sexta-feira, 9 de novembro de 2012

90% das brasileiras não ingerem quantidade adequada de cálcio ...



Um levantamento inédito, revelou que os fatores de risco e os sintomas da osteoporose ainda são pouco conhecidos entre as mulheres brasileiras. De acordo com a pesquisa, encomendada pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso) ao Ibope, nove em cada dez mulheres maiores de 16 anos não ingerem a quantidade diária de cálcio (nutriente que reduz o risco da doença) indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas 60% dessas pessoas acreditam que seguem o consumo ideal.


A OMS recomenda às mulheres que ainda não passaram pela menopausa o consumo de 1.000 miligramas de cálcio por dia e, àquelas que já passaram pelo período, de 1.300 miligramas — o equivalente a aproximadamente três porções de leite e derivados ao dia. Isso porque a queda dos níveis de estrógeno provocada pela menopausa acelera o processo de perda de densidade óssea, condição que eleva o risco de osteoporose. Em relação a esse quadro, o estudo apontou para outro dado preocupante: 80% das mulheres desconhecem a relação entre a menopausa e a doença.
A Pesquisa Firme Forte Osteoporose 2012 entrevistou 3.010 mulheres maiores de 16 anos de idade e moradoras de várias regiões do Brasil. Entre as entrevistadas maiores de 40 anos, 13% afirmaram já ter sofrido alguma fratura e, dessas, 62% relataram uma piora na qualidade de vida após o ocorrido.
A pesquisa ainda mostrou que 67% das mulheres entrevistadas não sabem que a prevenção da osteoporose, por meio do consumo adequado de cálcio e vitamina D, deve começar na infância. Além disso, 81% dessas mulheres afirmaram considerar que a doença atinge especialmente os idosos. De acordo com o estudo, a maioria — 96% das entrevistadas — acredita que a osteoporose necessariamente provoca dor, e somente esse sintoma seria o suficiente para leva-las a um médico. Porém, segundo Bruno Muzzi, presidente da Abrasso, a osteoporose é uma doença silenciosa e, portanto, esperar que a dor apareça para procurar um médico pode provocar um diagnóstico tardio e aumentar o risco de fraturas.
Segundo o estudo, somente 39% das mulheres maiores de 45 anos já realizaram algum exame para detectar osteoporose — e, delas, somente metade afirmou ter sido submetida à primeira densitometria óssea entre 51 e 60 anos, idade tardia para que o procedimento seja realizado pela primeira vez, segundo a Abrasso. Além disso, 37% das mulheres dessa faixa etária fizeram o exame somente uma vez. 
Fonte: Revista VEJA

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Emagrecimento Saudável - Resumo do que é importante



Texto-resumo para o servidor – sobre Emagrecimento Saudável

Emagrecer é muito fácil, porém fazê-lo com SAÚDE, apesar de extremamente benéfico não só para fins de Estética, mas também de viver mais e melhor, não é tão simples assim e exige os conhecimentos certos aliados a disciplina; lembre-se que seu peso é principalmente determinado por quanto de água, músculos, ossos e gordura você tem no seu corpo: por isso, quando você perde peso, a pergunta que sempre tem que ser bem respondida é “o que você perdeu?”, já que a resposta a isto pode significar prejuízo à sua saúde! Afinal, ninguém quer perder músculos e ossos ou ficar desidratado, concordam? Mas é exatamente o que acontece com quem busca emagrecer somente baseando-se em remédios ou dietas temporárias “milagrosas”: perde peso, no entanto em boa parte não por perder gordura e com isso perde junto sua saúde... e quando parar o uso destes, ainda tende a recuperar o peso perdido principalmente como gordura, com mais dificuldade de perdê-lo na próxima “dieta” ou “remedinho”!

