durante o treino:
    BCAAS: 5000 - 10000 MG.

   
No passado, tínhamos apenas a opção de BCAAS em comprimidos. Depois vieram as cápsulas e, mais recentemente, com o maior desenvolvimento dos centros de pesquisas da indústria de suplementos, tornaram disponíveis os BCAAS na forma de pó. Além de possuir maior biodisponibilidade, a forma de pó permite a ingestão desses poderosos aminoácidos em momentos peculiares, como durante o exercício. Leucina, isoleucina e valina. Estes três aminoácidos de cadeia ramificada apresentam grande efeito anti-catabólico, reduzindo a proteólise durante o exercício. A leucina ainda apresenta incríveis efeitos na potencialização da síntese proteica, maximizando a ação de diversos marcadores anabólicos, dentre eles: MTOR, AMPK e MAPK. Existem diferentes proporções de leucina entre os BCAAS disponíveis no mercado, podendo chegar até mesmo em 10 partes de leucina para uma de isoleucina e uma de valina. O uso da leucina isoladamente apresenta um efeito inibitório na síntese proteica, sendo sempre necessária a presença dos três aminoácidos para melhores efeitos. Tanto em uma fase de aumento da massa magra, quanto de definição muscular, a suplementação intra treino com BCAAS tem apresentado ótimos efeitos.

Imediatamente após o treino:
    Proteína de rápida absorção: 0,5 gramas por kg de peso magro.
    Carboidratos de rápida absorção: 0,5 gramas por kg de peso magro.
    Glutamina: 5 - 20 gramas.
    Creatina: 3 - 5 gramas.
    Antioxidantes.

   
Há muito tempo sabemos que a ingestão de carboidratos e proteínas de rápida absorção logo após o término do exercício, apresenta efeitos benéficos no aumento da síntese proteica e na ressíntese de glicogênio, potencializando o ganho de massa muscular e o processo recuperativo. Com os avanços das pesquisas nos centros de estudos, vieram outros suplementos que podem otimizar ainda mais esse processo.
   
Como proteínas de rápida absorção, podemos citar a whey protein isolada, a proteína hidrolisada da carne e a proteína isolada do arroz. Todas possuem aminogramas de alta qualidade, podendo ser utilizadas com segurança em seu shake pós treino. As vantagens da whey protein estão principalmente em seus níveis elevados de leucina, que, como já vimos, apresenta fantásticos efeitos no processo de hipertrofia. Já a proteína hidrolisada da carne apresenta níveis mais elevados de arginina e a presença de creatina. A proteína isolada do arroz destaca-se por seus baixos fatores alergênicos e, assim como a whey protein, apresenta ótimos níveis de leucina. Portanto, todas são ferramentas que podem muito bem ser utilizadas pelo
nutricionista na elaboração de um programa nutricional. Fica impossível afirmar qual das três opções é a melhor. Todas têm seus prós e contras, mas reforço a importância de verificar a qualidade de cada proteína. De nada adianta utilizar uma whey protein com elevados níveis de lactose e sódio ou uma proteína da carne com elevados níveis de colágeno hidrolisado. Fiquem atentos.
   
A ingestão de carboidratos após uma sessão de exercícios é fundamental para atividades com duração superior a 1 hora, com grande gasto energético. Quando se trata de atletas com duas sessões de treino no mesmo dia (triatletas, jogadores de futebol, vôlei, etc.), a ressíntese das reservas de glicogênio é fundamental, tornando imprescindível a suplementação com carboidratos logo após o treino. Geralmente utilizamos maltodextrina, dextrose ou waxy maize. No caso de um treinamento de musculação, a presença de carboidratos logo após o exercício também é importante, mas temos algumas exceções. Considerando que a presença de carboidratos logo após o treino não otimiza a síntese proteica, seu uso só seria indicado quando a preocupação for a síntese de glicogênio. Nas fases em que o atleta objetiva definição muscular, uma alternativa que normalmente utilizamos é a retirada dos suplementos a base de carboidratos nesse momento, mantendo apenas a ingestão de proteínas de rápida absorção. A estratégia deverá ser avaliada caso a caso, de acordo com as características metabólicas individuais. Indivíduos com metabolismo acelerado e com ótima sensibilidade a insulina, geralmente não precisam utilizar essa técnica, mesmo nas fases em que o objetivo é uma maior definição muscular. Para atividades com alto gasto energético (sessão de 2 horas de pedal, por exemplo), recomenda-se em torno de 1 grama de carboidrato por kg de peso logo após o treino. Para praticantes de musculação visando hipertrofia, gosto de trabalhar com aproximadamente 0,5 gramas de carboidrato por kg de peso.

