quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dicas nutricionais para evitar a flacidez...



Combater a ação dos radicais livres responsáveis pelo declínio na produção de colágeno (fibras de sustentação da pele), diminuir o acúmulo de gordura e aumentar o tônus muscular são os três grandes pontos quando o assunto é exterminar a flacidez.

Alguns alimentos são grandes aliados, confira:

- Clara de ovo cozida;

- Avelã, amêndoas;

- Azeite de oliva;

- Ameixa, pêra, maçã verde, morangos, maçã;

- Feijão, grão-de-bico, lentilha – ½ xícara por refeição;

- Salmão, sardinha;

- Hortaliças verde-escuras;

- Acrescente às suas receitas temperos e ervas antioxidantes como orégano, salsinha, tomilho, alho, limão e pimenta;

- Beba pelos menos 2 litros de água por dia, pois todas as reações bioquímicas do organismo ocorrem na presença da água. Se estamos desidratados, o metabolismo cai 3% resultando em um aumento de meio quilo em média a cada seis meses;

- Abuse dos alimentos ricos em vitamina C, pois a reação química para formação de colágeno exige esta vitamina, proteínas, água e outros nutrientes.

Faça exercícios físicos regulares que melhoram o tônus muscular e juntamente com uma alimentação equilibrada pobre em gorduras, mandam a flacidez embora.


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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Suplementos e fitoterápicos e o risco das interações com medicações alopáticas ...



Prescrever algo pra alguém é um ato que deve empregar bastante cuidado pelo prescritor. Por que digo isso? Frequentemente atendo no consultório, pacientes que fazem uso de medicações (uso contínuo) e com altíssimo potencial de interação com diversos fitoterápicos e suplementos alimentares. E muitas vezes esses pacientes chegam com uma receitinha "extra" de "coisas naturais", "suplementos" prescritos por nutricionistas, terapeutas, farmacêuticos e até mesmo professores de educação física.


Nessa hora penso: nós médicos temos 1 ano e meio (sim, 3 semestres de farmacologia, 1 semestre de farmacologia básica e 2 semestres de farmacologia clínica) e ainda assim saímos deficientes da faculdade. A grande maioria dos médicos desconhecem interações medicamentosas, seja entre:

  1. Medicamentos x medicamentos
  2. Medicamentos x fitoterápicos
  3. Medicamentos x alimentos
  4. Medicamentos x álcool
  5. Vitamina x vitaminas
  6. Minerais x minerais
  7. Vitaminas x minerais
  8. Minerais x fitoterápicos
  9. Vitaminas x fitoterápicos
  10. Fitoterápicos x exames laboratoriais

Se a situação é crítica entre os médicos, quem dirá entre os demais profissionais da saúde. Pior ainda entre os ditos terapeutas holísticos. Mais adiante listarei diversas situações que presenciei ao longo desses 5 anos de atuação como médico. Sempre ressalto pros pacientes: fitoterápico é natural, mas está longe de ser inócuo. Vitaminas e minerais interagem entre si. 

Essa semana um estudo (revisão de literatura: Evaluation of documented drug interactions and contraindications associated with herbs and dietary supplements: a systematic literature review) elaborado pela Escola Chinesa de Medicina, em Taiwan mostrou a seriedade do tema. O pesquisadores concluíram que os suplementos vitamínicos, artificiais ou naturais, podem afetar o funcionamento dos medicamentos tradicionais. O Dr. Hsiang-Wen Lin e sua equipe revisaram 54 artigos científicos e 31 estudos de campo e encontraram os principais sinais de interações adversas dos medicamentos com suplementos de magnésio, cálcio e ferro, além das plantas medicinais Ginkgo biloba e Erva de São João (Hipérico).

A literatura médica analisou as interações entre 213 compostos minerais, vitamínicos ou fitoterápicos e 509 medicamentos comerciais, documentando 882 interações. Os riscos potenciais da interação entre medicamentos tradicionais e suplementos geralmente resultam em situações brandas, como dores no peito, dores abdominais e dores de cabeça, mas há também relatos de problemas mais sérios, como problemas do coração.

Mais de 42% das interações foram causadas porque os suplementos alteraram a farmocinética dos medicamentos - o processo pelo qual a droga é absorvida, distribuída, metabolizada e eliminada pelo corpo.

