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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Conheça as incríveis propriedades terapêuticas da pimenta...


Quando criança, quem nunca viu seus pais e avós se deliciando acrescentando uma pimentinha na comida?

De fato, a pimenta é um condimento muito antigo. E quando acrescidos aos alimentos, não há meio termo: ou são amadas ou odiada. E com tudo isso, os mitos e perguntas de sempre: “tenho gastrite, não posso” ou ainda “ela abre o meu apetite!”. O que devemos lembrar sempre, é que além de muitos estudos comprovarem exatamente o contrário (devido suas atividades anti-inflamatórias) , não podemos esquecer que somos únicos. Tenho pacientes em tratamento de gastrite que não abrem mão de uma pimentinha na comida sem fazer nenhum mal, enquanto outros, não suportam qualquer pequena quantidade do alimento.

A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde. No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina.

A pimenta-do-reino é uma frutinha do tamanho de uma mini-ervilha, que no início é verde, depois fica vermelha e finalmente preta. A árvore que lhe dá origem recebe o nome científico de Piper nigrum. A colheita se dá enquanto as frutas estão vermelhas. Em seguida elas amadurecem, secam e se transformam nos grãos de pimenta-do-reino preta que existem à venda. A pimenta-do-reino branca é obtida através da remoção da casca preta da fruta seca. Ambas retêm a piperina, porém a pimenta branca, embora tão picante quanto a preta, possui bem menos aroma. O que podemos observar é o seguinte: cuidado com o uso frequente e diário, pois pode ser um irritante da mucosa intestinal, o que no caso de um tratamento de disbiose, ao invés de tratar, veremos o inverso.

Na pimenta vermelha, é a capsaicina, substância muito estudada, devidos seus efeitos benéficos para saúde. Podemos nos deliciar vários tipos e tamanhos: caiena, tabasco, habanero, jalapeño, fantasma... e são frutos de árvores do gênero Capsicum, que possui origem na palavra grega kaptos, que significa morder. A capsaicina, um alcalóide presente na Capsicum annum (pimenta), cuja formação estrutural é muito semelhante à do ácido aracdônico, o que faz com que ela atue por meio do mecanismo competitivo, bloqueando enzimas que metabolizam (substâncias) mediadores pró-inflamatórios.

Quanto mais ardida a pimenta, mais capsaicina ela tem! Isso mesmo! Portanto, não abra mão de pelo menos uma pequena quantidade em alguma refeição. Isso porque ela também ajuda na produção de endorfinas que trazem sensações de prazer e bem-estar. De quebra, para quem deseja perder os quilinhos excedentes, não deixe de incluir esse temperinho especial. Isso também se dá pelo aumento da termogênese. Mas calma, não acabe com os estoques do mercado! Esse efeito só é verificado acompanhado de uma alimentação equilibrada, pobre em gorduras trans, saturadas, carboidratos refinados. Se a atividade física for sua aliada, é só comemorar!

Observar o que a pimenta vermelha também pode trazer para sua saúde:

- Diminuíção do colesterol total
- Analgésico natural
- Ação anticarcinogênica, pois induz a apoptose (destruição) de células cancerígenas
- Pesquisas indicam ainda que ingerida durante as refeições libera catecolaminas que diminuiriam o apetite, fazendo com que você coma menos. A propriedade de aquecer da pimenta favorece a aceleração do organismo e a queima de gordura (efeito termogênico)
- Inibição da inflamação induzida pela obesidade e síndrome metabólica. Com a diminuição da inflamação, há alteração na regulação da distribuição de gorduras, além de melhorar a tolerância à glicose e a resistência a insulina.

É melhor não dispensar, certo? Uma receitinha que nunca falha é misturar de duas a três pimentas (sem os caroços) em azeite extravirgem (manter em vidro escuro e longe do calor) puro ou com outras ervas, como por exemplo orégano, alecrim e/ou manjericão. Acrescente à sua refeição ou salada, pelo menos 1 colher de sopa/dia. Lembrando que quanto mais tempo durar, mais ardida ela ficará, ok?

Nunca se esqueça que é muito importante a busca de um profissional para tratar as suas especificidades, afinal cada individuo é único.

Muita saúde a todos!

