quarta-feira, 20 de março de 2013

Por que nosso corpo armazena gordura quando comemos à noite?



Os cientistas já demonstraram que o horário das refeições é tão importante quanto o que você come.
Uma das hipóteses para essa relação é que a atividade da insulina é controlada pelo relógio biológico, ou ritmo circadiano do corpo.
Mas faltava comprovar definitivamente uma relação causal em toda a cadeia de eventos que vai desde o comer fora de hora até o acúmulo de gordura no organismo.
Owen McGuinness e seus colegas da Universidade Vanderbilt (EUA) afirmam agora ter comprovado uma conexão entre a atividade da insulina e nosso ritmo circadiano.
Isso sugere que uma quebra sistemática em nosso ritmo biológico pode levar à obesidade, aumentando o risco de diabetes e doenças cardiovasculares.
Insulina e resistência à insulina
Nos últimos anos, vários estudos têm encontrado uma série de ligações entre o funcionamento do relógio biológico do corpo e vários aspectos do metabolismo, os processos físicos e químicos que fornecem energia e produzem, mantêm ou destroem tecidos.
Geralmente se assume que estas variações são causadas em resposta à insulina, que é um dos mais potentes hormônios metabólicos.
No entanto, ninguém tinha realmente comprovado que a ação da insulina segue um ciclo de 24 horas, ou o que acontece quando o relógio circadiano do corpo é interrompido.
A insulina, que é produzida no pâncreas, desempenha um papel fundamental na regulação do metabolismo das gorduras e carboidratos. Quando comemos, nossa digestão decompõe os carboidratos nos alimentos em glicose, um açúcar simples, que é absorvido para a corrente sanguínea.
Um excesso de glicose no sangue é tóxico, por isso um dos papéis da insulina é estimular a transferência da glicose para nossas células, removendo assim o excesso de glicose no sangue.
Especificamente, a insulina é necessária para mover a glicose para as células do fígado, músculos e tecido adiposo. Ela também bloqueia o processo de queima de gordura para obter energia.
A ação da insulina - a capacidade do hormônio para remover a glicose do sangue - pode ser debilitada por uma série de fatores, um fenômeno denominada de "resistência à insulina", porque o corpo passa a resistir à ação normal da insulina.
Comer na hora certa
Os cientistas descobriram que os animais de laboratório - que são noturnos, com um ritmo circadiano que é um espelho exato do humano - são relativamente resistentes à insulina durante seus momentos de sono e inatividade.
Mas eles se tornam mais sensíveis à insulina - mais capazes de retirar glicose do sangue - durante a fase de alimentação e atividade no seu ciclo de 24 horas.
Como resultado, a glicose é convertida em gordura principalmente durante a fase inativa, e usada como energia e para a construção de outros tecidos durante a fase de alta atividade.
"É por isso que é bom comer durante o dia... e não comer nada entre o jantar e café da manhã," diz Carl Johnson, coautor do estudo.
Fonte: Diário da Saúde



 ** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

terça-feira, 19 de março de 2013

Dieta mediterrânea reduz risco cardíaco...



Um dos mais longos trabalhos científicos sobre a dieta mediterrânea, rica em azeite, vegetais e peixe, sugere que ela pode reduzir o risco de problemas cardíacos e derrames em pessoas mais velhas e com mais probabilidade de sofrer desses males.

O estudo levou cinco anos e envolveu 7.500 pessoas na Espanha. Quem comia a dieta com muito azeite ou castanhas teve um risco 30% menor de sofrer problemas cardiovasculares graves do que os que receberam a orientação de seguir uma dieta com baixa gordura, mas, na verdade, não cortou muito esse nutriente.
Os adeptos da dieta mediterrânea comeram mais fruta, peixe, frango, feijões, saladas, molho de tomate e vinho.

Esse estilo de dieta é ligado há tempos à saúde do coração, mas a maior parte dos estudos a respeito são observacionais. A evidência agora é mais forte porque as pessoas foram seguidas por um longo tempo e monitoradas. Os médicos fizeram exames laboratoriais para verificar que os participantes estavam consumindo mais azeite e castanhas, como havia sido pedido.

A maioria dessas pessoas estava tomando remédios para baixar o colesterol e a pressão, e os pesquisadores não alteraram essas prescrições, segundo um dos responsáveis pelo trabalho, Ramon Estruch, de Barcelona.