Entre as 152 contraindicações identificadas pelos pesquisadores, as mais frequentes envolvem o sistema gastrointestinal (16.4%), sistema neurológico (14.5%) e doenças genito-urinárias (12.5%).

Dentre os medicamentos alopáticos que mais apresentaram interações com suplementos estão:

  • Varfarina: interage com Pimpinella anisum (Erva doce); Capsicum annum (Pimentão); Angélica sinensis (Angélica chinesa); Allium sativum (Alho); Zingiber officinale (Gengibre); Eleutherococcus senticosus (Ginseng siberiano); Ginkgo biloba (Ginkgo); Camellia sinensis (Chá verde); Curcuma longa (Açafrão); Tanaceto, Salvia miltiorrhiza e Chamomila
  • Insulina, 
  • Aspirina 
  • Digoxina
  • Ticlopidina

Dentre os fitoterápicos, os que mais apresentaram interações negativas estão:

  • Semente de linhaça, 
  • Equinácea,
  • Ioimbina.

Mas afinal, quem pode prescrever fitoterápicos?

  • Médico (deve procurar se especializar na área de fitoterapia);
  • Nutricionista (pode prescrever planta fresca ou droga vegetal, somente para uso oral, não uso tópico, assim como não pode prescrever os fitoterápicos de exclusiva prescrição médica, os tarja vermelha, e somente pode prescrever os produtos com indicação terapêutica relacionada ao seu campo de conhecimento específico);
  • Cirurgião dentista (somente pode prescrever fitoterápicos dentro da odontologia);
  • Médico-veterinário (somente pode prescrever fitoterápicos dentro da veterinária);
  • Farmacêutico (pode prescrever medicamentos feitos na própria farmácia ou isentos de prescrição médica, pode prescrever ou indicar em doenças de baixa gravidade e em atenção básica à saúde);
  • Enfermeiro (pode prescrever se no município onde ele atua, tiver protocolo pra isso, estabelecendo as medicações);

Existem alguns fitoterápicos que são de exclusividade dos médicos, ou seja, só são vendidos mediante  receita médica, são tarja vermelha:

  • Arctostaphylos uva-ursi (uva-ursina);
  • Cimicifuga racemosa (cimicífuga);
  • Echinacea purpurea (equinácea)'
  • Ginkgo biloba (ginkgo);
  • Hypericum perforatum (hipérico ou Erva-de-São-João): interage com ciclosporina, amitriptilina, digoxina, indinavir, Sinvastatina, Midazolam, Warfarina, Teofilina, Contraceptivos orais, Inibidores seletivos da recaptação de serotonina e Loperamida
  • Piper methysticum (kava-kava);
  • Serenoa repens (saw palmeto);
  • Tanacetum parthenium (tanaceto);
  • Valeriana officinalis (valeriana).

Extrato seco padronizados  que  não  precisam  de  prescrição  médica mas quem apresentam MUITAS interações medicamentosas:

  • Castanha-da-índia: Tem um componente tóxico chamado esculina, que se não for retirado do extrato, pode causar vertigem, náusea, cefaléia prurido. Ainda assim há risco de vertigem hepatotoxicidade, nefrotoxicidade e irritação no trato digestivo. Já tive pacientes que tiveram alergia ao composto. Há estudos que mostram interação moderada com anticoagulantes/antiplaquetários, e há risco moderado com hipoglicemiantes. Compra-se sem receita médica e há um uso "popular" consagrado de que é um bom venotônico.
  • Alho: Aumenta a toxicidade de um retroviral usado no tratamento da Aids, aumenta a meia vida da hidroclorotiazida, um diurético comumente usado por nossos hipertensos, interação com a atorvastatina, uma medicação usada para baixar o colesterol), interage com ciclosporina, anticoagulantes, contraceptivos. Com a Isoniazida e com o Saquinavir apresenta interação considerada grave.  Com Varfarina a interação é considerada moderada, assim como substratos do citocromo P450 2E1 (CYP2E1) e Citocromo P450 3A4 (CEP3A4). Interage teoricamente como ácido eicosapentaenóico (EPA). 
  • Babosa  ou  Aloe  vera: Pode ter interação moderada com hipoglicemiantes, diuréticos, Sevoflurano, Laxantes, Varfarina. Tem interação grave com digoxina, droga comumente usada na insuficiência cardíaca. Tem ainda interação com ervas contendo glicosídeos cardíacos, ervas ou suplementos com potencial hipoglicemiante, Cavalinha, alcaçuz e ervas laxantes. Interfere em testes colorimétricos.
  • Boldo: Alto risco de sangramento por interação moderada com anticoagulantes/antiplaquetários. Pode gerar intensificação da ação de fármacos antiarrítmicos. O uso simultâneo com outras drogas ou ervas que induzem hipocalemia, como diuréticos tiazídicos, adrenocorticosteróides ou Glycyrrhiza uralensis poderá exacerbar o desequilíbrio de eletrólitos
  • Arnica: Além dos efeitos colaterais quando usada via oral, apresenta na forma tópica o risco de dermatite de contato e irritação da mucosa. Tem forte interação com anticoagulantes e drogas antiplaquetárias, além do risco de alergenicidade cruzada.
  • Canela: risco de interação com hipoglicemiantes orais e insulina. Interage com outros fitoterápicos com ação hipoglicemiante. Há pacientes que relatam aumento da pressão arterial com o consumo. Há risco de interação com drogas hepatotóxicas.
  • Calêndula: Não deve ser usada durante a gravidez e amamentação, exceto sob orientação médica
  • Camomila: Há risco de sangramentos na interação com drogas anticoagulantes/antiplaquetárias.
  • Centella Asiática: Há risco moderado de interação com drogas hepatotóxicas. Há um risco grave de interação com drogas depressoras do sistema nervoso central. Interage com ervas e suplementos com propriedades sedativas.
  • Cáscara sagrada: Por irritar o trato digestivo pode diminuir a biodisponibilidade de inúmeros medicamentos. Interfere em testes colorimétricos e pode levar a hipocalemia.
  • Chá verde: Por ter cafeína diminui absorção de metais divalentes, diminui absorção do Ferro, Ácido fólico, pode irritar a mucosa gástrica, aumentar a concentração de catecolaminas, pode aumentar os níveis de creatinina urinária e cálcio urinário, diminuição da Ferritina por diminuir absorção de Ferro. Há risco de hepatotoxicidade e elevação das enzimas hepáticas. Piora a função tireoideana por ser rico em flúor inorgânico. Altera testes de função pulmonar e testes de focromocitoma. Tem interação moderada com: Adenosina, Antibibióticos quinolônicos, Cimetidina, Dipiridamol, Dissulfiram, Anticoagulantes/antiplaquetários, Drogas hepatotóxicas, Estrógenos, IMAO, Lítio, Nicotina, Pentobarbital, Teofilina, Verapamil. Interação grave com: Anfetaminas, Cocaína, Efedrina. Interação leve com hipoglicemiantes, etanol, fluconazol, Terbinafina.
  • Alcachofra: Contra-indicada nos casos de oclusão das vias biliares e hepatopatias graves. Por ter efeito diurético, pode interagir sinergicamente com diuréticos e levar a hipocalemia e depleção de volume. As interações mais graves poderão ser verificadas com diuréticos de alça e tiazídicos. 
  • Eucalipto: Interação moderada com hipoglicemiantes orais, diminui a eficácia de medicamentos homeopáticos, pode ocasionar alterações no sistema nervoso central quando administrado com drogas que atuam no sistema nervoso central.
  • Guaco: Interação moderada com anticoagulantes/antiplaquetários. Interage sinergicamente “in vitro”, com alguns antibióticos como tetraciclinas, cloranfenicol, gentamicina, vancomicina e penicilina. Há risco de sangramento nas coagulopatias e dengue.
  • Guaraná: Potencializa a ação de analgésicos. Interage moderadamente com anticoagulantes/antiplaquetários podendo aumentar o risco de sangramento.
  • Alcaçuz: Não deve ser utilizado por pacientes com hipertensão arterial e diabéticos tipo II, insuficiência renal, hiperestrogenismo. Interações medicamentosas com corticóides e ciclofosfamida, podendo aumentar a atividade de ambos. Pode interferir em tratamentos hormonais e terapias hipoglicemiantes. 
  • Sene: Como é um laxante, ocasiona uma diminuição do tempo do trânsito intestinal  e com isso diminuir a absorção de fármacos administrados por via oral. Ocasiona perda de potássio que poderá potenciar os efeitos de digitálicos.
  • Ginseng:  Há risco de interação com IMAOS, anticoagulantes/antiplaquetários. O uso concomitante de medicamentos fitoterápicos à base de ginseng e estrogênios pode provocar efeitos adversos advindos do aumento da atividade estrogênica, tais como mastalgia e sangramento menstrual excessivo. Alguns relatos de casos sugerem que o ginseng possui atividade semelhante aos hormônios estrogênicos. 
  • Gengibre: Interação leve com bloqueadores de canais de cálcio e hipoglicemiantes orais. Interação moderada com anticoagulantes/antiplaquetários. 
  • Estévia: Interação moderada com hipoglicemiantes, Lítio e com anti-hipertensivos.
  • Espinheira Santa: Interação com álcool.
  • Melissa ou erva-cidreira: Interação moderada com depressores do sistema nervoso central, interage com ervas e suplementos com propriedades sedativas.
  • Menta: Interação leve com antiácidos (bloquedores de H2 e inibidores da bomba de prótons). Interação moderada com ciclosporina, Substratos do citocromo P450 1A2, 2C19, 2C9, 3A4. Pode alterar níveis de FSH, LH, testosterona. 
  • Maracujá ou Passiflora: Interação moderada com depressores do sistema nervoso central, interage com ervas e suplementos com propriedades sedativas.