Referências:

- NAVES, A. Nutrição Clínica Funcional: Obesidade. Ed. Valéria Paschoal Editora Ltda., 2009
- TALBOTT, S.M.; HUGHES, K. Suplementos dietéticos para profissionais de saúde. Ed. Guanabra Koogan. Rio de Janeiro, 2008.
- Blog VP Consultoria Nutricional – Pimenta contra o Câncer









*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

10 dicas para manter o peso nas festas de fim de ano...


Você batalhou o ano todo para manter a boa forma. Evitou massas, refrigerantes, fez dietas, foi à academia, se exercitou perto de casa, bebeu muita água, fez tratamentos estéticos e manteve o olho na balança. Até então você fica super-focado em seus objetivos, seguindo tudo à risca... E como resistir se são tantas as comemorações, num curto período de tempo: amigo secreto, confraternização do trabalho, dos amigos da faculdade e as festas de final de ano com a família: a comilança começa dia 24 e se estende até o dia 27 ou 28 (é tanta comida, que sobra para os dias seguintes), e retomando no dia 31 e começando o ano no dia 01 de janeiro. Com a chegada de dezembro, vai colocar tudo a perder?
É aí que mora o perigo... O que seria mais uma promessa de que o ano seguinte seria diferente, você acaba perdendo o foco, e pior, ganhando aqueles quilinhos a mais, e uma alta estima lá no pé. Começa tudo de novo, todo ano a mesma coisa... Que tal fazer diferente?
1.      Especialistas em comportamento afirmam que para mudanças de hábito, é necessário que você repita tal atitude por pelo menos 15 vezes. E que um simples “escorregar” faz com que você perca todo esforço, pois temos a tendência de fazer o que é mais fácil e rápido. Em primeiro lugar, lembre-se de que este não é o último “dezembro” da sua vida. Será que vale à pena?
2.      Uma hora antes da ceia, que tal uma salada de frutas com granola, ou ainda 1 copo de suco de frutas? Não coma tudo o que estiver sendo servido de uma vez só. Faça seu prato com a quantidade necessária para sua satisfação. Lembre-se do dia seguinte!
3.       A sugestão para manter algumas preparações mais leves é sempre trocar os ingredientes: no lugar da maionese utilizar pasta de soja (o salpicão fica uma delícia) ou iogurte desnatado. Use e abuse também das ervas. Além de dar aquele sabor, você de quebra retira todos os realçadores de sabor, gorduras e toxinas do seu cardápio.
4.      Não abre mão da rabanada nas festas de final de ano? Que tal substituir o leite por leite de coco e assá-lo ao forno? Fica igualmente crocante...Finalize com canela e um pouco de açúcar demerara.
5.      Regra de ouro 1: evite as preparações fritas e empanadas, faça a opção pelas assadas e grelhadas. Comece também pelas saladas (principalmente os verdes escuros), assim você fica mais saciado, consegue driblar a gula, aquela fome devastadora e de quebra ajuda seu organismo na eliminação de toxinas.
6.      Regra de ouro 2: não abre mão da bebida alcóolica? Se quiser manter o corpinho em forma, reveze entre a bebida e a água... Evite o famoso “peso na consciência” e faça diferente! Pense no dia seguinte! E não esqueça: nada de dirigir!           
7.      Não pule nenhuma refeição. Mesmo sabendo que vai ter uma festa à noite, tome seu café da manhã, almoce e faça seus lanchinhos da manhã e da tarde. Chegar com fome na festa é perdição na certa!
8.  Evite carnes gordurosas (tender, leitão, costela, etc.), frituras, salgadinhos, alimentos muito condimentados, embutidos, maionese, queijos gordos (gorgonzola, provolone, cheddar, etc), massas com creme ou molhos cremosos (prefira molhos à base de tomate), creme de leite, catupiry, chantilly, refrigerantes e bebidas alcoólicas em excesso.
9.      Hidrate-se! A falta de água no seu organismo,  faz seu metabolismo ficar lento, o que torna a sua perda de peso mais difícil. Invista em água e outros líquidos como chás, sucos de frutas (naturais, nunca industrializados) e água de coco.
10. No início do ano novo, retome as práticas alimentares saudáveis do dia a dia, ou seja, evite o consumo excessivo de gorduras e carboidratos simples (açúcar, doces, pão comum, batata, arroz branco), industrializados e aumente o consumo de alimentos como frutas, hortaliças, cereais integrais.  Dê preferências para carnes magras, chás e líquidos O ideal é sempre manter uma rotina de alimentação balanceada e de exercícios físicos. O que engorda não é uma refeição cheia de excessos, mas, sim, a falta de rotina saudável!
Boas festas e que o ano de 2012 seja repleto de conquistas, realizações e muita saúde!