Todos precisam entender que o que mais engorda e/ou mantém alguém com sobrepeso (ou mesmo obeso) é o descuido com seus Hábitos de Vida e que enquanto estes não são adequados NINGUÉM consegue perder gordura e adquirir/manter bom organismo e aparência sem virar dependente químico (só consegue manter resultados quando em uso de substâncias, que não tardam a mostrar efeitos colaterais e contra-indicações). Exames e tratamentos são importantes? SIM! Mas só são confiáveis e/ou funcionam quando o paciente, principal interessado em seus resultados, faz a sua parte e adota o máximo possível de hábitos de vida mais saudáveis, regularmente: manter organismo saudável, com mais músculos e menos gordura, funcional, o que gera bem-estar e real qualidade de vida, portanto, só é possível para quem melhora a forma como cuida de si mesmo e quanto mais se cuida, mais sente-se bem e tem melhores resultados!

Resumindo, então, quais devem ser os focos de quem quer emagrecer de forma saudável e manter composição corporal adequada e bem-estar? Basicamente, são 2:
1 – Adquirir e manter, regularmente, BONS hábitos de vida (detalhados aqui: http://www.icaro.med.br/atualizando-e-melhor-adequando-a-base-de-tudo/), sobretudo:

a)    Ingestão regular de água (nunca passar mais de 2h sem ingeri-la)b)   Alimentação adequada (comer de 3 em 3h, preferindo pequenas porções de alimentos de qualidade):·      Evitar carboidratos simples, açúcares e massas
·      Aumentar quantidade de fibras, bem distribuídas, na dieta
·      Incluir termogênicos naturais pode ajudar, como chá verde, ômega-3, pimenta, gengibre, etc
c)    Exercício físico regular (pelo menos 3x/semana)·      O ideal é combinar rotina de exercícios aeróbicos (caminhadas, pedalar, dança, etc) com os de força (musculação, ginástica localizada, etc)
d)   Dormir direito (sono ruim compromete o equilíbrio hormonal e de neurotransmissores)

2 – Buscar apoio dos profissionais de saúde necessários à correção de distúrbios e alterações de exames que persistam mesmo após a adoção de hábitos de vida mais saudáveis (muitos melhoram ou curam-se naturalmente à medida que mais hábitos saudáveis de vida são incorporados ao cotidiano mas os distúrbios/alterações que persistirem merecem tratamento competente), sejam doenças, intoxicações, carências de minerais, vitaminas, hormônios, etc.

a)    Equilibrar suas taxas de hormônios e neurotransmissores (são eles os responsáveis pela comunicação entre as células do seu organismo que, se comprometida, traz vários efeitos negativos para o corpo, entre eles o ganho de peso)
·      Reduzir níveis de insulina: quanto maiores estiverem maior sua tendência a engordar
·   Cuidado especial com a serotonina! A maior parte das pessoas com problemas de peso apresenta algum grau de depressão, ansiedade e “pânico”, condições onde comumente há baixos níveis de serotonina; para produzi-la melhor boas idéias são aumentar a ingestão de triptofano, complexo B e Magnésio (sob indicação/orientação competente)
b)   Recorra aos “remédios” somente (e se necessário) quando os pontos acima tiverem sido adequadamente abordados e resolvidos ou você pode acabar virando um dependente químico: só perde peso quando em uso de medicamentos (peso este que tende sempre a voltar quando cessa o uso e que torna-se gradativamente cada vez mais difícil de perder).


Para os mais interessados em aprofundar-se no assunto, recomendo estes textos:

Um abraço!
Dr. Ícaro


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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Nutrientes importantes no controle do colesterol....



Você já deve estar cansado de ouvir as recomendações básicas para controle do colesterol, não é mesmo? Reduzir gorduras, frituras, praticar atividades físicas, aumentar o consumo de fibras etc.

Mas existem alguns nutrientes que tem relação estreita com a diminuição do temível colesterol e são eles:

Magnésio

Existe uma correlação importante entre a diminuição do magnésio no organismo e o aumento das patologias cardíacas como infarto e arritmias. A deficiência de magnésio provoca aumento da agregação plaquetária, aumento do colesterol e dos triglicérides. 

