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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Brasileiros confirmam eficácia e segurança de 20 plantas medicinais...



Uma pesquisa em andamento na Universidade Estadual Paulista (Unesp) está avaliando a segurança e a eficácia de extratos de 20 plantas medicinais no tratamento de doenças como úlcera, colite, doença inflamatória intestinal, dores crônicas, inflamação, câncer e diabetes.
Em uma primeira fase do trabalho, a equipe do professor Wagner Vilegas extraiu os princípios ativos presentes nas espécies.
As moléculas foram isoladas e tiveram sua estrutura caracterizada. Em seguida, foram feitos experimentos in vitro e em cobaias para avaliar a ação terapêutica e possíveis efeitos adversos.
Com base nos experimentos, o grupo de pesquisadores selecionou extratos das seis espécies mais promissoras para uma investigação aprofundada.
Serjania marginata e a Machaerium hirtum demonstraram ação gastroprotetora, analgésica e anti-inflamatória, sem efeito mutagênico ou tóxico.
Já a Rhizophora mangle e a Hymenaea stigonocarpa mostraram potencial terapêutico para o tratamento de doença inflamatória intestinal.
As espécies Myrcia bella e a Bauhinia holophylla apresentaram resultados experimentais promissores para tratamento do diabetes.
"Pretendemos investigar melhor os mecanismos de ação dos princípios ativos presentes nessas espécies. O interessante seria descobrir um mecanismo de ação diferente daqueles existentes nos medicamentos já comercializados," explicou Vilegas.
Plantas medicinais com efeitos comprovados
Um dos objetivos do projeto, conforme o pesquisador, é estudar o efeito de plantas similares às existentes na listagem de fitoterápicos do SUS, como é o caso da pata-de-vaca (Bauhinia forficata).
"A B. forficata já é muito usada contra o diabetes. Nós estamos estudando uma espécie irmã, a B. holophylla, que apresentou resultados muito bons contra o diabetes em testes feitos in vitro e in vivo. Ela também é rica em flavonoides, que são substâncias antioxidantes", contou Vilegas.
Outra planta famosa na medicina popular que mostrou bom desempenho no laboratório foi a jurubeba (Solanum paniculatum). Rica em alcaloides esteroidais, a espécie revelou nos experimentos efeito importante contra úlcera e outros tipos de inflamação.
Já a Terminalia catappa, popularmente conhecida como chapéu-de-sol, apresentou intensa atividade antimicrobiana e antiulcerativa - interessante para tratar doenças estomacais associadas à bactéria Helicobacter pylori. Os testes de segurança, no entanto, revelaram que as substâncias ativas presentes na planta podem induzir mutações nas células.
"Serão necessários mais estudos para descobrir se há meios de retirar as moléculas tóxicas do extrato e reduzir possíveis efeitos colaterais", avaliou Vilegas.
Esse também é o caso da crotalária (Crotalaria pallida), que, apesar da potente ação imunomoduladora, apresentou alta toxicidade. "Essa espécie contém alcaloides pirrolizidínicos, tóxicos para o fígado. Foi por esse motivo, por exemplo, que o confrei (Symphytum officinale) passou a ser contraindicado", afirmou Vilegas.
Falta de plantas medicinais
O grande objetivo do grupo de pesquisadores brasileiros é ampliar as opções de plantas medicinais disponíveis na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (Renisus). Divulgada em 2009 pelo Ministério da Saúde, essa listagem traz 71 plantas com potencial para gerar produtos de interesse para a rede pública de saúde.
A finalidade da Renisus é orientar estudos e pesquisas que subsidiem a relação de fitoterápicos disponíveis para uso da população.
Atualmente, já são oferecidos derivados de espinheira-santa, para gastrites e úlceras, e de guaco, para tosses e gripes.
"O problema é que algumas das espécies listadas pela Renisus ocorrem apenas em determinadas regiões do país e não há quantidade suficiente da planta para atender toda a população. É preciso incorporar novas opções terapêuticas a essa listagem, mas antes são necessários estudos para comprovar a eficácia e a seguranças dos fitoterápicos", disse Vilegas.
"Estamos fazendo o cultivo em campo dessas espécies, pois, para produzir extratos padronizados, é importante avaliar se a planta fornece matéria-prima para a produção dos fitoterápicos em quantidade suficiente ao longo de todo o ano. Se não for possível manter a regularidade do fornecimento, não será viável transformá-las em produtos fitoterápicos", disse Vilegas.
Fonte: Diário da Saúde

sábado, 3 de setembro de 2011

Aaah o Verão...