P.S: No próximo post, darei dicas de como eliminar as toxinas dos excessos do final do ano (que você não vai cometer!)


















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sábado, 1 de outubro de 2011

Impacto da dieta rica em proteínas na saúde...




Com a chegada da primavera (e o sol começando a dar seus “ares”), o consultório começa a encher para essa finalidade específica. A maioria dos clientes que me procuram é com a esperança de perda rápido de peso. Isso é possível?

A pergunta clássica: “doutora, quantos quilos vou perder em um mês?” O resultado é proporcional à sua dedicação! Perder vários quilos em uma semana é bem tentador... mas por quanto tempo você consegue sustentar esse peso? Você deve estar pensando agora: por muito pouquíssimo tempo! E de quebra, adquirir várias deficiências nutricionais graves, baixa imunidade, cansaço, perda de massa magra, flacidez, intestino preguiçoso, entre outros. Por isso é tão importante o acompanhamento de um profissional capacitado. Será que vale a pena se sentir magra por tão pouco tempo e adquirir vários problemas de saúde para sua vida?

Li essa matéria no Blog da VP e achei interessante compartilhar com vocês aqui na Liga da Saúde. É importante sim a perda de peso. Mas aquela que você se sente bem disposta, feliz, saudável e DURADOURA, pois a verdade é: para um emagrecimento efetivo é necessário um perfeito funcionamento do seu organismo, o equilíbrio, pois só assim ele entenderá o que é excesso. Você pode até tentar outras formas e maneiras. Mas o que vejo que a única coisa que funciona EFETIVAMENTE são hábitos alimentares saudáveis! E sempre!

Em uma sociedade tomada pelos maus hábitos alimentares, juntamente com a necessidade de emagrecer, observamos diferentes tipos de dietas em cena, todas prometendo perda de peso em pouco tempo, com a inclusão de alimentos altamente calóricos e, mais ainda: com a manutenção da saúde.

Ilustrando tal situação, em maio/2011 o site UOL publicou, na seção Ciências e Saúde, uma matéria sobre a Dieta de Dukan, uma nova versão da Dieta Atkins. Tal dieta baseia-se no consumo somente de proteínas e vegetais, totalizando 100 alimentos no cardápio, sendo eles 72 de origem animal e 28 de origem vegetal. Desses alimentos, o indivíduo poderá ingerir o quanto quiser por dia e mesmo assim conseguirá perder peso. Mas afinal, essa informação realmente é válida? E qual é o impacto da mesma para a saúde?

Estudos recentes demonstraram que, aplicando uma dieta de baixas calorias, com pouca quantidade de carboidratos (ou seja: grãos, pão, arroz, massas, frutas, batata e outros tubérculos) e rica em proteínas, realmente há perda de peso. Porém, pesquisadores mostram que tal perda é causada em grande parte pelo esvaziamento de reservas de glicogênio (forma que o carboidrato é estocado no corpo) juntamente com a perda de água corporal, podendo levar a um quadro de desidratação. Além deste efeito, os mesmos pesquisadores ainda observaram outros efeitos colaterais provocados pela aplicação desta dieta, favorecendo também o aparecimento de doenças.

Em diversos estudos experimentais, realizados tanto em humanos quanto em animais, verificou-se que o alto consumo de carne aumenta o risco de doenças cardiovasculares, bem como hipertensão e diabetes em adultos. Pesquisadores atribuem tal relação ao alto consumo de sal, colesterol e gordura saturada e o baixo consumo de carboidratos e fibras. Além disso, a quantidade de verduras e legumes é muito reduzida e não inclui frutas na dieta, colaborando para o baixo consumo de vitaminas, minerais e fitoquímicos, o que pode também ser uma explicação para o aparecimento dessas doenças. Esses são também os motivos pelos quais outros estudos observaram um aumento nos quadros de constipação (intestino preso) e de câncer no cólon, já que o baixo consumo de carboidratos e fibras modifica consideravelmente a microbiota intestinal.

Os carboidratos têm a importante função de fornecer energia para o bom funcionamento do corpo, principalmente para o cérebro. Assim, quando reduz-se a quantidade de carboidratos oferecida na dieta, o corpo utiliza-se de outros meios para produzir energia, os quais produzem os chamados corpos cetônicos. O acúmulo destes provoca diversos sintomas em nosso corpo, como dores de cabeça, halitose (hálito ruim), diarreia, fraqueza geral, cãibras e erupções cutâneas.