Apesar de muito polêmica, a suplementação com glutamina apresenta grandes benefícios. É ótima para a saúde intestinal, evitando um processo de disbiose, que poderia afetar a absorção de nutrientes. Além disso, fortalece o sistema imunológico que, normalmente, fica debilitado logo após um treinamento intenso. A suplementação com glutamina tem demonstrado grande validade na recuperação dos treinamentos. A otimização do processo recuperativo é a chave fundamental para o sucesso de um atleta, pois de nada adianta iniciar a semana cheio de energia e após dois ou três dias de treino apresentar uma grande queda no rendimento.   

A creatina é um dos suplementos mais estudados e mais confirmados quanto a sua eficácia. Seu uso, principalmente em atividades de alta intensidade e curta duração, tem apresentado efeitos fantásticos na melhora no rendimento no exercício. A suplementação com creatina só provoca retenção hídrica indesejável quando a ingestão de carboidratos é excessiva. Com uma correta distribuição e escolha dos alimentos fonte de carboidratos, a suplementação com creatina não apresentará essa indesejada retenção hídrica. Para uma maior absorção, a sua ingestão deve ser logo após o treinamento. Lembrando que os efeitos benéficos da suplementação com creatina só vão aparecer entre duas e três semanas após o início do seu uso e, para manutenção dos níveis celulares elevados de creatina, recomenda-se utilização diária. Nos dias de treino, use-a em seu shake pós treino. Nos dias sem treino, utilize-a em sua primeira refeição do dia.

A suplementação com antioxidantes logo após o treino pode auxiliar na melhora do processo de recuperação. Pode-se usar desde os mais conhecidos, como vitamina C e vitamina, até outros menos conhecidos, como Coenzima Q10, pycnogenol, resveratrol, quercetina, ácido alpha-lipóico, etc. Cuidado apenas para não exceder na suplementação com antioxidantes, pois um excesso nessas substâncias poderá causar um efeito pró-oxidativo.
    
É importante reforçar que as propostas apresentadas são indicadas para atletas com uma rotina de treinamento muito intensa. Para quem está em um nível de treinamento básico, de nada adianta um investimento alto em suplementação. Hoje, vejo iniciantes mais preocupados com a suplementação pós treino do que em aprender as técnicas corretas de treinamento. É o treino que gera a demanda para a suplementação, não o contrário. Portanto, treinem para suplementar e não coloquem todas as suas esperanças em um pote de suplemento. Conheço atletas que chegaram muito longe, com apenas o básico da suplementação. Se você tiver uma elevada intensidade de treino e condição financeira para investir em suplementação, aproveite! Só aconselho que, antes, consulte um
nutricionista para obter os melhores resultados. #goahead



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

OS AMINO-ÁCIDOS ISOLADOS E SEUS BENEFÍCIOS FISIOLÓGICOS...



No último congresso do Colégio Americano de Medicina Esportiva, dentre inúmeras novidades, um dos assuntos que mais chamou a atenção foi o grande número de trabalhos científicos apresentados sobre os efeitos dos amino-ácidos isolados.

Os benefícios de determinados aminoácidos já são utilizados como estratégias da nutrição esportiva. É importante ressaltar mais uma vez que amino-ácidos são nutrientes e não podem ser confundidos com medicamentos ou drogas proibidas pela legislação esportiva.

No congresso foram apresentados trabalhos enfatizando principalmente os benefícios de três amino-ácidos: Arginina, Leucina e beta-Alanina.

A arginina é um precursor da síntese do óxido nítrico, que tem um importante papel na regulação do fluxo sanguíneo muscular durante o exercício. A suplementação de arginina apresenta evidências científicas de melhorar a resistência, tanto por proporcionar melhor oxigenação dos músculos, como por proporcionar uma remoção mais eficiente dos metabólitos produzidos durante o exercício.

A Leucina, que é um dos chamados amino-ácidos de cadeia ramificada ou BCAA, acumula cada vez mais evidências de ser um importante nutriente para reparação do dano muscular provocado pelo exercício intenso. Sua suplementação tem uma indicação importante principalmente no pós-exercício, quando a reparação dos micro-traumas é uma das prioridades para o tecido muscular.

A beta-Alanina, talvez seja considerada o amino-ácido com evidências mais recentes. Sua suplementação parece proporcionar um dos efeitos mais esperados pelos praticantes de exercícios. A administração de beta-Alanina aumenta a síntese de carnosina que é um eficiente neutralizador do ácido-láctico. Nos trabalhos apresentados ficou muito evidente o benefício que a suplementação deste nutriente proporcionava, possibilitando significativa melhora de desempenho por capacitar o organismo a utilizar mais energia anaeróbica. Como se sabe, o ácido láctico limita a intensidade do exercício, e sua maior neutralização proporciona um benefício importante na melhora da performance.

