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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Beber mais de quatro cafés por dia pode ser nocivo para a saúde.....


O consumo de mais de 400 miligramas de cafeína por dia, o equivalente a quatro cafés expressos ou uma mistura de cafés, refrigerantes e energéticos, pode ser nocivo para a saúde, em especial para as mulheres grávidas e os menores de 18 anos.

O alerta foi divulgado pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA).

Em consequência, a EFSA recomenda, pela primeira vez na União Europeia (UE), o estabelecimento de um limite para a dose diária de ingestão de cafeína, de todas as fontes de alimentos.

Acima do recomendado, o consumo passa a ser considerado um risco, em particular em termos de problemas cardiovasculares.

Para um adulto, a dose diária sem risco é de 400 mg por dia. Um café expresso oscila entre 70 mg e 100 mg, afirmou à AFP um porta-voz da EFSA.

As grávidas podem ingerir sem risco até 200 mg por dia, para evitar efeitos colaterais na gravidez. Para os adolescentes ou crianças o recomendado é o máximo de 3 mg por quilo de índice de massa corporal.

Os adolescentes estão particularmente expostos com o consumo de bebidas energéticas e refrigerantes com cafeína em sua fórmula.

"O risco para a saúde não é enorme, mas existe. A principal mensagem é que os consumidores devem levar em consideração as diferentes fontes de cafeína, além do café", comentou o porta-voz.

"Esta é a primeira vez que avaliamos na UE os riscos vinculados à cafeína, incluindo todas as fontes de alimentos", afirma a EFSA em um comunicado.

Em sete dos 13 países analisados pela EFSA, uma parte da população adulta consome mais que a dose de 400 mg.

A Dinamarca está em primeiro lugar, com uma taxa de 33% dos adultos que abusam da cafeína, seguida por Holanda (17,6%), Alemanha (14,6%), Finlândia (13,4%), Bélgica (10,4%), Suécia (9%) e França (5,8%).

Fonte: Yahoo

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Café forte pode ser aliado contra as cáries

Pesquisa realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro investiga a ação do café no enfrentamento às bactérias causadoras da cárie. O trabalho iniciado em 2008 já apresenta resultados positivos. A chefe da pesquisa, Andrea Antônio, acredita que os efeitos são promissores, mas alerta que ainda faltam testes clínicos.
No estudo, amostras de dentes foram expostas à ação da saliva, criando um biofilme, com bactérias causadoras da cárie. Os dentes foram divididos em grupos, que foram tratados de diferentes formas. Um conjunto foi tratado com antibióticos, outro com café da espécie Coffea canephora, o terceiro apenas com água, e o quarto não recebeu tratamento. Os dentes tratados com café apresentaram concentração de cálcio semelhante aos tratados com remédio. Os outros dois conjuntos tiveram queda da substância.
A partir dos resultados, os cientistas acreditam que o café pode ter efeito bactericida. No entanto, Andrea acredita que é preciso cautela. O Coffea canephora não é a espécie mais utilizada comercialmente. Segundo a pesquisadora, o sabor desta variedade não é o mais apreciado, sendo utilizado majoritariamente em misturas ou cafés solúveis. A solução utilizada em laboratório foi produzida de forma semelhante ao cafezinho consumido normalmente, mas com uma concentração alta do grão. “Foi semelhante a um café bem forte e, claro, sem açúcar”, explica Andrea.
A dentista comentou que outros estudos também apontam a bebida como aliada no combate às bactérias. “Uma pesquisa na Índia mostrou que consumidores habituais de café têm menos cáries que aqueles que não consomem a bebida.” Ela acredita que o estudo pode mostrar substâncias presentes na canephora que possam ser utilizadas em tratamentos dentais, mas salienta que ainda faltam experiências. ”Os resultados foram obtidos com amostras in vitro, ainda precisamos testar clinicamente em pessoas.”
Malefícios do café
Para Andrea, é possível encontrar uma forma de utilizar as substâncias do grão no tratamento da saúde bucal, porém, a professora não acredita que a bebida como é comercializada hoje possa ser usada de forma terapêutica. Também é importante lembrar que o consumo em excesso pode trazer problemas à saúde. A cafeína estimula o sistema nervoso que, para manter o ritmo acelerado do corpo, pode aumentar a frequência cardíaca. Este estímulo também pode provocar tremores musculares. 
O uso exagerado da bebida ainda pode causar danos às glândulas adrenais, que integram o sistema endócrino, responsável pela regulação do metabolismos do sódio, da água, do potássio e de carboidratos, e mantêm a pressão arterial. Para a saúde bucal, o café em grandes quantidades também pode ser prejudicial. Os pigmentos da bebida são absorvidos pelo esmalte, alterando a coloração dos dentes.