Como um primeiro passo para evitar problemas cardíacos, ele acredita que a dieta é melhor do que um remédio, porque há poucos efeitos colaterais. "Dieta funciona."

Os resultados foram publicados nesta segunda (25) no "New England Journal of Medicine".

Os participantes do estudo não receberam menus rígidos ou contaram calorias, porque perda de peso não era o objetivo. Só 7% dos voluntários saíram do estudo em dois anos. Houve o dobro de desistências no grupo da dieta de baixas gorduras.

O estudo incluiu pessoas com idades entre 55 e 80 anos. Todas eram livres de doenças cardíacas no início da pesquisa mas tinham alto risco por diabetes, sobrepeso, colesterol alto e pressão alta.

Elas foram separadas em três grupos: dois seguiram uma dieta mediterrânea com quatro colheres de sopa de azeite de oliva ou com castanhas e nozes (um punhado ao dia). O terceiro grupo deveria ingerir uma dieta de baixas gorduras com mais pão, batatas, massas, arroz, frutas, vegetais e peixes e pouca carne vermelha e pouco óleo.

Depois de cinco anos, foi observado que os grupos de dieta mediterrânea tiveram menos problemas de saúde.

Os médicos acompanharam os infartos, derrames e problemas cardíacos. Houve 96 desses no grupo da dieta mediterrânea com azeite, 83 no grupo das nozes e 109 no grupo que não usou a dieta mediterrânea.

O derrame foi o problema para o qual a dieta mediterrânea fez mais diferença. Não houve mudanças no índice de mortes.

Os seguidores da dieta ingeriram 200 calorias a mais por dia do que o grupo das baixas gorduras.

O governo espanhol financiou o estudo; azeite e castanhas foram pagos por empresas fabricantes desses produtos na Espanha e nos EUA.

Muitos dos autores têm financiamentos da indústria de alimentos e vinhos, mas afirmam que as empresas não tiveram papel algum no desenvolvimento do estudo e nos resultados.

Rachel Johson, chefe do comitê de nutrição da American Heart Associaton, diz que o estudo é importante porque acompanhou números de infartos, derrames e mortes e não só mudanças nos números de colesterol.

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 18 de março de 2013

Exercício físico pode ajudar a reverter Alzheimer...



Um estudo de investigadores espanhóis indica que algumas das lesões cerebrais associadas à doença de Alzheimer poderão ser reversíveis, recorrendo a métodos tão simples como a prática de exercício físico. O estudo foi publicado esta semana na revista Molecular Psychiatry.

Embora ainda se desconheça se são uma causa ou uma consequência da doença de  Alzheimer, a verdade é que esta enfermidade está associada, entre outros fatores, a danos nos neurónios granulares do hipocampo, uma zona do cérebro relacionada à aquisição de novas memórias.
 
A investigação liderada pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), uma instituição de saúde pública espanhola, vem sugerir que os danos nos neurónios granulares são reversíveis.
 
O estudo realizado em ratinhos mostra que a combinação de exercício físico, estimulação cognitiva e interação social pode reverter a deterioração destes neurónios, voltando estes à sua estrutura original, explicam os  investigadores do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) em comunicado de imprensa.

Durante a investigação os ratos recuperaram a estrutura e conectividade dos seus neurónios granulares, depois de terem sido submetidos a uma prática mais intensa de exercício físico e de interação com outros ratos.

O estudo demonstrou "a reversibilidade das alterações celulares associadas à doença de Alzheimer naqueles neurónios", diz Maria Llorens-Martín, do Centro de Biologia Molecular (centro misto do CSIC e da Universidade Autónoma de Madrid), no comunicado.


FONTE: http://boasnoticias.clix.pt/  ORIGINAL EM ESPANHOL http://www.csic.es










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sexta-feira, 15 de março de 2013

Vitamina C é mais benéfica para meninos...