O verão esta chegando e a busca da mulherada por uma pele e um bronzeado bonito cresce cada vez mais.

Para isso, hidratantes e protetores solares são indispensáveis, porém, estes são ricos em compostos tóxicos ao nosso organismo, que muitas vezes ao invés de ajudar, acabam atrapalhando. Como?

Saiba que boa parte dos protetores solares existentes no mercado, não exercem a função desejada, de impedir que o os raios ultravioleta destruam células e causem lesões e tumores.

Ingredientes derivados do petróleo como o ácido paraminobenzóico (Paba), apesar de ser um dos compostos mais antigos utilizados como protetor solar, podem causar alergias.

Além disso, muitas vezes os componentes químicos não são eliminados de nosso organismo, o que gera uma toxicidade.

Em relação a proteção oferecida pelos protetores, sabemos que os que possuem FPS acima de 15 não tem ação significativamente superior. Portanto devemos ponderar o uso de filtros químicos que geram danos ao nosso organismo. Quanto maior o FPS maior a quantidade de tóxicos.

Para que isso não ocorra ou que ao menos os danos sejam minimizados é necessária uma adequada alimentação, rica em alimentos antioxidantes e que facilitem a detoxificação.

A tendência no mercado cosmético é desenvolver produtos com o maior numero possível de componentes naturais. Acerca disso existem muitos estudos que buscam comprovar a eficácia dessas matérias primas sem deixar de lado o comprometimento com o desenvolvimento sustentável.

A boa noticia é que, podemos utilizar alimentos como fotoprotetores, que vem sendo amplamente estudados e confirmados como bons “protetores solares”, assim diminuímos a utilização de produtos químicos.

Ressalta-se que não estou falando para não usar protetor solar e sim, minimizar seu uso usando os alimentos como coadjuvantes na proteção aos raios solares.

Como? Abaixo listo alguns compostos que tem eficácia comprovada nesta proteção e, como a barreira de proteção de nossa pele é feita por lipídios que impedem a perda de água, alguns óleos possuem fundamental importância nesta proteção e também na hidratação.

Folha de oliveira (extrato, óleo ou chá) - reduz significativamente o eritema causado pelos raios UVB. Inibe os radicais livres de nitrogênio, responsáveis pelo câncer de pele e inflamação.

Polipodium leucotomus – reduz o eritema causado pelos raios UVB.

Chá verde – contem polifenóis (antioxidantes) – seu consumo pode prevenir a fotocarcinogênese; Exerce efeitos protetores em edemas cutâneos resultantes da exposição a radiação UVB.
Sua suplementação resultou em melhora nos danos causados pela radiação solar.

Cacau - possui flavonoides que contribuem para a foto proteção endógena, protegendo contra o eritema induzido pela radiação UV.
Sua aplicação tópica resultou na diminuição de rugas cutâneas induzidas pelos raios UV.Seus polifenóis lhe garantem proteção contra radicais livres.

Carotenoides – podem agir como protetores solares e antioxidantes.
Sua suplementação conferiu proteção significativa contra a mutagênese do DNA mitocondrial induzida pelos raios UVA.

Licopeno – também mostrou redução de eritema devido a exposição solar.
A apigenina presente em frutas e vegetais (alho, maçã, brócolis, uvas, feijões, cerejas, salsa e tomates) mostrou redução de câncer de pele em camundongos.

Complexo de laranja vermelha – é de grande valia contra a radiação. Diminuiu em 35% e 38% o eritema pelos raios quando ministrado por via oral e tópica respectivamente.

Resveratrol – protege contra radiação UVA e possui importante ação antioxidante. Fatores que previnem o envelhecimento cutâneo.

Panax ginseng – previne contra radiação e aumenta a elasticidade da pele, além de prevenir a formação de manchas e rugas.