Por exemplo, todas as plantas que possuem efeito laxante por aumentar o bolo intestinal:
(Sene, Cáscara sagrada, Semente de linhaça, Semente de Chia, Plantago ovata) poderiam diminuir a absorção de determinados medicamentos: cálcio, ferro, lítio, digitálicos e anticoagulantes orais.

As drogas que diminuem os níveis de potássio por ação laxativa são: Aloe barbadensis (Babosa), Curum carvi (Alcaravia), Ricinus communis (Mamona), Taraxacum officinale (Dente-de-leão), Scrophularia nodosa (Escrofulária), Linum usitatissimum (Linhaça), Mentha piperita (Hortelã-pimenta), Triticum vulgare (Trigo), Achillea millefolium (Mil-folhas), Sambucus canadensis, Helichrysum petiolare, Plantago afra-psilium


Frequentemente atendemos pacientes diabéticos, em uso de hipoglicemiantes orais e/ou insulina, chegam com receita da nutricionista contendo alguma das seguintes Plantas: Trigonella foenum-graecum (Feno Grego), Allium sativum (Alho), Cyamopsis tetragonolobus (Goma-aguar), Plantago ovata. Porém muitas vezes o prescritor não sabe que essas plantas possuem propriedade hipoglicemiante. Há os casos em que chegam usando plantas hiperglicemiantes como Zingiber officinale (Gengibre) ou Urtiga dióica (Urtiga). 


Há casos em que pra acalmar, prescrevem plantas com ação sedativa e depressoras do Sistema nervoso central, interagindo com medicações alopáticas. As principais plantas que tem ação sedativa são:  Capsicum annum (Pimentão), Nepeta cataria (Gataria), Apium graveolens (Aipo), Matricaria chamomilla (Camomila), Humulus lupulus (Lúpulo), Piper methysticum (Kava kava), Melissa officinalis (Melissa), Valeriana officinalis (Valeriana).

Existem plantas com atividade sobre o sistema cardiovascular, as principais são: Cimicífuga racemosa (Erva-de-São-Cristóvão), Harpagophytum procumbens (Garra-do-Diabo), Panax ginseng (Ginseng), Glycyrrhiza glabra (Alcaçuz), Zingiber officinale (Gengibre), podendo acentuar sintomas cardíacos.

As vitaminas interagem entre si, assim como os minerais. Por exemplo, Zinco diminui absorção do cobre. Cálcio diminui a absorção do Ferro. Sódio aumenta a excreção do Cálcio. Vitamina C diminui a absorção do Zinco. Vitamina C e Vitamina E devem ser dadas juntas pois uma regenera a outra dentro do organismo.

Alguns aminoácidos aumentam liberação de insulina e isso pode ser péssimo pra um paciente diabético. Outros podem ser benéficos para a desintoxicação do organismo.

