segunda-feira, 11 de março de 2013

TPM: exercício físico e alimentação adequada amenizam os sintomas...



A síndrome causada pela variação hormonal que o corpo feminino sofre, durante o ciclo menstrual, pode ser reduzida através de esportes e dieta.


Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, nada melhor do que abordar um tema que está bem ligado ao universo feminino: a TPM. Essas três letras transformam as mulheres numa pilha de nervos e deixam os homens temerosos. A tensão pré-menstrual, síndrome que atinge a maioria das mulheres, é causada pela variação hormonal que o corpo feminino sofre durante o ciclo menstrual, que pode produzir alterações físicas e psicológicas. Mas você sabe o que pode amenizar esses sintomas? Praticar exercícios e atividades físicas regularmente.

Palavra de especialista:

Segundo a professora de Educação Física e personal Juliana Gomes, o melhor tratamento para a tensão é se exercitar, pois aumenta o metabolismo e melhora a circulação sanguínea. A natação, por exemplo, ajuda a reduzir o inchaço que ocorre no corpo feminino durante esse período. Além disso, diminui a ansiedade e melancolia.

- Muitas mulheres não sabem que sofrem de TPM. Os exercícios físicos, além de melhorarem o desconforto abdominal, elevam a autoestima e tiram aquela irritação a mais que vem todo mês. Enquanto se pratica esporte, há a liberação de endorfina, que é o hormônio responsável pelo bem-estar - informou Juliana.

O que também é muito importante neste período é a boa alimentação. A recomendação é que todas façam uma dieta adequada, consumindo alimentos ricos em cálcio e magnésio, deem preferência a frutas e evitem gordura, sal, açúcar e cafeína.

- Alimente-se bem e escolha os exercícios que você possa ter contato com a natureza. As melhores atividades físicas são a caminhada, a corrida, a bicicleta e a natação. Mas não quer dizer que os outros não sejam bons. Também é interessante uma sessão de ioga ou um alongamento completo para aliviar o estresse - orientou a professora.

Hélida Colombo, corredora e dona de casa de São José do Rio Preto-SP, não quer saber da tensão pré-menstrual. Segue à risca as orientações para viver tranquila e não perder o marido.

- Depois que aumentei o volume dos meus treinos, nunca mais tive TPM. Aliás, recomento a corrida para mulheres acima de tudo. O principal motivo? Ter paz e dar paz para os outros. Mulher na TPM é uma tortura - contou Hélida.

Sintomas da TPM:

- dores de cabeça e cansaço;
- retenção de líquidos;
- irritabilidade sem ter algum motivo;
- desejo por doces;
- dores nas pernas e nos seios;
- aumento dos seios 
- desconforto abdominal;
- ansiedade e impaciência
- fadiga;
- variação de humor de um dia para o outro;
- sensibilidade
- depressão;
- palpitações 
- tonturas;
- pele propensa a acnes.


A tensão pré-menstrual é caracterizada por um conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais, que iniciam na semana anterior à menstruação e são aliviados com o início do fluxo menstrual, atingindo cerca de 70% das mulheres na fase reprodutiva, segundo o Ministério da Saúde. Observa-se um aumento do apetite a partir do 22º dia do ciclo menstrual, com intensidade máxima no primeiro dia do ciclo (no sangramento), uma necessidade maior de carboidratos e principalmente doces/ chocolates. 

