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sábado, 30 de maio de 2015

OVO - Nunca foi vilão


Li a reportagem, em uma revista semanal, sobre o ovo. Fiquei MUITO feliz pelo fato de estarem alardeando este fantástico alimento como benéfico para a saúde (e EXCLUSIVAMENTE benéfico), apesar das falhas (comuns) na reportagem. Vou fazer algumas considerações para ajudar a você, que acompanha o nosso trabalho na Sallus, a compreender melhor o assunto.

Começo logo lá do início. "Amor eterno pelo colesterol". Gostei muito da frase e a endosso pois, como já conversamos aqui, o colesterol não é, nem nunca foi, o vilão que nos fizeram crer. Esta molécula fantástica, fundamental para a existência das nossas paredes celulares (consequentemente, de nós mesmos), é muito importante para o nosso organismo e deve ser mais bem compreendida e tratada. NINGUÉM sabe tudo sobre o colesterol e sobre as lipoproteínas que o transportam, junto com outras substâncias lipossolúveis. O LDL NÃO é o "colesterol ruim", bem como o HDL NÃO é o "colesterol bom". O colesterol NÃO é uma gordura, mas um álcool. Tudo isso vocês podem ler em Gorduras, colesterol e blá-blá-blá.

Foi legal ver, finalmente, uma publicação de grande circulação afirmar que o colesterol dos alimentos não é nenhum vilão, mas ainda é triste ler afirmações como "Em excesso, porém, danifica a parede das artérias". Isso não é assim. O colesterol não danifica nada. O que realmente traz problemas é uma complexa e longa relação entre moléculas de LDL com a fração B100 oxidada e macrófagos + endotélio lesionado + ambiente intravascular pró-inflamatório + bastante tempo. Não vou entrar nos detalhes sobre isso tudo hoje, mas garanto que o problema nunca foi, diretamente, o excesso de colesterol ou de lipoproteínas que o transportem. Da mesma maneira, a idéia de que gordura saturada eleve o colesterol de uma forma maligna é falha, mas este paradigma vai demorar mais pra cair publicamente.


Fiquei MUITO feliz, também, com as considerações sobre as falhas metodológicas comuns nos estudos observacionais. É importante que todos saibam que este tipo de estudo, fundamental para levantar questões em ciência, é bom exatamente pra isso: LEVANTAR QUESTÕES. Estudos observacionais não estabelecem relações causais entre fatos. Eles as supõem pelas observações. A partir de agora, toda vez que você vir na TV, ou em uma publicação de papel ou eletrônica, que um ESTUDO TAL com TROCENTAS MIL PESSOAS "CONFIRMOU"/"DESCOBRIU"/"ESTABELECEU" ou sei lá mais o quê sobre absolutamente qualquer coisa, saiba que não é nem assim. Uma quantidade enorme de pessoas em um estudo significa muito mais descontrole sobre a amostra do que capacidade de encontrar respostas precisas. É um viés importante. Mesmo o Framingham, conjunto enorme de estudos observacionais, operando desde 1948, já nos trouxe maravilhas e maravilhosas bobagens em termos de resultados. Melhor dizendo, as pessoas que leram os resultados e os compreenderam COMO QUERIAM, os transformaram em enormes bobagens ou maravilhas. O filtro humano é sempre uma complicação à parte que pode transformar um importantíssimo estudo observacional em um problema de saúde que dura muitas décadas.

Foi particularmente bom ver, por várias vezes, o açúcar sendo citado como grande vilão. Vamos em frente...

Pronto. Agora vou voltar ao ovo. Não quero que pensem que eu esteja falando mal da reportagem. Fiquei realmente feliz com a publicação, pelo fato de reduzir o medo sobre o ovo e o colesterol, mas não podia deixar de fazer algumas considerações esclarecedoras.

O ovo é um dos alimentos mais maravilhosos que podemos ingerir. Estamos falando do ovo de galinha, especificamente, mas praticamente todos os ovos de aves são extremamente nutritivos. Não tenho informações sobre outros tipos. Do ovo nasceria um ser vivo completo e, por causa disso, ele tem que ser rico em macro e micronutrientes, fundamentais para esta construção. Nele você encontra boas concentrações de proteínas, colina, zinco, selênio, fósforo, potássio, B12, B5, B6 e B2. Ele traz, também, boas quantidade de colesterol que, como comentei mais acima, é fundamental pra nossa saúde. Há muitos anos o fenomenal professor Dr Juarez Callegaro já nos orientava a consumir 6 ovos por dia e a repassar isso para nossos pacientes. Em Ortomolecular, isso tudo já é uma verdade antiga.