Dra Taluana Cezar Modesto França – CRO DF 4681
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
Periodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares
Site: www.dual.odo.br Facebook: dual.topdentbrasilia (curta nossa página)


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Beber de 2 a 4 cafés por dia pode reduzir risco de diabetes


Estudo da Harvard School of Public Health mostrou que tomar mais de uma xícara da bebida por dia pode estar associado a um risco menor de desenvolver a doença nos próximos quatro anos. O risco diminui se aumenta o número de xícaras de café no dia
 
Uma nova pesquisa, feita pela Harvard School of Public Health, nos Estados Unidos, aponta que aumentar o consumo de café pode resultar na redução “imediata” da diabetes tipo 2. Segundo os pesquisadores, a ingestão de mais de uma xícara da bebida por dia pode estar associada a um risco 11% menor de desenvolver a doença nos próximos quatro anos. As informações são do Huffington Post.
De acordo com o estudo, as pessoas que bebem três xícaras ou mais de café por dia estão 37% menos propensas a sofrer de diabetes tipo 2 do que as que consomem uma xícara ou menos. Já reduzir a ingestão da bebida em, no mínimo, uma xícara aumentou as chances de ter a doença em 17%.
Para chegar a estes resultados, os pesquisadores contaram com dados de cerca de 124 mil homens e mulheres, além de informações de pesquisas anteriores, que já apontavam a ligação entre a maior ingestão de café e o menor risco de desenvolver diabetes tipo 2. No entanto, ao contrário dos estudos mais antigos, este só encontrou esta relação com o café tradicional, e não com o descafeinado. O consumo de chá também não teria efeito similar sobre os riscos de ter a doença.
“As descobertas do estudo demonstram que a mudança no consumo de café está associada aos riscos de diabetes a longo e curto prazo”, disse Frank Hu, líder da pesquisa. Richard Elliot, oficial de comunicações de pesquisa da Diabetes UK, no entanto, alertou para a forma como os novos dados são interpretados. “A relação entre o consumo de café e  o risco da diabetes tipo 2 não significa necessariamente que aumentar a ingestão da bebida irá reduzir as chances de ter a doença. O que realmente sabemos é que a melhor forma de diminuir os riscos de desenvolver a diabetes tipo 2 é manter uma dieta equilibrada e fazer atividades físicas”, disse.



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Melhor horário para tomar café é entre 9h30 e 11h30; entenda...

Se você faz parte do grupo que, ao acordar, recorre logo a uma xícara de café para despertar, é melhor rever sua rotina para aproveitar mais os benefícios do líquido. De acordo com o neurocientista Steven Miller, da Universidade Militar de Ciências da Saúde, nos Estados Unidos, o melhor horário para tomá-lo é entre 9h30 e 11h30. Os dados são do jornal Daily Mail.
A explicação é que, nesse intervalo de tempo, os níveis do hormônio cortisol, relacionado ao estado de alerta das pessoas, caem. Se ingerir no momento de pico, pode se tornar resistente à cafeína e vai precisar de doses maiores para obter o mesmo efeito.
“A produção de cortisol está fortemente relacionada com o seu nível de alerta e o pico de cortisol para o seu ritmo de 24 horas ocorre entre 8h e 9h, em média. Um dos princípios-chave da farmacologia é o uso de drogas quando são necessárias. Caso contrário, pode-se desenvolver a tolerância a uma droga administrada na mesma dose”, escreveu o neurocientista.
O profissional acrescenta que os níveis do hormônio são geralmente altos logo depois de acordar, mas começam a cair uma hora depois. Portanto, deve-se levar em conta o horário que a pessoa levanta para descobrir a hora de ingerir café. Vale acrescentar que, segundo ele, as taxas de cortisol também crescem na hora do almoço e entre 17h30 e 18h30.
Fonte: Terra

https://www.facebook.com/CristianeSpricigoConsultoriaNutricional
 
** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Café melhora desempenho em exercícios físicos, diz estudo da USP...