A vitamina C parece ser particularmente benéfica para as pessoas sob estresse físico pesado.
E também parece funcionar mais para homens que para mulheres, e mais para crianças do que para adultos.
Em mais uma tentativa de chegar a uma conclusão final sobre um dos mais debatidos assuntos em saúde - o uso da vitamina C - Harri Hemila e Elizabeth Chalker (Universidade de Helsinque - Finlândia) analisaram os melhores e mais recentes estudos sobre o assunto.
Gripado e exausto
Em cinco estudos randomizados envolvendo participantes com estresse físico de curto prazo, a vitamina C reduziu pela metade a incidência do resfriado comum.
Três dos estudos analisaram maratonistas, um estudou crianças de escolas suíças em uma estação de esqui, e um estudou soldados canadenses durante um exercício de inverno.
Além disso, outro estudo recente, realizado com nadadores adolescentes em competições, a vitamina C derrubou pela metade a duração dos resfriados nos participantes do sexo masculino, embora a vitamina não tenha tido efeito para as mulheres.
Doses regulares de vitamina C - de um grama por dia ou mais - reduziram a duração média dos resfriados em adultos em 8%, e em 18% entre as crianças.
Tome vitamina C e teste
Embora estes resultados mostrem de forma inequívoca que a vitamina C tem um efeito biológico durante os resfriados, tomar vitamina C todos os dias para diminuir as gripes esporádicas não parece ser eficaz.
Em média, os adultos têm poucos episódios de resfriado por ano. As crianças têm um pouco mais, por volta de meia dúzia de resfriados por ano.
Os estudos em que a vitamina C só foi administrada após os primeiros sintomas de um resfriado ainda são escassos, e seus resultados não são consistentes.
Ou seja, o assunto vitamina C versus gripes e resfriados está longe de ter uma palavra final.
Apesar disso, os pesquisadores concluem que, dado o efeito consistente da vitamina C sobre a duração e a gravidade dos resfriados, a segurança e o baixo custo da vitamina C, vale a pena que uma pessoa que tiver um resfriado avalie se a vitamina C fará bem para ela própria.
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 14 de março de 2013

Medicina Baseada em PACIENTES



Preste bastante atenção nisto porque afeta direta e indiretamente a SUA saúde e da sua família (aliás, de todos no mundo):

Você sabe o que é MBE ("Medicina Baseada em Evidências")? É isto aqui:http://pt.wikipedia.org/wiki/Medicina_baseada_em_evidências
ou melhor explicada aqui
http://www.scielo.br/pdf/jvb/v6n1/v6n1a01.pdf

Ou seja, a idéia é boa na teoria! Uma Medicina que tem como seu pilar fundamental que só seja praticado em Medicina o que tenha estudos científicos "bons", "reconhecidamente adequados" por trás, respaldando.

ENTRETANTO, na prática, parece que a maioria das "evidências científicas" está comprometida pela interferência de quem, em essência, vive da existência dos distúrbios e doenças mesmo:
https://www.facebook.com/icaro.aa/posts/437268313019478
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/808395-industria-e-acusada-de-criar-doenca-para-vender-remedio.shtml
http://www.anovademocracia.com.br/no-57/2400-a-industria-da-doenca-no-usa
(ou simplesmente busque "industria da doença" no Google e "divirta-se lendo os mais de 5.000.000 resultados... Ou pelo menos os primeiros!)

Sendo prático, se a MBE baseia-se em "evidências científicas" MAS estas em sua maioria não são confiáveis, a MBE (uma boa idéia, em tese) passa a ser ela mesma não muito confiável, não é? E alguns podem dizer que nada na humanidade é totalmente confiável e que por isso radicalismos não são bem vindos em condenar a MBE mas pensemos: se a maior parte da base de algo está comprometido, que sustentação, na prática, este "algo" tem?

Enfim, tudo isto é só pra você pensar... Refletir cuidadosamente e exercitar seu juízo crítico sobre o que ouvir daqui pra frente em saúde...

Sugiro que fortaleçamos a MBP ("Medicina Baseada em Paciente"): uma Medicina que tem como seu pilar fundamental que só seja praticado em Medicina o que tenha efeitos "bons" sobre os pacientes, "reconhecidamente adequados" por trás, respaldando. Afinal, por exemplo, tenho centenas de pacientes que melhoram muito (e rápido) de resfriados quando tomam chá de limão com alho mas não me lembro onde está o estudo científico que "evidencie" isto...

O que acham?

Abraço e bom final de semana!

Ícaro
www.icaro.med.br



quarta-feira, 13 de março de 2013

Extrato de soja e cogumelo combate metástase...