O uso destes recursos nutricionais ergogênicos tende a ser cada vez mais difundido em benefício de quem busca melhora de desempenho físico e também promoção de saúde pela vida ativa, entretanto deve ser sempre orientado por um profissional capaz de adequar sua devida indicação.

Fonte: http://drturibio.com/

 
*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Suplementação de VITAMINAS e MINERAIS - Questão de pura LÓGICA:



TODO ser humano precisa de muitas #vitaminas e #minerais para viver: e precisa recebê-los diariamente, regularmente, de boa #qualidade e nas quantidades corretas ou irá adoecer e mesmo morrer.

E é claro que a fonte mais #natural e desejável para eles é uma boa#alimentação que, associada aos demais #hábitos #saudáveis de #vida, irá permitir sua #absorção e #metabolização adequados, tanto quanto a#eliminação de #excessos.

O problema é que a maioria das pessoas não se alimenta direito e por isso depende de #suplementação adequada e bem orientada.

Leia isto (e os links):

O ideal é que uma boa suplementação seja pautada em quadro clínico e exames complementares os mais completos possíveis MAS fica muito caro (e a maioria dos convênios recusa-se a cobrir as despesas com isto) dosar todos os minerais e vitaminas necessários para guiar esta suplementação-premium; ademais, para algumas vitaminas/minerais sequer há como dosar de maneira confiável.

Por isso a maioria das suplementações é mais pautada no quadro clínico e conhecimento/experiência do #profissional de #saúde que indica/acompanha o processo que em exames em si (como já dizem, "a clínica é soberana").

E também por isso muitos profissionais de saúde preferem contar com os polivitamínicos (leia-se, também, poliminerais): são raríssimas as pessoas que apresentam apenas uma carência de nutrientes E o organismo com hábitos de vida razoavelmente adequados tem o potencial de eliminar eventuais entradas excessivas de vitaminas e minerais em si.

Em relação a como isto é feito, é sempre melhor usar uma fórmula de vitaminas e minerais manipulada, que assim terá estes prescritos nas suas formas de melhor qualidade e na quantidade e posologia adequados para o paciente (novamente ressaltando aqui a importância da experiência, conhecimento e bom senso do profissional de saúde que acompanha o paciente); mas são muitos os pacientes que não querem ficar andando por aí com a obrigação de tomar vários sachês e cápsulas ao longo do dia, já que a administração e absorção gradativas costumam ser desejáveis para estes (sim: para polivitamínicos/minerais é usualmente melhor que o organismo tenha oportunidade de absorvê-los várias vezes por dia ou o "muito" administrado poucas vezes tende a ser visto como excesso e eliminado, assim ocasionando "as urinas e fezes mais caras do mundo e seu dinheiro sendo jogado fora"). Estes pacientes costumam preferir, muitas vezes, a praticidade de polivitamínicos "comerciais", que efetivamente têm menor qualidade que os manipulados (de acordo com a necessidade de cada paciente) mas costumam ser mais baratos e mais fáceis de tomar. E é claro que para um paciente que precisa de vitaminas e minerais (a maioria), entre um que não vai usar as fórmulas de vitaminas/minerais e outro que só vai usar se forem os polis-comerciais, a maioria dos profissionais sensatos que conheço fica com a segunda opção...

E sobre as críticas que vitaminas e minerais "vez por outra recebem": que "não servem pra nada", que são "perda de dinheiro"? Quase todas apoiam-se na "avaliação" de uma ou outra vitamina (e mineral) isoladamente e por isso em sua maioria já não merecem a mínima credibilidade, pelo simples fato que no organismo NUNCA uma só vitamina ou mineral age isoladamente para um efeito: sempre há interação de vários deles, em vários sistemas do corpo e mente (em outras palavras, para cada sintoma ou doença no organismo sempre haverão vários distúrbios associados, como carências, intoxicações, stress oxidativo, etc - não dá para eleger um só "culpado"); valorizar estas críticas seria como olhar para um carro parado e dar certeza que seu problema é só falta de combustível: pode ter problemas mecânicos e a necessidade de reparos em uma infinidade de peças.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A POLÊMICA DO TRIBULUS TERRESTRIS...





Existem atualmente vários suplementos originados de plantas naturais aos quais se costuma atribuir benefícios funcionais incluindo aumento de massa muscular e melhora de desempenho físico.

Um desses produtos é o chamado Tribulus Terrestris. Este fitoterápico é originado de uma planta chamada videira da punctura que curiosamente é considerada uma erva daninha.

Tanto na literatura científica como em diversas fontes na própria internet encontramos informações contraditórias sobre este produto. A hipótese é que seus princípios ativos teriam propriedades associadas ao aumento da produção de testosterona e do vigor sexual.

Com apelos tão sedutores, não é de estranhar que este produto tenha uma enorme procura. A hipótese é de que ele seja uma espécie de “pro-hormônio” aumentando a produção de testosterona e promovendo aumento da massa muscular.

