sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Leites falsos...



Leites vegetais
Uma boa opção para quem deseja reduzir ou eliminar o consumo de lactose, os leites vegetais são frescos, saborosos, além de super nutritivos. Com o consumo dos leites vegetais podemos inclusive ganhar fibras, minerais e muita saúde.
Vamos ver um pouco dos benefícios de cada leite vegetal.
Leite de quinua: rico em proteinase  comparado com o leite materno, pois é um dos alimentos mais rico em vitaminas e aminoácidos inclusive os de cadeia ramificada (BCAA) excelente para quem faz exercício físico.
Leite de castanha de caju: sua função mais importante é fortalecer a circulação sanguínea, protegendo os vasos. Além de fornecer proteínas, atua na redução da hipercolesterolemia.
Leite de amendoim: atua como antioxidante, protegendo o organismo da ação dos radicais livres. Obs: O leite de amendoim é o que mais deixa resíduos.
Leite de nozes: o papel fundamental das nozes é a proteção do sistema respiratório. Enquanto sua aparência enrugada lembra o cérebro humano, as nozes atuam tonificando nosso sistema nervoso. A gordura das nozes é facilmente metabolizada pelo organismo.
Leite de semente de abóbora: excelente fonte de ferro, fósforo e cálcio, atua no combate à anemia, auxiliando na formação dos glóbulos vermelhos, oxigenação dos órgãos e na formação de músculos, ossos e cérebro. Auxilia no funcionamento do intestino e na colonização de bactérias benéficas.
Leite de linhaça: entre os benefícios do consumo de linhaça está o fortalecimento da imunidade, por fornecer substancias bioativas capazes de prevenir e tratar doenças. É um potente anti-inflamatório, atua na redução dos níveis de gordura sanguínea (triglicerídeos e colesterol), reduzindo o risco de doenças cardiovasculares. Outro papel fundamental da linhaça é atuar no bom funcionamento intestinal.
Leite de aveia: possui fibras solúveis que atuam no controle da glicemia, importante para diabéticos. Atua na proteção do coração e circulação contra aterosclerose. Importante fonte de cálcio, ferro, magnésio, vitaminas do complexo B e fibras, atuando no regulamento da função intestinal.
Leite de gergelim: excelente para o funcionamento dos músculos e do cérebro, o gergelim é fonte de proteína, cálcio e ácido fólico, essencial para a formação das células sanguíneas.
Leite de castanhas: excelente fonte de Selênio, as castanhas atuam como antioxidantes que atuam eliminando as impurezas do organismo. Seu teor de vitamina E e vitamina B1, exercem papel importante no fornecimento de energia e no metabolismo das proteínas.
Leite de girassol: fonte de proteínas, fósforo, cobre, ferro, zinco  e vitaminas B6, K e E, sua principal propriedade é a de poderoso antioxidante, protegendo o organismo do envelhecimento precoce, estresse e poluição.
Leite de arroz integral: é um poderoso desintoxicante do organismo. Suas proteínas, vitamina B1 e niacina, possuem a função de transformação das proteínas e carboidratos em energia no organismo. O leite de arroz contém mais carboidratos que o leite de vaca, porém, não contém colesterol nem lactose, tornando-o mais saudável ao coração e seguro para os intolerantes à lactose. Uma xícara de leite de arroz contém aproximadamente 140 calorias, comparado ao leite de vaca que possui 185 calorias.
“Bacana” mesmo é poder prepara-lo em casa, aprenda como fazer:
LEITE DE AMÊNDOAS
Ingredientes:
1 copo de amêndoas descascadas e lavadas
2 copos de água filtrada
Modo de preparo: Deixe as amêndoas de molho na água filtrada durante uma noite, no dia seguinte, descarte a água. Bater no liquidificador as amêndoas com mais 2 copos de água filtrada. Essa mistura deve ser coada de três a quatro vezes. Depois de preparado é só conservar em geladeira.
LEITE DE ARROZ
Ingredientes:
1 litro água
150 g arroz integral
Modo de Preparo: Cozinhar o arroz. Retirar o arroz e reservar a água. Bater o arroz no liquidificador. Volte a ferver a água e adicione 4 colheres de sopa do creme de arroz .
LEITE DE QUINUA
Ingredientes:
2 colheres de sopa de quinua em grão
250mL de água
Modo de Preparo: Ferver a quinua na água por 15 minutos. Bater tudo no liquidificador e depois coar. Dica: O leite de quinua pode ser batido com uma fruta de sua preferência.
LEITE DE CÔCO
Ingredientes:
1 côco médio cortado em pedacinhos pequenos
2 colheres de sopa rasas de mel
1 colher de café rasa de sal marinho
1 litro de água quente
Modo de preparo: Bater no liquidificador com água quase fervendo, coar, bater novamente com o mel e o sal marinho.
LEITE DE GIRASSOL
Ingredientes:
1 xícara de semente de girassol, ou só da castanha
1 litro de água chiando
1 colher de café rasa de sal marinho
2 colheres de sopa cheia de mel ou melado
Modo de preparo: Bater bem no liquidificador, coar (no caso da semente) e servir quente ou frio.
Os leites vegetais podem ser consumidos puros ou em preparo de bebidas, como vitaminas. Não é indicado que seja fervido, somente aquecido, sendo o uso da canela indicada quando este precisar ser aquecido.  Os grãos que sobrarem após a coagem podem ser utilizados em outras preparações. Lave sempre bem os grãos antes iniciar o processo de retirada do leite.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Água - Creio que continuam falando besteiras sobre ela