Alguns casos que já recebi no consultório:

  • Paciente com hipotireoidismo em uso de linhaça, chá verde e sucralose. Ou seja, inúmeros compostos que pioram a função tireoideana.
  • Paciente com hipotireoidismo, fazendo uso de levotiroxina (hormônio tireoideano) e profissional (não o endócrino) prescrevendo chazinho qualquer em jejum, o que ocasiona diminuição da absorção da lexotiroxina. Ou as vezes os próprios médicos prescrevem omeprazol ou outro inibidor de bomba em horário próximo à levotiroxina.
  • Paciente cardiopata, em uso de AAS, foi ao nutricionista que prescreveu ômega 3 em dose alta, linhaça, semente de chia e vitamina E. Favorecendo sangramentos.
  • Paciente sexo feminino, foi ao nutricionista, que prescreveu hormônio (testosterona), sendo que a mesma estava apresentando queda de cabelos. Com uso da testosterona, piorou a queda de cabelo.
  • Paciente em uso de fórmula vitamínica que contém Ferro, vitamina C, Zinco e Cobre, pra tomar no mesmo horário.
  • Paciente com transtorno bipolar, vai ao nutricionista pra ganhar peso e a mesma prescreve creatina (que favorece a ciclagem pra fase de mania) além de Grifonia simplicifolia (já que não podem por lei prescrever 5-hidroxi-triptofano) e aí o paciente tem aumento de serotonina e com isso cicla pra fase de mania. 
  • Paciente HIV, o naturopata resolve prescrever Equinácea e Dente-de-leão, piorando o quadro do paciente, por interação com anti-retroviral.
  • Paciente com história de câncer no intestino há 3 anos, em uso de glutamina cronicamente, parar ter melhor rendimento na academia. 
  • Paciente com insônia, malhando a noite e o instrutor da academia indicando cápsulas de cafeína pra melhorar o desempenho no treino. 
  • Paciente com história de Púrpura trombocitopênica idiopática e aí prescreveram ômega 3 (dose baixa). Paciente indo parar no hospital por conta de sangramentos, que iniciaram imediatamente após o uso do ômega 3.

Enfim, são inúmeras as interações. Portanto, antes de alguém querer prescrever algo, por mais "natural" que seja, o prescritor deve fazer uma anamnese decente, questionando principalmente as medicações que o paciente faz uso, conhecer sobre essas medicações (afinal irá prescrever algo que pode ter interação) e obviamente conhecer muitíssimo bem aquilo que está prescrevendo:


  • Dose mínima, 
  • Dose máxima, 
  • Dose usual, 
  • Segurança da droga, 
  • Reações adversas, 
  • Se pode ser usada na amamentação e na gravidez, 
  • Se terá interação com alguma medicação alopática, fitoterápico, vitamina, mineral, aminoácido,
  • Se alterará algum exame laboratorial.

As palavras de ordem nesse caso são: ESTUDO e CONSCIÊNCIA !

Fonte:

  1. H.-H. Tsai, H.-W. Lin, A. Simon Pickard, H.-Y. Tsai, G. B. Mahady. Evaluation of documented drug interactions and contraindications associated with herbs and dietary supplements: a systematic literature review. International Journal of Clinical Practice, 2012; 66 (11): 1056 DOI: 10.1111/j.1742-1241.2012.03008.x
  2. Edzard Ernst. Interactions between drugs and supplements: the tip of an iceberg? International Journal of Clinical Practice, 2012; 66 (11): 1019 DOI: 10.1111/ijcp.12007
  3. http://iah.iec.pa.gov.br/iah/fulltext/lilacs/revbrastoxicol/2008v21n2/revbrastoxicol2008v21n2p49-59.pdf
  4. http://www.ufjf.br/proplamed/files/2011/05/Fitoter%C3%A1picos-e-Intera%C3%A7%C3%B5es-Medicamentosas.pdf
  5. http://www.anvisa.gov.br/farmacopeiabrasileira/conteudo/Formulario_de_Fitoterapicos_da_Farmacopeia_Brasileira.pdf
  6. http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/16550/000672605.pdf?sequence=1
  7. http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2&idnot=16704

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Alunos que fazem mais exercício físico têm melhores resultados escolares ...



Os alunos que fazem exercício físico têm melhores resultados escolares, conclui uma investigação junto de três mil alunos realizada, ao longo de cinco anos, por uma equipe de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa (FMH/UTL).

Os jovens com aptidão cardiorrespiratória saudável tiveram um maior somatório das classificações a Português, Matemática, Ciências e Inglês.

Luís Sardinha, diretor do Laboratório Exercício e Saúde, da FMH, afirma que existe "a tendência para sobrevalorizar a parte biológica" dos benefícios do exercício físico. E este estudo também os comprova, evidenciando, por exemplo, que "os alunos insuficientemente ativos", ou seja, que não cumprem as recomendações de atividade física diária (pelo menos 60 minutos por dia de atividade física moderada e vigorosa), têm maior probabilidade de serem pré-obesos ou obesos, que os jovens cuja aptidão cardiorrespiratória é saudável, decorrente do exercício, têm mais massa óssea, e os que não a têm tendem a ter uma saúde vascular pior.