Na verdade, as fontes de informação que sugerem estes efeitos não são de natureza científica. Estudos científicos recentes não comprovaram efeito do Tribulus Terrestris no aumento de testosterona em humanos. Estudos que investigaram melhora de força e aumento da massa muscular também não foram capazes de comprovar estes benefícios.

Na análise de seus componentes químicos também não foi identificado nenhum precursor da testosterona. Parece que boa parte da sua “fama” é originada por relatos populares, principalmente relacionados à melhora de disfunção erétil e infertilidade.

Como a hipótese, apesar de não confirmada surgiu e ganhou força, a procura pelo produto é grande.

Tem contraindicação usar? Parece que existem restrições para pessoas hipertensas, também sem maiores comprovações científicas. Nesses casos, o bom senso recomenda evitar.

Em relação aos benefícios, fica portanto, mais uma vez certa controvérsia, porém como a palavra final é sempre a da ciência, por enquanto o Tribulus Terrestris ainda carece de aval científico.

Fonte: http://drturibio.com

*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Whey Protein: Pesquisas detectam novas propriedades em suplemento...



As proteínas do soro do leite encontradas nos produtos conhecidos como whey proteins, bastante consumidos por esportistas, não contribuem apenas, como muitos acreditam, no ganho de massa muscular. Pelo menos duas novas propriedades foram comprovadas pelo grupo de pesquisadores do Laboratório de Fontes Proteicas (Lafop) da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp: a proteção celular, quando o organismo é submetido ao estresse, e a melhora do estado hiperglicêmico em animais cujo nível de açúcar no sangue está acima do recomendado. Os estudos são coordenados pelo docente Jaime Amaya Farfan e, segundo ele, apontam para a importância dos peptídeos ou compostos resultantes da ligação dos aminoácidos presentes nas proteínas. “A ênfase que se dava antigamente ao valor ‘biológico’ das proteínas pelos aminoácidos que elas contêm já é ultrapassada”, afirma.

Nas duas últimas décadas, acrescenta Farfan, as proteínas em processo inicial de digestão, ou quebra, ganharam destaque nas pesquisas. “Quando a proteína é digerida, os peptídeos formados terão efeito nutricional, metabólico e fisiológico. Estamos tentando é focar agora no valor dos produtos da hidrólise para a saúde, ou seja, no impacto do seu consumo no longo prazo”.

A proteína utilizada no laboratório é hidrolisada por um sistema enzimático e já é ingerida “quebrada”. “Nosso interesse está no hidrolisado total e em alguns pequenos peptídeos” ressalta a pesquisadora Priscila Neder Morato, atualmente desenvolvendo pós-doutorado no Laboratório.

Priscila foi responsável pelo estudo relacionado à glicemia. Para que ocorra a entrada de glicose do sangue para dentro da célula é necessária a ação da insulina. Em indivíduos diabéticos isso é prejudicado, uma vez que eles não produzem quantidade suficiente de insulina, ou ela não age como deveria, resultando no aumento do açúcar no sangue. Os testes mostraram que o consumo do whey hidrolisado promoveu a maior entrada de glicose na célula, independentemente da insulina, o que seria muito interessante para o diabético. O efeito produzido pela proteína da dieta somou-se a resultados já conhecidos, obtidos com a atividade física.

O principal transportador da glicose é o GLUT-4 que, em situações basais, é encontrado no interior da unidade celular. “Quando aumenta a glicemia, o transportador é promovido para a membrana da célula, e a glicose se liga a ele para ser transportada para o citoplasma. Os indivíduos que consumiam a proteína hidrolisada tinham mais GLUT-4 na membrana, ou seja, apresentaram maior capacidade para levar a glicose do sangue pra dentro da célula”, detalha Priscila.

A pesquisa quantificou o aumento no teor de glicogênio, que é a forma química em que se armazena a glicose no músculo, inclusive no miocárdio, músculo que reveste o coração. “No caso do miocárdio, este foi um achado bastante interessante porque esse estoque reforçado de energia pode ser útil no caso de uma grande e súbita demanda de energia”, diz Farfan. O professor destaca que o efeito foi marcante no indivíduo sedentário.

A forma hidrolisada das fontes proteicas também incrementou o sistema de proteção celular endógeno na forma heat shock proteins, ou HSPs. São proteínas que protegem as células contra vários tipos de estresse, como aumento de temperatura, estresse oxidativo e a lesão muscular. A doutoranda Carolina Soares de Moura, autora da dissertação de mestrado sobre o assunto, explica que o consumo da proteína hidrolisada aumenta a expressão das HSPs. “Elas são divididas em várias famílias, de acordo com seu peso molecular: HSP 70, 90, 60 e 25 e podem trabalhar em conjunto ou separadamente. Mostramos nesse trabalho que o hidrolisado aumenta a HSP 70 em diversos tecidos, entre eles o do pulmão, gastrocnêmio e sóleo, na região da panturrilha, entretanto não vimos efeito em baço ou em coração”.