Fontes de magnésio: grãos integrais, folhas verdes, banana, mel, nozes, frutos do mar, espinafre, amendoim torrado, atum.

Vanádio


Ele inibe a síntese de colesterol, evitando a deposição de gorduras nas paredes das artérias, portanto, previne os ataques cardíacos e isquemia cerebral. 

Fontes de vanádio: frutos do mar, levedo de cerveja, cogumelos, salsinha, alho, arroz integral.

Niacina

A niacina ou vitamina B3 reduz triglicérides, LDL e aumenta HDL.

Fontes de niacina: Carnes magras, carnes de aves, peixes, levedo de cerveja, amendoim, aveia, leguminosas, cereais integrais.



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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Estudo mostra como a privação do sono afeta a imunidade...



A importância do sono para o bom funcionamento do sistema imunológico é conhecida, mas pouco se sabe sobre os mecanismos envolvidos. Uma pesquisa apoiada pela FAPESP e conduzida nos últimos anos tem mostrado como diferentes tipos de privação de sono interferem nas defesas do organismo.
Na primeira fase da pesquisa, para mimetizar situações comuns na sociedade os pesquisadores submeteram voluntários tanto à privação total por 48 horas – similar à que ocorre com pessoas que trabalham em sistema de plantão noturno – como à privação seletiva de sono REM (movimento rápido de olhos, na sigla em inglês), fase do sono em que prevalecem os sonhos, por quatro noites seguidas.
“Nas últimas décadas, houve diminuição progressiva e importante na média da duração do sono, principalmente na segunda metade da noite, quando prevalece o sono REM”, disse Francieli Ruiz da Silva, autora principal do estudo, feito durante o doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) com Bolsa da FAPESP.
O estudo, orientado pelo professor Sergio Tufik, foi realizado no Instituto do Sono, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP. Os resultados do experimento foram publicados em artigo na revista Innate Immunity e apresentados na 23ª Reunião Anual da Associated Professional Sleep Societies, realizada nos Estados Unidos em 2009. O trabalho também foi premiado pela European Federation of Immunological Societies durante o 2º European Congress of Immunology, realizado na Alemanha no mesmo ano.
Em uma segunda fase da pesquisa, realizada com animais, os pesquisadores do Instituto do Sono investigaram os efeitos da privação de sono no desenvolvimento de resposta específica a um desafio imunológico. Os resultados dos experimentos com camundongos foram apresentados na 27ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia experimental (FeSBE), realizada em agosto de 2012.


“O objetivo na primeira fase foi avaliar a alteração no perfil imunológico dos voluntários causada pela falta de sono. Para isso, realizamos leucograma – exame que mede a quantidade de leucócitos no sangue – antes e depois do experimento”, disse Ruiz.