Silimarina – evita estresse oxidativo causado pela radiação UV.

Oryza sativa – Fornece proteção e reparação da pele após a radiação UV e danos oxidativos.
E ainda, melhora a hidratação da pele por que aumenta a distribuição de aquaporina 3 na epiderme, o que facilita o fluxo de água entre as diversas camadas de pele.

Óleo de semente de romã – promove a regeneração da pele.

Extrato de romã – inibe a proliferação de melanócitos, prevenindo manchas de sol;
É um antioxidante (polifenol) que protege as células da ação dos raios UV.
Atua também contra a flacidez cutânea, perda de elasticidade e rugas.

O extrato de pomegranate – tem efeito contra radiação UVA e UVB induzida e protege os fibroblastos humanos contra a morte celular UV.

Óleo de groselha negra, óleo de framboesa e o óleo de morango – equilibram e restauram a função de barreira da pele, além de promover regeneração.

O óleo de framboesa, assim como o óleo de semente de abóbora, é ainda fonte de vitamina E, importante antioxidante.

Açaí – tem alta capacidade antioxidante. Seu óleo faz reposição lipídica por ômegas (ácidos graxos essências) é indicado para pele envelhecida pela exposição solar, seca e na prevenção de estrias.

O óleo de castanha de caju também já esta sedo estudado para participar como composto de protetores solares. Apesar de ser prejudicial na forma bruta, sua fórmula sintetizada não oferece danos.

Outras medidas que podem ser tomadas são:

Utilizar alimentos que melhoram a detox: extrato de alho envelhecido, cúrcuma, piperina de pimenta preta e capsaicina da pimenta vermelha, gengibre, brássicas, cebola, chá verde, ginseng e cardo-mariano.

• Apesar de antioxidantes (vitamina E, vitamina C, betacaroteno, superóxido dismutase) estarem presentes em alguns protetores, deve-se ingeri-los por meio da dieta;

• Evitar a exposição excessiva a produtos cosméticos com potencial tóxico;

• Usar produtos orgânicos ou naturais;

• Aplicar o foto protetor 20 a 30 minutos antes de se expor ao sol.

• Na hora da retirada, é importante que se lave bem o corpo, retirando os resíduos químicos.

• Alimentar-se adequadamente fornecendo nutrientes essenciais ao metabolismo da pele e defesa da mesma.

Mesmo em dias nublados, cerca de 80% dos raios UV atravessam as nuvens e a neblina. Deve-se tomar cuidado também com a luz refletida, pois a luz do sol reflete na areia, na neve, nas salinas, no concreto e na água, atingindo a pele, mesmo na sombra. Muitas vezes acabamos nos descuidando com estes últimos fatores, dai uma importância ainda maior em incluir alimentos foto protetores em nosso dia a dia.

E já que o verão está chegando e com certeza você vai querer um belo bronzeado, utilize-se de alimentos ricos em betacaroteno (cenoura, abóbora, mamão, manga, damasco e vegetais de folha verde escuro, beterraba, batata doce), que podem ajudar a manter a “COR DO PECADO”. Obs: Cuidado para não exagerar e ficar com a pele amarelada.

Dica: O betacaroteno também pode ser suplementado, mas apara isso consulte antes um médico ou nutricionista.

Use os sucos a seu favor.


Suco betacaroteno

Ingredientes:
4 laranjas médias
2 cenouras pequenas
1 beterraba pequena
Modo de preparo: esprema as laranjas e coloque o suco em liquidificador, acrescente as cenouras e a beterraba bem lavadas e bata bem.

Referências: 

GUARATINI T. et. al. Fotoprotetores derivados de produtos naturais: perspectivas de mercado e interações entre o setor produtivo e centros de pesquisa; Quím. Nova vol.32 no.3 São Paulo 2009.

FERRARI M. et. al. Determinação do fator de proteção solar (FPS) in vitro e in vivo de emulsões com óleo de andiroba (Carapa guianensis); Revista Brasileira de Farmacognosia 17(4): 626-630, Out./Dez. 2007

FLOR J., DAVOLOS M. R., CORREA M. A.; Protetores solares; Quím. Nova vol.30 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2007
CABRAL L. D. S., PEREIRA S. O., PARTATA A. K.; Filtros solares e foto protetores mais utilizados nas formulações no Brasil. Revista Científica do ITPAC, Araguaína, v.4, n.3, Pub.4, Julho 2011.