O aumento nos níveis de HSP melhora a resistência e tolerância celular, deixando o corpo mais protegido e resistente a diversos agentes danosos que estamos expostos diariamente.

Os mesmos indivíduos que tiveram as HSPs aumentadas reduziram os danos oxidativos dos radicais livres. Carolina salienta que foi feito um marcador que foram as proteínas carboniladas. “O aumento dessas proteínas endógenas significa que o dano causado pelos radicais livres foi menor”.

Outro estudo desenvolvido no Laboratório diz respeito ao aminoácido leucina, popularmente conhecido por aumentar a massa muscular. O uso do whey, rico em leucina, estimulou a síntese proteica do diafragma. “Num indivíduo saudável, houve aumento dos biomarcadores envolvidos na sinalização para aumento na síntese muscular, mas o aumento na quantidade proteica ou em massa muscular foi pequeno. É possível que, nesse caso, o consumo da proteína do soro do leite tenha utilidade em pessoas que, por exemplo, necessitem de um respirador artificial quando sejam submetidas a uma cirurgia torácica”, ressalta Farfan, que também foi orientador deste trabalho conduzido por Pablo Christiano Barboza Lollo.

Whey

Acredita-se que o consumo da proteína do soro do leite, por seu alto teor de aminoácidos indispensáveis, e especialmente os de cadeia ramificada BCAAs (branched-chain amino acids), promova o crescimento de massa muscular. Os aminoácidos indispensáveis são aqueles que os seres humanos não conseguem sintetizar, e que somente podem ser obtidos por meio da dieta. Daí a utilização sistemática do whey como complemento nutricional ou suplemento alimentar. Esses produtos são encontrados no mercado em três formas: a proteína isolada, concentrada ou hidrolisada. “O que varia entre um produto e outro, além do preço, é a concentração proteica e o fato de que o hidrolisado provém de um concentrado que foi tratado com enzimas. O que tem maior valor agregado é o hidrolisado”, afirma Carolina.

De acordo com o professor Jaime Amaya-Farfan, as várias alegações quanto ao whey geralmente se referem à proteína que não foi previamente hidrolisada. “Essas alegações incluem o aumento da massa muscular associado à prática de atividade física, mas isto ainda é passível de debate porque, embora se estimulem todas as reações bioquímicas do organismo para produzir mais massa muscular e proteína, nem sempre vemos resultado na pessoa que ingere grandes quantidades desses produtos”.

Outra questão, segundo o professor, é a qualidade e grau de confiabilidade dos produtos. “Tem no mercado muito whey adulterado que não alcança o teor de proteína que alega. A confiabilidade dos produtos para o consumidor dependerá muito da marca, não sendo raro encontrar produto em que houve a substituição do whey por proteínas mais baratas”.

Alimentos funcionais

Os estudos desenvolvidos no Lafop seguem a premissa de que os alimentos não servem apenas para nutrir o corpo, ou seja: produzir energia e promover o crescimento, mas ser funcionais. “No conceito clássico da nutrição, as proteínas servem para construir tecidos e, em casos excepcionais, como reserva energética. Elas são conhecidas como os ‘nutrientes plásticos’. Além disso, as proteínas de origem animal e vegetal são igualmente importantes porque, na natureza, nenhum evento tem apenas uma consequência, senão um conjunto orquestrado de consequências”.

Voltando à importância dos peptídeos gerados durante a digestão, o professor Farfan diz: “É uma visão que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) demoraram a reconhecer, pois até dez anos atrás, se falava apenas do ‘valor nutritivo’ das proteínas e dos aminoácidos”.

Farfan considera importante frisar que as propriedades reveladas pelos estudos atuais podem também ser obtidas mediante o exercício físico. “Nós estamos acrescentando o conceito de que algumas proteínas, entre elas estas específicas do soro do leite, têm uma função aparentemente equivalente ao exercício físico. Portanto, não é só o exercício que pode levar a esse tipo de proteção celular ou diminuição da glicose sanguínea, senão também alguns nutrientes, como essas proteínas do soro do leite”. É mais uma constatação de que a nutrição moderna está sendo complementada com os novos conceitos dos alimentos funcionais.

Publicações

Whey protein hydrolysate enhances the exercise-induced heat shock protein (HSP70) response. link

A dipeptide and an amino acid present in whey protein hydrolysate increase translocation of GLUT-4 to the plasma membrane. link

Morato PN, Lollo PCB, Moura CS, Batista TM, Carneiro EM, Amaya-Farfan J. PLoS ONE 8(8): e71134. doi:10.1371/journal.pone.0071134, 2013.

