segunda-feira, 16 de março de 2015

PREVENIR PARA NÃO REMEDIAR: A RECEITA DE ÍTALO RACHID PARA A LONGEVIDADE SAUDÁVEL


Embora a medicina avance, as pessoas não param de adoecer. Esse é o paradoxo que caracteriza a atual fase da ciência médica, segundo o ginecologista e especialista em medicina de antienvelhecimento Ítalo Rachid. Segundo o médico, grande parte do problema consiste no conceito de saúde, baseado no tratamento de doenças e não na prevenção. E na busca pela longevidade saudável, o médico ressalta: a genética tem impacto de apenas 15%. Estilo de vida, alimentação adequada e controle do estresse influenciariam mais que os fatores genéticos, para Rachid.
Ítalo Rachid
“O que tem sido cada vez mais notório e concreto é que a longevidade passa por uma complexa receita de bolo, onde a genética só interfere em cerca de 15%. Na realidade, estilos de vida e escolhas que nós fazemos por meio de informação de qualidade tem um impacto de quase 70% em quão bem e quão longamente nós vamos viver”, afirmou o médico em entrevista ao Estar Bem durante o congresso “O poder curativo da água”, no Clube Monte Líbano, no Rio de Janeiro, em setembro.
Para Rachid, existe um pilar que é a base de uma boa saúde, composto por alimentação, controle do estresse e estilo de vida. Em desequilíbrio, esse pilar desencadearia a inflamação crônica do organismo, o que para o médico é causa primordial de toda doença.
“Uma grande mentira que nos contam é que o colesterol é o causador de infarto. É a inflamação crônica das artérias que causa infarto, não o colesterol”, afirma o médico ressaltando a importância de se prevenir as inflamações.
Baseado em uma terapêutica de prevenção e reposição hormonal, Rachid é enfático ao afirmar que toda a tecnologia médica não evitou o aparecimento das doenças, apenas aumentou a sobrevida.
“Antigamente as pessoas começavam a apresentar os sintomas de Alzheimer aos 60 anos e morriam aos 65. Hoje apresentam os sintomas com a mesma idade, mas morrem aos 80. Aumentou a sobrevida, mas continuam adoecendo”, pontua. “A questão não é se as pessoas vão viver mais, mas se vão viver melhor. A arte de curar é uma arte para poucos médicos bem preparados. Mas é preciso adotar a prevenção. Curar é tão importante quanto prevenir”, conclui.
Segundo o médico, o gasto com o tratamento das doenças que acometem as pessoas na velhice acabará por colapsar o sistema econômico, devido ao alto custo das aposentadorias. Para Rachid, 90% desses distúrbios seriam absolutamente fáceis de prevenir, se as pessoas mudassem a perspectiva sobre sua saúde.
“Somos treinados a valorizar o que é perceptível, a dor, o caroço. E ausência de sintoma não é saúde. Isso muda a forma como procuramos o médico. Procuramos só quanto estamos doentes”, explica. ”Médicos são treinados a perguntar ao paciente o que ele está sentindo, não sabe lidar com a prevenção. É preciso atentar para a isso.”
Para o médico, cuidados com a dieta, estilo de vida, controle da inflamação, atividade física, controle do estresse, detoxificaçao, entre outros formam um complexo esquema que irá resultar não apenas na longevidade e sim numa maior qualidade de vida. Rachid ressalta: “alimentos inadequados são verdadeiras drogas, piores que certo medicamentos, por isso são tão importantes na construção de uma boa saúde.”