Por se tratar de uma dieta composta por 70% de alimentos proteicos, pesquisadores observam que tal fato tem um impacto negativo no bom funcionamento renal. Isto porque o alto consumo de proteínas, principalmente de carnes, aumenta a formação de substâncias em nosso corpo que lesionam um grupo de células do rim, podendo gerar um quadro de disfunção renal. Tal efeito é observado principalmente em diabéticos e indivíduos com histórico de doenças renais. Além do impacto negativo na função renal, estudos ainda verificaram que a alta ingestão de proteínas favorece uma maior mobilização do cálcio dos ossos para o rim, aumentando assim sua eliminação pela urina. Desta forma, esta ação promove um enfraquecimento ósseo, aumentando a probabilidade de ocorrência de fissuras e fraturas no osso, principalmente em mulheres.

Podemos observar os inúmeros malefícios que a Dieta de Dukan traz para a saúde. Somando-se isso, ainda há muitos estudos mostrando que a adesão a dietas com baixa quantidade de carboidratos diminui gradativamente com o passar do tempo, e, quando abandonadas e seguidas de alimentação normal, favorecem o ganho de peso. Trata-se daquilo que chamamos de efeito “sanfona”.

É importante também frisar que tal dieta, como a maioria das dietas “da moda”, não preza pela quantidade, qualidade e equilíbrio da alimentação, bem como não reeduca o indivíduo quanto a hábitos e costumes alimentares errôneos. O ideal é sempre ter o acompanhamento de um nutricionista em processos de emagrecimento, pois este é um profissional com habilidade para orientar e elaborar uma dieta que se adeque melhor às necessidades e às características individuais de cada um.

Pense sempre nisso!

Muita saúde a todos!

Fonte: Blog VP Consultoria Nutricional


sábado, 17 de setembro de 2011

Inhame inhame inhame...

Que tal saber um pouco mais sobre o que esse alimento  pode fazer pela sua saúde? Muito comumente utilizado na culinária brasileira, em especial no Norte e Nordeste, o inhame pode ter inúmeros nomes populares e também ser confundido com o cará ou taro. Antes de tudo, é necessário diferenciar as várias formas do tubérculo. O inhame (Dioscorea spp.) pertence à família Dioscoreácea, com nove gêneros e cerca de 850 espécies, sendo o cará uma delas. Já o taro (Colocasia esculenta) pertence à família Araceae, com 105 gêneros e 3.500 espécies. No Brasil, uma mesma espécie de inhame pode ser chamada também de cará, dependendo da região, graças à popularização do nome da espécie, podendo ser considerados equivalentes do ponto de vista nutricional. O mesmo não acontece com o taro, por pertencer à outra família vegetal.

Grande parte das propriedades funcionais do inhame se deve a presença de um fito-hormônio chamado diosgenina, que há muito tempo vem sendo utilizado pela indústria farmacêutica como matéria-prima para produção de corticoesteróides e esteróides sexuais2,3. A diosgenina, que é um tipo de saponina esteroidal, pode ser convertida, no organismo humano, em progesterona, aldosterona, cortisol e estrogênio, graças a uma série de reações enzimáticas.

Desde que a terapia de reposição hormonal com uso do estrogênio sintético mostrou aumentar os riscos de desenvolvimento de desordens como câncer, osteoporose e mal de Alzheimer, inúmeras opções de tratamento alternativo vêm sendo pesquisadas, e o uso da diosgenina é um delas, graças ao seu potencial estrogenotrófico. Um estudo em humanos verificou o efeito da diosgenina na saúde da mulher na pós-menopausa e concluiu que a ingestão de inhame por 30 dias teve efeitos benéficos no status hormonal, no perfil lipídico e na capacidade antioxidante das mulheres analisadas, fatores que levam a redução do risco de desenvolvimento de câncer de mama e doenças cardiovasculares.