Alimentação adequada

- Ômega 3 (salmão, atum, sardinha, chia, linhaça, óleo de peixe): Ação antiinflamatória, redução das cólicas e da retenção hídrica, e melhora do humor;
- Vitamina E (gérmen de trigo, castanha do Pará, nozes, amêndoas, milho, óleo semente de girassol): Ameniza as dores na mama;
- Alimentos fontes de triptofano (carnes magras, peixes, leite e derivados, nozes e leguminosas como feijão e lentilha): Alguns pesquisadores têm demonstrado que baixos valores de serotonina total e a depleção de triptofano aumentam os sintomas da TPM;
- Vitamina B6/ piridoxina (nozes, banana, gérmen de trigo, feijão, lentilha, cenoura, leite): Pode  melhorar o padrão de sono e humor;
- Cromo (levedo de cerveja e alimentos integrais): ameniza a compulsão por doces;
- Chocolate amargo (mais de 50% cacau) e prática de atividade física: Maior liberação das endorfinas, relaxamento e maior controle da compulsão alimentar;
- Cálcio (leite e derivados e folhosos verde escuros): Melhora o humor, reduz as cólicas e a retenção de líquidos.
Dicas importantes
- Eliminar açúcar, sal e alimentos ricos em sódio (caldos de carne/frango/legumes, sopas instantâneas, embutidos, defumados, enlatados), cafeína, álcool e alimentos gordurosos;
-  Não pular refeições, realizar de quatro a seis refeições por dia, aumentar a ingestão de saladas e dar preferência a produtos integrais para promover maior saciedade;
- Aumentar a ingestão de líquidos (mínimo de dois litros por dia);
- Ingerir duas castanhas do Pará;
- Utilizar leite ou iogurte uma vez ao dia, aumentar a ingestão de derivados de leite e folhosos verde escuros;
- Na grande refeição (almoço/jantar): metade do prato deve ser de verduras e legumes, um quarto de proteína magra e um quarto de carboidratos (arroz com feijão );
- Acrescentar uma colher de sopa de chia ou farinha de linhaça dourada;
- Pode ser utilizado 25g de chocolate amargo como sobremesa;
- Praticar atividade física, mesmo que precise ser em menor intensidade.

*Lembrando que os sintomas variam de uma pessoa para outra e que nem toda mulher sente todos eles. Caso sua TPM seja muito forte, procure o ginecologista para uma melhor orientação.

Fonte: globoesporte.globo.com


 ** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Médicos querem refrigerantes mais caros para combater obesidade...


Médicos da Grã-Bretanha estão propondo um aumento de 20% no preço dos refrigerantes para combater a obesidade no país.
A associação Real Academia de Médicos da Grã-Bretanha  diz que a obesidade é responsável por uma "grande crise" de saúde no país.
A região tem um dos maiores índices de obesidade no mundo - cerca de um quarto dos britânicos estão acima do peso e a expectativa é de que esse número dobre até 2050.
Além de maiores impostos para elevar o preço dos refrigerantes, a associação defende o fim da publicidade de produtos com alta concentração de gordura saturada, sal e açúcar até às 21h e a redução de pontos de venda de fast food próximo às escolas.
Refrigerantes, cigarro e bebidas alcoólicas
O diretor da academia, Terence Stephenson, disse que não há uma "bala de prata" para atacar a obesidade e que é preciso mudar a cultura de alimentação.
Ele defende uma estratégia similar à do combate ao cigarro.
"Foi preciso o fim da publicidade (do cigarro) e a redução do mercado, além de atividades esportivas para ajudar as pessoas a largar o fumo", diz.
Stephenson também atacou a indústria alimentícia ao dizer que refrigerantes, por exemplo, são apenas "água e açúcar". Ele criticou ainda os hábitos alimentares em muitos países, onde é habitual "beber um litro de refrigerante no cinema".
Recentemente, um outro estudo mostrou que bebidas mais caras reduzem as mortes ligadas ao alcoolismo.
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 7 de março de 2013

“Besteiras” alimentares - Vamos refletir sobre salgadinhos, doces e fast-food em geral?




Deu água na boca? Então leia:

- Se você vive às custas destes (como base principal da sua dieta), você provavelmente está cheio sintomas/doenças ou estará: ou seja, já bem sabe o mal que fazem em grande quantidade e regularmente na vida de alguém, quer admita o fato, quer não; ou saberá muito em breve: afinal, o dano cumulativo que causam é só uma questão de tempo para aparecer (mas os resultados podem duram muito tempo, infelizmente...)

- Se você comete abusos de "besteiras alimentares em geral" (relembrando, salgadinhos, doces, fast-food e similares - lembre-se que o teor nutritivo delas é baixíssimo - ou seja, não sustentam ninguém e que usualmente são repletas de conservantes, gorduras ruins e carboidratos de índices/cargas glicêmicos desfavoráveis) com freqüência, já deve saber que causam ou pioram dezenas de sintomas/doenças, mesmo que você nem se dê conta disto: pelos fatores expostos acima ou mesmo por intoxicações; afinal, reflita: quem você conhece que mantêm saúde e bom corpo/estética se comete abusos freqüentes destes? Impossível, e não é à toa...