Há alguns dias meu amigo e brilhante médico Dr. Frederico Lobo (Clínica de Ecologia Médica) me encaminhou isto via Twitter:

RT @ecologiamedica: Será? @Qualidade_Vida "@folhaequilibrio: 'Necessidade de tomar muito líquido é mito novo', diz nefrologista. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1146688-necessidade-de-tomar-muito-liquido-e-mito-novo-diz-nefrologista.shtml "

Respondo para todos:

1 - Primeiramente, leiam o conteúdo do link apontado acima…

2 - Leiam o que já respondi sobre o tema, neste link:
 http://www.icaro.med.br/category/agua-2/

3 - Perguntem-se: a afirmativa "necessidade de tomar muito líquido é mito novo" apresenta justificativa plausível na reportagem, apoiada em fisiologia lógica ou trabalhos científicos que prestem? Tive a clara impressão que não...


4 - Será que a opinião do colega médico citado na reportagem foi adequadamente reproduzida na matéria? Ou será que a edição do que foi dito eventualmente deu conotação diferente ao que foi originalmente dito?

5 - Se a necessidade de tomar mais água é mito, por que geralmente melhoram hidratação de pele, aspecto/força de unhas/cabelos, funcionamento intestinal e inúmeros sintomas gerais (dor de cabeça, cansaço, tontura e mesmo patologias, como pressão alta) de quem toma mais água? Seria só "coincidência"? Decerto não.

6 - Sem levar em consideração a dieta de cada um, individualmente e com o devido detalhe, será que dá mesmo para dizer que os alimentos ingeridos dão conta de fornecer para o organismo a quantidade de água necessária para seu BOM funcionamento?

7 - Será que quem toma pouca água/dia tem o mesmo desempenho geral de quem procura tomar mais, em torno de 3l/dia? Bem... Posso estar errado mas com mais de 20.000 pacientes atendidos até o momento, minha experiência mostra que os mais bem hidratados usualmente funcionam BEM melhor

8 - Seria mais uma vez a "indústria da doença" sorrateiramente por trás da divulgação de um mito? Afinal, notaram como muita coisa/conhecimento que poderia ajudar as pessoas em Prevenção, Promoção da Saúde, a "adoecer menos" vem sendo criticada, mesmo que sem evidências plausíveis para tal? Será que tem gente que lucra com VOCÊ doente querendo a todo custo que você desacredite e deixe de praticar tudo que possa, simplesmente, te trazer saúde?

9 - Hoje em dia, nem tudo o que é publicado pela imprensa leiga é confiável... Mais uma vez, vale o juízo crítico apurado sobre o que está escrito, sobretudo quando é a SUA SAÚDE o que está em jogo!

Um abraço, gente: e cuidado com os reais "mitos" por aí!

Dr. Ícaro

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Efeitos de bebidas esportivas são questionados em artigos científicos...



Recebo muitas dúvidas sobre o consumo e efeito das bebidas esportivas. Reproduzi este artigo semana passada no meu Facebook e teve tantos compartilhamentos que me surpreendi. Achei interessante reproduzir aqui na Liga também já que gerou tanto interesse. Vamos ao que interessa:


Uma série de artigos publicada na revista científica "British Medical Journal" questiona a necessidade de ingerir bebidas como Gatorade e Powerade durante exercícios físicos. A bomba dividiu especialistas e causou reações na indústria.

