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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

"Dieta ortomolecular" - Texto interessante sobre o assunto


Texto interessante da Dra. Juliana Guimarães sobre o assunto, conforme encontrei em http://julianagnutri.blogspot.com.br/2013/10/dieta-ortomolecular.html?spref=fb



"Dieta Ortomolecular


      Muito falada entre as estrelas globais, a medicina ortomolecular chega com tudo de mais "novo" no comércio de emagrecimento. Mas do que realmente se trata essa ciência, quais são suas bases?
      A existência dos radicais livres, o conhecimento sobre sua base molecular e bioquímica e as pesquisas nessa área embora descoberta muito antes desse período, teve seu auge no ano de 1956, quando formulou-se a primeira teoria relacionando radicais livres com doenças humanas, no caso as moléstias degenerativas da idade e, somente nos últimos anos estuda-se o seu desenvolvimento com doenças crônicas. 
      A compreensão alcançada através de incessantes pesquisas sobre os mecanismos bioquímicos e biológicos da atuação a nível molecular e energético dos oligoelementos no ser humano constitui a chave para a medicina do futuro, ou seja, a medicina das funções, também conhecida como Medicina Ortomolecular.
      Primordialmente, Linus Carl Pauling definiu a Medicina Ortomolecular como sendo o resultado da administração de megadoses de sais minerais e vitaminas.
Atualmente, admite-se que a Medicina Ortomolecular inclui também noções de nutrição, atividade física e reabilitação, sem contudo, abolir medidas terapêuticas convencionais.
      A Medicina Ortomolecular atua na prevenção primária e secundária das patologias, através da nutrição balanceada que fornecerá metabólitos necessários para reprodução, revigoração e regeneração das células. As vitaminas e os sais minerais agem nos diferentes ciclos metabólicos orgânicos para a produção de ATP indispensável para a manutenção tecidual. A atividade física atua tonificando a musculatura e melhora o fluxo sangüíneo local. Nas alterações metabólicas ( desequilíbrios orgânicos ) que levam ao quadro de “doença” são empregados nutrientes que vêm restabelecer o equilíbrio. Para que isso ocorra são utilizadas  substâncias e elementos naturais, sejam vitaminas, minerais, e/ou aminoácidos. Além de  ajudar a manter o equilíbrio de nosso organismo, também é possível corrigir algumas falhas  que possam ocorrer em conseqüência do excesso de radicais livres que são formados  constantemente em nosso organismo por causas diversas como: alimentação inadequada,  estresse demasiado, poluição ambiental, irradiações solares, excesso de agrotóxicos, o próprio  envelhecimento do nosso sistema de defesas naturais, acúmulo de metais tóxicos, entre  outros. É possível concluir então que a terapia ortomolecular é um tratamento que visa o equilíbrio da saúde, através de uma alimentação adequada e reposição de nutrientes. 
      As doses recomendadas são elevadas em relação às doses mínimas necessárias diárias, pois vão atuar favorecendo o reequilíbrio orgânico e também atuam em caráter preventivo, pois uma super nutrição com dieta adequada e administração concomitante de vitaminas e minerais vem restabelecer o equilíbrio químico. Não resta dúvida de que isto levaria a uma redução na incidência de doenças cardiovasculares, doenças mentais, metabólicas ( obesidade, artritismo ) e até mesmo, no retardo da senescência.
      A Medicina Ortomolecular enxerga o paciente como um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia. Dessa forma é possível encontrar a origem dos problemas, a  verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve. 

Ai você se pergunta, então a dieta ortomolecular se baseia na ingestão de cápsulas e suplementos vitamínicos??


