terça-feira, 22 de outubro de 2013

A respiração bucal e seus prejuízos


A respiração pelo nariz é o mecanismo fisiológico de respirar que   propicia o normal crescimento e desenvolvimento do complexo crânio-facial, favorecendo o equilíbrio estrutural e funcional do indivíduo. Uma vez alterada a forma da respiração, o organismo sofre uma série de mudanças  para se adaptar a essa nova condição.

A respiração bucal é um distúrbio respiratório comum na infância, quando o indivíduo  substitui o padrão correto de respiração nasal por um padrão bucal ou misto (buco-nasal). Esse padrão alterado de respiração  pode ocasionar uma série de prejuízos estruturais e funcionais do sistema estomatognático, dos orgãos fonoarticulatórios, das funções orais,  além de causar efeitos prejudiciais progressivos à saúde em geral, no contexto do desenvolvimento fisico, psicológico e social.

O  respirador bucal é uma síndrome que apresenta  as seguintes alterações e caractéristicas como: alterações dos músculos da face, mastigação ineficiente, desequilíbrio na deglutição  e sucção, lábio superior curto, lábios ressecados e com gengivas inflamadas, vedamento labial inadequado, céu da boca profundo e atrésico, problemas respiratórios (rinite, bronquite, otite, amigdalite), olheiras, olhar vago, ronco, sono agitado,  baba durante o sono,   irritabilidade, falta de concentração, respiração barulhenta, narinas estreitas, utilização de  líquido na hora de engolir, entre outros.

É importante esclarecer a importância do tratamento precoce da respiração bucal através de uma abordagem multidisciplinar, com otorrino, fonoaudiologia, fisioterapia, psicopedagogia e odontologia. A  Síndrome do Respirador Bucal não é uma simples alteração local respiratória, ela compromete todo o organismo, interferindo na qualidade de vida. 


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Jovem desiste de cirurgia e perde 60 kg com mudança na dieta e exercício

Cláudio, 22 anos, chegou a fazer o pré-operatório da redução de estômago. No entanto, estudante decidiu perder peso com mudanças no estilo de vida.
 