A riqueza em proteínas deste alimento o torna uma opção excelente, por exemplo, para atletas que buscam ganho de massa muscular. É muito comum ver o pessoal falar quantos ovos ingere por dia mas, em geral, são muitas claras e as gemas são desprezadas. VAMOS PARAR COM ISSO! Quando consumir o ovo, consuma na sua totalidade (fora a casca, é claro).


Vale lembrar que o ovo de galinhas "caipiras" ou "de quintal" é mais nutritivo que os de galinhas criadas em escala, mas todos são interessantes. É preferível comer ovos de galinhas de granja do que não comer ovos. Também é importante lembrar que existem pessoas com alergias ou intolerâncias a proteínas presentes no ovo. Estas, infelizmente, terão que evitar o alimento, mas isso pode ser temporário. Se for o seu caso, converse com o seu médico e/ou nutricionista sobre isso.

Pronto. Coma ovos e seja mais saudável e feliz, tranquilamente. Valeu a pena defender estas idéias por tantos anos. É uma pena que muitas pessoas dependam das manchetes de revistas para crer nestas coisas mas, com a quantidade de informações truncadas e erradas disponível, eu as compreendo 100%. Contem conosco para ajudar a esclarecer suas dúvidas em saúde, dentro das nossas limitações. Ninguém tem as verdades completas, mas a gente busca um bocado. Vamos buscar juntos!

Saúde e paz... e os benefícios do colesterol para todos!


Dr Adolfo Duarte - CRM-BA 15.557 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Comer ovos reduz o risco de diabetes tipo 2, diz estudo