- Se os abusos destes na sua vida são ocasionais, relembre: já notou que todos nos sentimos um pouco pior em geral após comer mal? É como se nosso organismo nos dissesse claramente que não fazem bem, de alguma forma...

Então, uma última reflexão no assunto: se você entende o mal que estes alimentos fazem pra nós, adultos, imagine o quão danosos não podem ser para nossas crianças, seja nos abusos freqüentes permitidos "inocentemente" ("só porque são crianças mesmo"...) ou no consumo freqüente diário e/ou em lanches escolares (imagine sua criança comendo "besteiras" todos os dias: você consegue sentir-se confortável com a idéia de poder, mesmo "sem querer" estar intoxicando e adoecendo seu filho?

HÁ, SIM, opções saudáveis, gostosas e bem aceitas para a nutrição inteligente e eficaz de todos nós: procuremos orientação/informação competentes! Lembre-se sempre que não é só o peixe quem adoece e até MORRE pela boca: no mundo atual quem mais sofre por alimentar-se mal é o ser humano mesmo; a alimentação regular de MÁ qualidade mantêm o organismo inflamado que por isso mantém-se DOENTE: inicialmente até hiperreativo mas logo esgotado e com centenas de sintomas possíveis para tentar demonstrar isto. Em outras palavras, PENSE: aquele sintoma/distúrbio/doença que você tem que pouco ou nada melhora com os tratamentos convencionais pode simplesmente estar sendo causado ou piorado pelos abusos alimentares que VOCÊ comete… Ou seja, está esperando o que para mudar?

Boa semana

Dr. Ícaro Alves Alcântara

quarta-feira, 6 de março de 2013

Conheça 10 transgênicos que você pode estar comendo sem saber...