Ao longo de uma semana, 30 voluntários saudáveis, entre 18 e 30 anos, permaneceram no laboratório distribuídos em três grupos. Aqueles do grupo controle dormiram normalmente e tiveram seu padrão de sono monitorado por meio do exame de polissonografia.
Os integrantes do grupo submetido à privação seletiva também tiveram o sono monitorado e foram acordados por uma campainha toda vez que o exame indicava a aproximação da fase REM.
“A primeira noite foi tranquila, mas à medida que a demanda do organismo por sono REM foi se acumulando, foi ficando difícil. Esse estágio aparecia cada vez mais cedo, efeito conhecido como rebote de sono REM. Na quarta noite, eles mal cochilavam e já entravam na fase REM”, contou Ruiz.
Já o grupo da privação total manteve-se alerta por 48 horas com a ajuda de videogames, jogos de cartas, internet e eventuais chacoalhadas. Nas três noites seguintes, dormiram normalmente e foram monitorados pela polissonografia para registrar o efeito rebote de sono.
Enquanto o grupo controle não apresentou alteração no perfil imunológico, como esperado, os voluntários do grupo submetido à privação total tiveram uma elevação no número de leucócitos, especificamente de neutrófilos, o primeiro tipo celular que responde à maioria das infecções. Também houve aumento de linfócitos T CD4, responsáveis pela imunidade adaptativa, específica para cada doença.
“Considerando que os leucócitos desempenham a função de defesa ao primeiro sinal de invasão por patógenos, observamos que a privação total de sono desencadeou um sinal de alerta no organismo. Ele entendeu como uma agressão e respondeu a um fantasma”, disse Ruiz.
Essa alteração foi revertida após as primeiras 24 horas de recuperação do sono. “Mas, para nossa surpresa, o número de linfócitos não voltou ao normal após as três noites de recuperação”, contou.
No grupo privado de sono REM, foi observada uma diminuição da imunoglobulina A (IgA) circulante no sangue durante todo o período do experimento. Esse efeito permaneceu após as três noites de recuperação do sono.
“Essa imunoglobulina, presente na secreção de mucosas, está diretamente relacionada à proteção contra a invasão por patógenos. Isso poderia explicar por que a privação de sono REM poderia estar relacionada a uma maior suscetibilidade a doenças como gripes e resfriados já descrita na literatura”, disse.
Desafio imunológico
Na segunda fase da pesquisa, os pesquisadores investigaram, em ratos, os efeitos da privação de sono no desenvolvimento de resposta específica a um desafio imunológico. “Precisávamos de um estímulo que desencadeasse uma resposta vigorosa e optamos por um modelo de transplante de pele entre duas linhagens diferentes e geneticamente incompatíveis de camundongos”, disse Ruiz.
Nesse modelo, de acordo com Ruiz, a rejeição do tecido enxertado pelo organismo do receptor é certa. Mas, enquanto os animais do grupo controle levaram entre 8 e 10 dias para expelir o tecido estranho, aqueles submetidos à privação de sono, seja ela total ou apenas da fase REM, levaram entre 15 e 18 dias.
“Isso representa um aumento de 80% no tempo de sobrevida do tecido, o que equivale ao efeito de drogas imunossupressoras como a ciclosporina”, disse Ruiz.
Para entender o que estava causando o prejuízo na resposta imunológica, os pesquisadores analisaram os órgãos linfoides dos animais e verificaram uma redução de 76,4% no número de linfócito T CD4 no grupo submetido à privação de sono REM. No grupo que sofreu privação total, a queda foi de 34% em relação ao grupo controle.
“Os linfócitos T são essenciais para que o processo de rejeição aconteça. Eles são ativados pelas células apresentadoras de antígenos (APCs) e, então, migram dos órgãos linfoides para a região afetada, onde desencadeiam o processo inflamatório que culmina com a rejeição”, explicou Ruiz.
As análises mostraram que nos dois grupos houve redução de aproximadamente 40% no número de linfócitos T no infiltrado inflamatório do enxerto de pele, ou seja, havia menos células de defesa na região.
Isso pode ser explicado por uma menor expressão da molécula MHC 2, essencial para a comunicação entre as APCs e os linfócitos. Além disso, houve redução de 40% na quantidade de receptores para a interleucina 2 (IL-2) na circulação sanguínea.
“Quando o linfócito migra para a área afetada, precisa se proliferar para atacar o tecido. Para isso libera a IL-2, principal mediador para essa proliferação. Portanto, uma menor quantidade desses receptores no sangue indica menor proliferação de linfócitos e prejuízo ao processo de rejeição”, disse Ruiz.
Para ter certeza de que o possível estresse causado pela privação de sono não estava por trás da imunossupressão, os pesquisadores avaliaram os níveis de corticosterona no sangue dos animais.
“Esse hormônio, nos camundongos, é o equivalente ao cortisol em humanos. Como os níveis não estavam mais elevados nos roedores privados de sono do que no grupo controle, acreditamos que o estresse não tenha interferido nos resultados”, afirmou.
O próximo passo da pesquisa é investigar por que a privação de sono diminui a expressão de MHC 2 e a proliferação dos linfócitos. Além disso, Ruiz pretende investigar, durante o pós-doutorado, também com Bolsa da FAPESP, o efeito da privação de sono na imunidade de pessoas que trabalham em turno e trocam o dia pela noite.
“A literatura indica que o sono durante o dia não é tão reparador como o noturno. Nossa intenção é vacinar esses voluntários e ver como a inversão dos períodos de descanso interfere na imunização”, disse.
Fonte: Agência FAPESP

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Exercício físico e colesterol...




