quinta-feira, 7 de abril de 2016

Tô feliz!

Tô feliz!
Sério! Tô bem feliz com uma notícia que li por 2 motivos. Primeiro, porque fala bem do consumo de carnes e, em segundo lugar, porque cita uma vitamina maravilhosa que eu aprendi, com o Prof Henry Okigami, a amar muito. A vitamina B3.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Como blindar a sua saúde com Kefir

Vocês PRECISAM assistir este vídeo, brilhante, da nutricionista Djulye Marquato
Nele ela explica como o bom funcionamento dos seus ‪#‎INTESTINOS pode melhorar sua ‪#‎saúde‬ geral (do mesmo jeito que uma saúde ‪#‎intestinal‬ ruim pode causar ou agravar ‪#‎sintomas‬ e ‪#‎doencas‬ em todas as partes do ‪#‎corpo‬ e até no funcionamento do ‪#‎cerebro‬). Ou seja, se você tem sintomas ou doenças que simplesmente não melhoram "como deveriam", o problema pode estar nos seus intestinos, mesmo que você ache que "vai ao banheiro normalmente"! Até porque quem tem regularmente gases, fezes de aspecto/cheiro ruins, má ‪#‎digestão‬ e cia raramente têm funcionamento adequado de ‪#‎intestino‬.
E é simples e barata a dica que ela dá para você melhorar: chama-se ‪#‎KEFIR‬!
Eu tenho usado há poucos dias, em mim mesmo e digo pra vocês que os resultados são muito bons, de disposição, melhoria de funcionamento dos intestinos, melhor digestão e melhora até de ‪#‎sinusite‬ e sintomas respiratórios.
Assista aqui:


Leiam aqui o quanto Kefir é algo top:


sexta-feira, 1 de abril de 2016

Álcool pode fazer bem?



O uso de bebidas alcoólicas acompanha a humanidade há muito tempo. Da função religiosa até a puramente recreativa, esta prática está distribuída pela maioria das culturas, das mais variadas formas. Apesar da grande difusão, os malefícios do uso exagerado do álcool, por seres humanos, são bem conhecidos, mas será que há algum benefício em alguma dose?

Muitos estudos observacionais têm demonstrado que o uso moderado de bebidas alcoólicas (até 1 dose diária – aproximadamente 25g de álcool) está associado a redução da mortalidade por doenças cardiovasculares ou outras causas. Foi observada, também, uma relação importante entre o consumo moderado de álcool e a prevenção do diabetes melitus tipo 2, das demências e da perda de densidade mineral óssea.
Parte destes benefícios pode ser explicada pelo fato do consumo moderado de álcool elevar HDL e apolipoproteína A1, promover uma redução de PCR  e ter efeito antiagregante plaquetário.

Apesar disso, outros trabalhos mostram o aumento do risco de câncer de mama em mulheres que consomem álcool regularmente, mesmo em volumes moderados. É sabido, também, que o excesso do consumo de álcool aumenta os riscos de hipertensão, infarto, morte súbita, câncer, cirrose, pancreatite, entre outros problemas graves. O consumo do álcool também limita os reflexos e pode promover alterações cognitivas temporárias, tornando lógica a indicação de não dirigir ou manejar máquinas pesadas sob uso do mesmo.

Mesmo havendo benefícios do uso moderado, não se recomenda o uso de álcool por crianças e adolescentes, gestantes, pessoas com histórico pessoal ou familiar de alcoolismo, pessoas com doenças crônicas hepáticas, mulheres com histórico pessoal ou familiar de câncer de mama e indivíduos em uso de medicações que apresentam reações se associadas ao álcool.

Em resumo, é preciso ter moderação e ponderar bem os prós e contras em qualquer atitude que venha a se tomar na vida. O uso ou não de bebidas alcoólicas faz parte disso. Pensando fora de aspectos culturais e/ou religiosos, os estudos avaliados demonstraram que o uso moderado (que talvez não seja o mais comum na nossa sociedade) pode, sim, trazer benefícios, muito além de, simplesmente, “não fazer mal”. A divulgação destas informações e educação da população é fundamental para que o uso das bebidas alcoólicas deixe de ser um problema no sentido de gerar doenças e acidentes e (por que não?) trazer benefícios às pessoas.