      Na verdade a dieta ortomolecular, seguindo os princípios de exclusão dos formadores de radicais livres, e, nutrindo células com os nutrientes adequados, incentiva a alimentação saudável com base nas frutas, verduras, legumes, fontes de fibras, vitaminas e minerais e, ainda, na exclusão de fontes de gorduras, carboidratos simples (refinados), conservantes, sódio e os xenobióticos (metais pesados, aditivos e agrotóxicos químicos). O objetivo é desintoxicar o fígado, tratar o mal funcionamento intestinal e, otimizar processos metabólicos. A suplementação se faz necessária apenas em casos de carência vitamínico-mineral, ainda assim é necessário uma dieta de correção e manutenção.
Portanto exclua da sua vida:
- Alimentos industrializados (entra também os congelados), hamburguer.
- Biscoitos recheados
- Refrigerantes e sucos de caixinha (ou os industrializados)
- Frituras, enlatados e embutidos (mussarela, peito de peru, presunto, linguiça).
Curiosidade: a linguiça quanto mais vermelha, maior seu efeito carcinogênico. A industria alimentícia acrescenta o nitrato e nitrito para deixá-la mais vermelha.

De atenção àqueles:
- Sucos naturais (direto da fruta)
- Verduras e legumes cozidos a vapor
- Beba muita água para se hidratar e eliminar toxinas
- Beba água de coco! 
- Coma frutas e abuse nas cores!!! Quanto mais colorido, maior variedade de vitaminas e minerais e antioxidantes estão sendo ingeridos.
- Consuma fibras diariamente (aveia, farelo de trigo)
- Prefira os desnatados!
- Consuma ao menos 1 porção de chá por dia, os chás são conhecidos tradicionalmente por sua alegações calmante, digestiva, regulador intestinal. (Procure um nutricionista para orientar qual é a planta mais indicada para você).
- Evite o excesso de carnes assadas diretamente no fogo (como churrasco), devido sua atribuição carcinogênica. 
- Se puder consuma vegetais cultivados por pessoas que você conheça ou de origem confiável, que não utilize agrotóxicos no cultivo dos vegetais.
- Faça exercícios regulares, produza bastante suor e elimine as toxinas!!!!

Comece com pequenas mudanças nos seus hábitos!  Mudanças bruscas tendem a não ser duradouras!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Dietas radicais prejudicam a saúde bucal








Um dos maiores desafios para quem quer emagrecer é fazer os cortes na dieta. Sem a orientação médica adequada, muitas vezes as pessoas tiram alimentos essenciais para uma alimentação saudável. O resultado: carência de vitaminas e nutrientes que trazem reflexos negativos para todo o organismo, incluindo a saúde oral. Algumas vitaminas e sais minerais são imprescindíveis na formação e manutenção dos dentes, ossos, gengiva e tecidos bucais.
A ausência de nutrientes, presentes em uma dieta balanceada, pode interferir no sistema imunológico, comprometendo a saúde das gengivas e dos ossos que sustentam os dentes, o que os torna mais vulneráveis às infecções. Pode, ainda, reduzir o fluxo das glândulas salivares e, consequentemente, aumentar a susceptibilidade à cárie dentária e a possibilidade de erosão dental.
As fórmulas para emagrecer podem levar à diminuição do fluxo salivar e formação de saburra lingual, que causa o mau hálito (halitose). Portanto, é necessário procurar orientação de um profissional especializado e assim garantir a quantidade suficiente de nutrientes para o funcionamento do organismo. Além disso, a mudança de hábitos alimentares deve ser assistida por um cirurgião-dentista para a manutenção da saúde bucal e garantia de um sorriso saudável.
Dicas para um sorriso saudável
- Beba água: O consumo de água além de possuir flúor é importante para eliminar detritos, açúcares e ácidos.
- Não despreze as fontes de vitamina C, como frutas (goiaba, acerola, caju, morango), legumes (pimentão, tomate) e vegetais folhosos crus (brócolis, couve-flor, couve). A vitamina C participa da formação de colágeno e cicatrização dos tecidos, que é componente fundamental para a saúde das gengivas. 
- Aposte nos chás: Alguns chás produzem efeito antioxidante sobre os dentes, o que evita que se oxidem pela ação de alimentos ácidos, o resultado são dentes menos ásperos e protegidos. O chá verde e preto são as melhores opções. 
- Não se esqueça dos derivados do leite: O cálcio presente no leite é essencial para garantir ossos fortes e saudáveis. A vitamina D ajuda na absorção do cálcio, e pode ser encontrada também nos vegetais verde-escuros.
- Mastigue: A mastigação de alimentos ricos em fibras contribui para a saúde gastrointestinal e promove a autolimpeza dos dentes, o que minimiza a formação de placa bacteriana.
- Evite lesões: A ausência de vitaminas do complexo B ocasionam lesões orais, alterações na língua e salivação excessiva. A vitamina B é encontrada em banana, carnes, miúdos, como fígado ou rim, vegetais verdes folhosos, cereais e ovos. 
- Vitaminas K: Presentes nos vegetais escuros, a vitamina K é importante para a coagulação do sangue, sua carência está relacionada a hemorragias.