Que a prática de exercícios físicos é benéfica na prevenção de doenças cardiovasculares, como enfarte do miocárdio, hipertensão arterial e aumento do colesterol, já era de conhecimento geral. A dúvida, no entanto, ficava sobre o que acontecia com o LDL, chamado de colesterol ruim, causador de diversos males ao ser humano. Um trabalho apresentado no 60° Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia abre espaço para esta discussão e pode ser um pontapé para acabar com os questionamentos sobre o assunto.

O estudo que traçou um paralelo entre os exercícios físicos e a redução do colesterol foi realizado por uma equipe do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (INCOR). "Os músculos, ao serem estimulados com a atividade física, vão consumir o colesterol LDL", explica José Antônio Ramires, diretor geral do INCOR, que também apresentou a pesquisa no Congresso Europeu de Cardiologia, ocorrido, na Suécia.

Essa foi a primeira vez que um estudo revelou que a prática de exercícios físicos auxilia na queima do colesterol. O resultado do trabalho é animador, mas deve ser visto com cautela, sobretudo pelos frequentadores assíduos de academias. No entanto, a pesquisa serve como um estímulo às pessoas que possuem nível elevado de colesterol e não praticam nenhum tipo de exercício.

Como relata Ramires, o trabalho foi simples e envolveu 18 pacientes. Após a escolha dos participantes, foi medido o nível de colesterol LDL em cada um. Em seguida, as sessões de exercícios e novas medições foram feitas. Nessas análises verificou-se que houve uma rápida redução do nível de LDL no sangue desses pacientes. "O exercício obrigava os músculos a consumir LDL", informa.

SÓ O EXERCÍCIO NÃO RESOLVE

O especialista em cardiologia esportiva Nabil Ghorayeb, que é chefe da seção de Cardiologia do Esporte do Instituto Dante Pazzanese e também do Hospital do Coração, em São Paulo, vê os resultados com cautela. Ele lembra que estudos recentes apontaram que o nível de colesterol bom, o HDL, se eleva pouco para quem pratica exercícios há um bom tempo e que o nível de LDL diminui menos de 10% em longo prazo.

A avaliação de Ghorayeb é importante, pois ainda não existe no mundo nenhum estudo com uma amostra grande de pessoas que tenham, por meio da atividade física, sanado o problema do colesterol. "É preciso frisar também que o exercício tem que ser regular e moderado, por no mínimo 14 semanas. O indivíduo, principalmente aquele que nunca praticou esportes, não pode aderir imediatamente à atividade de forte impacto", avisa o cardiologista.

Diante do quadro levantado por ele, vale ressaltar ainda a combinação de três pontos: prática de exercício regular e moderado, alimentação saudável, e, quando necessário, administração de remédios. "Não adianta sair fazendo qualquer tipo de esporte e achar que estará protegendo o coração, pois não estará. Se fosse assim, não teríamos praticantes regulares de atividades físicas enfartando", finaliza Ghorayeb.

FATORES DE RISCO

Um estudo intitulado "Interheart" apontou o colesterol LDL elevado como um dos principais fatores de risco para o enfarte do miocárdio no mundo. Além do colesterol, a pesquisa mostrou que os demais complicadores são: tabagismo, estresse, diabetes, hipertensão arterial e obesidade abdominal. Do outro lado, o trabalho apontou como fatores de proteção a atividade física, o consumo diário de frutas e verduras e a ingestão moderada de bebidas alcoólicas.