Com o título "The Truth About Sports Drinks" (a verdade sobre bebidas esportivas), um dos textos afirma que "a ciência da hidratação" é uma criação da indústria e que as principais pesquisas que embasaram o consumo de isotônicos nas últimas décadas foram pagas pelas próprias fabricantes.

As pessoas são bombardeadas com mensagens sobre o que deveriam beber durante o exercício. Mas esses dogmas são novos", diz o artigo, escrito pela editora de pesquisas da revista, Deborah Cohen, médica. "A indústria patrocinou cientistas, que aconselharam organizações esportivas, que elaboraram diretrizes [...] e espalharam os perigos da desidratação", continua o texto.

O "British Medical Journal" analisou 170 pesquisas durante quatro meses. "Não são estudos de boa qualidade. Quando a pesquisa é financiada, é preciso estar ciente de que resultados negativos não são publicados", disse Cohen à Folha.

Em resposta, a Associação Americana de Bebidas divulgou um comunicado argumentando que o patrocínio não invalida o mérito científico dos estudos.

Já o Colégio Americano de Medicina do Esporte, que tem diretrizes de hidratação seguidas pelo mundo todo, afirmou que vai analisar melhor as provas científicas no futuro.

Bebidas isotônicas são feitas de água, sais minerais e carboidratos. Criadas na década de 1960, puxam um mercado mundial que só cresce.

O Brasil bebeu 75,4 mil litros desses produtos em 2011: um crescimento de 29% em relação a 2009 e de 9% em relação a 2010, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas.

SEM DIFERENÇA

Há pouco consenso na "ciência da hidratação". Uma parte dos especialistas diz que as bebidas esportivas são absorvidas mais rapidamente do que a água pelo organismo --graças à fórmula que mescla carboidratos e minerais imitando as concentrações presentes no sangue.

Para outra parte, não há diferença ou é até pior."A absorção demora quase a mesma coisa", diz Mirtes Stancanelli, nutricionista do esporte e pesquisadora da Unicamp. Para Debora Cohen, isso "não faz muita diferença".

Numa coisa todos concordam: o consumo de isotônico é indicado durante a prática esportiva ou depois --
não a qualquer hora e a qualquer um. "Não substitui a água", afirma Heloisa Guarita, presidente da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva.

A bebida tem a metade das calorias de um refrigerante e quantidades significativas de sódio. Por isso, deve ser evitada por quem tem hipertensão, segundo Arnaldo José Hernandez, chefe do grupo de medicina do esporte do Hospital das Clínicas de SP.

Durante a atividade física, o isotônico pode ser bom se houver perda de minerais por meio do suor ou se for preciso repor carboidratos. Aí é fonte de energia e pode melhorar o desempenho. Mas muitos dizem que, na maioria dos casos, água e alimentação certa dão conta.

"Às vezes é necessário, como em provas de 'iron man' que duram horas", diz Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Mas, para a academia de todo dia, não. "O consumo é indicado a partir de uma hora de exercício com sudorese intensa."

Para o educador físico João Bouzas Marins, professor da Universidade Federal de Viçosa, a ideia de repor minerais perdidos no suor é exagero. "Consumimos muito sódio na dieta. A probabilidade de dar problema por falta de sódio é mínima."

Mas Marins reconhece que o carboidrato presente na bebida é útil para dar energia a partir de uma hora de exercício. "Em atividades longas existe risco de hipoglicemia."

QUANTO BEBER

A falta de consenso científico atinge também a ingestão de água durante a atividade física.

"Há risco de desidratação, mas também há risco de hiper-hidratação, quando há a diluição exagerada dos minerais do corpo", diz Souza.

Por conta disso, alguns defendem a ingestão do líquido apenas quando se está com sede. "Se não há sede, não há necessidade de beber. Não parece lógico para um sistema testado exaustivamente na natureza?", questiona Luiz Oswaldo Rodrigues, fisiologista do esporte da Universidade Federal de Minas Gerais.

Já os adeptos da hidratação preventiva argumentam que a sede é indício de desidratação, ainda que leve. "Perdemos água o tempo todo e não temos um reservatório. Isso é potencializado no exercício. É importante se hidratar antes da sede", defende Heloisa Guarita.