No final de dezembro passado, a agência que zela pela segurança alimentar nos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration) aprovou para consumo um tipo de salmão geneticamente modificado, reacendendo o debate sobre a segurança dos transgênicos e suas implicações éticas, econômicas sociais e políticas.
É a primeira vez que um animal geneticamente modificado é aprovado para consumo humano.
Mas muitos consumidores nos Estados Unidos, Europa e Brasil, regiões em que os organismos geneticamente modificados (OGMs) em questão de poucos anos avançaram em velocidade surpreendente dos laboratórios aos supermercados, passando por milhões de hectares de áreas cultiváveis, continuam desconfiados da ideia do homem cumprindo um papel supostamente reservado à natureza ou à evolução - e guardam na memória os efeitos nocivos, descobertos tarde demais, de "maravilhas" tecnológicas como o DDT e a talidomida.
Boa parte do público ainda teme possíveis efeitos negativos dos transgênicos para a saúde e o meio ambiente.
Pesquisas de opinião nos Estados Unidos e na Europa, entretanto, indicam que a resistência aos OGMs tem caído, refletindo, talvez, uma tendência de gradual mudança de posição da percepção pública.
Polêmica científica
As principais academias de ciências do mundo e instituições como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) insistem em dizer que os transgênicos são seguros e que a tecnologia de manipulação genética realizada sob o controle dos atuais protocolos de segurança não representa risco maior do que técnicas agrícolas convencionais de cruzamento de plantas.
Mas muitos cientistas discordam, ainda que os alertas não ganhem nas manchetes a mesma importância que os anúncios dos eventuais benefícios dos transgênicos.
Pesquisas já demonstraram que os vegetais consumidos podem alterar os genes humanos, e até livros já foram escritos mostrando o risco de que os transgênicos espalhem-se pela natureza.
A preocupação é ainda maior no caso dos animais transgênicos, como é o caso dos mosquitos transgênicos soltos no Brasil e em outros países para combater a dengue, e cujos efeitos sobre o homem não são conhecidos.
Salmão transgênico
O salmão transgênico, que pode chegar às mesas de jantar em 2014, será o primeiro animal geneticamente modificado (GM) consumido pelo homem.
Vários produtos transgênicos já estão nos supermercados, um fato que pode ter escapado a muitos consumidores - apesar da discreta rotulagem obrigatória, no Brasil e na UE, de produtos com até 1% de componentes transgênicos.
Veja abaixo uma lista com 10 produtos e derivados que serve de exemplo de como os transgênicos entraram, estão tentando ou mesmo falharam na tentativa de entrar na cadeia alimentar.
Milho transgênico
Com as variantes transgênicas respondendo por mais de 85% das atuais lavouras do produto no Brasil e nos Estados Unidos, não é de se espantar que a pipoca consumida no cinema, por exemplo, venha de um tipo de milho que recebeu, em laboratório, um gene para torná-lo tolerante a herbicida, ou um gene para deixá-lo resistente a insetos, ou ambos.
Dezoito variantes de milho geneticamente modificado foram autorizadas pelo CTNBio, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que aprova os pedidos de comercialização de OGMs.
O mesmo pode ser dito da espiga, dos flocos e do milho em lata que você encontra nos supermercados. Há também os vários subprodutos - amido, glucose - usados em alimentos processados (salgadinhos, bolos, doces, biscoitos, sobremesas) que obrigam o fabricante a rotular o produto.
O milho puro transgênico não é vendido para consumo humano na União Europeia, onde todos os legumes, frutas e verduras transgênicos são proibidos para consumo - exceto um tipo de batata, que recentemente foi autorizado, pela Comissão Europeia, a ser desenvolvido e comercializado. Nos Estados Unidos, ele é liberado e não existe a rotulação obrigatória.
Óleos de cozinha geneticamente modificados
Os óleos extraídos de soja, milho e algodão, os três campeões entre as culturas geneticamente modificadas - e cujas sementes são uma mina de ouro para as cerca de dez multinacionais que controlam o mercado mundial - chegam às prateleiras com a reputação "manchada" mais pela sua origem do que pela presença de DNA ou proteína transgênica.
No processo de refino desses óleos, os componentes transgênicos são praticamente eliminados. Mesmo assim, suas embalagens são rotuladas no Brasil e nos países da UE.
Soja transgênica
No mundo todo, o grosso da soja transgênica, a rainha das commodities, vai parar no bucho dos animais de criação - que não ligam muito se ela foi geneticamente modificada ou não.
O subproduto mais comum para consumo humano é o óleo de cozinha, mas há ainda o leite de soja, tofu, bebidas de frutas e soja e a pasta missô, todos com proteínas transgênicas (a não ser que tenham vindo de soja não transgênica).
No Brasil, onde a soja transgênica ocupa quase um terço de toda a área dedicada à agricultura, a CTNBio liberou cinco variantes da planta, todas tolerantes a herbicidas - uma delas também é resistente a insetos.
Mamão papaia transgênico
Os Estados Unidos são o maior importador de papaia do mundo - a maior parte vem do México e não é transgênica.