Outro efeito da diosgenina é a capacidade hipocolesterolêmica, por suprimir a absorção intestinal e aumentar a sua excreção. Em estudo com animais, o fito-hormônio mostrou também reduzir os níveis plasmático e hepático de colesterol total, aumentar os níveis plasmáticos de lipoproteína de alta densidade (HDL), aumentar a expressão de enzimas antioxidantes, como superóxido dismutase (SOD), glutationa peroxidase (GSH-Px) nos eritrócitos e catalase (CAT) nos eritrócitos e no fígado, além de aumentar a resistência ao dano no DNA linfocitário. Esses resultados sugerem que a diosgenina é eficaz no controle da hipercolesterolemia tanto por melhorar o perfil lipídico como também por modular o estresse oxidativo. 

A capacidade de estimular a expressão gênica de enzimas do complexo antioxidante também foi demonstrada em outro estudo em animais, onde se observou o aumento da atividade da SOD e da GSH-Px, tendo sido associado com a melhora do déficit cognitivo causado pelo dano oxidativo em ratos senescentes. A diosgenina também demonstrou atividade anti-alérgica em um estudo com animais, onde foi associada a supressão da produção de IgE e da infiltração e degranulação de mastócitos.

A síndrome pré-menstrual, caracterizada por uma série de sintomas que surge entre 10 e 14 dias antes da menstruação, desaparecendo com o início do fluxo, só se caracteriza como doença se afetar a atividade diária da mulher. Entre esses sintomas estão as tão temidas cólicas abdominais, irritabilidade, ansiedade, cefaléia, edema, ganho de peso, mastalgia e até quadro depressivo. A capacidade de modular o status hormonal da diosgenina acaba conferindo ao inhame uma potente “arma” contra os efeitos indesejados da tensão pré-menstrual (TPM), como é mais conhecida.
Outros efeitos atribuídos ao inhame como a redução de peso, com a conseqüente redução de medidas, e o tratamento da celulite se devem, de uma forma geral, à capacidade já comprovada da diosgenina em melhorar o perfil lipídico e aumentar a capacidade antioxidante e, consequentemente, anti-inflamatória, além é claro, de se tratar de um alimento saudável, composto por carboidrato complexo, baixo conteúdo lipídico, baixo índice glicêmico, alto teor de fibras e micronutrientes. Os efeitos estéticos, na verdade, são apenas o reflexo externo dos efeitos sistêmicos do uso do tubérculo na alimentação.

Há quem diga que o consumo regular do inhame é suficiente para obter os efeitos benéficos à saúde; outros sugerem que os benefícios só aparecem com o uso da suplementação com o extrato, devido à maior concentração do princípio ativo. É provável qu esses efeitos não sejam evidenciados apenas com o consumo do inhame; mas se considerarmos o tubérculo inserido no contexto de uma alimentação saudável, que conte com outras fontes de nutrientes e fitoquímicos, com certeza ele terá sua parcela de contribuição.
Entretanto, é sempre importante se lembrar do conceito de individualidade bioquímica, onde o que para um indivíduo pode ser a cura, para outro pode ser um veneno!!! Todos esses fatores devem ser avaliados por um profissional capacitado, para um tratamento eficiente e eficaz.

Vamos colocar a teoria na prática? Experimente as dicas abaixo:

- Salada de inhame:
Rale e tempere com sal marinho e limão ou com molho de soja.

- Vitamina com inhame:
Coloque no liquidificador um inhame, uma cenoura, alguns ramos de salsa (ou outra folhinha verde, como coentro ou hortelã) e o suco de duas laranjas, com mais água se desejar. Tudo cru. Dá para dois copos.

- Cozido no vapor:
Ponha alguns inhames com casca e tudo na parte superior da cuscuzeira, ou numa peneira sobre uma panela com água fervendo, e tampe. Depois de meia hora espete com o garfo para ver se estão macios. Nessa altura a casca solta com muita facilidade, basta puxar que sai inteirinha. É aí que o inhame tem o sabor mais simples e gostoso.

- Purê de inhame:
Depois de cozinhar os inhames no vapor ou na água, solte a casca e amasse com um garfo; junte um pouquinho de manteiga e de sal marinho, ou molho de soja, e misture bem. Só precisa ir ao fogo de novo se for para esquentar.

- Pastinhas de inhame:
São ótimas para passar no pão e substituem muito bem as pastas de queijo nas festas. A base é um purê de inhames cozidos e amassados, ao qual se acrescentam azeite ou manteiga, folhas verdes picadinhas (salsinha, manjericão, coentro, cebolinha) ou orégano; uma beterraba cozida e batida no liquidificador com inhame e um pouquinho de água vai produzir uma pasta rosada. Ou ainda batido com azeite, alho, água e sal faz uma delícia de molho tipo maionese. Use a criatividade e ofereça aos amigos uma coisa nova de cada vez!