Profissionais da área médica atestam que controlando esses fatores, combate-se em 90% as doenças do coração. O "Interheart" foi financiado por diversas instituições de todo o mundo sob a coordenação de Salim Yusuf, da Universidade de McMaster, do Canadá.

O QUE É O “MAL COLESTEROL”

O LDL é algo similar à gordura presente no sangue. Ele pode ser fabricado no fígado ou originado pelos vários alimentos consumidos. O nível elevado desse tipo de colesterol pode se acumular nas artérias causando, entre outras coisas, ataque cardíaco, derrame e enfarte.

O colesterol elevado não apresenta sintomas, daí a importância de conhecer o nível de LDL, já que existe tratamento eficaz. As sociedades de Cardiologia Norte-Americana e Brasileira recomendam que todas as pessoas a partir dos 20 anos façam a medição do perfil lipídico, ao menos uma vez a cada cinco anos.

Nível de colesterol total recomendado pelas sociedades de cardiologia:

Desejável: menor que 200 mg/dl
Limite: entre 200 e 239 mg/dl
Elevado: superior ou igual a 240 mg/dl

Fonte: Agência Estado*


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sábado, 3 de novembro de 2012

Alimentos com maior teor de sódio são divulgados pela Anvisa...


É importante saber que não se deve ingerir sal demais... e nem de menos.
O problema é que população brasileira consome duas vezes mais sal do que o recomendado.
E grande parte desse sal vem por meio dos alimentos industrializados.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um levantamento que mostra os "campeões" em alto teor de sódio.
Ao todo, foram analisados 496 produtos de 26 categorias de alimentos.
Mesmo o queijo ricota, muito consumido em dietas, apresentou altas variações de sódio entre as marcas avaliadas.
Mas o campeão foi o queijo parmesão ralado, que lidera o ranking com um teor médio de 1.981 miligramas de sódio por 100 gramas do produto.
Nas colocações seguintes, aparecem o macarrão instantâneo e a mortadela. O biscoito de polvilho tem quantidade média de 1.092 miligramas do ingrediente para cada 100 gramas - veja a lista dos campeões do sódio abaixo.
AlimentoMédiaMaior valorMenor valorDiferença
Queijo parmesão ralado1.9812.9761.1002,7
Macarrão instantâneo1.7982.1601.4351,5
Queijo parmesão1.4023.05222313,7
Mortadela1.3031.4801.0631,4
Mortadela de frango1.2321.5209431,6
Maionese1.0961.5046832,2
Biscoito de polvilho1.0921.3984273,3
Salgadinho de milho77913953953,5
Biscoito água e sal7411.2725722,2
Biscoito cream cracker7351.1304372,6
Hamburguer bovino7011.1201348,4
Batata frita ondulada6248324471,9
Pão de queijo congelado5827823672,1
Queijo muçarela5771.0683093,5
Queijo prato5719863263
Pão de queijo5588301057,9
Queijo minas padrão5466732902,3
Queijo minas frescal5051.81912614,4
Batata palha4727192502,9
Biscoito de amido de milho3694772402
Biscoito recheado2886501305
Ricota fresca1914324110,5
Farinha láctea106170208,5
Bebida láctea93115731,6
Queijo petit suisse4562381,6
Refrigerante de guaraná baixa caloria121772,4
Fonte: ANVISA
O brasileiro consome, em média, 11,75 gramas de sal (cloreto de sódio) e 4,7 gramas de sódio, quando o recomendado é 5 gramas e 2 gramas, respectivamente.
O sódio representa aproximadamente 40% da composição do sal.
"A Anvisa vai dizer que tudo que está além é muito e a indústria, que tudo que está abaixo do limite, é pouco. No meio, estão os consumidores, quem nos interessa", disse o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.
O governo e representantes da indústria e dos supermercados firmaram acordo, iniciado em 2011, pela diminuição progressiva do sódio nos alimentos.
A partir de 2013, produtos com menos sódio já deverão estar disponíveis no mercado.
Fonte: Diário da Saúde

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Consultas regulares




“Consulte regularmente os profissionais de saúde adequados e necessários ao seu quadro clínico, seguindo suas orientações:
As consultas regulares permitem identificar e tratar distúrbios em sua fase inicial, bem como receber orientações sobre prevenção e tratamentos. Afinal, mesmo quem se cuida, por vezes ainda assim adoece. Fundamental, também, é seguir os tratamentos exatamente como os profissionais prescreveram, para que tenham maior chance de alcançar os efeitos desejados”.