Dr. Adolfo Duarte
CRM-BA 15.557
www.clinicasallus.com.br
adolfoduarte.blogspot.com


segunda-feira, 7 de março de 2016

Restrição de carboidrato

Dietas ''low carb'', sem o acompanhamento de um profissional qualificado, sem periodizações, podem diminuir a função da tireoide.
A glicose é necessária para a conversão do hormônio T4 na forma ativa T3, a qual permite à tireoide regular efetivamente a temperatura corporal, um componente-chave para o ritmo circadiano, o que é extremamente importante para uma boa noite de sono, por exemplo.
Na falta de carboidratos, o organismo produz glicose no fígado através de proteínas, porém, este processo pode se tornar ineficaz ao longo do tempo, levando a uma diminuição da função da tireoide.
A serotonina, um neurotransmissor que contribui para a sensação de bem estar, por uma melhora do sono, também é afetada por dietas muito baixas em carboidratos.
A ingestão de carboidratos varia MUITO de indivíduos para indivíduos, de acordo com características como atividade física, % de gordura corporal, exames de sangue, entre outros, sem contar que o tipo de carboidratos também é de extrema importância.
Lembrando que dietas baixa sem carboidratos são, sim, EFETIVAS, porém, quando feitas do modo CORRETO! Deve-se respeitar em primeiro lugar sempre a individualidade biológica.
Procure um nutricionista capacitado para ajudá-lo a alcançar seus objetivos!
Seu corpo, seu templo! Cuide bem dele!
Artigo: Raphael Polonis

sexta-feira, 4 de março de 2016

A multiplicidade de profissionais na área de saúde

Ontem eu dei uma entrevista para uma grande revista aqui da Bahia. Durante a conversa, surgiu a questão da multiplicidade de profissionais na área de saúde e dos conflitos entre eles. Já falei, aqui no blog, sobre abordagem multidisciplinar (veja AQUI), mas vejo que este assunto não se esgotou ainda. Na verdade, estamos bem longe disso.

A existência das diversas derivações de profissionais assistentes, na área de saúde, que surgiram, na verdade, conceitualmente, da Enfermagem (e não da Medicina, como muitos pensam), gera uma confusão na cabeça dos pacientes e dos próprios profissionais. Afinal, quando você tem uma dor nas costas, deve procurar um médico ortopedista, um clínico ou um fisioterapêuta? Não é raro encontrar pessoas com este tipo de questionamento. Dentro da própria área médica, fica aquela dúvida entre os pacientes: minha dor de cabeça deve me levar ao clínico ou ao neurologista?

Toda esta confusão é comum visto que muito da normatização das profissões, na área de saúde, veio sendo concretizada aos poucos, o que tornou os limites profissionais muito tênues, por algum tempo. O que quero conversar, hoje, parte daí. A normatização de cada função deve trazer mais clareza para o trabalho mas não deve, em nenhuma hipótese, afastar os profissionais entre si. Infelizmente, isso acontece DEMAIS.

Vemos, com muita frequência, conflitos entre profissionais pelo "território" terapêutico. São brigas intermináveis para ver quem pode mais, quem sabe mais e quem deveria, de fato, cuidar do paciente. Para esta última questão, minha resposta é simples: TODOS.

Como já comentei em outro post do blog (veja AQUI), precisamos acabar com a babaquice na área de saúde. A responsabilidade pelo benefício do paciente é de TODOS os profissionais que possam, de alguma maneira, contribuir para isso. Por que esta obrigação de uma "escalação" específica quando podemos, juntos, gerar MUITO mais benefícios para a saúde das pessoas? É apropriado, sem dúvida, que os conselhos profissionais se fortaleçam e que as regras que definem cada profissão se tornem cada vez mais claras, MAS NÃO PODEM SE TORNAR MUROS!

Defendo sempre a abordagem multiprofissional e um trabalho integrado entre estes profissionais que estejam cuidando de uma pessoa. Não um "balaio de profissionais", mas sim um conjunto integrado onde cada um opina sobre sua área, mas também ouve críticas e sugestões dos outros profissionais pois, afinal, TODOS PENSAM E ESTUDAM. Trabalhar em equipe, ouvindo a opinião dos outros e podendo debater e encontrar uma via ainda melhor para nossos pacientes é uma OPORTUNIDADE DE TRABALHO EM EQUIPE.

Portanto, se você é profissional de saúde de qualquer natureza, procure a união e harmonia com os
outros colegas pois o único que deve ser VERDADEIRAMENTE beneficiado, pelo nosso trabalho, é o PACIENTE.

Se você é paciente e for a um profissional que fica criticando os de outras áreas... pense.
 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Ômega 7? Ômega 7!