A recomendação da nutricionista é beber até 250 ml 20 minutos antes da atividade física e, em média, 250 ml a cada 20 minutos de prática.

Já para Turíbio Leite de Barros, fisiologista do exercício da Unifesp, o ideal é ingerir o que é perdido. Isso pode ser calculado se o praticante se pesar antes e depois do exercício. "A taxa de sudorese varia muito de pessoa para pessoa. Se ela perde, em média, um quilo, pode dividir a ingestão de um litro de água durante a prática do exercício."

Fonte: Folha Equilíbrio e Saúde








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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Atividade física ajuda a proteger o coração em qualquer idade...



A prática regular de atividade física ajuda a proteger o coração, ainda que iniciada tardiamente, após os 40 ou 50 anos.
Cientistas constataram que pessoas que faziam as muito recomendadas duas horas e meia de exercícios por semana apresentavam índices menores de marcadores inflamatórios em seu sangue.
A presença de marcadores inflamatórios em grandes quantidades tem sido associada a um aumento nos riscos de problemas cardiológicos.
A pesquisa, com a participação de mais de 4 mil pessoas, e realizada por cientistas da Universidade College London, em Londres, foi publicado na revista científica Circulation.
A boa notícia é de que não é preciso fazer exercícios pesados na academia - caminhadas vigorosas e até jardinagem já contam para preencher a cota de duas horas e meia de atividade moderada por semana, dizem os especialistas.
A equipe explicou, no entanto, que o estudo se focou em indicadores de problemas cardíacos de maneira geral e não sobre doenças do coração específicas, e que são necessárias mais pesquisas sobre condições específicas.
Outras pesquisas já haviam indicado que a atividade física moderada é segura para pacientes cardíacos.
Além disso, o estudo se baseou em relatos dos próprios participantes sobre a quantidade de exercícios que fizeram. É sabido que as pessoas tendem a superestimar a quantidade de exercícios que fazem, embora, neste caso, o exagero possa estar na recomendação de duas horas e meia, já que os marcadores inflamatórios caíram de qualquer jeito.
Os participantes que disseram ter praticado a quantidade recomendada de exercícios durante os dez anos de duração do estudo apresentaram os índices mais baixos de marcadores inflamatórios.
Até aqueles que disseram ter começado a fazer os exercícios bem depois dos 40 apresentaram melhorias.
Eles tinham menores índices de marcadores inflamatórios do que os participantes que relataram nunca ter feito exercícios suficientes.
"Deveríamos estar encorajando mais pessoas a ficar ativas", disse Mark Hamer, chefe do estudo. "Por exemplo, a andar em vez de pegar o ônibus. Você pode beneficiar sua saúde com atividades moderadas em qualquer momento da sua vida".
Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Balanças: saiba um pouco mais sobre este aparelho tão utilizado...



É muito comum as pessoas passarem nas farmácias apenas para se pesar, ou então colocar uma dessas no banheiro para se pesar todos os dias. Mas como saber se a mesma está  correta? O banheiro é o lugar mais adequado? Em qual momento do dia devemos nos pesar e de quanto em quanto tempo? Para essas e outras questões, leia atentamente as considerações abaixo.

Tanto a balança digital (que funciona através de sensores) como a de ponteiros ou a mecânica (que funcionam através de alavancas) são precisas quando estão bem reguladas. E para estarem em perfeitas condições, é importante seguir as recomendações abaixo:

1- Optar por modelos testados pelo Inmetro. Procure este selo na embalagem;
2- Não deixá-las no banheiro, pois a umidade pode causar danos na estrutura interna e externa. O local mais adequado deverá ser seco e plano (sem desníveis, para não haver alterações no resultado);
3- Nas balanças mais modernas, podemos pisar em qualquer parte da superfície porque possuem sensores por toda a área. Já as antigas, o ideal é pisar no centro. Sendo assim, para não haver dúvidas, o ideal é pisar sempre no meio da superfície;
4- Quanto a calibragem, utilizar um halter ou anilha ou até mesmo um saco de arroz de 5kg para conferir se está regulada. Se houver diferença, procurar assistência técnica.
5- As balanças que medem a taxa de gordura não costumam ser precisas, pois medem somente a gordura da parte inferior do corpo e não distinguem líquidos e gorduras corporais.