Mas quais consultas e exatamente por que (detalhando)?

Consultas regulares com :
– Médico (minimamente os seguintes):
• Crianças: Pediatra
• Mulheres: Ginecologista
• Homens: Urologista (a partir dos 40)
• Idosos: Geriatra (se possível) e Procto a partir dos 40
– Nutricionista
– Odontólogo
– Demais profissionais necessários (psicólogos, fisioterapeutas, etc)

Ø  Se você apresenta sintomas, é claro que deve ser consultado; mas se não apresenta qualquer distúrbio, não parece lógico que ainda assim deva consultar-se periodicamente para manter-se assim, saudável? Afinal, não é a prevenção muito melhor que ter que ser “remediado”? Em outras palavras, uma paciente me relatou que o Pediatra do seu filho disse-lhe que só deveria trazê-lo novamente para avaliação “quando apresentasse algum sintoma”: só que isto está errado já que se a criança está realmente BEM, deve ser avaliada e tratada (se necessário) periodicamente para continuar bem! E não sou eu quem afirma isto “do nada”: a própria Organização Mundial de Saúde (em documento oficial algo recente) orienta que todas as nações do mundo devam preocupar-se e investir cada vez mais em PREVENÇÃO à medida que os sistemas de saúde de todo o mundo ficam cada vez mais insuficientes ante a grande massa de pessoas vivendo cada vez mais tempo mas doentes, o que em breve deve impossibilitar atenção curativa suficiente para todos, em âmbito mundial.
Ø  Nossa alimentação pode adoecer-nos ou fortalecer-nos e mesmo curar distúrbios, o que faz do acompanhamento nutricional periódico peça-chave na atenção à saúde realmente adequada e completa.
Ø  A saúde bucal tem sido cada vez mais relacionada à saúde do organismo como um todo e estudos recentes deixam claro que se não “vai bem” pode afetar de maneira importante até órgãos nobres como coração e cérebro; por isso, as orientações e tratamento odontológico periódicos são indispensáveis.
Ø  Cada caso é único e, como tal, pode necessitar das avaliações e condutas de vários outros profissionais de saúde, já que o atendimento multidisciplinar é a melhor forma de prover atenção realmente holística e integrativa à saúde, contemplando “o todo” de cada organismo. Afinal, se cada parte do corpo e mente afeta uma à outra e o conhecimento em saúde é cada vez mais vasto (a ponto de termos cada vez mais especialistas em partes específicas), nada mais lógico que cada profissional atenda à parte que mais estudou e entende, quando necessário. Como dizem, “cada macaco no seu galho”: quem entende mais de terapia é o psicólogo, de reabilitação geral o fisioterapeuta, etc.

O que esperar de cada profissional de saúde?
Consultas regulares, com os profissionais corretos, devem possibilitar:
– Orientações para PREVENÇÃO (incluindo promoção de hábitos saudáveis de vida, fundamentais)
– Exames complementares (bem indicados)
– Detecção precoce de doenças
– Tratamento
– Acompanhamento
– Orientações gerais, sobretudo de terapêutica adequada
– Sanar dúvidas
– Segurança

Acredito que se cada um de nós tiver em mente estes aspectos sempre que procurar por atendimento, devamos começar a obter cada vez melhores resultados, em benefício próprio e daqueles que amamos; portanto, COBRE um BOM ATENDIMENTO, o mais completo possível para suas necessidades, sempre!

Um abraço

Dr. Ícaro
www.icaro.med.br


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