Estudo descobriu que o consumo de ovo estava associado ao menor risco de diabetes tipo 2 e também a menores níveis de açúcar no sangue. Segundo os pesquisadores, homens que comem aproximadamente quatro ovos por semana têm 37% menos chances de desenvolver o diabetes tipo 2 do que homens que ingeriam um ovo por semana.
Consumir ovos pode reduzir o risco de diabetes tipo 2 de acordo com uma nova pesquisa da University of Eastern Finland. O estudo foi publicado no American Journal of Clinical Nutrition.
Os pesquisadores analisaram os hábitos alimentares de 2332 homens com idades entre 42 e 60 anos. O acompanhamento dos voluntários foi feito durante 19 anos, período no qual 432 homens foram diagnosticados com o diabetes tipo 2.
O estudo descobriu que o consumo de ovo estava associado ao menor risco de diabetes tipo 2 e também a menores níveis de açúcar no sangue. Segundo os pesquisadores, homens que comem aproximadamente quatro ovos por semana têm 37% menos chances de desenvolver o diabetes tipo 2 do que homens que ingeriam um ovo por semana.
Esta associação persistiu mesmo depois de fatores físicos, IMC, consumo de frutas e vegetais e se a pessoas fumava ou não terem sido levados em consideração. O consumo de mais de quatro ovos por semana não mostrou nenhum benefício significativo.
Confira diferentes maneiras saudáveis de preparar o ovo:
Prefira o ovo cozido
“Preparar o alimento cozido elimina as gorduras prejudiciais à saúde presentes no ovo frito”, explica a nutricionista Fabiana Marangoni, do Spa Fazenda Igaratá. Além disso, ele é menos calórico – um ovo frito tem em média 107 calorias, enquanto o cozido tem apenas 75. O ovo cru também não é recomendado, pois é meio de contaminação da bactéria Salmonela. “Quando submetemos o ovo ao calor, essa bactéria não sobrevive, eliminando o risco”, diz a nutricionista.
Acrescente ovos à salada
Ao acrescentar ovos à salada, enriquecemos o prato com uma fonte de proteínas e ainda tornamos a experiência de comer salada mais saborosa – afinal, é muito comum as pessoas torcerem o nariz para os vegetais. O ovo dá um sabor a mais ao prato.
Use água para fritar
Ao pensar em fritura, logo vem à cabeça óleos e manteiga – que deixam a preparação mais gordurosa e menos saudável. Até mesmo os óleos vegetais, como os de soja, milho, girassol, oliva e linhaça, não são bem-vindos na frigideira. “Quando submetidos a muito calor, esses óleos se transformam em gordura trans, perdendo todos os benefícios que possuem”, explica a nutricionista Fernanda Brunacci.
Mas a nutricionista dá uma alternativa: em vez de usar óleo, manteiga ou margarina para fritar o ovo, use água! “Coloque metade de um dedo de água na frigideira e, quando começar a ferver, quebre o ovo e frite do jeito normal”, conta Fabiana.
Fritando o ovo dessa forma, as calorias dele voltam as 75 iniciais, equivalentes às calorias do ovo cozido.
Acrescente legumes
Nada melhor do que rechear a sua omelete com tomate, cebola, cenoura, abobrinha, chuchu e tantas outras opções de legumes fatiados ou ralados. “Essa é uma ótima forma de deixar a sua omelete mais saudável e rica em nutrientes”, diz a nutricionista Fabiana Marangoni.
Omelete assada
Em vez de fritar a omelete, você pode fazê-la assada, eliminando a gordura do óleo ou da manteiga que seria usada para fritá-la. “A mesma mistura da omelete que seria frita pode ser disposta em uma assadeira untada e enfarinhada, ou então em uma assadeira antiaderente, e colocada no forno para assar”, conta a nutricionista Fabiana Marangoni.
Cuidados com a conservação
Ao comprar os ovos, o ideal é guardá-los sempre fora das embalagens de papelão, dentro da geladeira e, preferencialmente, na prateleira superior, que é a área mais refrigerada. “Dessa forma, não há risco de contaminação”, explica a nutricionista Fabiana Marangoni. Também é importante lavar os ovos apenas no momento em que for usá-los, e não assim que chegar do mercado, pois a limpeza destruirá a camada que os protege contra bactérias, deixando-os mais suscetíveis à contaminação.
Receita campeã
A nutricionista Fabiana Marangoni preparou uma receita de omelete deliciosa, cheia de nutrientes e que cabe na dieta – são só 110 kcal por porção, sendo que a receita rende duas porções. Confira:
Ingredientes
2 ovos 1 fatia fina de queijo minas light
½ unidade de tomate não muito maduro
Orégano a gosto
1 colher (chá) de óleo de canola
Modo de preparo
Pique o queijo e o tomate em cubos pequenos e reserve. Bata os ovos juntamente com o orégano e, depois de batido, acrescente o queijo e o tomate. Numa frigideira para panqueca anti-aderente, coloque o óleo de canola e espalhe com uma espátula. Adicione a mistura da omelete e aguarde em fogo baixo até cozinhar. Vire a omelete e deixe dourar. Servir em seguida.
Matéria publicada pelo site Minha Vida




quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Bons motivos para comer ovo...


Rico em vitaminas

Ovos inteiros são fonte de luteína e zeaxantina, dois carotenoides que protegem contra o estresse oxidativo, inflamações e degeneração macular relacionada à idade. Um ovo contém 35% da quantidade diária necessária de colina (vitamina do complexo B), componente chave das funções cognitivas que protegem contra o mal de Alzheimer.

Bom para o colesterol

Depois de anos no limbo, sendo considerados ruins para o colesterol, os nutrientes dos ovos foram revistos e algumas evidências sugerem até que eles podem ser bons: os ovos aumentariam o bom colesterol (HDL), ajudando na prevenção de algumas doenças relacionadas à visão.

Inibe a fome

Se você comer ovos de manhã, por exemplo, seu corpo se manterá saciado por mais tempo. Estudos recentes sobre dieta apontam que pessoas que seguiram uma dieta pobre em carboidratos por um ano perderam mais peso e diminuíram consideravelmente o risco de desenvolver doenças cardíacas em comparação com os que seguiram uma dieta pobre em proteínas.

Fonte: O Globo


quinta-feira, 23 de maio de 2013

"Nutricionista conta quais são os maiores mitos sobre alimentos"




Nenhuma entrevista é perfeita, sobretudo se "ao vivo" ou em "tomada única" e só quem já concedeu várias pode opinar neste quesito: facilmente erra-se, por vezes feio ou idéias são expostas ou interpretadas de forma inadequada.