RECOMENDAÇÕES PARA SE PESAR:

Para quem deseja diminuir o peso corporal:

1- Evitar se pesar todos os dias, dando um intervalo de no mínimo 15 dias;
2- Se pesar no mesmo horário e com o mesmo tipo de roupa;
3- Evitar refeições pesadas e grande ingestão de líquidos antes de se pesar;
4- No caso das mulheres, evitar se pesar no período pré-menstrual;
5- Para a perda de gordura, realizar avaliação da composição corporal (% de gordura e massa muscular), para saber se a perda ou ganho de peso se deu a partir de gordura ou de massa muscular.

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domingo, 9 de setembro de 2012

Suco para reduzir celulite...




INGREDIENTES:

2 folhas de couve
1 litro de água
2 unidades de limão galego (descascados)
6 folhas de hortelã
Raspas de limão
½ pepino pequeno
Pedaço pequeno de gengibre
10 gotas de própolis
Gelo a gosto

Dica: Pode incrementar com outros tipos de folhas verde escuras, talos de aipo, cenoura, beterraba, etc.

Modo de preparo: Bater tudo no liquidificador e tomar diariamente em jejum por 3 meses.

CURTA MINHA FAN PAGE: JULIANA PANSARDI NUTRICIONISTA DESPORTIVA







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sábado, 8 de setembro de 2012

Idosos podem estar usando medicamentos em excesso...




Cerca de 83% dos idosos brasileiros usam medicamentos regularmente.
As drogas mais utilizadas estão associadas a tratamento do sistema cardiovascular.
A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores das universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e de Viçosa (UFV) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) .
"No Brasil, a utilização de grande número de medicamentos é amplamente observada entre indivíduos com 60 anos ou mais. Além dos fatores clínicos que fazem com que idosos necessitem de farmacoterapia, outros fatores podem estar associados ao uso demasiado de medicamentos, sendo um dos principais a ideia impregnada na sociedade de que a única possibilidade de se ter saúde é consumir saúde," afirmam os pesquisadores.
"O vasto arsenal terapêutico disponível no mercado brasileiro, assim como o valor simbólico do medicamento, podem contribuir para o uso excessivo desses produtos, sem que se leve em consideração suas possíveis consequências negativas.
"Contribui ainda para essa situação de busca da recuperação da saúde por meio de medicamentos, em detrimento de medidas não farmacológicas. Um exemplo é o consumo expressivo de vitaminas e suplementos minerais, cuja relação risco/benefício ainda não é em estabelecida," diz o estudo.
Por exemplo, estudos recentes mostraram que, enquanto a ingestão de cálcio de forma normal, através da dieta alimentar normal, traz inúmeros benefícios à saúde, a ingestão do cálcio na forma de suplementos pode ter efeito oposto ao desejado.
A pesquisa também apontou que 35,4% dos entrevistados utilizam diversos medicamentos (polifarmácia), sendo a incidência dessa prática ainda maior com a idade.
No grupo de 60 a 69 anos, 28,3% dos idosos relataram o uso de mais de um remédio, enquanto entre os maiores de 70 anos, o percentual subiu para 42,7%.
A polifarmácia ocorreu em mais de um terço dos participantes e a média de utilização de remédios por pessoa ficou entre dois a cinco.
A maior parte dos tratamentos, em todas as faixas etárias, visava combater doenças pertencentes ao sistema cardiovascular e nervoso, e enfermidades relacionadas ao metabolismo (alimentares).
Outro resultado indicado pelo estudo foi que as mulheres utilizaram mais medicamentos que os homens.
Segundo os pesquisadores, isso poderia se explicar pelo predomínio do sexo feminino em idades mais avançadas no Brasil e no mundo.
Outro dado relevante é que mais da metade dos participantes da pesquisa não tinha o curso primário completo. "A baixa escolaridade influi na compreensão e cumprimento da prescrição, podendo resultar em troca de medicamentos e outros erros na sua utilização", explica o estudo.
De acordo com os pesquisadores, o estudo evidencia a necessidade de aprimoramento da assistência farmacêutica para esse subgrupo da população.
"A partir do conhecimento dos fatores que se mostram associados ao uso de medicamentos, espera-se contribuir para a elaboração de políticas públicas direcionadas ao bem-estar desse grupo populacional, que visem à adequação da assistência farmacêutica às suas reais necessidades, promovendo desta forma a racionalização do uso de medicamentos e, consequentemente, a otimização da terapêutica", conclui a equipe.
Fonte: Diário da Saúde