- Inhame sauté:
Depois de cozidos e descascados, corte os inhames em rodelas ou pedaços; aqueça azeite numa frigideira; ponha os inhames, e sobre eles bastante folhas verdes picadinhas (salsa ou cebolinha ou manjericão ou coentro ou orégano ou...); umas pitadinhas de sal marinho; mexa rapidamente, baixe o fogo e deixe grudar um pouquinho no fundo para ficar crocante.

- Pizza de frigideira:
Rale inhames crus, misture com farinha de arroz ou de milho, tempere a gosto; achate a massa numa frigideira antiaderente e deixe assar dez minutos de um lado, dez do outro. Com alguma prática dá para fazer isso numa chapa bem quente, levemente untada. O ponto da massa não deve ser nem seco nem aguado.

- Nhoque de inhame:
Faça exatamente como nhoque de batata: cozinhe os inhames, descasque, amasse com farinha de trigo integral (se desejar sem glúten, acrescente fécula de batata ou farinha de arroz) e uma pitada de sal marinho até a massa ficar com a consistência do lóbulo da orelha. Enrole em cordões, corte, ponha para cozinhar de pouco em pouco numa panela com água fervendo. Quando os nhoques subirem é que estarão cozidos. E o molho? Ao gosto do freguês... Engrossando o caldo Cozinhe um ou dois inhames junto com o feijão, que eles desmancham e o caldo fica bem grosso.

- Bolinhos de inhame:
Cozinhe, descasque e amasse ligeiramente os inhames com um pouco de cebola ralada, cebolinha verde picadinha ou alho-porró em fatias fininhas, umas pitadas de cominho e outras de sal; junte fécula de batata  para dar liga, pincele com gema de ovo e asse no forno até a superfície secar.

- Forminhas de inhame:
Descasque e rale os inhames crus na parte mais fina do ralador, para obter uma papa líquida. Junte fubá de milho ou farinha de arroz integral (que se faz tostando o arroz e batendo aos pouquinhos no liquidificador) até conseguir uma consistência boa, mas ainda úmida. Tempere a seu gosto: com sementes de cominho ou de erva-doce, umas pitadinhas de sal, talvez um queijo tipo ricota ralado ou azeitona. Unte forminhas, encha com a massa e ponha em forno bem quente durante cinqüenta minutos.

- Pizza de palmito:
Cozinhe, descasque e amasse os inhames; unte um tabuleiro, achate com as mãos bocados do inhame amassado e vá cobrindo com eles o fundo e os lados do tabuleiro. Asse quinze minutos em forno alto. Numa panela, refogue bastante cebola e ponha por cima palmitos frescos pequenos, temperados com alho socado, sal e limão. Deixe cozinhar com tampa por quinze minutos. Tire a massa do forno, despeje o recheio, enfeite com rodelas de tomate ou de pimentão, pique bastante cheiro-verde e espalhe por cima. Leve novamente ao forno por mais dez minutos. Como variação desta receita, você pode não assar a massa antes de colocar o recheio; pode também reservar parte da massa para tampar a pizza, que aí vira um pastelão.

- Bolo salgado de inhame:
Deixe de molho duas xícaras de triguilho durante duas ou três horas e esprema; junte a duas xícaras de inhame cozido e duas de farinha de arroz. À parte, refogue alguns legumes com um pouco de tempero, mas não deixe cozinhar. Tire do fogo e misture à massa. Ponha numa fôrma untada, espalhe queijo tipo ricota  por cima e leve ao forno alto por quinze minutos. "Cheirou", está pronto.

- Torta de inhame em camadas:
Cozinhe, descasque e amasse os inhames; cozinhe e amasse a terça parte de abóbora; refogue uma verdura picadinha tipo espinafre, acelga, agrião, chicória, folhas de nabo ou de cenoura, etc. Unte um pirex com azeite, ponha uma camada de inhame e sobre ela uma de abóbora; outra de inhame e sobre ela a verdura refogada; mais uma de inhame. Pincele ou não com ovo, enfeite com rodelas de cebola, leve ao forno para secar durante 20 minutos.