Mas muitos norte-americanos apreciam o papaia local, produzido no Havaí, Flórida e Califórnia.
Cerca de 85% do papaia do Havaí, que também é exportado para Canadá, Japão e outros países, vem de uma variedade geneticamente modificada para combater um vírus devastador para a planta.
A fruta não é vendida no Brasil, nem na Europa.
Queijo transgênico
Aqui não se trata de um alimento derivado de um (OGM) organismo geneticamente modificado, mas de um alimento em que um OGM contribuiu em uma fase de seu processamento.
A quimosina, uma enzima importante na coagulação de lacticínios, era tradicionalmente extraída do estômago de cabritos - um procedimento custoso e "cruel".
Biotecnólogos modificaram microrganismos como bactérias, fungos ou fermento com genes de estômagos de animais, para que estes produzissem quimosina. A enzima é isolada em um processo de fermentação em que esses microrganismos são mortos.
A quimosina resultante deste processo - e que depois é inserida no soro do queijo - é tida como idêntica à que era extraída da forma tradicional. Essa enzima é pioneira entre os produtos gerados por OGMs e está no mercado desde os anos 90.
Notem que o queijo, em todo seu processo de produção, só teve contato com a quimosina - que não é um OGM, é um produto de um OGM.
Além disso, a quimosina é eliminada do produto final. Por isso, o queijo escapa da rotulação obrigatória.
Pão, bolos e biscoitos geneticamente modificados
Trigo e centeio, os principais cereais usados para fazer pão, continuam sendo plantados de forma convencional e não há variedades geneticamente modificadas em vista.
Mas vários ingredientes usados em pão e bolos vêm da soja, como farinha (geralmente, nesse caso, em proporção pequena), óleo e agentes emulsificantes como lecitina.
Outros componentes podem derivar de milho transgênico, como glucose e amido. Além disso, há, entre os aditivos mais comuns, alguns que podem originar de microrganismos modificados, como ácido ascórbico, enzimas e glutamato. Dependendo da proporção destes elementos transgênicos no produto final (acima de 1%), ele terá que ser rotulado.
Abobrinha transgênica
Seis variedades de abobrinha resistentes a três tipos de vírus são plantadas e comercializadas nos Estados Unidos e Canadá.
Ela não é vendida no Brasil ou na Europa.
Arroz transgênico
Uma das maiores fontes de calorias do mundo, mesmo assim, o cultivo comercial de variedades modificadas fica, por enquanto, na promessa. Vários tipos de arroz estão sendo testados, principalmente na China, que busca um cultivo resistente a insetos.
Falou-se muito no golden rice, uma variedade enriquecida com beta-caroteno, desenvolvida por cientistas suíços e alemães.
O "arroz dourado", com potencial de reduzir problemas de saúde ligados à deficiência de vitamina A, está sendo testado em países do sudeste asiático e na China, onde foi pivô de um recente escândalo: dois dirigentes do projeto foram demitidos depois de denúncias de que pais de crianças usadas nos testes não teriam sido avisados de que elas consumiriam alimentos geneticamente modificados.
Feijão transgênico
A Empresa Brasileira para Pesquisa Agropecuária (Embrapa), conseguiu em 2011 a aprovação na CTNBio para o cultivo comercial de uma variedade de feijão resistente ao vírus do mosaico dourado, tido como o maior inimigo dessa cultura no país e na América do Sul.
As sementes devem ser distribuídas aos produtores brasileiros - livre de royalties - em 2014, o que pode ajudar o país a se tornar autossuficiente no setor.
É o primeiro produto geneticamente modificado desenvolvido por uma instituição pública brasileira.
Salmão transgênico
Após a aprovação prévia da FDA, o público e instituições americanos têm um prazo de 60 dias (iniciado em 21 de dezembro) para se manifestar sobre o salmão geneticamente modificado para crescer mais rápido.
Em seguida, a agência analisará os comentários para decidir se submete o produto a uma nova rodada de análises ou se o aprova de vez.
Francisco Aragão, pesquisador responsável pelo laboratório de engenharia genética da Embrapa, afirma que tem acompanhado o caso do salmão "com interesse", e que não tem dúvidas sobre sua segurança para consumo humano.
"A dúvida é em relação ao impacto no meio ambiente. (Mesmo criado em cativeiro) O salmão poderia aumentar sua população muito rapidamente e eventualmente eliminar populações de peixes nativos. As probabilidades de risco para o meio ambiente são baixas, mas não são zero...na natureza não existe o zero".
Transgênicos que não deram certo
A primeira fruta aprovada para consumo nos Estados Unidos foi um tomate modificado para aumentar sua vida útil após a colheita, o "Flavr Savr tomato".
Ela começou a ser vendida em 94, mas sua produção foi encerrada em 97, e a empresa que o produziu, a Calgene, acabou sendo comprada pela Monsanto.
O tomate, mais caro e de pouco apelo ao consumidor, não emplacou.
O mesmo ocorreu com uma batata resistente a pesticidas, lançada em 95 pela Monsanto: a New Leaf Potato.
Apesar de boas perspectivas iniciais, ele não se mostrou economicamente rentável o suficiente para entusiasmar fazendeiros e foi tirada do mercado em 2001.
Fonte: Diário da Saúde