Ao longo desta semana, o colega Dr Ícaro Alcântara publicou um post, no Facebook, sobre os omega-
7. Fiquei muito feliz em ver alguém levantando o assunto e resolvi escrever sobre ele.

Fui apresentado a esta classe de ácidos graxos há muitos anos, em uma aula sobre óleos ricos em mono e poli-insaturados. Quando a professora falou no óleo de macadâmia, lá estavam eles. Os OMEGA-7!

É no plural mesmo. Omega-7 não é o nome de uma substância. Da mesma forma que os omegas 3 (leia mais AQUI) e 6, omega-7 é uma classificação de ácidos graxos (moléculas de gordura). Estes ácidos graxos são, a grosso modo, cadeias de carbonos com características particulares. O que define a classificação é a posição, a partir do último carbono (posição OMEGA) e retrocedendo, em que fique a dupla ligação. No caso dos omega-7, esta dupla ligação fica no carbono 7. Sacou?

Este tipo de ácido graxo está presente em fontes animais e vegetais e tem propriedades regenerativas e anti-inflamatórias para a pele e mucosas, bem como atividade antioxidante. Podem ser utilizados em casos de xeroftalmia, síndrome de Sjögren, dermatite atópica, eczemas e/ou psoríase. Não são considerados essenciais porque o corpo consegue produzi-los. São ácidos graxos monoinsaturados, ou seja, só apresentam 1 ligação dupla, como a citada no parágrafo acima. 

O mais importante omega-7 é o ácido palmitoleico, pois tem demonstrado funções anti-inflamatórias sistêmicas e de controle da resistência à insulina. Isso significa que pode ser útil no tratamento dasíndrome plurimetabólica, na prevenção de doenças cardiovasculares e no tratamento do diabetes.

Como eu disse antes, o ácido palmitoleico, um omega-7, é produzido pelo corpo. Ele cumpre função como uma lipocina, que é um ácido-graxo com função hormonal no nosso organismo, participando daregulação do metabolismo do açúcar e de lipídios. Foi a primeira lipocina descoberta por pesquisadores em Harvard, em 2008.

Nem tudo são flores no caminho dos omega-7. Alguns estudos em humanos com suplementos de omega-7 demonstraram aumento dos triglicerídios e do IMC. Como nosso conhecimento real sobre esta classe de substâncias ainda é mínimo, não vale a pena se lançar ao uso de suplementos ainda. Melhor mesmo é utilizar o óleo de macadâmia se quiser aproveitar algum de seus benefícios. Os dermatológicos são claros e objetivos. Os metabólicos, parecem promissores, mas ainda precisamos de mais pesquisas para definir seu uso como suplemento ou não.

 

domingo, 7 de fevereiro de 2016

ALERTA! SER OBESO(A) VAI MUITO ALÉM DE SER “MUITO GORDO”(A)!

Pessoal, antes de criticar ou discriminar um obeso, saibam que o mesmo é uma pessoa DOENTE e necessita de tratamento! A seguir, um resumo sobre os pontos que considero importantes em relação a esta doença tão grave.

Espero poder conscientizar o máximo de pessoas sobre a gravidade desta doença cada vez mais presente no nosso dia a dia!
Abraços,
Paula Fortes CREF 014132/G-RJ
Esp. em Personal Trainer e Musculação
Esp. em Nutrição: Obesidade e Emagrecimento