Mas, para o coordenador do estudo, o resultado mais inovador desta investigação - feita em parceria com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e a autarquia de Oeiras - é o demonstrar que o aumento da atividade física tem reflexos "na parte psicológica, uma dimensão que tem sido menos estudada", nota. "Face à dimensão da amostra", o investigador admite que os resultados possam ser extrapolados para a população escolar.

O chamado Programa Pessoa, co-financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), estudou durante cinco anos (começou em 2007) três mil alunos de 13 escolas do conselho de Oeiras, usando desde acelerômetros, instrumentos que os alunos usavam na cintura para medir os seus tempos sedentários e ativos; ecografias para medir a espessura das camadas da artéria carótida; cronômetros para medir a performance cardiorrespiratória dentro de um determinado circuito com cadência progressiva.

O que se concluiu é que os alunos da 3a série com aptidão cardiorrespiratória saudável têm melhores classificações a Matemática e a Língua Portuguesa e que, no geral, os alunos com aptidão cardiorrespiratória saudável têm um maior somatório das classificações a Português, Matemática, Ciências e Inglês. Ou seja, o exercício físico tem efeito positivo no aproveitamento escolar, uma conclusão que estava sobretudo estudada em idades mais novas, nota.

"Esta linha de investigação vem demonstrar a importância do jogo e atividade física informal e organizada para todas as crianças em contexto escolar", defende Carlos Neto, presidente da FMH/UTL.

Mais autoestima

A explicação para este efeito foi já estudada noutras investigações: "o exercício promove a formação de novos neurônios e uma maior interação entre neurônios, que, por sua vez, promovem maior sensibilidade e desenvolvimento cognitivo".

Mas não só. É sabido que a adolescência é uma idade turbulenta, tendencialmente acompanhada pela diminuição de indicadores ligados à qualidade de vida, refere o investigador. O que este estudo também permitiu concluir é que, aumentando a atividade física, cerca de uma média de duas horas por semana, melhoraram indicadores como "a autoestima, afetos positivos, competência, autonomia, relacionamentos positivos e boas motivações". Pelo contrário, constata-se que os jovens que fizeram menos exercício desceram nestes indicadores.

Além da produção de resultados estatísticos, o Programa Pessoa esteve no terreno para tentar mudar comportamentos em termos de exercício físico e nutrição, dando ações de formação a professores das várias disciplinas, e produzindo quatro manuais. Nos alunos que revelam maior apetência para a prática desportiva, "um dos objetivos do programa foi criar uma porta de entrada à maior participação desportiva".











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sábado, 10 de novembro de 2012

Segundo estudo, tomate diminui risco de derrame...


Comer tomates ou alimentos à base de tomate está associado com um menor risco de sofrer um acidente vascular cerebral, ou derrame.
Os tomates são ricos no antioxidante licopeno.
Pessoas com maiores quantidades de licopeno no sangue apresentaram uma probabilidade 55% menor de ter um acidente vascular cerebral do que as pessoas com as menores quantidades de licopeno no sangue.
A conclusão é de um estudo realizado na Universidade Leste da Finlândia, pela equipe do Dr. Jouni Karppi, e publicado no jornal médico Neurology.
O estudo envolveu 1.031 homens com idades entre 46 e 65 anos.
O nível de licopeno no sangue foi testado no início do estudo, e os voluntários foram monitorados durante uma média de 12 anos.
Durante esse tempo, 67 homens tiveram um derrame.
Entre os homens com os níveis mais baixos de licopeno, 25 de 258 homens tiveram um acidente vascular cerebral.
Entre aqueles com os mais altos níveis de licopeno, 11 de 259 homens tiveram um acidente vascular cerebral.
Quando os pesquisadores focaram apenas nos derrames devido a coágulos sanguíneos, os resultados foram ainda mais fortes.
Aqueles com os mais altos níveis de licopeno apresentaram uma probabilidade 59% menor de ter um acidente vascular cerebral do que aqueles com níveis mais baixos.
"Este estudo traz mais evidências de que uma dieta rica em frutas e vegetais está associada com um menor risco de AVC," disse Karppi.
O estudo também analisou os níveis sanguíneos dos antioxidantes alfa-caroteno, beta-caroteno, alfa-tocoferol e retinol, mas não encontrou nenhuma associação entre os níveis desses compostos e o risco de acidente vascular cerebral.
Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

90% das brasileiras não ingerem quantidade adequada de cálcio ...