Fonte: http://www.unicamp.br

*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Atividade física e proteção antioxidante, conheça a coenzima Q10...


Vários estudos têm sido feitos em relação à suplementação de antioxidantes para praticantes de atividade física. A atenção dada a este tema é justificada, pois a prática de atividade física aumenta significativamente a produção de radicais livres.
Os radicais livres são formados no nosso organismo durante o processo de transformação do oxigênio em água. Estima-se que cerca de 5% do oxigênio consumido pelo corpo não seja eficientemente convertido em água, transformando-se então em radical livre. Como o consumo de oxigênio aumenta durante a atividade física, a formação de radicais livres é maior. Tendo em vista este aumento nos radicais livres, se faz necessário o aumento da ingestão de antioxidantes, que pode ocorrer pelo aumento de alimentos fonte de antioxidantes, como por suplementos.
Um antioxidantes que vem sendo utilizado é a coenzima Q10, que tem a capacidade captar/neutralizar os radicais livres e age como estimulante do sistema imunológico.

coenzima Q10 - HQSC 1

A coenzima Q10 melhora a produção de energia e o desempenho físico, por isso tem se mostrado importante na produção de energia (ATP) devido ao fato dela ser um componente fundamental da cadeia transportadora de elétrons, diminuindo o processo de fadiga. A sua suplementação também atenua a inflamação e o stress oxidativo provocado pelo exercício intenso.
Ela retarda o processo de envelhecimento, que se dá devido à capacidade de melhorar o estado de energia das células e aumentar a eficiência da utilização do oxigênio. Estudos demonstraram que o conteúdo de CoQ10 diminui com o avançar da idade. E é comum visualizarmos indivíduos que malham pesado aparentarem serem mais velhos do que realmente são e isso se deve a alta produção de radicais livres em virtude da atividade física e o baixo consumo de alimentos/suplementos antioxidantes.
Os praticantes de exercícios de endurance, como corredores, triatletas, ciclistas, assim como praticantes de musculação, podem se beneficiar com o seu uso.
O ideal é procurar um nutricionista para ajustar sua dieta, seja no consumo de antioxidantes pelos alimentos ou pela suplementação de acordo com seu treino e necessidades individuais.

**Este post foi escrito pela Dra. Cristiane Spricigo para o site Homens que se cuidam


 ** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dê um upgrade na massa magra do seu corpo. Saiba como....


O desenvolvimento do corpo é um dos principais fatores buscados por atletas, profissionais ou não. Mas, o que é essa massa magra que tanto se fala por ai? Segundo Wanderson Houpillard, personal trainer de São Paulo, SP, ela é livre de gorduras e inclui a massa óssea, o sangue, a pele, os órgãos e a massa muscular. Esse último, de acordo com ele, é o que mais interessa aos que praticam atividades físicas em busca de mais músculos e da diminuição de gordura corporal. “Quando falamos em ganho de massa magra por meio do exercício, nos referimos, principalmente, ao aumento da massa muscular, da massa óssea e do volume sanguíneo. O fato é que massa magra inclui os músculos, mas não é sinônimo de massa muscular.”

E como aumentá-la?

Não basta apenas levantar peso. Um fator que deve ser seguido por quem deseja ter o aumento da massa magra no corpo é a alimentação. Segundo a nutricionista, Cristiane Spricigo de Lima, de Goiânia, GO, ela tem que ser específica para cada biótipo e tipo de treino. “De maneira geral, a dieta deve ser fracionada, aumentando o consumo de carboidratos complexos (batata doce, macarrão integral), ingerindo proteínas magras e de alto valor biológico (frango, clara de ovos), diminuindo o consumo de gorduras ruins e aumentando o consumo de gorduras boas (azeite, castanhas, óleo de coco). ”O consumo de água também deve ser maior conforme se aumenta a quantidade de proteínas na dieta”, afirma a nutricionista.

Ligado a isso, outro fator importante para o desenvolvimento, é o equilíbrio entre treinamento e descanso, pois, segundo Houpillard, para que ocorra o aumento da massa magra dos músculos é preciso que os membros que foramtreinados tenham tempo para se recuperar. “De forma didática, explico aos meus alunos que é como fazer um pão. Primeiro, mistura-se os ingredientes, que no nosso caso é uma alimentação equilibrada. Depois, amassa-se bem, para que ele fique com suas estruturas mais firmes, o que para nós é o treinamento. E, para finalizar, o descanso para crescer, o que não é diferente no corpo humano.”

Olho no treino!