MAS isto, na minha opinião, não obscurece a importância da maior parte do conteúdo abordado.

Ovos, chocolates, óleos, azeites, manteiga x margarina, soja - O cidadão comum sabe mesmo se fazem bem ou mal (e como) para a saúde? O que e verdade e o que é MITO? Excelente matéria com nutricionista (Dra. Pollyanna Esteves de Oliveira) que parece conhecer o assunto - Recomendo mesmo que todos assistam e divulguem:


* Li recentemente muitas críticas, várias até sensatas, provenientes de gente "boa no assunto" a algumas das coisas que foram faladas... Sim, há algumas incorreções mas acho que foram fruto da correria de uma entrevista rápida ao vivo e de, por isso, algumas expressões mal escolhidas MAS isto não compromete o GERAL da matéria que é MUITO benéfica para a sociedade: afinal, quem não comete "erros" e "pecados" que atire a primeira pedra! Pra mim, a maior parte do que ela falou e útil e verdadeiro e teve coragem de expressar tudo junto, pelo que parabenizo-a (muitos de nós repetimos o que ela falou por aqui, há anos) e só erra quem faz: que apontemos os pequenos erros para correção dos assuntos mas nada é motivo para crucificá-la pelo geral falado: bom senso, minha gente! Afinal, lembremo-nos que "seremos julgados com a mesma severidade com que julgarmos os outros.

** E só quem FAZ, se expõe, muitas vezes falando o que outros não têm oportunidade, jeito ou coragem de falar, em benefício do próximo, é que contribui, acerta ou muitas vezes erra.

*** Para quem não concorda, que tal criticar de forma civilizada, acrescentando e instruindo ao invés de destruir? Assim ajudamos a todos que entrem em contato com o conhecimento.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ovo: NÃO faz mal como falam por aí

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TODO EXCESSO FAZ MAL; mas fora desta regra básica há muitos mitos! E com o OVO não é diferente: um dos alimentos mais completos que existe, foi demonizado injustamente e até hoje “gente-que-não-se-atualiza” continua falando besteiras sobre ele – NÃO seja mais um a espalhar besteiras sobre o ovo e nem um dos muitos enganados por aí!
Informe-se nos links abaixo e procure seu médico/nutricionista (BONS profissionais – atualizados!) para aproveitar os inúmeros benefícios da ingestão regular de ovos, desde a melhoria da memória ao aumento do bom colesterol, do ganho de massa muscular à melhoria do sistema imunológico, entre muitos outros:

Abraço e protejam-se da "desinformação", mesmo que "bem intencionada"

sábado, 3 de dezembro de 2011

A colina pode ajudar a proteger o cérebro dos efeitos do envelhecimento...


Esta pode ser a primeira vez que você ouviu falar, mas as dietas ricas em colina podem ajudar a proteger o cérebro dos efeitos do envelhecimento.

Este nutriente da família do complexo B é encontrado em alimentos como frango, gema de ovo, peixes de água salgada e leguminosas como o feijão e soja.

Pesquisadores da Universidade de Boston descobriram que pessoas que tem colina na dieta tiveram melhor desempenho em testes de memória e eram menos propensos a mostrar mudanças no cérebro associadas à demência. O estudo foi publicado no American Journal of Clinical Nutrition.

As descobertas sugerem que as pessoas com menor ingestão de colina tinham maior probabilidade de estar em um "caminho" para o declínio mental do que aqueles com maior consumo.


O nutriente é um precursor da acetilcolina, substância química do cérebro, que desempenha um papel fundamental na memória e outras funções cognitivas; os níveis de acetilcolina baixa estão associados com a doença de Alzheimer.

Especialistas geralmente recomendam que os homens se 550mg de colina por dia, enquanto as mulheres devem receber 425mg.

** 1 ovo inteiro contém 215,06 mg de colina, a clara possui apenas 0,42 mg de colina e a gema do ovo contém 215,97mg de colina. Consumir sempre cozido, nunca frito.

Quer Envelhecer com Saúde? Então, clique aqui 

Referência:

Poly C et al. American Journal of Clinical Nutrition 2011 Dec; 94(6): 1584-91.









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