Um composto natural, facilmente encontrado em lojas de produtos naturais, é capaz de aumentar a expectativa de vida de pacientes com câncer de próstata.
O composto é o polissacarídeo combinado com genisteína, ou PCG.
O PCG é extraído da soja e do cogumelo shiitake.
Os pesquisadores descobriram que a genisteína e a daidzeína, ambas substâncias presentes no PCG, ajudam a bloquear um mecanismo-chave usado pelas células tumorais do câncer de próstata para sobreviverem sob baixos níveis de testosterona.
Terapia de privação de andrógeno
Baixar o nível de testosterona, um tratamento conhecido como terapia de privação de andrógeno, há muito tempo é o tratamento padrão para pacientes com metástase do câncer de próstata.
A testosterona é um andrógeno, o termo genérico para qualquer composto que estimula ou controla o desenvolvimento e manutenção das características masculinas.
Infelizmente, a taxa de sucesso dessa terapia é muito baixa, o mesmo acontecendo com a expectativa de vida dos pacientes com metástase do câncer de próstata.
Terapia complementar
A Dra Paramita Ghosh e seus colegas da Universidade da Califórnia em Davis (EUA) descobriram que o composto natural PCG impede que as células tumorais resistam à terapia de privação de andrógeno, aumentando a eficácia do tratamento.
O estudo mostrou que, quando os níveis de andrógeno caem, as células tumorais eliminam uma proteína conhecida como filamina A, que normalmente fica ligada ao receptor de andrógeno no núcleo da célula - é esse receptor que controla o crescimento das células.
Quando a filamina A deixa o núcleo celular, aquela célula passa a ser capaz de sobreviver sem o andrógeno, essencialmente tornando o câncer incurável.
Os pesquisadores afirmam que sua descoberta permitirá usar o PCG como uma terapia complementar sem efeitos colaterais, que ajudará a aumentar a eficácia do tratamento medicamentoso tradicional.
Fonte: Diário da Saúde


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terça-feira, 12 de março de 2013

Brasileiros não ingerem carotenoides em quantidade suficiente...



O Brasil encontra-se em uma fase de transição nutricional, período em que os problemas de sobrepeso coexistem com a inanição e problemas relacionados à desnutrição.
"Em 2008 e 2009, os índices de déficit de peso reduziram drasticamente e a obesidade dobrou na população adulta feminina e está quatro vezes maior na população masculina adulta, se comparados com dados da década de 1970", aponta o pesquisador Rodrigo Dantas Amâncio, da USP.
Apesar de conseguir alimentar-se mais, o brasileiro não está necessariamente se alimentando melhor.
Carotenoides
Rodrigo aponta especificamente para o consumo de carotenoides, que podem contribuir para retardar e até mesmo prevenir diversos tipos de doenças e suprir a falta de vitaminas.
Os carotenoides podem ser consumidos a partir da ingestão de frutas, legumes e verduras,
"Os níveis prudentes de ingestão de carotenoides totais são de 9.000 a 18.000 microgramas por dia. A pesquisa revelou que a média de consumo nacional foi de 4.117 microgramas por dia, abaixo dos valores preconizados como seguros", registra Rodrigo.
Para suprir o valor indicado bastaria comer um prato de salada de agrião, brócolis e cenoura e, como sobremesa, escolher uma fruta como manga ou pêssego.
Entretanto, mais que apenas isso, recomenda-se o aumento no consumo destes alimentos nas refeições realizadas ao longo do dia, sobretudo quando a refeição é realizada fora do domicílio.
Família do caroteno
A carência de nutrientes na dieta pode trazer problemas como a hipovitaminose A, que consiste em uma insuficiência de vitamina A no organismo, podendo levar até mesmo à cegueira.
Por outro lado, o sobrepeso pode causar doenças crônicas não transmissíveis como câncer, hipertensão, doenças cardíacas e diabetes, que são as principais causas de morte no País. Enquanto isso,
Para evitar tanto um extremo quanto o outro, a ingestão de carotenoides é indispensável.
O pesquisador destaca a importância do consumo de substâncias bioativas, "como os carotenoides, (alfa-caroteno, beta-caroteno, beta-criptoxantina, licopeno, luteína e zeaxantina), que são antioxidantes, podendo prevenir as doenças crônicas não transmissíveis".
Alimentos como tomate e seus derivados, manga, cenoura, acerola, cajá, goiaba, mamão, abóbora, alface, agrião, couve e milho são apenas alguns exemplos de alimentos ricos em carotenoides.
A pesquisa teve âmbito nacional e o objetivo foi analisar e conhecer o consumo de carotenoides de acordo com região, sexo, faixa etária, escolaridade e Índice de Massa Corporal (IMC). Foram analisados 34.003 casos de pessoas a partir de 10 anos de idade de todo o Brasil.
Fonte: Diário da Saúde