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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Atividade física e proteção antioxidante, conheça a coenzima Q10...


Vários estudos têm sido feitos em relação à suplementação de antioxidantes para praticantes de atividade física. A atenção dada a este tema é justificada, pois a prática de atividade física aumenta significativamente a produção de radicais livres.
Os radicais livres são formados no nosso organismo durante o processo de transformação do oxigênio em água. Estima-se que cerca de 5% do oxigênio consumido pelo corpo não seja eficientemente convertido em água, transformando-se então em radical livre. Como o consumo de oxigênio aumenta durante a atividade física, a formação de radicais livres é maior. Tendo em vista este aumento nos radicais livres, se faz necessário o aumento da ingestão de antioxidantes, que pode ocorrer pelo aumento de alimentos fonte de antioxidantes, como por suplementos.
Um antioxidantes que vem sendo utilizado é a coenzima Q10, que tem a capacidade captar/neutralizar os radicais livres e age como estimulante do sistema imunológico.

coenzima Q10 - HQSC 1

A coenzima Q10 melhora a produção de energia e o desempenho físico, por isso tem se mostrado importante na produção de energia (ATP) devido ao fato dela ser um componente fundamental da cadeia transportadora de elétrons, diminuindo o processo de fadiga. A sua suplementação também atenua a inflamação e o stress oxidativo provocado pelo exercício intenso.
Ela retarda o processo de envelhecimento, que se dá devido à capacidade de melhorar o estado de energia das células e aumentar a eficiência da utilização do oxigênio. Estudos demonstraram que o conteúdo de CoQ10 diminui com o avançar da idade. E é comum visualizarmos indivíduos que malham pesado aparentarem serem mais velhos do que realmente são e isso se deve a alta produção de radicais livres em virtude da atividade física e o baixo consumo de alimentos/suplementos antioxidantes.
Os praticantes de exercícios de endurance, como corredores, triatletas, ciclistas, assim como praticantes de musculação, podem se beneficiar com o seu uso.
O ideal é procurar um nutricionista para ajustar sua dieta, seja no consumo de antioxidantes pelos alimentos ou pela suplementação de acordo com seu treino e necessidades individuais.

**Este post foi escrito pela Dra. Cristiane Spricigo para o site Homens que se cuidam


 ** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Polivitamínicos/antioxidantes X Quimio/radioterapia - Devemos associar?



Estudos mostram que ingerir e suplementar ANTIOXIDANTES (e vitaminas e minerais em geral) para pacientes em Quimo e Radioterapia (em geral) NÃO prejudica a eficácia destes tratamentos e costuma, mesmo, é ajudar; explicação? Simples:

- As células tumorais em geral absorvem estes nutrientes DEMAIS e o excesso deles acaba tornando-as mais vulneráveis tanto ao sistema imunológico quanto a "morte natural/precoce" (lembram-se que sempre digo que todo excesso é prejudicial?)

- As células normais absorvem os nutrientes citados mais "normalmente" e assim ficam mais fortes e mais resistentes aos efeitos nocivos de ambas as terapias - e o sistema imunológico (sim, em base composto por células, lembram-se) também torna-se mais eficiente

- A esmagadora maioria dos pacientes que desenvolve #CÂNCER teve carência de nutrientes/antioxidantes como fator importante para o desenvolvimento deste e enfraquecimento geral dos seus organismos, sobretudo seus sistemas imunológicos

- O próprio tratamento de Quimio e Radio debilita o organismo por comprometer em parte a absorção/metabolismo/uso de nutrientes por todo o organismo e também fazer o organismo gastar boa parte deles no reparo das células antes saudáveis por eles atingidas.

Ficou claro?

Em geral: Melhores hábitos de vida (alimentação adequada, respiração OK, dormir direito, exerc. físico regular, etc) + suplementação bem conduzida/indicada = menos câncer e menos efeitos ruins dos tratamentos "convencionais" para o câncer

Boa semana!

Ícaro


domingo, 23 de dezembro de 2012

Os efeitos dos ácidos graxos da dieta e a relação do estresse oxidativo na mitocôndria cardíaca...



Os ácidos graxos são ácidos carboxilicos que são produzidos esterificando lipídios naturais. Existem quatro tipos básicos de ácidos graxos, são eles: Ácidos graxos saturados, insaturados, monoinsaturados e polinsaturados. Estes são importantes para o organismo pois são considerados otimas fontes de energia calórica, alem de serem armazenadores de gorduras nos animais.

Quando é realizado um exame de sangue (lipidograma) os ácidos graxos apresentam grandes influências nos resultados. Os ácidos graxos polinsaturados tendem a diminuir os niveis de colesterol no sangue, já os ácidos graxos saturados muitas vezes aumentam os niveis de colesterol.

Os ácidos graxos insaturados são considerados essenciais para o nosso organismo, sendo assim não são produzidos pelo mesmo, necessariamente devem ser supridos pela alimentação. As principais fontes estão presentes nas familias ômega 3 (peixes) e ômega 6.

A falta de ácidos graxos no organismo pode causar problemas serios nos seres humanos como pele com escamas, lesões no sistema urinário, aumento de gordura no fígado e dificuldade para transporte de lipidios.

O estresse oxidativo ocorre por um desequilibrio na produção de compostos oxidantes e a atuação do sistema de defesa do organimos (antioxidante). Os radicais livres são resultantes do metabolismo de oxigênio, sendo a mitocôntria sua fonte principal. Os antioxidantes (defesa do organismo) tem a função de diminuir os efeitos causados pelos radicais livres.

Um estudo realizado no Canada 2010, analisou três tipos diferentes de óleos, observando a reação dos mesmos sobre o stress oxidativo nas mitocôndrias de ratos. Foi utilizado coco (ácidos graxos saturados), azeitona (ácidos graxos monoinsaturados) e óleo de peixe (ácido graxo polinsaturados). Este estudo foi realizado durante 16 semanas.

No final do estudo foi observado que os ratos alimentados com os ácidos graxos polinsaturados (óleo de peixe) apresentou um elevado estresse oxidativo nas mitocôndrias cardíacas, porem teve uma redução nos níveis de colesterol total e LDL quando comparado com ratos alimentados com o coco e a azeitona. Para diminuir os niveis de estresse oxidativo nos ratos alimentados com óleo de peixe pode ser administrado um antioxidante probucol (é um composto antilipêmico, com propriedade antioxidantes e antiinflamatórias). Já nos ratos alimentados com ácidos graxos saturados (coco), mostrou que teve menor concentração de proteínas e menor porcentagem de lipídios oxidados.

Sendo assim observou-se que os ácidos graxos saturados apresenta grande vantagem na proteção contra o estresse oxidativo na mitocôndria cardiaca.

Fontes: SOUZA N.E; MATSUSHITA M.; VISENTAINER J. V. Ácidos graxos: Estrutura, classificação, nutrição e saúde. Universidade Estadual de Maringá, 1998.
BARBOSA, K.B.F et al.  Estresse oxidativo: conceito, implicações e fatores modulatórios. Rev. Nutr. vol.23. Campinas July/Aug. 2010.
Lemieux H, Bulteau AL, Friguet B, Tardif JC, Blier PU. Dietary fatty acids and oxidative stress in the heart mitochondria. Laboratoire de Biologie Intégrative, Université du Québec, Rimouski, Québec, Canada, 2010.
COLLE, Dirleise. Avaliação do potencial efeito protetor do probucol em modelos experimentais da doença de Huntington.  Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas - Programa de pós-graduação em bioquímica. Florianopolis, 2012.


 *** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.