Pesquisa da Universidade de São Paulo mostra que a bebida tem efeito antioxidante e ainda pode prevenir doenças

 
Consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício sobre esteira Foto: Getty Images
Estudo feito por pesquisadores da Unidade de Pesquisa Café e Coração, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que os consumidores regulares de café têm melhor atividade antioxidante no organismo e melhor desempenho em exercícios físicos. Além disso, o produto pode prevenir doenças.
Nos testes de esteira, os consumidores de café tiveram melhor performance atlética e maior tempo de exercício. O resultado foi verificado também nos pacientes coronariopatas, que não apresentaram nenhum evento cardíaco adverso, como angina ou arritmias.
Segundo o diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do InCor, Luiz Antonio Machado César, o estudo analisou 150 consumidores de café nos últimos cinco anos e continua a ser feito em outras frentes. Foi avaliado o consumo tanto por pessoas saudáveis como em portadoras de doenças cardíacas.
O médico disse que os voluntários passaram três semanas diminuindo o consumo de café ou de outras bebidas com cafeína, até ficarem uma semana sem tomar nada. "Nesse momento, fizemos vários exames, monitoramos a pressão arterial, fizemos eletrocardiograma durante 24 horas e finalizamos com um teste na esteira", disse Machado.
Depois disso, os voluntários receberam uma cafeteira, filtros e foram orientados sobre como fazer o café que beberiam durante quatro semanas - 450 mililitros por dia, cerca de sete xícaras e meia. O tipo de café a ser tomado, com uma torra mais clara ou mais escura, era sorteado.
"Assim, fomos alternando o tipo de café a cada quatro semanas do teste e a cada mês repetíamos todos os exames, comparando o que aconteceu com relação às torras que todos tomaram. O que pudemos observar é que não houve nenhum impacto com relação à arritmia, na variação dos exames de sangue", conta Machado.
Machado explicou que a pesquisa foi feita devido à controvérsia que existe sobre o café fazer bem ou mal e sobre a cafeína ser uma vilã da saúde, apesar de o café não ser só cafeína e sim ser composto por mais de 400 substâncias diferentes. "Há vários estudos mais recentes no mundo que mostram que o café não tem impacto em doentes cardiovasculares. Há outros estudos mostrando que o café está dentro da qualificação dos antioxidantes, prevenindo doenças ou reduzindo seus efeitos", disse.
O médico ressaltou que não há problemas em tomar de três a quatro xícaras de café ao longo do dia, mas que não é recomendável beber o líquido em excesso de uma vez, só deviso à cafeína. "Ao beber muito café, de uma vez, só o indivíduo ingerirá muita cafeína de uma vez só e isso é maléfico, mas o café como o brasileiro está acostumado não faz mal nenhum".
Os estudos são feitos na Unidade de Pesquisa Café e Coração, do InCor, com a colaboração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira das Indústrias de Café (Abic). Os testes também deverão ser feitos com café do tipo expresso e com café descafeinado.
*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.  
 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Café reduz pela metade recorrência do câncer de mama...




Tomar café pode cortar pela metade o risco da recorrência do câncer de mama.
A conclusão é de um estudo realizado por cientistas da Universidade de Lund (Suécia) e publicado na revista Cancer Causes Control.
A equipe acompanhou mais de 600 pacientes com câncer de mama por cerca de cinco anos. Aproximadamente metade delas tomava o medicamento Tamoxifeno.
As pacientes que tomavam este medicamento e que consumiam duas ou mais xícaras de café por dia apresentaram uma taxa de recorrência do câncer de mama mais de 50% inferior em comparação com as pacientes que tomavam Tamoxifeno mas que não tomavam café.
A droga, uma terapia hormonal comum depois da cirurgia do câncer da mama, diminui o risco de novos tumores bloqueando os receptores de estrogênio.
Café contra o câncer
Como o café interage com o tratamento, no entanto, ainda é algo desconhecido.
"Uma teoria na qual estamos trabalhando é que o café 'ativa' o Tamoxifeno, tornando-o mais eficaz," disse Maria Simonsson, principal autora do estudo.
Os pesquisadores da mesma Universidade já haviam descoberto uma associação entre o consumo de café e um risco menor de desenvolver certos tipos de câncer de mama, enquanto cientistas norte-americanos descobriram que o café reduz o risco do câncer de próstata e o câncer oral.
Outros estudos têm demonstrado que a cafeína impede o crescimento de células cancerosas.
Este estudo observacional mais recente, envolvendo o papel do café na prevenção e tratamento do câncer, ressalta a necessidade de mais pesquisas na área, sobretudo em busca dos mecanismos fisiológicos de atuação da cafeína.
"Nós pretendemos avançar nossos estudos para saber mais sobre como o estilo de vida pode interagir com o tratamento do câncer de mama," diz Helena Jernstrom, professora de oncologia da Universidade de Lund.
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cafeína e seus efeitos: melhora da tolerância ao exercício prolongado...