Revista Galileu
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI142730-17770,00-ALGUNS+PROTETORES+SOLARES+PODEM+ACELERAR+O+CANCER+DIZ+ESTUDO.html


domingo, 14 de agosto de 2011

Fitoterapia e Obesidade...

A Organização Mundial da Saúde define a obesidade como uma doença que resulta do desequilíbrio entre o consumo e gasto calórico e que traz algum risco à saúde. Apesar da maioria das pessoas visualizar a obesidade como apenas um problema estético, sua característica metabólica inflamatória faz uma relação direta com outras doenças, como diabetes, hipertensão e aterosclerose.


No Brasil, os índices de obesidade são crescentes e alarmantes. Os dados da última pesquisa do sobre fatores de risco e proteção para doenças crônicas não-transmissíveis, de autoria do da Saúde (VIGITEL, 2011), mostra que 48,1% dos brasileiros estão com excesso de peso e 15,0% estão obesos. Houve um crescimento significativo de 2006 a 2010.

Estes números são reflexos de um comportamento alimentar errado e com atividade física cada vez mais escassa, nesta vida tão corrida que levamos hoje. Aliás, os últimos estudos de nutrigenômica mostraram que muito mais importante que o fator genético, são os fatores externos aos quais o indivíduo está exposto, para determinar se este será ou não obeso. É o que chamamos de ambiente obesogênico.

É consenso científico que, para obter redução de peso, é necessário uma reeducação alimentar ou uma dieta apropriada, além da prática de atividade física e eliminação de outros fatores de risco, como cigarro e consumo de álcool: é o que chamamos de mudança de estilo de vida.

Os medicamentos aprovados no Brasil para o tratamento da obesidade atualmente são: sibutramina, femproporex, anfepramona, mazindol e orlistat. Porém, a ANVISA pretende retirar do mercado em agosto de 2011 os quatro primeiro desta lista, com a alegação de apresentarem riscos cardiovasculares relevantes. 
Segundo informações do fornecedores de insumos, desde maio a ANVISA não tem permitido a entrada destes quatro fármacos no país, surgindo um forte indício de proibição dos medicamentos manipulados e industrializados ainda em 2011.

Com isso, as opções terapêuticas na obesidade ficarão escassas, tendo em vista que os medicamentos inovadores no tratamento da obesidade, que atuam por novos mecanismos de ação (como modulação da colescistoquinina, leptina e grelina) estão ainda em fase de testes clínicos e os medicamentos com aprovação no Brasil para tratamento do diabetes e que promovem redução de peso como efeito adverso, não têm aprovação das entidades sanitárias para esta finalidade por falta de evidências científicas (p. ex.: liraglutida).

Neste sentido, os fitoterápicos surgem como alternativas para o tratamento da obesidade, porém devem ser utilizados com cautela e com critérios técnicos, pois da mesma forma promovem efeitos benéficos, podem produzir efeitos indesejados ou maléficos.

Existem muitos fitoterápicos que são utilizados para auxiliar na perda de peso, porém, aqui serão listados apenas os que possuem evidências científicas no tratamento da obesidade: Camellia sinensis (Chá Verde), Garcinia cambogia, Irvingia gabonensis, Plantago ovata (Psyllium), Amorphophallus konjac (Glucomanan), Citrus aurantium (laranja amarga) e Phaseolus vulgaris (Faseolamina).

O Chá Verde é a forma de processamento da Camellia sinensis mais investigada e consumida no mundo, portanto é a que apresenta maior perfusão de trabalhos científicos avaliando sua eficácia e segurança no tratamento da obesidade.