Um levantamento inédito, revelou que os fatores de risco e os sintomas da osteoporose ainda são pouco conhecidos entre as mulheres brasileiras. De acordo com a pesquisa, encomendada pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso) ao Ibope, nove em cada dez mulheres maiores de 16 anos não ingerem a quantidade diária de cálcio (nutriente que reduz o risco da doença) indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas 60% dessas pessoas acreditam que seguem o consumo ideal.


A OMS recomenda às mulheres que ainda não passaram pela menopausa o consumo de 1.000 miligramas de cálcio por dia e, àquelas que já passaram pelo período, de 1.300 miligramas — o equivalente a aproximadamente três porções de leite e derivados ao dia. Isso porque a queda dos níveis de estrógeno provocada pela menopausa acelera o processo de perda de densidade óssea, condição que eleva o risco de osteoporose. Em relação a esse quadro, o estudo apontou para outro dado preocupante: 80% das mulheres desconhecem a relação entre a menopausa e a doença.
A Pesquisa Firme Forte Osteoporose 2012 entrevistou 3.010 mulheres maiores de 16 anos de idade e moradoras de várias regiões do Brasil. Entre as entrevistadas maiores de 40 anos, 13% afirmaram já ter sofrido alguma fratura e, dessas, 62% relataram uma piora na qualidade de vida após o ocorrido.
A pesquisa ainda mostrou que 67% das mulheres entrevistadas não sabem que a prevenção da osteoporose, por meio do consumo adequado de cálcio e vitamina D, deve começar na infância. Além disso, 81% dessas mulheres afirmaram considerar que a doença atinge especialmente os idosos. De acordo com o estudo, a maioria — 96% das entrevistadas — acredita que a osteoporose necessariamente provoca dor, e somente esse sintoma seria o suficiente para leva-las a um médico. Porém, segundo Bruno Muzzi, presidente da Abrasso, a osteoporose é uma doença silenciosa e, portanto, esperar que a dor apareça para procurar um médico pode provocar um diagnóstico tardio e aumentar o risco de fraturas.
Segundo o estudo, somente 39% das mulheres maiores de 45 anos já realizaram algum exame para detectar osteoporose — e, delas, somente metade afirmou ter sido submetida à primeira densitometria óssea entre 51 e 60 anos, idade tardia para que o procedimento seja realizado pela primeira vez, segundo a Abrasso. Além disso, 37% das mulheres dessa faixa etária fizeram o exame somente uma vez. 
Fonte: Revista VEJA

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Emagrecimento Saudável - Resumo do que é importante



Texto-resumo para o servidor – sobre Emagrecimento Saudável

Emagrecer é muito fácil, porém fazê-lo com SAÚDE, apesar de extremamente benéfico não só para fins de Estética, mas também de viver mais e melhor, não é tão simples assim e exige os conhecimentos certos aliados a disciplina; lembre-se que seu peso é principalmente determinado por quanto de água, músculos, ossos e gordura você tem no seu corpo: por isso, quando você perde peso, a pergunta que sempre tem que ser bem respondida é “o que você perdeu?”, já que a resposta a isto pode significar prejuízo à sua saúde! Afinal, ninguém quer perder músculos e ossos ou ficar desidratado, concordam? Mas é exatamente o que acontece com quem busca emagrecer somente baseando-se em remédios ou dietas temporárias “milagrosas”: perde peso, no entanto em boa parte não por perder gordura e com isso perde junto sua saúde... e quando parar o uso destes, ainda tende a recuperar o peso perdido principalmente como gordura, com mais dificuldade de perdê-lo na próxima “dieta” ou “remedinho”!

Todos precisam entender que o que mais engorda e/ou mantém alguém com sobrepeso (ou mesmo obeso) é o descuido com seus Hábitos de Vida e que enquanto estes não são adequados NINGUÉM consegue perder gordura e adquirir/manter bom organismo e aparência sem virar dependente químico (só consegue manter resultados quando em uso de substâncias, que não tardam a mostrar efeitos colaterais e contra-indicações). Exames e tratamentos são importantes? SIM! Mas só são confiáveis e/ou funcionam quando o paciente, principal interessado em seus resultados, faz a sua parte e adota o máximo possível de hábitos de vida mais saudáveis, regularmente: manter organismo saudável, com mais músculos e menos gordura, funcional, o que gera bem-estar e real qualidade de vida, portanto, só é possível para quem melhora a forma como cuida de si mesmo e quanto mais se cuida, mais sente-se bem e tem melhores resultados!