terça-feira, 5 de março de 2013

Leite orgânico ganha espaço na mesa dos brasileiros...



O leite também entrou na tendência orgânica, que cresce cada vez mais no Brasil.
Sem nenhum tipo de agrotóxico nos processos de produção, o alimento obtido de forma natural já chega à mesa do consumidor brasileiro com selo de qualidade.
Pesquisas mostram que os agrotóxicos podem ser a causa de muitas alergias alimentares e são a segunda maior causa de intoxicação.
Apesar das regulamentações, muitos agrotóxicos não autorizados são encontrados nos alimentos.
Leite orgânico
No ano passado, a Embrapa Cerrados, em consórcio com a Universidade Federal de Santa Catarina, decidiu impulsionar a produção e o consumo do leite orgânico no país.
Entre as pesquisas desenvolvidas, o correto manejo de pastagens é um fator fundamental.
A Embrapa está trabalhando no desenvolvimento de uma unidade de pesquisa participativa que possa ser replicada em todo o País.
Os principais nutrientes para a produção de pastagens são o nitrogênio, o fósforo e o potássio.
A fonte de nitrogênio tradicional é a ureia, mas ela é totalmente proibida no sistema orgânico.
O jeito então foi utilizar a adubação verde, com leguminosas fixadoras de nitrogênio.
"Como fonte de fósforo, são usados fosfatos de rochas naturais e, no lugar do cloreto de potássio, usamos o pó de rocha. Tudo é natural e não tem nada de adubo químico", explica João Paulo Soares, da Embrapa.
Preço do leite orgânico
Embora o preço do leite orgânico seja mais alto para o comprador, os números da produção mostram que a aposta no mercado dos alimentos orgânicos pode valer a pena para os produtores.
O preço pago aos produtores pelo leite convencional é de R$ 0,80 por litro, enquanto o leite orgânico rende até R$ 3,50 por litro.
Já no supermercado, o litro do leite produzido sem agrotóxicos custa até R$ 4,50, enquanto o convencional não ultrapassa R$ 2,00.
Mesmo representando ainda uma pequena parcela de tudo que é produzido em território nacional, o crescimento em fabricação do leite sem resíduos tóxicos chega a 250%, se considerados os últimos 10 anos.
Segundo pesquisa recente da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o brasileiro consome ou inala 6,7 litros de agrotóxico por ano.
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 4 de março de 2013

Incentivar a criança à prática de um esporte deve ser livre de cobranças...



Crianças correndo e brincando: exercício tem que ser uma atividade lúdica (Foto: Agência Getty Images)

Especialista Nabil Ghorayeb destaca que a busca pela qualidade de vida tem que começar cedo e passa primeiro pela atividade física sem pressão.

A boa vida continua! Quem, como, o que e com o que iniciaremos a atividade física? Como diz o amigo e parceiro de muitas jornadas, o fisiologista Turíbio Barros, que também faz parte do Eu Atleta, incentivar a atividade física talvez seja o mais importante ato de saúde neste momento. Assim, eu quero acrescentar, e se bem prevenidos para não correr riscos, completaremos os bons hábitos de vida de muitos. Desde criança devemos incutir, sem cobranças dos pais por vitórias, o gosto pela atividade física e esportiva.

Até a chamada pré-adolescência, o recomendado pela Medicina do Esporte e do Exercício é deixar a criança conhecer e experimentar a maior diversidade de esportes. A partir dos sete anos, apesar da pressão de treinadores de toda ordem, evitar competições desnecessárias nessa faixa de idade, que mais desgastam o gosto pelo esporte e podem levar essa criança à desistir de ser um futuro atleta e mesmo simples esportista, depois de alguma derrota.

O crescimento biológico não queima etapas e, ao vermos atletas de origem asiática vencendo provas olímpicas precocemente, lamentamos por elas, a perda da infância lúdica e a absurda cobrança de responsabilidades fora de tempo e fora de idade para isso. Serão adultos infelizes na sua maioria. Estimular a criança de esportes individuais a praticar os coletivos é básico para aprender a ganhar e perder em grupo, dividir os resultados e ser mais sociável na sua vida em sociedade.