Fonte: http://saude.terra.com.br/saude-bucal/atualidades/dietas-radicais-trazem-prejuizos-a-saude-bucal-saiba-como



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Confira 13 alimentos bons para a saúde que estão 'na moda'....


Celebridades andam sendo clicadas com um novo acessório: um smoothie verde. Para identificar quais alimentos estão “na moda”, veja as 13 opções:
1. Chia

Embora esta rica fonte de ômega-3 tenha se tornado conhecida só em 2012, o frenesi em torno das sementinhas já atingiu grandes proporções. Adicione uma colher de sopa a qualquer bebida, ou a uma camada de tofu e deixe refogar. Outra alternativa é usar um quarto de copo com leite de amêndoa, baunilha, canela e frutas secas para uma gostosa sobremesa.

2. Cookie de carne

Algumas companhias já estão investindo nesta tendência – trata-se de um cookie feito com uma mistura de carne, amêndoas, sementes e frutas. São carregados de nutrientes.

3. Cúrcuma

Este antigo tempero ayurvédico carrega propriedades antiinflamatórias, que é um alívio para dores e também ajuda na desintoxiação do organismo. Indicado para depois da malhação. Você pode adicionar no seu suco ou smoothie.

4. Sementes

Elas são as novas nozes, e com os mesmos benefícios nutricionais – fibra, proteína e ômega-3. Além disso, não vêm acompanhadas do “estigma da alergia”. Gergelim, chia, linho, cânhamo, abóbora. Adicione-as ao cereal, à salada ou à sopa.

5. Proteína da ervilha

Esta é a mais recente alternativa à proteína do leite ou da soja. Além de ser livre de glúten, contém aminoácidos e ferro. Misture uma colher de sopa no seu smoothie.

6. Smoothie verde

Você pode fazer um smoothie verde, super vitaminado, na sua própria casa. Misture uma fruta cremosa, como banana ou magna, com folhas verdes, como espinafre ou couve. Adicione também uma fruta suculenta como laranja e um pouco de água.

7. Alimentos fermentados

Ao invés de obter vitaminas por meio de suplementos, opte pelos alimentos integrais funcionais que não tenham sido artificialmente enriquecidos com vitaminas do complexo B e cálcio agregado. São opções o kimchi, o chucrute e kombucha, que contêm probióticos naturais.

8. Vaca e galinha caipira

Vacas e galinhas caipiras que se alimentam de grama são mais magros e têm mais gorduras boas (ômega-3) do que os animais que comem grãos, ainda que sejam orgânicos.

9. Cacau cru

Esta é uma boa oção antioxidante. Misture uma colher de sopa de cacau em pó com uma banana, um copo de água, além de um pouco de canela e noz-moscada para um chocolate que realmente vai te fazer bem.