De acordo com Cristiane, para a melhor resposta do corpo aos treinamentos, é importante que durante o dia alguns fatores sejam seguidos, entre eles a alimentação a cada duas ou três horas e o consumo regular de água. Além disso, a profissional dá algumas dicas para o antes, durante e depois do treino.
“Até uma hora antes, coma alimentos que possam fornecer açúcar aos músculos, como os arboidratos. As melhores fontes deste nutriente são pães torrados, frutas, leite, batata doce, arroz, macarrão e barras energéticas. Já durante o treino, dependendo da intensidade, além da hidratação pode ser necessário o consumo de carboidratos líquidos, como a maltodextrina. E no pós-treino é importante repor as energias gastas durante o exercício. O ideal é ingerir alimentos até no máximo duas horas após os exercícios, e que sejam fontes de proteína, como carnes e queijos magros, iogurte desnatado e clara de ovo.”

Aliada
 
O uso de suplementação alimentar é frequentemente questionado. “Não é obrigatória. Porém, acaba fazendo diferença quando falamos em praticidade e qualidade dos nutrientes”, afirma a nutricionista.

Quando se fala em suplementar, normalmente é por algo que está faltando e, de acordo com Houpillard, esse equilíbrio precisa ser bem feito. “O consumo de proteínas, gorduras e carboidratos deve ser muito balanceado. A recomendação é de 60% de carboidratos, de 10% a 15% de proteínas e o restante de gorduras. Além disso, esse complemento deve ser dirigido para o tipo de esporte praticado”, afirma o personal, ao comentar a importância da proteína ao corpo e o seu consumo em barras. “A proteína perfaz cerca de 12% a 15% da massa corporal e, apesar da crença que o consumo maior ajuda na hipertrofia, o excesso pode ser transformado em gordura. Portanto, a ingestão precisa ser bem administrada para que se tenha o objetivo esperado, que é a construção de massa magra.
Aqueles que possuem uma dieta protéica pobre, a ingestão de barras de proteínas acaba sendo um fator importante para o crescimento muscular.”

Segundo Cristiane, essas barras possuem todos os macronutrientes de uma forma prática e é uma boa opção para quando se está fora de casa no horário de um lanche intermediário. “Existem pessoas que não têm tempo de preparar e levar outros alimentos para o trabalho, e as barras de proteína podem ser
consumidas também como opção pré e pós-treino quando necessário”, completa.

**Matéria escrita para a revista da Polishop

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

REVISTA VEJA, mais uma vez, infelizmente: sensacionalismo inadequado e incorreto...



http://veja.abril.com.br/noticia/saude/suplementos-vitaminicos-voce-nao-precisa-deles

Por que? Vejamos:
- Sensacionalismo no titulo : “você não precisa de suplementos vitamínicos”... É mesmo? E por que sabidamente vitamina C ajuda em gripes e resfriados, vitamina D é prescrita largamente para osteoporose, vitaminas do complexo B para tratamento e cura de distúrbios neurológicos, vitamina E é indicada com bastante freqüência para idosos em geral... Estamos todos, médicos e nutricionistas, errados?
- Todo exagero/excesso faz mal, de qualquer coisa: isso faz, então, com que o uso de algo sem exageros também seja classificado como desnecessário (algo que você “não precisa”)?
- Bons nutricionistas também podem indicar vitaminas, muitos até com mais propriedade que muitos médicos por aí: bastam estudo suficiente e conhecimento do caso do paciente e de anatomia/fisiologia/patologia
- Texto mistura antienvelhecimento com prevenção de doenças e com isso confunde o leitos até no âmbito da ética: quem prescreve vitaminas prometendo que vão evitar o envelhecimento não está desabonando as vitaminas em si mas à sua própria conduta, que passa a “antiética”
- Nos cursos de Medicina não há cadeira específica que fale da importância das vitaminas por falha curricular dos cursos, que sequer falam direito sobre prevenção e não porque vitaminas não sejam “algo benéfico para a saúde”
- “A melhor forma de obter vitamina D é tomar Sol” mas as orientações “oficiais” da Dermatologia em nosso país são de evitar “tomar Sol” sem proteção solar (o que bloqueia a síntese de vitamina D na pele): como fazer, então?
- "Não há nenhuma evidência científica de que a suplementação vitamínica traga algum benefício em casos em que não haja uma deficiência nutritiva" – Não é o óbvio? Por isso qualquer profissional ético e estudioso que as indica o faz após sintomas e/ou exames do paciente confirmarem a necessidade, não suprida pela dieta que o paciente efetivamente consegue fazer (no nosso país são poucas as dosagens de vitaminas que os planos de saúde efetivamente autorizam para seus “conveniados”, em geral).
- "E alguns casos, como a ingestão de vitamina A por tempo prolongado sem necessidade, pode levar a uma cirrose." – Aqui parece faltar estudo mesmo, de bioquímica, fisiologia e patologia (minimamente): várias vitaminas podem mesmo fazer mal se dadas isoladamente e como já dito: qualquer excesso faz mal. A vitamina A faz parte de um sistema antioxidante, junto à vitamina C, vitamina E e ácido alfalipóico (mais uma vez, minimamente) onde a falta relativa dos demais componentes pode, sim, levar a distúrbios pelo desequilíbrio, proporcional, gerado.
- "Na verdade, a primeira opção deveria ser uma mudança na dieta." E "Os alimentos — verduras, legumes, laticínios — são mais eficientes em fornecer as vitaminas que o corpo precisa do que as formas sintéticas." – Sim, isto é o óbvio mas o que fazer com o paciente que simplesmente não tem tempo ou condições para isso, até tendo-se em vista os “tempos modernos” de muito stress e cobrança (onde o paciente até tenta melhorar mas muitas vezes não consegue o suficiente)? Abandoná-lo, já que não “mudou sua dieta” ou ampará-lo via suplementos, mesmo que provisoriamente, visando ajudá-lo?
- Já há estudos recentes comprovando que vitamina C, mesmo em “excesso”, NÃO é fator isolado para gênese de cálculos renais – Aliás, o principal problema deste texto da Veja parece ser, mesmo, mitos construídos por sobre conceitos antigos e/ou não suficientemente estudados para um texto que “se propõe” a “esclarecê-los”: várias citações já contam com artigos mais atuais (vários) desmentindo-as.
- O fato óbvio de que uma suplementação só deve ser feita sob indicação e acompanhamento de profissional competente não diminui a importância/utilidade do suplemento em si, não é? Tanto quanto a vida de um pintor não diminui a relevância/beleza/utilidade da sua pintura.
- A “indústria das vitaminas” é pelo menos 10 vezes menos lucrativa que a “indústria da doença”, misteriosamente não citada no texto; mas talvez esta não tenha sido citada porque estudos recentes e o uso diário de vitaminas (quando razoável e bem indicado) comprovam que quem usa direito suplementos de vitaminas adoece menos e tem mais saúde e é claro que isto não interessa à “indústria da doença” (gente menos doente compra menos remédios, o que diminui os lucros desta indústria), que muitas vezes patrocina textos assim... Mas não deve este o caso, aqui... Não é?