- Sopa de inhame com missô:
O missô, que é desintoxicante, é um alimento tradicional japonês muito usado como tempero, feito de soja fermentada com cereais e sal. Vem em forma de pasta. É muito rico em enzimas, proteínas e vitamina B12, devido ao seu processo de fermentação e  dá um gosto todo especial à sopa. Portanto cozinhe os inhames descascados com a mesma quantidade de água, uma ou duas folhinhas de louro e alguns dentes de alho inteiros; depois bata no liquidificador para obter um creme fino. Acrescente o misso, na base de uma colher de chá cheia por pessoa, ou dissolva com um pouco d'água numa tigelinha e deixe que cada um se sirva como quiser. (Algumas pessoas vão preferir sal.) Cebolinha verde picada, por cima, combina muito.

Ficou com água na boca? Que tal experimentar e acrescentar saúde e sabor à sua mesa?

Muita saúde a todos!
Dra. Sílvia Coelho

Fontes de pesquisa:
- Blog: VP Consultoria Nutricional
- Dra. Vanessa de Nadai http://www.vanessadenadai.blogspot.com/




sábado, 10 de setembro de 2011

Cozinhe na panela certa e tenha mais saúde!


Você sabia que o material das panelas que usamos no preparo dos alimentos pode influenciar na nossa saúde? Mas como?  E a antiga frase: “Panela velha é que faz comida boa?” Não é tudo a mesma coisa? A melhor não é a mais bonita, barata ou ainda aquela que a comida não gruda na panela?
Mas saiba por exemplo, que a panela de Alumínio libera este metal tóxico para o alimento, e que este pode trazer sérios danos à sua saúde. Leia mais sobre o assunto (esclarecedor!) na Liga da Saúde:  http://ligadasaude.blogspot.com/2011/07/metais-toxicos-voce-tambem-pode-ter-1-2.html
Diante de tantas opções, confira abaixo quais são as vantagens e desvantagens das opções mais utilizadas. Que tal cozinhar (verdadeiramente) mais saudável?

PANELA
VANTAGENS
DESVANTAGENS
VIDRO
Beleza
Inócuo / atóxico
Rápido aquecimento
Pode ser usado para guardar alimentos
Preço elevado
Fragilidade
Aderência
Requer habilidade para não queimar o alimento
CERÂMICA
Higienização
Nova pode ser usada para guardar alimentos
Mantém o alimento aquecido
Liberação de Chumbo e Cádmio se antigas
Fragilidade
Requer habilidade no preparo para não queimar o alimento
BARRO
Preço
Mantém alimento aquecido
Vai ao forno e na chama do fogão
Aparência e acabamento
Requer cura
Aquecimento lento
Facilidade de adesão de restos de alimentos
COBRE
Rápido aquecimento
Aquecimento homogêneo
Libera Cobre
Oxida e altera a cor
FERRO
Libera ferro
Durável
Bom preço
Facil  limpeza
Mantém calor do alimento
Interfere na cor e no sabor dos alimentos
Não permite guardar alimentos
Aquecimento lento dos alimentos
ALUMÍNIO

Rápido aquecimento
Preço
Facilidade de uso e manipulação


Liberação de alumínio
Aderência
Não permite guardar alimentos

INOX
Durabilidade
Fácil higienização
Mantém o calor do alimento
Pode ser usada para guardar alimentos
Libera níquel nas primeiras vezes de uso
Aquecimento lento
Se nova, requer fervura de água por 3 vezes
ANTIADERENTE
Rápido aquecimento
Fácil higienização
Possibilita menos uso de óleo
Com o tempo o antiaderente vai saindo
Pode promover formação de substâncias cancerígenas
Evitar preparar alimentos fonte de proteínas
Não levar ao fogo sem alimento


Muita saúde a todos!

Dra. Sílvia Coelho
http://www.silviacoelho.com/
Twitter: @drasilviacoelho

Fonte de pesquisa:
- Por dentro das panelas. Késia Diego Quintaes. Editora Varela

domingo, 4 de setembro de 2011

Receita de domingo: Bolo de Banana (sem glúten e lactose) delicioso!


Ingredientes:

- 2 ou 3 bananas
- 2 ovos
- 2 colheres de sopa de açúcar demerara ou adoçante dietético

Bater na batedeira ou liquidificador até ficar bem homogêneo

Acrescentar
- 2/3 de xícara de farinha de arroz ou fécula de batata
- 1/4 xícara de óleo de canola
- 1 colher de chá de fermento em pó

Preparo:
Colocar em assadeira untada com o óleo de canola
Acrescentar por cima bananas fatiadas bem finas e polvilhar com canela em pó.
Se desejar um bolo "mais alto", dobre a receita.
Dica: nozes picadas ou uva-passa na massa
Levar para assar por aproximadamente 30 minutos (depende do forno). Fazer o teste do palito.