A Obesidade é muito mais do que estar acima do peso. É uma DOENÇA  repleta de distúrbios tanto metabólicos como comportamentais e psicológicos.
A obesidade é designada segundo a Organização Mundial da Saúde, como “Grande quantidade de gordura corporal em relação à massa magra”
Este acúmulo de gordura localizado no tecido adiposo deriva de um balanço energético positivo crônico, que é determinado por sua vez pelo consumo alimentar elevado em relação ao gasto energético.
O balanço energético positivo pode ocorrer por três situações diferentes:
1- Combinação do aumento do consumo energético e da diminuição do gasto energético total;
2- O indivíduo mantém o mesmo gasto energético, estabelecido por suas atividades diárias, entretanto aumenta o consumo alimentar de forma progressiva;
3- O indivíduo mantém seu consumo alimentar diário porém ocorre uma diminuição de seu gasto energético pela diminuição de atividades física e/ou cotidianas diárias (ex: atletas que param de se exercitar por problemas de saúde).
Os fatores pelos quais ocorre um aumento da ingestão calórica progressiva são diversos. Dentre eles, podemos destacar:
- Hábitos alimentares adquiridos na infância pela interferência dos pais ou cuidadores e depois adquiridos na fase adulta;
- Estilo de vida;
- Fatores sociológicos e psicológicos;
- Alterações metabólicas e neuroendócrinas;
- Fatores comportamentais;
- Fatores biológicos (idade, gênero, etnia);
- Componentes hereditários.
A obesidade pode ser classificada não apenas pelo excesso de massa gorda, mas também de acordo com o acúmulo de gordura do indivíduo. Este fenômeno ocorre pois determinadas regiões do tecido adiposo possuem maior expressão de enzimas lipases de lipoproteína (LPL), favorecendo maior captação e consequentemente maior depósito em regiões específicas.
As classificações propostas para determinar o tipo de obesidade de acordo com o depósito de gordura são:
Obesidade global: O acúmulo de gordura ocorre na região abdominal, porém há também um acúmulo nos membros superiores (tríceps) e inferiores (coxa, panturrilha), ou seja, o indivíduo acumula gordura “por inteiro”.
Obesidade ginóide: Característica do gênero feminino, o estrogênio favorece aumento da LPL na região glúteo femural, levando a um maior depósito de gordura na região dos quadris e coxa.
Obesidade androide: Obesidade encontrada principalmente no gênero masculino, há um acúmulo de gordura na região abdominal, caracterizada por um aumento do tecido adiposo subcutâneo abdominal e visceral.
Obesidade visceral: Indivíduos dificilmente armazenam gordura no tecido adiposo subcutâneo, caracterizando portanto dobras cutâneas que caracterizam eutrofia ou até mesmo desnutrição. Entretanto estes indivíduos acumulam a gordura no tecido adiposo visceral, especificamente omental (gordura que recobre as vísceras), logo abaixo do abdome, caracterizanado a barriga “dura” (similar de mulheres grávidas).
Estas características possuem componente genético. Apesar de a genética não ser em 95% dos obesos um fator preponderante para o desenvolvimento da obesidade, a herança genética pode contribuir de forma mínima para o início ou desenvolvimento do processo de acúmulo de peso.
Mudanças na dieta e no nível de atividade física levaram ao aumento da prevalência da obesidade não apenas em adultos, mas em crianças, em um intervalo de tempo relativamente curto.
A genética da obesidade humana pode ser dividida em três classes, de acordo com a sua característica:
1- Obesidade Monogênica: Provinda de um único gene, mais severa e rara;
2- Síndromes da obesidade: Além do desenvolvimento da obesidade, está associado a outras patologias relacionadas a uma disfunção genética;
Há aproximdamente 20 a 30 disordens genéticas relacionadas com pacientes obesos, ou seja, além de vários sintomas diferentes, os pacientes apresentam o genótipo da obesidade. Dentre as disordens existentes, 3 são as mais encontradas:
Síndrome de Prader-Willi (PWS)
Síndrome de Bardet – Biedl (BBS)
Síndrome de Alström
Essas síndromes são acompanhadas de retardo mental, anormalidades no desenvolvimento de alguns órgãos, entre outros. Pode estar relacionado a defeitos nos genes ou anormalidades nos cromossomos, ou ligada ao cromossomo X.
3- Obesidade poligênica: Numerosos genes contribuem de forma mínima para determinar o fenótipo da obesidade.
Denomina-se obesidade poligênica quando o indivíduo se torna obeso pois o mesmo apresenta susceptibilidade genética de receber influências ambientais que promovem aumento do consumo energético e diminuição do gasto. Nestes casos a sua herança genética não é a responsável pelo aparecimento da obesidade, mas uma união de fatores que interagem para que surja o que se denomina fenótipo da obesidade. Na obesidade poligênica, há tanto uma interação gene X ambiente como gene X gene e é a razão pelo qual grande parte dos indivíduos apresentam obesidade.