É tudo uma questão de falar do que “se entende”, com o devido embasamento, preferencialmente ATUALIZADO, imparcialidade e lógica...

Boa semana!

Dr. Ícaro Alves Alcântara
www.icaro.med.br

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Você toma WHEY PROTEIN NACIONAL? Veja aqui a análise das marcas nacionais e tire suas conclusões!!!








  

  
O mercado de suplementos vem crescendo a cada dia com uma enorme variedade de produtos e marcas para todos os gostos, objetivos e condições financeiras. Dentre tantas opções, o suplemento mais vendido e consumido é o Whey Protein. Porém, infelizmente, para fins lucrativos, nem sempre o que contém no rótulo é o mesmo que apresenta o suplemento!!! Um estudo por Felix Bonfim tem gerado polêmicas, pois em julho deste ano, foram apresentados em seu canal do youtube, laudos constando uma concentração menor de proteínas e maior de carboidratos nas amostras analisadas de whey proteins isolados nacionais.

QUE MALEFÍCIOS PODEM GERAR EM SEUS CONSUMIDORES ESTES PRODUTOS COM CONCENTRAÇÕES MENORES DE PROTEÍNA E MAIORES DE CARBOIDRATO?

Quando uma dieta é elaborada, independente do objetivo, as calorias vindas dos nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais) são calculadas na intenção de suprir as necessidades diárias do indivíduo. Caso estas quantidades sejam alteradas, já que a maioria dos suplementos analisados apresentaram DIFERENÇAS SIGNIFICATIVAS DESTES NUTRIENTES, os objetivos serão prejudicados.

No caso de atletas e praticantes de musculação ou outros esportes, a função de recuperar, regenerar e aumentar a massa muscular poderá ser influenciada negativamente pelo déficit de proteínas ingerido e aumento da ingestão de carboidratos, podendo gerar um aumento do % de gordura, colocando em risco seus resultados esportivos. O mesmo pode-se dizer referindo-se a portadores de doenças como Diabetes, que devem ter um controle absoluto do consumo de carboidratos para a sua sobrevivência, de Câncer, que consomem suplementos no intuito de recuperar a massa muscular perdida no decorrer da doença, e pessoas com sobrepeso, que dependem da dieta para reduzir o % de gordura.

Segundo o vídeo, o autor da pesquisa também tem a intenção de analisar as marcas importadas, o que será de grande valor para nós consumidores, já que estes produtos são caros e podem ou não estarem apresentando o que realmente está escrito. E como explicado, isto interfere nos resultados!!!


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