Bom apetite!

Dra. Sílvia Coelho
Twitter: @drasilviacoelho

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Os benefícios da Quinua


Atualmente, nunca se teve tantas opções de consumo de alimentos na busca de uma vida mais saudável.  Em se tratando de grãos e cereais, vamos conhecer hoje um pouco sobre a Quinua e saber o que tem por trás desse grão ainda pouco conhecido, apesar de encontrado em lojas de produtos naturais e até nas prateleiras de alguns supermercados.  Ou seja, mais uma opção que não pode faltar em nossas mesas.
A quinua  é um grão nativo dos Andes e melhor cultivado nos altiplanos e vales altos da Bolívia. É um carboidrato de baixo índice glicêmico, contém ômega 3 e 6 (gorduras importantes para o desenvolvimento de várias funções do nosso organismo, assim como no auxílio da redução do colesterol total, LDL e triglicerídeos), alguns minerais dos quais se destacam o ferro, magnésio, zinco, potássio, vitaminas do complexo B (B1, B2 e B3), D e E. Também contém uma quantidade elevada de lisina e metionina, quando comparada a outros grãos como a soja, o milho, o trigo e o leite.  Pela alta quantidade de aminoácidos, pode ser indicada para o consumo antes ou após a atividade física, crianças, adolescentes em fase de crescimento ou gestantes. No sistema cognitivo, atua na inteligência, melhora dos reflexos e funções relacionadas com a memória e aprendizagem. Possui também boas quantidades de triptofano, aminoácido que está ligado à produção de serotonina, que por sua vez é responsável pela modulação do humor, disposição e bem-estar. Não podemos esquecer que a quinua também não contém de glúten, sendo alternativa para celíacos ou pessoas que possuem hipersensibilidade ao trigo.
COMPOSIÇÃO DOS GRÃOS DE QUINUA EM RELAÇÃO A OUTROS CEREAIS (100g)
Componentes
Quinua
Trigo
Aveia
Calorias (Kcal)
336
330
405
Carboidrato (g)
68,3
71,6
68,5
Proteína (g)
12,1
9,2
10,6
Lipídio (g)
6,1
1,5
10,2
Água (g)
10,8
16,5
9,3
Fósforo (mg)
302
224
321
Cálcio (mg)
107
36
100
Fibras (g)
6,8
3
2,7
Cinzas (g)
2,7
1,1
1,5
Ferro (mg)
5,2
4,6
2,5
Tiamina (mg)
1,5
0,2
0
Niacina (mg)
1,2
2,8
0
Riboflavina (mg)
0,3
0,8
0
Ácido Ascórbico (mg)
1,1
0
0
Fonte: PROCISUR - ICCA, 1997 (Programa Cooperativo para el Desarrollo Tecnológico Agropecuário del Cono Sur - Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura) www.infoagro.gov.br/index1.html 

Existem diversos tipos de quinua: em grãos, flocos ou ainda farinha. Em cada opção, uma maneira diferente de experimentar. Tome nota: para os grãos, prepare tabule, almôndegas(confira as receita na Liga da Saúde: http://ligadasaude.blogspot.com/2011/07/da-serie-sem-gluten-e-sem-lactose.html ),bolinhos, canjas... para a farinha: bolos, pães, biscoitos... e em flocos acrescente em frutas, sucos, vitaminas ou iogurte. 
No preparo do grão, fique atento: é importante lavar bem os grãos da Quinua em água quente antes de consumi-los, pois a forma crua possui fatores antinutricionais que reduzem o valor biológico de suas proteínas. Para o preparo, a proporção é a mesma do arroz: duas xícaras de chá de água para cada xícara de chá de quinua. Quando a água ferver, abaixe a temperatura, acrescente os temperos e os grãos, tampe a panela e deixe cozinhar por 12 a 15 minutos. Fica a dica: acrescente manjericão fresco, açafrão, cenoura e brócolis. E para finalizar, um toque de azeite extra virgem.
Que tal experimentar?
Muita saúde a todos!


Fontes:
VP Consultoria Nutricional
Nutrociência
Nutrício