Resumindo, então, quais devem ser os focos de quem quer emagrecer de forma saudável e manter composição corporal adequada e bem-estar? Basicamente, são 2:
1 – Adquirir e manter, regularmente, BONS hábitos de vida (detalhados aqui: http://www.icaro.med.br/atualizando-e-melhor-adequando-a-base-de-tudo/), sobretudo:

a)    Ingestão regular de água (nunca passar mais de 2h sem ingeri-la)b)   Alimentação adequada (comer de 3 em 3h, preferindo pequenas porções de alimentos de qualidade):·      Evitar carboidratos simples, açúcares e massas
·      Aumentar quantidade de fibras, bem distribuídas, na dieta
·      Incluir termogênicos naturais pode ajudar, como chá verde, ômega-3, pimenta, gengibre, etc
c)    Exercício físico regular (pelo menos 3x/semana)·      O ideal é combinar rotina de exercícios aeróbicos (caminhadas, pedalar, dança, etc) com os de força (musculação, ginástica localizada, etc)
d)   Dormir direito (sono ruim compromete o equilíbrio hormonal e de neurotransmissores)

2 – Buscar apoio dos profissionais de saúde necessários à correção de distúrbios e alterações de exames que persistam mesmo após a adoção de hábitos de vida mais saudáveis (muitos melhoram ou curam-se naturalmente à medida que mais hábitos saudáveis de vida são incorporados ao cotidiano mas os distúrbios/alterações que persistirem merecem tratamento competente), sejam doenças, intoxicações, carências de minerais, vitaminas, hormônios, etc.

a)    Equilibrar suas taxas de hormônios e neurotransmissores (são eles os responsáveis pela comunicação entre as células do seu organismo que, se comprometida, traz vários efeitos negativos para o corpo, entre eles o ganho de peso)
·      Reduzir níveis de insulina: quanto maiores estiverem maior sua tendência a engordar
·   Cuidado especial com a serotonina! A maior parte das pessoas com problemas de peso apresenta algum grau de depressão, ansiedade e “pânico”, condições onde comumente há baixos níveis de serotonina; para produzi-la melhor boas idéias são aumentar a ingestão de triptofano, complexo B e Magnésio (sob indicação/orientação competente)
b)   Recorra aos “remédios” somente (e se necessário) quando os pontos acima tiverem sido adequadamente abordados e resolvidos ou você pode acabar virando um dependente químico: só perde peso quando em uso de medicamentos (peso este que tende sempre a voltar quando cessa o uso e que torna-se gradativamente cada vez mais difícil de perder).


Para os mais interessados em aprofundar-se no assunto, recomendo estes textos:

Um abraço!
Dr. Ícaro


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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Nutrientes importantes no controle do colesterol....



Você já deve estar cansado de ouvir as recomendações básicas para controle do colesterol, não é mesmo? Reduzir gorduras, frituras, praticar atividades físicas, aumentar o consumo de fibras etc.

Mas existem alguns nutrientes que tem relação estreita com a diminuição do temível colesterol e são eles:

Magnésio

Existe uma correlação importante entre a diminuição do magnésio no organismo e o aumento das patologias cardíacas como infarto e arritmias. A deficiência de magnésio provoca aumento da agregação plaquetária, aumento do colesterol e dos triglicérides. 

Fontes de magnésio: grãos integrais, folhas verdes, banana, mel, nozes, frutos do mar, espinafre, amendoim torrado, atum.

Vanádio


Ele inibe a síntese de colesterol, evitando a deposição de gorduras nas paredes das artérias, portanto, previne os ataques cardíacos e isquemia cerebral. 

Fontes de vanádio: frutos do mar, levedo de cerveja, cogumelos, salsinha, alho, arroz integral.

Niacina

A niacina ou vitamina B3 reduz triglicérides, LDL e aumenta HDL.

Fontes de niacina: Carnes magras, carnes de aves, peixes, levedo de cerveja, amendoim, aveia, leguminosas, cereais integrais.



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