Cláudio perdeu 60 kg e saiu do manequim 64 para o 42 (Foto: Arquivo pessoal/Cláudio Matheus Lemes da Silveira Florêncio Delfino)
Para sair dos 150 kg, o estudante Cláudio Matheus Lemes da Silveira Florêncio Delfino, de 22 anos, chegou a realizar o pré-operatório da cirurgia de redução do estômago.
Porém, o jovem, na época com 18 anos, desistiu da operação e antes de ir adiante, decidiu que tentaria perder peso com mudanças na alimentação e atividade física. “Minha mãe fez cirurgia, mas engordou de novo. Então vendo essa e outras situações, resolvi que não queria aquilo para mim”, conta o rapaz, que é de Goiânia.
Cláudio lembra que sempre teve problemas com excesso de peso, principalmente por causa da ansiedade. “Sempre descontava na comida. Além disso, sou filho único e sempre fui mimado, a recompensa sempre foi comer”, diz o jovem. Os quilinhos a mais atrapalharam também a adolescência do jovem, que teve que mudar de escola por causa das piadas dos colegas. “Saí de um colégio militar por causa de bullying, não fui aceito”, conta.
Decidido então a perder peso, ele procurou um endocrinologista e uma nutricionista. “Cheguei no médico e disse que não aguentava mais, que precisava mudar”, lembra Cláudio. Por causa da ansiedade, o endocrinologista receitou um remédio e também orientou que ele mudasse os hábitos. “O medicamento dava muito efeito colateral, então tomei só por 2 meses e parei porque percebi que não precisava mais dele, que conseguia emagrecer por conta própria”, conta.
Só que as mudanças que ele tinha que fazer não eram tão simples assim – acostumado a comer fast food todos os dias, pizza, doces, refrigerantes e massas, Cláudio teve que aprender a comer em menores quantidades e em intervalos menores. “Não tomava café da manhã e substituía refeições por fast food. Além disso, quando meus pais saíam de casa, eu pedia uma pizza, comia sozinho e jogava a caixa no lixo do apartamento do vizinho”, lembra o estudante.
Depois da decisão, ele trocou os alimentos refinados por integrais, começou a preferir carnes magras, mas as frutas e verduras continuaram sendo um obstáculo. “Meu avô me forçava a comer, então tenho um pouco de trauma. Não é a base das minhas refeições, mas tento acrescentar, mesmo que em pouca quantidade”, diz.
Paralelamente à nova alimentação, Cláudio trocou também o sofá e a TV pela academia, mas teve que superar a impaciência, a preguiça e todas as dificuldades do começo. “Era complicado, achava que não ia dar conta e queria ver resultado rápido, mas fui mantendo a regularidade e me animando aos poucos”, lembra. Com aulas de spinning e jump, circuito funcional e musculação 4 vezes por semana, o goiano perdeu 30 kg e se animou para continuar. “Hoje eu vou de segunda-feira a sábado e no domingo, ainda caminho e corro no parque”, conta.
Fiquei preocupado com a flacidez, mas não tive nada disso. Claro que não tenho o corpo de um atleta, e sim de um ex-obeso, mas acostumei com isso"
Cerca de 4 anos depois, Cláudio comemora os 60 kg a menos na balança e todos os benefícios que o novo peso lhe trouxe. “Meu relacionamento com as pessoas mudou, me sinto bem em qualquer ambiente. Minha vida social é outra também, saio bastante e sou mais confiante para conversar com as mulheres”, celebra.
Agora com 90 kg, o jovem saiu do número 64 de calça para o 42 e festeja a mudança também na autoestima. “Fiquei preocupado com a flacidez, mas não tive nada disso. Claro que não tenho o corpo de um atleta, e sim de um ex-obeso, mas acostumei com isso”, diz.
Depois que aprendeu a controlar a ansiedade não mais com comida, mas sim com atividade física, Cláudio diz que a preocupação em não voltar mais ao antigo estilo de vida é diária e agora seu objetivo é a definição muscular. “Estou muito feliz com a conquista, mas não parei. Só sei que já tenho esses hábitos bem definidos para mim e não me aceito mais como eu era”, conclui o jovem.
 

"Estou feliz com a conquista, mas não parei", diz o jovem com 60 kg a menos (Foto: Arquivo pessoal/Cláudio Matheus Lemes da Silveira Florêncio Delfino)
*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.  

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Dicas para você melhorar sua função/desempenho CEREBRAL




Dicas para você melhorar sua função/desempenho CEREBRAL (e mantê-la boa, assim ajudando a evitar demências e mesmo Alzheimer, Parkinson e similares) – Mantenha REGULARIDADE na aplicação destas em sua vida diária!