As mulheres já foram contempladas com um artigo nosso em março de 2012 e recentemente em outra coluna do Turíbio. Não me custa lembrar que o excesso de exercícios para ficarem levemente musculosas ou tremendamente musculosas como destaques do carnaval, além dos problemas ortopédicos que certamente virão, o uso não médico dos hormônios de crescimento (GH) e do DHEA, um precursor do hormônio masculino, foram terríveis desencadeadores de doenças de toda ordem.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a pratica da tal medicina (m minúsculo) anti-aging ou do antienvelhecimento, que usava diversos hormônios, por não serem comprovados seus benefícios para a saúde ou para rejuvenescimento, além de trazerem alto risco de cancer. Mesmo a medicina ortomolecular, não está permitida como pratica médica livre, não podendo ser cobrada o seu uso médico, segundo nova resolução de 2013 do CFM.

Adultos devem tomar mais cuidados

Os adultos de qualquer gênero devem se submeter a avaliações médicas antes de iniciar suas atividades esportivas e de intensidade, como as lutas, spinning e outros exercícios. Agora, ao menos uma consulta e eletrocardiograma faz parte do bom senso, que serão acrescidos de outros exames, pelo seu médico, de acordo com a escolha da modalidade esportiva ou física. Lógico, se for apenas caminhar, não precisaria de uma bateria de exames, por isso sempre que puder, consulte seu médico no que seria necessário.

Recentemente, dois casos em academias foram emblemáticos. Durante o teste físico, uma jovem teve taquicardia com pulsação atingindo 200/min e um outro caso, de fevereiro 2013, teve uma importante subida da pressão arterial nesse teste físico. Então, faça a avaliação médica antes do teste físico, só escolha treinadores diplomados e registrados no Conselho Regional de Educação Física. Essa história de um amigo corredor me deu as dicas da preparação não deve nunca ser utilizada, amigo é para um bom papo, correr junto ou coisas do tipo.

Por fim, o nosso veterano com idade acima dos ...enta já aprendeu em artigo nosso anterior, não pare nunca (salvo proibições de saúde) de correr, comer alimentos saudáveis e saborosos, tomar bebidas saudáveis, dançar, namorar (veja lá, com qualidade!). A medicina pode lhe dar soluções dos problemas sem milagres mas a atividade física regular é a cereja do bolo da qualidade de vida.

* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

 ** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Dormir bem reduz deterioração da memória...



Dormir bem pode reduzir a deterioração da nossa memória à medida que envelhecemos.
Até agora não se sabia ao certo se as mudanças no cérebro, sono e memória eram sinais distintos do envelhecimento, ou se haveria uma conexão mais profunda entre eles.
Um novo estudo indicou agora que mudanças que ocorrem no cérebro com a idade prejudicam a qualidade do sono profundo, o que, por sua vez, diminui a capacidade do cérebro de aprender e armazenar memórias.
Com base nessas conclusões, a equipe pretende agora testar formas de melhorar o sono para interromper o declínio da memória.
O estudo, publicado na revista Nature Neuroscience, foi realizado por cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley.
Dormir no tranco
"Vista em conjunto, a deterioração do cérebro leva à deterioração do sono que produz a deterioração da memória (geralmente solidificada na fase de sono REM, ou de movimentos rápidos dos olhos)," disse Matthew Walk, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
"O sono de ondas lentas [sono profundo] é muito importante para solidificar novas memórias que você aprendeu recentemente. É como clicar o botão 'salvar' (no computador)", ele explicou.
A equipe disse não ser capaz de restaurar a região do cérebro desgastada pela idade, mas espera que algo possa ser feito em relação ao sono.
Por exemplo, é possível melhorar a qualidade do sono estimulando a região certa do cérebro com eletricidade durante a noite.
Estudos demonstraram que essa técnica pode melhorar o desempenho da memória em jovens.
Agora, os pesquisadores querem iniciar testes também com pacientes mais velhos.
"Você não precisa restaurar as células do cérebro para restaurar o sono", disse Walker. Ele disse que a técnica é uma forma de fazer o sistema "pegar no tranco".
Fonte: Diário da Saúde