10. Leite “3.0”

Uma nova geração feita a partir de sementes de girassol, linho, cânhamo e castanha de caju vem para ficar. Lojas de alimentos saudáveis muitas vezes vendem versões frescas que são muito mais saborosas do que os de caixinha. Misture um quarto de xícara de nozes ou sementes (pode deixar ao de molho durante a noite para amaciá-los) com um copo de água ou de água de coco. Filtre com uma gaze ou peneira fina. Se você quiser adicionar um pouco de sabor, misture meia colher de chá de baunilha, cacau em pó ou mel.

11. Chás




Existem linhas orgânicas que misturam especiarias à folhas de chá, com sabores como segurelha, repolho, beterraba, brócolis, coentro e cenoura.

12. Grãos antigos

A quinoa foi o precursor, mas agora outros graõs minimamente processados e sem glúten estão ganhando, como amaranto, kamut, milho e sorgo. Para uma alternativa mais saudável, você pode prepará-los com arroz, ou procurar como alternativa em cereais bolachas, barrinhas e pães.
13. Óleo de coco

Além de ser carregado de gordura boa e com antioxidantes, impulsiona o sistema imunológico. Você pode substituir a manteiga por ele na hora de refogar vegetais.

Fonte: Terra

 ** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sistema de contagem de calorias está errado, dizem cientistas...


Há algum tempo que os cientistas vêm questionando o sistema de cálculo de calorias nos alimentos.
Fale com um nutricionista, ou ouça o discurso das autoridades de saúde, e verá que todas as recomendações são baseadas nas calorias.
Mas, e se essa métrica - a própria contagem de calorias - estiver errada?
Que o sistema contém imprecisões sérias é algo sobre o que não há mais dúvidas.
"Nosso atual sistema de avaliar as calorias está certamente errado," disse Richard Wrangham, da Universidade de Harvard e coordenador de um painel que mostrou as deficiências do sistema durante a recente reunião da Associação para o Progresso da Ciência dos EUA.
Como as calorias são calculadas
O processo usado para estimar as calorias dos alimentos foi desenvolvido na virada do 19 para o século 20 por Wilbur Atwater.
É um sistema simples, que atribui quatro calorias para cada grama de proteína, nove calorias para cada grama de gordura, e quatro calorias para cada grama de hidrato de carbono.
Mais tarde, o sistema foi modificado para adicionar duas calorias para cada grama de fibra.
O painel de especialistas coletou uma série de evidências científicas que mostram que há muitos erros nesse sistema de atribuição das calorias aos alimentos.
Eles foram unânimes em atribuir falhas ao sistema de medição das calorias em pelo menos três itens:
  • ele não leva em conta a energia utilizada para digerir os alimentos;
  • não considera a parcela que as bactérias orais e intestinais retiram de vários alimentos; e
  • não considera as propriedades dos diferentes alimentos em si, que aceleram ou retardam sua viagem através dos intestinos.
Cru ou cozido?
As diferenças começam quando as calorias são medidas no mesmo alimento cru ou cozido - o organismo lida com os dois de forma totalmente diferente.
Normalmente se afirma que os alimentos cozidos têm menos calorias do que os mesmos alimentos crus.
Na verdade, afirmam os especialistas, o processo de cozimento "gelatiniza" o colágeno da carne, tornando-a mais fácil de mastigar e digerir - assim, a carne cozida tem mais calorias do que a carne crua.
As batatas são outro exemplo, onde o cozimento tira as qualidades naturais das proteínas, alterando seu valor calórico.
A forma como os alimentos são processados também pode torná-los mais fáceis de digerir, diminuindo a energia necessária para que o organismo os absorva, alterando totalmente sua contagem de calorias.
O que fazer? Ainda não há uma proposta definitiva, mas pelo menos um país, a Austrália, já baniu o sistema de cálculo das calorias devido aos erros que ele induz.
Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Conheça as dietas mais estranhas da história...