-      -  Melhore seus Hábitos de vida e mantenha-os dentro do melhor possível (é deles que seu cérebro extrai o que é necessário para obter seu bom funcionamento e constituição/reparo/recuperação):
o   Tome água em quantidade regular e suficiente (estruturalmente, a maior parte do cérebro é água e boas gorduras!)
o   Busque dieta realmente nutritiva, ou seja, rica em nutrientes diversos e diversificada (incluindo boa quantidade de vegetais e BOAS gorduras)
o   Respire direito (assim aumentando o oxigênio disponível)
o   Exercite-se regularmente (o que melhora a circulação)
o   Durma bem (é no sono que o cérebro recupera-se e reconstrói-se)
o   Para mais informações sobre isto, busque “Hábitos Saudáveis de Vida” e “Combustíveis” na Sala de Artigos do www.icaro.med.br
-       - Evite excessos de qualquer espécie (todo excesso funciona como “toxina”)
-       - Evite açúcar e frutose “refinada”
-       - Evite glúten e caseína (a não hidrolisada) em geral
-       - Mantenha BOA flora bacteriana intestinal
-       - Busque melhores níveis de vitaminas do Complexo B (incluindo ácido fólico) e Magnésio
-       - Mantenha BONS níveis de vitamina D (e procure exposição “benéfica” à luz solar diariamente – assim seu cérebro “aprende” quando é dia e quando é noite!)
-       - Mantenha níveis baixos de insulina (e leptina), sobretudo de jejum
-       - Reduza os níveis de mercúrio e alumínio no seu organismo (cuidado, por exemplo, com desodorantes e vacinas ricas nestes)
-       - Coma mais fontes de antioxidantes (incluindo antocianinas, por exemplo Blueberry)
-       - Neuróbica (“exercitar” o cérebro) diariamente: Estimule e desafie sua mente, buscando sempre aprender coisas novas constantemente
-    - Evite estatinas e drogas anticolinérgicas (alguns analgésicos, antihistamínicos, “soníferos”, calmantes, antidepressivos em geral – sobretudo deve ser evitado seu uso crônico)

* Demências NÃO são conseqüências inevitáveis, “naturais do envelhecimento”: só ocorrem quando “algo foi mal” nos pontos acima por muito tempo... Cuide-se e evite-as!

** Baseado principalmente em:
http://www.icaro.med.br/artigos/cartilha-do-concurseiro.html/
http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2013/10/17/alzheimers-zinc-deficiency.aspx?e_cid=20131017Z1_DNL_art_1&utm_source=dnl&utm_medium=email&utm_content=art1&utm_campaign=20131017Z1


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Entenda o BÁSICO para combater sobrepeso e obesidade com SAÚDE



Quando o assunto é #emagrecimento , combate ao #sobrepeso e #obesidade (mas com SAÚDE), há um básico a ser observado:


É IMPOSSÍVEL um paciente emagrecer com saúde (mais músculos e menos gordura) e manter-se com bom peso e composição corporal se tiver baixo #metabolismo .

E nenhum cérebro vai permitir um organismo com BOM metabolismo sem condições para isso:
- Combustíveis suficientes (água, nutrientes/alimentos/suplementos adequados a cada caso, oxigênio do ar)
- Boa circulação sangüínea (mais comumente obtida por boa hidratação e rotina de exercícios físicos, regularmente)
- Sono adequado
- Carências de hormônios/neurotransmissores

A falta de qualquer destas condições VAI comprometer seu metabolismo e a conseqüência natural deste comprometimento será mais peso gordo e menos peso magro para você!



"Trocando em miúdos": se você não está conseguindo emagrecer mas não está pecando no óbvio (que é comer demais; quem come demais geralmente VAI engordar pelo excesso de entrada e armazenamento de energia), TEM que resolver os pontos acima junto ao acompanhamento de profissionais competentes.

A explicação acima é BEM simplista, para fins didáticos… Entendeu?


Boa semana!


Dr. Ícaro Alves Alcântara

* Se você quer aprofundar-se no assunto, procure por "Metabolismo" e "Emagrecimento" na Sala de Artigos do meu site www.icaro.med.br





quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Você conhece a Goji Berry?


Ela vem estampando muitas revistas e Instagrams por aí. Mas afinal, você conhece os benefícios desta frutinha? Ela é rica em fibras, vitamina C, fito-nutrientes, antioxidantes, vitaminas do complexo B, zinco, cálcio, potássio, selênio e ácidos graxos essenciais.
A Goji Berry é uma fruta que chama atenção pela sua rica composição e, principalmente, pelo seu altíssimo teor de vitamina C. Em 100g dessa fruta, podemos encontrar quase 50 vezes mais vitamina C do que em uma laranja.
Outros benefícios são seus efeitos anti-inflamatórios e propriedades antioxidantes, que auxiliam no rejuvenescimento celular, na prevenção de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, distúrbios do sistema neurológico e imunológico.
A Goji Berry é considerada uma excelente fonte de proteína, pois nela encontramos 18 tipos de aminoácidos diferentes, sendo 8 deles essenciais.

 ** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Qual é a idade ideal para procurar um ortodontista?


 
O tratamento ortodôntico além de corrigir dentes “tortos” melhora a saúde dental, as funções do sistema estomatognático como a mastigação, fala e deglutição assim como  proporciona uma aparência facial mais jovem e equilibrada. Muitos pais não sabem qual a importância e qual o melhor momento para visitar o dentista  ortodontista.
 
A Associação Americana de Ortodontia recomenda que uma consulta com o ortodontista seja feita por volta dos 6 anos de idade para que problemas relacionados ao crescimento sejam avaliados e assim determinar qual a época ideal para o tratamento da criança. Em alguns casos o ortodontista pode identificar problemas que necessitam de uma intervenção precoce, como: falta de espaço para correta acomodação de dentes permanentes; mordida cruzada; mordida profunda; mordida aberta; respiração bucal; hábitos de sucção (dedo ou chupeta); dificuldade na mastigação; falta de proporção entre os maxilares devido a alteração na direção do crescimento da mandíbula e maxilla, entre outros.
 
Os  benefícios são enormes quando se inicia uma intervenção ortodôntica na hora certa, quando se faz uma ortodontia inteligente baseada na individualização.  Isto significa que cada caso é analisado e tratado de acordo com suas características individuais permitindo saber o quanto é possível avançar, qual será o tempo necessário para a reparação da má oclusão e qual a melhor idade para se colocar o aparelho. Tudo isso a partir de uma análise sistêmica, observando-se toda a face e não apenas os dentes.
 
Portanto, não existe uma idade exata para o início do tratamento ortodôntico, mas considera-se de uma forma geral que a primeira visita seja em torno dos seis anos de idade; no entanto casos mais graves podem ser iniciados antes. O  fundamental é que o ortodontista aproveite a fase de crescimento da criança.
 

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Exercício físico protege o cérebro...

 
BOSTON - Várias pesquisas já mostraram que o exercício faz bem para o cérebro.
 
O que cientistas agora identificaram foi que uma molécula, chamada irisina, é produzida no cérebro durante exercícios de resistência e que ela tem efeitos neuroprotetores. A descoberta, publicada na versão online da “Cell Metabolism” pode ser útil para o desenvolvimento de drogas com o uso desta molécula para proteger indivíduos contra doenças neurodegenerativas e aumentar a cognição na população mais idosa.
 
Enquanto já se sabe que o exercício pode impulsionar a função cognitiva e diminuir os sintomas de doenças neurológicas como depressão, derrame e doença de Alzheimer, os mecanismos por trás destes efeitos eram misteriosos. Neste processo, o fator de crescimento chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês) parece ter um importante papel, dizem os cientistas.
 
Com base em experimentos realizados com camundongos, os cientistas, coordenados por Bruce Spiegelman, do Instituto de Câncer da Escola Médica de Harvard, descobriram que uma molécula chamada FNDC5 e seu produto de clivagem, a irisina, sofrem aumento no cérebro durante o exercício de resistência, aumentando também a produção de BDNF.
 
Por outro lado, camundongos geneticamente modificados para terem baixos níveis de irisina no cérebro tiveram os níveis de BDNF também reduzidos.
 
A equipe mostrou que o aumento dos níveis de irisina na circulação levou a molécula a cruzar a barreira hematoencefálica, aumentando a produção de BDNF e ativando genes envolvidos na cognição.
 
- Nossos resultados indicam que FNDC5/irisina tem a habilidade de controlar uma via neuroprotetora muito importante no cérebro - afirma Spiegelman.
 
Os pesquisadores planejam agora trabalhar no desenvolvimento de uma forma de manter estável a proteína irisina, que poderia ser dada aos camundongos por injeção.
 
FONTE: O GLOBO
 

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