O efeito demonstrado foi o de aumentar a mobilização de gordura durante 
a atividade física, preservando assim os estoques de glicogênio muscular


Os efeitos fisiológicos da cafeína, não se restringem ao mecanismo estimulante do sistema nervoso. A cafeína tem outros efeitos, e no coração, aumenta os batimentos cardíacos. Em doses muito elevadas pode inclusive causar arritmia cardíaca.

A cafeína é considerada como uma substância com efeito ergogênico, ou seja, ela pode melhorar o desempenho físico. Este efeito sempre foi atribuído às suas propriedades estimulantes, acreditando-se que os benefícios fossem todos relacionados ao maior nível de atenção e alerta.

Recentemente, alguns estudos mostraram efeitos da cafeína na melhora da tolerância ao exercício prolongado. Neste caso, o mecanismo de ação proposto é outro. O efeito demonstrado foi o de aumentar a mobilização de gordura durante o exercício, preservando os estoques de glicogênio muscular.

A cafeína tem sido monitorada pelas entidades de controle antidoping. Até alguns anos atrás quando seu consumo ultrapassava um valor crítico, comprovado pelos seus metabólitos dosados na urina, o usuário era considerado dopado. Atualmente, o uso da cafeína é liberado.

O fato é que hoje ela é muito utilizada por atletas, mas existe preocupação com o abuso do seu consumo. Os trabalhos científicos que investigaram seus efeitos ergogênicos, relatam efetividade de doses em torno de 300 miligramas, entretanto existem relatos de utilização de doses de até 450 a 600 miligramas.

Para se ter uma ideia da quantidade de cafeína em algumas bebidas, sabemos que um café forte pode ter entre 70 e 100 miligramas. Uma lata de energético contém 80 miligramas de cafeína. A realidade é que a cafeína hoje é classificada pela ANVISA como suplemento nutricional, porém seu consumo deve ser controlado. Existe sempre o receio de exagero de dosagem, como também seu uso por indivíduos com contraindicação como cardiopatas e hipertensos.

A recomendação é sempre só utilizar com orientação profissional.

Por: Dr. Turibio Barros


 
*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.   

sábado, 18 de agosto de 2012

Segundo estudo, cafeína pode atenuar comprometimento motor da doença de Parkinson...



Consumir mais cafeína poderia ajudar a atenuar os problemas motores apresentados por pacientes com doença de Parkinson, afirmam pesquisadores da Universidade McGill, no Canadá. Eles chegaram a essa conclusão após observarem que pacientes com a condição se beneficiaram ao tomar pílulas de cafeína durante de dois meses. No entanto, de acordo com os autores, isso não quer dizer que pessoas que têm o problema devam passar a tomar muito café imediatamente, já que outros fatores, como os efeitos adversos da bebida ou a possibilidade de os indivíduos desenvolverem tolerância aos efeitos da cafeína, devem ser estudados com maior profundidade.


Os pesquisadores selecionaram, para o estudo, 61 pacientes com idade média de 60 anos que haviam sido diagnosticados com a doença de Parkinson. Ao longo de seis semanas, parte dos participantes recebeu pílulas contendo cafeína (uma quantidade equivalente a duas xícaras de café ao dia) e o restante, cápsulas de placebo. Ao final da pesquisa, os indivíduos que ingeriram cafeína relataram, além de menos sonolência, uma melhora geral nos sintomas motores da doença — como rigidez muscular e dificuldades de movimento. Metade dos integrantes de cada grupo relatou algum efeito colateral, sendo as dores de estômago o efeito mais prevalente.
Embora significativa, a melhora foi menor do que a obtida pelos medicamentos que são prescritos para tratar a condição — o que revela, segundo os autores, que a cafeína não tem o potencial de substituir as drogas, mas sim de ser um fator que complementa a terapia. A pesquisa, publicada nesta quarta-feira na revista Neurology, não deixou claro de que maneira a cafeína age no cérebro para atenuar os sintomas dessa doença neurodegenerativa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Café de tucumã é naturalmente descafeinado...