Há uma longa história de "dietas milagrosas", que a historiadora Louise Foxcroft descreve em seu livro "Calorias e Espartilhos: Uma História da Dieta através de 2 mil anos", ainda sem versão em português.
"A prática da dieta na Antiguidade era vista como uma forma de melhorar a saúde física e mental. As pessoas realmente pegaram um gosto por essas dietas ditas milagrosas no século 19. Foi durante esse tempo que começou a haver uma preocupação excessiva com a estética e, assim, a indústria do regime explodiu", explica Foxcroft.
Outra marca registrada dessas chamadas dietas milagrosas é que elas sempre estiveram associadas com as celebridades.
O boom da indústria da dieta também foi facilitado pelo crescimento no número de celebridades, dos meios de comunicação e dos novos medicamentos, acrescenta Foxcroft.
Portanto, quais são as dietas milagrosas mais estranhas e prejudiciais à saúde da história?
Mastigue e salive bastante
Na virada do século 20, o norte-americano Horace Fletcher popularizou a ideia de que uma das maneiras mais efetivas de perder peso era mastigar e cuspir bastante.
O fletcherismo, como foi chamado seu processo de emagrecimento, dizia que as pessoas deveriam mastigar a comida até todas as calorias fossem "extraídas" e depois cuspir o material fibroso que restou.
Fletcher detalhava minuciosamente quantas mastigadas a pessoa tinha de dar para cada tipo de comida. Segundo ele, um determinado tipo de alho, por exemplo, teria de ser mastigado em torno de 700 vezes.
Por mais estranha que pudesse parecer, a dieta tornou-se bastante popular e atraiu vários seguidores famosos, como os escritores Henry James e Franz Kafka.
Segundo Foxcroft, o regime chegava ao ponto de cronometrar os jantares de modo que as pessoas mastigassem a comida.
"A dieta também previa que seu seguidor defecaria apenas uma vez a cada duas semanas e que seu cocô não teria odor. Pelo contrário, as fezes teriam um odor similar a 'biscoitos recém-tirados do forno'", diz.
"Fletcher carregava uma amostra de suas próprias fezes com ele para ilustrar o feito de sua dieta", acrescenta.
Dieta dos vermes
Também no início do século passado, uma dieta inusitada fez enorme sucesso. O regime previa a ingestão de tênias (ou solitárias) para emagrecer.
A cantora de ópera Maria Callas teria sido uma das celebridades daquela época a ter comido parasitas para perder peso.
As pessoas que seguiam essa dieta deveriam ingerir ovos dos parasitas, frequentemente em forma de pílulas. A teoria baseava-se na ideia de que tão logo as tênias atingissem a maturidade no intestino dos pacientes, absorveriam a comida, dando início ao processo de emagrecimento, por vezes, acompanhado de diarreia e vômito.
Uma vez que o usuário atingisse o peso desejado, tomaria uma pílula para matar os parasitas que, no melhor dos casos, morreriam.
A pessoa teria, então, de excretá-los, o que poderia causar complicações no abdômen e no reto.
O regime era arriscado em vários sentidos. Não apenas o parasita poderia crescer em até 9 metros de comprimento dentro do corpo do seguidor da dieta, como também poderia provocar inúmeras doenças, como dores de cabeça, problemas oftalmológicos, meningite, epilepsia e demência.
"Durante o século 19, a dieta tornou-se um grande negócio", diz a historiadora Annie Gray, especializada em nutrição. "A publicidade ficou cada vez mais sofisticada, com mais e mais produtos dietéticos sendo colocados à venda."