O extrato seco da folha contém os compostos chamados “catequinas”, que são da classe dos polifenóis, substâncias produzidas pela planta que lhe confere diversos mecanismos de defesa. Estas catequinas, segundo estudos in vitro e in vivo, funcionam na obesidade principalmente aumentando o gasto energético das células (termogênese) e reduzindo a digestão de macronutrientes (carboidratos e gorduras), por inibir a ação de enzimas digestivas de origem pancreática. (FIGURA). É importante citar que o efeito terapêutico do Chá Verde se obtém de forma mais segura e eficaz, na forma de extrato seco padronizado a 50% de polifenóis totais, pois esta possui um teor menor de xantinas (cafeína e derivado), comparado com a droga vegetal (forma utilizada em infusão ou chá). Deve-se obter o consumo diário de 250 a 500mg de polifenóis totais para obter redução de peso, do colesterol total, do LDL-Colesterol, da glicemia e da pressão arterial sistêmica segundo investigações científicas.

A Garcinia cambogia é uma planta da região da África conhecida como tamarindo malabar e foi muito utilizada nos anos 90 no tratamento da obesidade, devido ao grande número de publicações científicas feitas no final dos anos 80.



O extrato do seu fruto deve conter 50% de Ácido Hidroxicítrico, que é a substância responsável pelos efeitos farmacológicos. Ela é capaz de inibir uma enzima conhecida como citrato-liase, responsável pela conversão de citrato a ácidos graxos, reduzindo então a conversão de açúcares a gorduras. Clinicamente, promove redução de peso, colesterol total, LDL-colesterol e da glicemia.


A Irvingia gabonensis é um tipo de manga da África que foi capaz de melhorar significativamente os parâmetros metabólicos em dois estudos clínicos feitos em 2005 e 2008.
Entretanto, não se sabe exatamente por qual substância ou grupo de substâncias o extrato utilizado no estudo, chamado OB131, foi capaz e promover tais efeitos clínicos, sendo assim cabível de questionamento sobre a qualidade dos extratos disponíveis para manipulação no Brasil.

O consumo de fibras na alimentação reduz a incidência da obesidade, assim sendo, as plantas Plantago ovata (Psyllium) e Amorphophallus konjac (Glucomanan), que são ricas em fibras solúveis, podem contribuir na dietoterapia do paciente. São as únicas formas de tratar, devidamente estudado e de forma segura, a obesidade em crianças.
Elas atuam reduzindo a quantidade e a velocidade de absorção de carboidratos e gorduras, reduzindo o consumo calórico ao dia. Em adultos e crianças, é capaz de gerar efeito sacietógeno se utilizado antes das refeições, reduzindo a quantidade de alimentos consumidos em uma refeição e, assim, de reduzindo número de calorias por refeição.


O Citrus aurantium (laranja amarga) contém em seu extrato seco 6% de sinefrina, um alcalóide responsável pelo seu efeito termogênico, ou seja, estimula a quebra de gorduras nos adipócitos, assim como o Chá Verde. Entretanto, seus efeitos adversos possuem freqüência relativamente elevada, do ponto de vista cardiovascular, sendo contra-indicada em pacientes com doença cardiovascular estabelecida ou potencial.

O Phaseolus vulgaris (feijão branco) contém em seu extrato das sementes uma proteína conhecida como Faseolamina, que inibe a ação da enzima digestiva alfa-amilase, responsável por digerir o amido dos alimentos.

Assim sendo, existe uma redução na absorção de carboidratos menores (maltose, glicose, amilopectina) e do consumo calórico. Estudos clínicos mostraram haver redução de peso, glicemia e colesterol após o consumo de 500 a 2000mg ao dia deste extrato.

Estas são as opções que foram investigadas com maior rigor técnico-científico até então, portanto, são os fitoterápicos mais confiáveis para o tratamento da obesidade. Apesar disto, os resultados clínicos são mais relevantes se estiverem sendo utilizados dentro de um plano de mudança de estilo de vida, que envolve alimentação saudável, exercícios e eliminação de fatores de risco, como ditos anteriormente.

Por esta razão, o médico ou nutricionista devem ser consultados para que seja feita uma avaliação clínica e bioquímica inicial, e após isto, entender quais são os fitoterápicos mais apropriados para o caso clínico em questão. Além disso, são produtos com ação farmacológica, assim sendo, não estão isentos de efeitos adversos, precauções, advertências, contra-indicações e interações com nutrientes ou outros medicamentos.