Mostrando postagens com marcador Compulsão Alimentar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Compulsão Alimentar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ADOÇANTES PODEM GERAR COMPULSÃO ALIMENTAR




Você sabia que os adoçantes podem tentar enganar seu paladar, mas não conseguem enganar seu corpo?
Muita gente acha que vai emagrecer ao consumir alimentos zero, light e diet por consumir menos calorias, e isto é até um raciocínio bem lógico. Mas pena que a lógica que percebemos nem sempre é a realidade que realmente funciona! Veja bem, um estudo muito interessante, o "Sweet taste signaling in the gut" do Brooklyn College of the City University of New York", mostra que o processo natural da alimentação é quando:

1) Seu centro da fome é ativado através do paladar (gustação);

2) A absorção de glicose é aumentada,

3) A liberação de insulina e leptina são aumentadas e assim o centro da SACIEDADE é ativado. 

Ou seja, você come e seu corpo entende que você comeu. O problema é que os adoçantes ativam as vias gustativas, ativam o centro da fome, mas não liberam insulina e outros elementos necessários para ativar o centro da saciedade. Quando você come algo zero, seu corpo ativa seu centro da fome mas não ativa seu centro de saciedade Você come algo "vazio" e obviamente seu corpo ainda fica com fome. Este é um do principais gatilhos da compulsão alimentar, aquela vontade estranha de se comer algo sem parar - o famoso "saco sem fundo" no estômago!

Claro, não há problemas em consumir alimentos com adoçantes vez ou outra, o problema está no seu uso exagerado e contínuo. Vale lembrar que o melhor adoçante é o stévia, mas dentre os que agradam mais o sabor, o que traz menos malefícios é a sucralose. Os outros podem trazer grandes malefícios já comprovados para a saúde, que vão desde enxaquecas, ansiedade até o aumento da inflamação no corpo.

Sendo assim, evite alimentos diet e light, e se for usar adoçantes, use-os com moderação. O ideal mesmo é acostumar-se com o sabor natural dos alimentos.



Autora: Nutricionista Isis Moreira - www.isismoreira.com

Referências:

SCLAFANI, A., 2007. Sweet taste signaling in the gut. PNAS, 104 (38): 14887–14888.

sábado, 6 de outubro de 2012

Substância presente no cérebro faz desejo por chocolates aumentar...



Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, encontraram novas evidências em ratos para explicar como os doces de chocolate podem se tornar irresistíveis, mesmo quando não estamos com fome. Segundo eles, o desejo de comer em exagero esses doces tem reflexo em uma área do cérebro com reações similares às do consumo de drogas. O estudo foi publicado no periódico Current Biology.
"Isso significa que o cérebro tem sistemas mais abrangentes para levar ao consumo em excesso de substâncias que ativam o centro de recompensas, mais do que se imaginava antes”, diz Alexandra DiFeliceantonio, da Universidade de Michigan. "Essa pode ser uma razão pela qual o consumo excessivo é um problema hoje."
Alexandra e sua equipe fizeram ao estudar o corpo estriado (região cerebral localizada perto do tálamo, e normalmente relacionada ao movimento). Os animais que tiveram essa região estimulada acabaram comendo mais do que o dobro de chocolates que normalmente consumiam. O neurotransmissor encefalina (que tem um efeito similar à morfina) também aumentou quando os animais começavam a comer o chocolate. Essa substância se liga aos receptores opióides no cérebro e causa sensação de euforia. Os químicos do cérebro aumentaram o desejo e o impulso de comer o doce.
"Essa mesma região do cérebro que nós testamos é ativada quando obesos veem alimentos e quando viciados em drogas veem cenas de drogas", diz Alexandra. "Parece provável que nossa descoberta com a encefalina signifique que esse neurotransmissor pode levar a algumas formas de consumo em excesso e ao vício em algumas pessoas."
Fonte: Revista Veja

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Teste sua Compulsão...


Você vai ao rodízio, onde tem preço único. Qual a sua atitude?
1 – Estou pagando mesmo, tenho direito a comer o quanto eu quiser.
2 – Come o que aparece na sua frente, até que tem.
3 – Come até sua fome física passar, parando na saciedade, independente do que restou no seu prato.

Você costuma fazer suas refeições principais (café da manhã, almoço e jantar):
1 – Com pressa para acabar logo e voltar às suas atividades em 5 minutos.
2 – De pé ou no trabalho, assistindo televisão ou lendo.
3 – Mastigando, sentindo o sabor e a textura dos alimentos, sempre pressa de acabar.

Quando se sente só, qual a companhia que costuma procurar?
1 – Comidas...
2 – Tenta entreter-se fazendo algum prato, bolo, sobremesa na cozinha.
3 – Bate um papo com alguém, dá um telefonema, sai de casa, etc.

Você precisa ir à padaria ou a algum lugar cuja distancia é de apenas 3 quarteirões:
1 – Pede para alguém ir em seu lugar.
2 – Vai de carro.
3 – Vê isso como uma oportunidade para emagrecer e vai a pé.

Você está em uma festa, qual é o seu comportamento diante da comida?
1 – Não se controla, come tudo o que direito e pensa: “Ah! Amanhã eu começo!”
2 – Já que foi na festa, come tudo o que tem vontade, sem exageros.
3 – Se estiver com fome, seleciona e come o que realmente tem vontade de comer, sem exageros.

Quais os critérios que você utiliza para fazer suas refeições?
1 – Come o que estiver mais disponível, o que vem pela frente.
2 – Come contando as calorias da comida.
3 – Escolhe o que fará bem ao seu organismo, mesmo não gostando muito.