Arsênico
Remédios, pílulas de emagrecimento e "poções mágicas" tornaram-se um grande negócio no século 19. Mas tais medicamentos normalmente continham ingredientes perigosos, incluindo arsênico e estricnina.
"Eles foram alardeados como aceleradores do metabolismo, tal qual as anfetaminas," diz Foxcroft.
Apesar de a quantidade de arsênico nas pílulas ser pequena, era também muito perigosa.
Não eram raras as vezes em que os seguidores dessa dieta tomavam uma dosagem acima da recomendada para perder peso mais rápido, morrendo por envenenamento.
Além disso, o arsênico nem sempre aparecia na bula como um dos ingredientes do remédio, o que fazia com que as pessoas desconhecessem o que estavam tomando.
"Não havia muito controle sobre a venda de tais venenos naquela época e qualquer um podia obtê-los para todos os fins", diz Foxcroft.
"Isso propiciou o surgimento de falsos médicos, que se diziam especialistas em dietas para promover e vender tais produtos. Muitas pessoas caíam nesse 'milagre de cura'," acrescenta a historiadora.
Vinagre
As dietas de celebridades são mais antigas do se pensa. Lord Byron foi um dos primeiros ícones desse tipo de regime e ajudou a dar o pontapé na obsessão pública sobre como os famosos perdem peso.
Como as celebridades de hoje em dia, o poeta britânico trabalhava duro para manter a cintura. No início de 1800, ele popularizou um tipo de dieta que consistia majoritariamente na ingestão de vinagre.
A proposta desse regime era de que, para limpar o organismo das impurezas, a pessoa precisaria beber vinagre diariamente e comer batatas embebidas no líquido. Os efeitos colaterais incluíam vômito e diarreia.
Por causa da imensa influência cultural de Byron, havia muita preocupação sobre o efeito da dieta na juventude daquela época.
Isso porque muitos escritores acabaram restringindo-se à alimentação composta por vinagre e arroz para tentar chegar ao estilo e à palidez de Byron.
"Muitas de nossas meninas estão vivendo sua adolescência em semi-jejum," escreveu um crítico daquela época.
No início do século 19, os padrões de alimentação também se tornaram mais prescritivos, como a maneira de sentar-se à mesa ou promover um jantar, diz Gray.
"Isso fez com que as pessoas começassem a se preocupar com o seu físico. A Rainha Vitória, da Inglaterra, por exemplo, vivia aterrorizada com seu peso."
Borracha
Em meados de 1800, o norte-americano Charles Goodyear descobriu como melhorar a borracha além de seu estado natural por meio de um processo conhecido como 'vulcanização'.
Com a Revolução Industrial e a produção em massa, o uso da borracha foi, de repente, expandido maciçamente.
A partir daí, foram fabricantes aos milhares ceroulas e espartilhos feitos do material.
A ideia era de que a borracha disfarçaria o excesso de peso, mas, mais importante, esquentaria o usuário, fazendo-o suar e, eventualmente, perder peso.
Tais peças de roupa eram usadas tanto por homens quanto por mulheres, diz Foxcroft.
"Naquela época, todo o tipo de roupa e tratamento era anunciado como uma maneira de perder peso", completa Gray.
A dieta durou até a Segunda Guerra Mundial, quando a borracha passou a ser empregada exclusivamente no confronto.
Fonte: Diário da Saúde