Existem mais de 400 genes relacionados com a obesidade. Estes genes estão relacionados a proteínas que podem alterar diversas funções biológicas como regulação do consumo alimentar, gasto energético, metabolismo de carboidratos e lipídios, desenvolvimento do tecido adiposo, processo inflamatório, entre outros. Na obesidade poligênica, não ocorre exatamente uma doença genética ou uma síndrome, mas alguns destes genes podem apresentar polimorfismos, contribuindo de forma mínima com a etiologia da obesidade. Entretanto as influências do ambiente, da família, hábitos alimentares, sedentarismo, podem levar a alteração da expressão de outros genes, contribuindo de forma significativa para o aparecimento deste fenótipo.
Aspectos psicológicos e comportamentais da obesidade
95% dos obesos que conseguem perder gordura a recuperam novamente em dois anos e a negligência em relação aos aspectos psicológicos e comportamentais da doença pode ser um fator importante para explicar esta dificuldade na manutenção dos níveis corpóreos de gordura dentro dos limites considerados saudáveis, pois é conhecido, por exemplo, que depressão leve, ansiedade, angústia, estresse e carência afetiva podem levar a uma ingestão calórica excessiva.
Neste sentido, um aspecto básico importante é o profissional ficar atendo aos obesos, tentando entender suas aflições e como ajudá-los a superá-las. Indivíduos extremamente obesos, por exemplo, reportam comprometimento significativo na realização de atividades como andar, subir escadas, tomar banho e vestir-se (Larsson e Mattson, 2001), e tais dificuldades estão entre os aspectos mais angustiantes de sua obesidade (Duval, Marceau e Lescelleur, 2006).
A seguir outros aspectos relacionados aos aspectos psicológicos e comportamentais da obesidade:
- Para a sociedade, bebês devem ser gordos, pois lhes oferecem alimentos de forma indiscriminada a qualquer manifestação (Guimarães e Heller, 2003);
- Um dos motivos do açúcar gerar prazer é o fato do triptofano, matéria-prima da serotonina (neurotransmissor responsável pelo bem-estar), atingir o sistema nervoso central com mais facilidade quando associado à glicose (Contreras, 2004);
- Estudos realizados por Luiz et al. (2005) e Silva et al. (2002) mostram que a obesidade está ligada a distúrbios psicossociais, isolamento e rejeição pelos colegas, e dificuldades comportamentais, interferindo assim no relacionamento social, familiar e acadêmico, além de favorecer depressão, ansiedade e baixo rendimento escolar
- O excesso de peso traz também outras dificuldades, como timidez e problemas afetivos, e tais dificuldades impõem restrições às atividades rotineiras como ir à escola, fazer determinados exercícios físicos, procurar emprego, compra roupas, namorar e se divertir;
- Andrade (1995), em um estudo no ambulatório de Obesidade Infantil da Universidade Federal de São Paulo, de 134 crianças atendidas, verificou que 76,8% apresentavam razões emocionais importantes associadas ao surgimento e à evolução da obesidade;
- Campos (1993) identificou as seguintes características psicológicas em adultos obesos por hiperfagia: passividade e submissão, preocupação excessiva com comida, ingestão compulsiva de alimentos e drogas, dependência e infantilização, primitivismo, não aceitação do esquema corporal, temor de não ser aceito ou amado, indicadores de dificuldades de adaptação social, bloqueio da agressividade, dificuldade para absorver frustração, desamparo, insegurança, intolerância e culpa. No que diz respeito às crianças obesas, esta autora afirma ainda que elas são mais regredidas e infantilizadas; tendo dificuldades de lidar com suas experiências de forma simbólica, de adiar satisfações e obter prazer nas relações sociais, de lidar com a sexualidade, além de uma baixa auto-estima e dependência materna;
- Mulheres ingerem mais alimentos como mecanismo compensatório para questões emocionais do que os homens (Match et al., 2003);
- Há uma maior porcentagem de obesos com características de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) quando comparados com os adolescentes eutróficos. Uma das principais características do TDAH é a impulsividade, ou seja, falta de controle e dificuldade em adiar gratificações. Este resultado assemelha-se às principais características psicológicas de crianças e adolescentes obesos (Campos e Fisberg, 2004; Desidério e Miyazaki, 2007);
- A obesidade pode ter início em qualquer época da vida, mas seu aparecimento é mais comum especialmente no primeiro ano de vida, entre cinco e seis anos de idade, e na adolescência (Damiani, Carvalho, & Oliveira, 2000; Fisberg, 1995);
Referências:
ALBERTS, Bruce. Molecular Biology of the cell. Garland Science, 2002.
BRAY, George A. Handbook of Obesity: Clinical Applications. New York: Informa Healthcare, 2008.
MINE, Yoshinori. Nutrigenomics and proteomics in health and disease. Iowa: Willey Blackwell, 2009.
NELSON, David L. COX, Michael. Lehninger princípios de bioquímica. São Paulo: Sarvier, 2007
STRYER, Lubert. Bioquímica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.