Produzido com a amêndoa do fruto do tucumã, o café da Amazônia está fazendo sucesso na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Segundo a professora de química Alessandra Lopes Guimarães, coordenadora do estudo, a descoberta do café ocorreu por acaso, na busca de potencialidades do fruto bastante conhecido na Amazônia.
"Junto com meus alunos do ensino médio, ao pesquisar o fruto, começamos a sentir um cheiro muito forte, semelhante ao do café. Depois de algumas análises, chegamos ao produto", contou ela, que é professora da rede pública do Amazonas.
O pó de café de tucumã tem o mesmo aspecto e odor do tradicional, "com o benefício de ser descafeinado", relatou a professora.
O tucumã é ingrediente de várias receitas amazonenses.
Com a polpa é possível fazer sorvete, iogurte, bolo e o X-Caboclinho, sanduíche regional com presunto, queijo coalho e o fruto. "É o preferido da região", disse a pesquisadora.
A amêndoa do tucumã também pode ser usada para extração de óleo, manteiga e azeite.
O fruto do tucumanzeiro, palmeira espinhosa que chega a alcançar 15 metros de altura, é colhido ao cair, quando maduro.
A casca também é aproveitada para produção de adubo, e o caroço serve para artesanato.
"Nós que vivemos em comunidades rurais e ribeirinhas temos dificuldades de ir até a cidade, muitas vezes por falta de acessibilidade. Para compensar, aproveitamos ao máximo todas as possibilidades que a mata tem a nos oferecer. Então, com esse fruto, que nasce dentro da mata bruta, extraímos o máximo de possibilidades. Ela não deixa nos faltar nada", ressaltou.
De acordo com Alessandra Lopes, o café de tucumã está em fase experimental e ainda não é produzido comercialmente.
"Por meio da extração do óleo do tucumã, demonstramos, por exemplo, que as riquezas naturais de nossa região são infinitas e podem servir como alternativa alimentícia saudável. Utilizados de maneira adequada, estes recursos podem, inclusive gerar renda aos que vivem na Amazônia," citou a professora.
Aplicado nos anos de 2011 e 2012, o projeto "Produção de café por meio da extração do óleo de tucumã" teve como bolsistas e participantes diretos os estudantes Israel Fernandes, Egle Angélica, Taiane dos Santos, Késsia Jéssica e Jéssica dos Santos, todos do 2º e 3º ano do ensino médio da escola estadual Gilberto Mestrinho, localizada em Tefé.
Fonte: Diário da Saúde

sábado, 14 de janeiro de 2012

Segundo pesquisa, café reduz risco de diabetes tipo 2...


A diabetes tipo 2 é uma doença em crescimento em todo o mundo, que pode levar a sérios problemas de saúde.

O que se sabe é que pessoas que bebem bastante café têm um risco menor de desenvolver diabetes tipo 2.

O que não se sabia até agora era por quê.

Os cientistas estão dando uma nova solução para esse mistério de longa data em um artigo publicado nesta semana na revista científica Journal of Agricultural & Food Chemistry.

Café contra diabetes

A equipe do Dr. Ling Zheng explica que estudos anteriores mostram que os bebedores de café têm um risco menor de desenvolver diabetes tipo 2, que responde por 90 a 95 por cento dos casos de diabetes no mundo.

Esses estudos mostram que as pessoas que bebem quatro ou mais xícaras de café por dia têm um risco 50 por cento menor de ter a diabetes tipo 2.

E cada xícara de café adicional traz nova diminuição no risco de quase 7 por cento.

Outros pesquisadores têm associado o surgimento do diabetes tipo 2 com o dobramento incorreto de uma proteína chamada polipeptídeo amilóide das ilhotas humanas (hIAPP).

Vários grupos estão trabalhando na busca de formas de bloquear esse processo.

Benefícios do café

Zheng e seus colegas decidiram então ver se os efeitos benéficos do café poderiam ser devido a substâncias que bloqueiam a hIAPP.

De fato, eles identificaram duas categorias de compostos no café que inibem significativamente a hIAPP.

Eles sugerem que esse efeito explica porque os bebedores de café apresentam menor risco de desenvolver diabetes.

O próximo passo natural da pesquisa será descobrir formas de isolar esses compostos do café, para que pessoas que não gostam de tomar café também possam usufruir dos seus benefícios.

Fonte: Diário da Saúde










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