Você decide emagrecer, então:
1 – Faz regime por sua conta.
2 – Faz as dietas da moda, pula refeições, fica horas e horas sem comer, achando que vai emagrecer e continuar magra.
3 – Tenta informar-se sobre como realizar refeições equilibradas e balanceadas.

Quantas vezes ao dia você come?
1 – Come a toda hora, sempre que tiver gula.
2 – Come quando dá, não tem regra nem horários.
3 – Faz refeições principais e lanches balanceados e equilibrados para seu corpo (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia).

Quando você chega da rua cansado (a), o que costuma fazer?
1 – Vai direto para a cozinha, começa a beliscar de tudo um pouco.
2 – Ocupa-se com outras coisas e, enquanto isso, vai comendo qualquer coisa junto.
3 – Tenta relaxar um pouco, tomar um banho ao invés de ir comer imediatamente.

RESPOSTA

DE 9 A 15 PONTOS: Pare imediatamente e reflita! Você está estragando sua vida e sua saúde, precisa imediatamente começar a controlar-se diante da comida, antes que a obesidade ou sobrepeso lhe traga problemas de saúde mais graves como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, dislipidemias, depressão, problemas articulares, etc. Procure ajuda com um profissional capacitado para orientação sobre os hábitos alimentares.

DE 16 A 21 PONTOS: Tome cuidado, sua compulsão está lhe levando ao caminho da obesidade. Volte aos bons hábitos alimentares saudáveisenquanto tem menos quilos para eliminar.

DE 22 A 27 PONTOS: Parabéns, continue assim, mantenha seu auto-controle e sucesso!

@JulianaPansardi

Fonte consultada: Coma sem culpa da amiga nutricionista Gládia Bernardi.



domingo, 3 de julho de 2011

Compulsão Alimentar....



Os transtornos alimentares são patologias graves que demandam políticas de saúde, mas são escassos os centros especializados para o devido tratamento que requer para o mesmo uma equipe multidisciplinar, formada por psiquiatras, clínicos, psicólogos e nutricionistas. A falta de informação a respeito deste tema faz que muitos ignorem uma relação psicopatológica com a alimentação, desta forma a dieta ou até uma reeducação alimentar não gerará o efeito esperado: do emagrecimento e da aquisição de saúde como um todo. Não me surpreendo que tantas pessoas tenham se frustrado pela eterna "guerra" com a balança, sem levar em conta que possivelmente precisaria ser tratado em psicoterapia sua "relação com a comida", o que não se consegue colocar em palavras que é "descontado" nessa alimentação.

A maioria dos programas de emagrecimento só diz o que comer e o que não comer e as quantidades, mas muitos pacientes confirmam que isso raramente é suficiente. A parte difícil da dieta é se manter na mesma, porque ela nos remete a privação e renúncia, quando na verdade a palavra "dieta" no grego significa "estilo de vida".

Existem diferentes tipos de transtornos alimentares (anorexia, bulimia, vigorexia), mas hoje quero ressaltar a Compulsão Alimentar que geralmente gera obesidade, (mas também pode acometer pessoas de peso normal) e é caracterizada pela perda de controle sobre a quantidade de alimentos consumidos que posteriormente provoca sensações e sentimentos de culpa e arrependimento. Para este tipo de paciente se torna imprescindível que não haja "alimentos proibidos" em uma dieta, porque para o compulsivo tudo que é proibido vira "fissura". 

De maneira geral é importante pensar que não existem mesmo alimentos proibidos e sim alimentos "não planejados" para uma reeducação alimentar progressiva e permanente, até porque o maior problema não são as calorias por si só (que muitos tanto contam), mas o HÁBITO de alimentação saudável que não conseguem incorporar em sua vida, devido a suas vivências afetivas com a comida. Porque o alimento remete desde a infância ao afeto, no seio materno o bebê encontra afago para o seu choro (que nem sempre é de fome). Mais tarde quando a criança é bem comportada ganha a sobremesa, na adolescência os namorados se presenteiam com bombons e por aí vai; e quando surge uma carência afetiva ou angústia a compensação pode então ser buscada em uma guloseima.

Considero importante a apropriação destas informações porque muitos se consideram fracassados nos seus projetos de emagrecimento, sem saber que existem tais transtornos psíquicos, mas que eles podem e devem ser tratados em terapia. Muitas pessoas acreditam erroneamente que não são capazes de fortalecer seus propósitos por acharem que comer é "automático", mas comer nunca é automático. A digestão é automática. O bater do seu coração é automático. Comer não é. Antes de comer sempre temos alguns pensamentos mesmo que não estejamos completamente conscientes deles, por isso é preciso aprender a modificar o pensamento e encontrar outras fontes de prazer, como vida social, familiar, afetiva, uma atividade física que goste, um hobby que te deixe feliz para que comer seja apenas uma delas, mas não a ÚNICA no seu dia-a-dia.

Uma boa dica é colocar no papel tudo o que consome durante o dia anotando também o que sente naquele momento e observar se está de fato com fome ou agindo por impulso, fuga, tristeza ou raiva. Assim se surpreenderá com a quantidade e qualidade dos alimentos que consome.

Lembrando que é indispensável a ajuda médica e nutricional para identificar quais serão as mudanças necessárias e como trilhar um caminho rumo ao equilíbrio e saúde através da alimentação.

O papel do psicoterapeuta é tentar aliviar as dores do viver interrogando as motivações conscientes e inconscientes dos pacientes que lhe procuram. Portanto, se julgar necessário procure sim um profissional especializado, use o descontentamento com sua imagem como o combustível para acelerar uma mudança permanente a favor de sua saúde física, psíquica e emocional.