*** O texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cinco dietas da moda, para não serem seguidas...


Com a aproximação das festas de fim de ano e do verão, cresce a tentação em sucumbir a dietas radicais para perder peso.
Mas muitas das dietas "da moda", ainda que endossadas e praticadas por celebridades, são pouco recomendadas por especialistas.
A Associação Dietética Britânica (BDA, na sigla em inglês) divulgou nesta quinta-feira sua lista anual das cinco mais "suspeitas" em voga, dietas a serem evitadas.
A dieta do livro 6 Semanas para "Oh Meu Deus"
O título do livro de Venice A, Fulton pode ser traduzido como Seis semanas para que você diga "Oh meu Deus".
O subtítulo promete: "Fique mais magro que todos os seus amigos" - a possibilidade de que todos os seus amigos também comprem o livro aparentemente é descartada.
A dieta sugere exercícios físicos pela manhã bem cedo (depois de uma dose de café), seguidos de um banho frio para estimular o corpo a queimar gordura acumulada. O café da manhã mesmo, com alimentos, só mais tarde, às 10h.
O autor argumenta que "algumas frutas bloqueiam a perda de gordura", rejeita pequenas refeições ao longo do dia e defende as proteínas.
A BDA critica o livro por "selecionar pesquisas em vez de (oferecer) uma visão equilibrada", mas também parte para críticas menos precisas, como sobre a falta de tempo que as pessoas teriam para se dedicar à dieta.
A organização também defende a inclusão de um "café da manhã" saudável e se opõe ao caráter "competitivo" da dieta, alegando que ele estimula o "comportamento extremo".
Dieta da "Alcorexia"
É apontada como uma dieta comumente praticada por modelos e celebridades, por consistir em ingerir pouquíssimas calorias durante o dia para "guardar" espaço para ingerir grandes quantidades de álcool.
A dieta é chamada de "loucura" pela BDA, por não fornecer as quantidades adequadas de calorias, vitaminas e nutrientes necessários para "sobreviver e funcionar".
"Você se sentirá cansado, fraco, sem energia e facilmente irritável", adverte a associação. "Evitar comida para dar lugar ao álcool é absolutamente estúpido e pode facilmente resultar em coma alcoólico ou mesmo em morte."
Dieta intravenosa, ou "Party Girl IV Drip"
Bolsas de soro são usadas em hospitais para alimentar e medicar pacientes em hospitais. Mas esse método é usado em uma dieta em que paga-se caro para receber, de forma intravenosa, uma solução que costuma incluir vitaminas, magnésio e cálcio.
Os efeitos colaterais podem incluir tontura, infecções, inflamação de veias e, em último caso, choque anafilático.
Se é para ingerir nutrientes, a organização sugere que isso ocorra pela via "tradicional": pela ingestão de alimentos e bebidas saudáveis.
Dieta Congênita de Nutrição Enteral (KEN)
Também apontada como uma "dieta de celebridades", a dieta KEN consiste em não comer nada.
"Em vez disso, durante dez dias de um ciclo, uma fórmula líquida é liberada diretamente no estômago, por meio de um tubo de plástico que chega até o nariz do paciente", explica a associação.
A BDA diz, porém, que tubos nasogástricos foram criados para pessoas com doenças crônicas e critica seu uso para emagrecimento.
E ressalta um efeito colateral sério: os seguidores dessa dieta provavelmente terão que tomar laxantes, já que não estarão ingerindo fibras.
Dieta Dukan
Esta dieta é baseada no consumo de proteínas e divide-se em quatro fases - a primeira prometendo "resultados imediatos" e as seguintes reforçando e consolidando a perda de peso.
Segundo a BDA, "ela funciona com a restrição de alimentos, calorias e controle de porções. Cortar grupos alimentares não é aconselhável. A dieta é tão confusa, rígida e consome tanto tempo que, em nossa opinião, é muito difícil de ser sustentada".
A associação agrega que o próprio autor da dieta, Pierre Dukan, "adverte sobre problemas colaterais como falta de energia, constipação e mau hálito".
Crítica da crítica
O trabalho da BDA é importante e vem no sentido de proteger a saúde da população contra modismos e esforços em busca de objetivos inalcançáveis.
Contudo, a instituição também incorre em muitas imprecisões e deixa a desejar quanto à apresentação de argumentos científicos que embasem suas críticas.
Por exemplo, há vários argumentos do tipo "há poucas provas de que isto funcione" - o que é diferente de "há provas de que isto não funciona".
Várias dietas também são criticadas porque "as pessoas não teriam tempo para seguir esse regime".
Uma consideração como essa menospreza a capacidade das pessoas em se dedicar com afinco a uma meta que pode ter grande impacto sobre sua própria saúde: perder o excesso de peso. Caberia a uma instituição preocupada com o bem-estar da população incentivar as pessoas a adotarem práticas saudáveis, por mais difíceis que pareçam ser.
Talvez a BDA fizesse um melhor serviço se invertesse o raciocínio, apresentando dietas que comprovadamente funcionem, com base em testes com grupos representativos da população como um todo, também preocupando-se menos com o que andam fazendo as celebridades.
Fonte: Diário da Saúde
*** O texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.