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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Para quem ainda acredita no MITO que todos os hormônios causam câncer




Conforme postei há 2 dias em meu site www.icaro.med.br :

O texto abaixo está aqui reproduzido sob autorização do Dr. José Carlos Brasil Peixoto, médico, conforme original publicado no seu site. É um texto algo longo mas que MUITO BEM explica e desmistifica vários aspectos atinentes ao uso consciente de hormônios na busca e manutenção de real saúde para qualquer paciente que precise, em qualquer idade; na minha opinião, é leitura obrigatória para quem quer saber mais sobre hormônios e sua vasta utilidade para a saúde humana, tudo bem embasado em evidências científicas suficientes e inquestionáveis; enfim: leia e forme sua própria opinião...


“HORMÔNIOS BIOIDÊNTICOS A REVOLUÇÃO TERAPÊUTICA
Idealização, preconceitos e realidade

José Carlos Brasil Peixoto, médico

Recentemente o tema hormônios bioidênticos tem sido objeto da mídia. O termo tem inúmeras referências em sites de busca na internet e já foi alvo de reportagens em rádio e televisão. Como em outras questões ligadas à saúde, surgem controvérsias e posicionamentos radicalizados. Possivelmente isso poderá ter adeptos e detratores que eventualmente pareçam-se como torcedores de time de futebol. Mas não é um tema sujeito a esse tipo de postura, se de fato o público em geral entenda as premissas corretas do conceito subjacente à fisiologia envolvida e do que se trata – objetivamente – um tratamento com hormônios ...verdadeiros.

Uma breve história dos esteróides

O emprego de substâncias que se comportam como hormônios esteróides não é exatamente uma novidade. O primeiro análogo de hormônio esteróide feminino, o etinil-estradiol, foi sintetizado em 1938, na Alemanha(1). Outro análogo, de uso em larga escala, seria o Premarin®, que é obtido da urina de éguas prenhas, chamado capciosamente de estrógenos conjugados naturais,(2) embora não tenha o perfil hormonal da espécie humana, chegou ao mercado em 1942.
Mas o emprego de extratos hormonais como fonte de rejuvenescimento é mais antiga. Tem-se noticia que em 1889 um professor de Harvard teria testado em si mesmo um elixir da juventude que nada mais era do que extrato de testículos de animais, que o teria deixado com energia e sensação de grande bem estar. Nesse caso o hormônio em pauta seria a testosterona.
Os esteróides sexuais só foram isolados 40 anos após, por um bioquímico americano. Pouco depois foi isolada a testosterona (1931).  Mas foi a descoberta da conexão entre o colesterol e os hormônios sexuais que habilitou a primeira síntese, parcial, em laboratório, que logo em seguida, em 1939, permitiu a síntese de pregnenolona a partir do colesterol.
Vários hormônios não esteróides, ou seja, não derivados do colesterol foram descobertos antes disso, o que inclui a adrenalina, os hormônios da tireóide e a insulina.
Essa particularidade de “nascença” – derivado do colesterol - torna os esteróides hormônios bastante particulares. Afora, é claro, abranger o grupo dos hormônios sexuais, não se pode esquecer que sua família inclui outros atores importantes. O cortisol e seus derivados, com funções quase infinitas na fisiologia humana, e a aldosterona (gerente do equilíbrio ácido básico, das taxas dos minerais que são controlados nos rins, basicamente sódio, potássio e o cloro, além de manter o volume de água corporal) que tem grande papel no equilíbrio da pressão arterial.
O grande impulso ao uso difundido de substâncias que se comportam como esteróides sexuais, foi dada pelo médico americano Robert Wilson, tido como o pai daquilo que ficou conhecido como terapia de reposição hormonal(3). Seu alvo foram mulheres da menopausa. O objetivo partilhava as antigas idéias do elixir da juventude. O título de seu famoso livro: Feminine forever (Feminina para sempre) sugeria isso.

Problemas comprovados

O uso de esteróides compõe um extravagante tema médico. A natureza, as aplicações e as implicações das substâncias abrangem uma vasta área de utilização. Da síntese das pílulas anticonceptivas aos aditivos utilizados por atletas, do tratamento de inúmeros transtornos ligados à sexualidade, às aplicações dos corticóides sintéticos para alergias ou reumatismo, os esteróides são de longe um dos mais importantes temas de farmacologia, infelizmente mais do que da própria fisiologia. Assim suas potencialidades terapêuticas superaram as cautelas que deveriam ter sido observadas prévias ao uso quase irrestrito.
O maior choque seria a comprovação de que o uso da terapia hormonal convencional, baseada nos imitadores hormonais (basicamente Premarin® e Farlutal ®) seria mais arriscado do que benéfico para mulheres como tratamento do climatério. O aumento substancial de câncer de mama, derrame e doença tromboembólica não superaria as eventuais vantagens de um sedutor bem estar. Essa afirmativa não é mais um temor especulativo ou um preconceito retrógado. Os estudos do WHI não deixam dúvidas: hormônios artificiais usados na badalada reposição hormonal FAZEM MAL!(5)
Lamentavelmente isso nunca foi explicado com todas as letras pela mídia. A terapia de reposição hormonal ordinária não utilizava os hormônios humanos exatamente. Utilizava substâncias parecidas, mas não iguais. De certa forma isso gerou outro tipo de preconceito, fruto de ignorância ou honestidade duvidosa: hormônios artificiais, (ou dosagens artificiais, ou formas de uso artificiais, quem sabe baseados em mensurações laboratoriais equivocadas) geram problemas! E daí?
Por outro lado o uso largamente difundido de anabolizantes continua sendo uma área muito promíscua das pseudo-terapias com produtos de ação hormonal esteróide. Nesse caso o problema é que a ambição do uso de imitadores de testosterona visa modificar as potencialidades corporais, onde os esportistas e fisiculturistas empregam doses elevadas de androgênios, o que trouxe à público uma série de complicações e efeitos co-laterais ligados a essa forma de emprego. Um dos escândalos do uso de esteróides anabolizantes diz respeito ao uso perverso dessas substâncias em atletas do sexo feminino da Alemanha Oriental, que ganharam muitas medalhas em esportes como a natação. ...E transtornos sexuais para o resto de suas vidas.
Se de um lado tínhamos efeitos por adição ao organismo dos esteróides como substâncias artificiais e de uma forma artificial, por outro lado tivemos as imputações imprecisas que diziam respeito ao apavorante tema do câncer.
Charles Huggins foi um dos primeiros a considerar a ligação entre testosterona e câncer de próstata. Embora tenha lhe rendido um Nobel de Medicina, seus estudos pioneiros seriam revisados mais tarde e comprovados serem “um pouco” precipitados em termos de conclusões. Mas suas equivocadas idéias se arraigaram irreversivelmente ao pensamento médico contemporâneo.
De outro lado a natureza óbvia dos cânceres hormônio-dependentes nublou o entendimento médico da relação entre o estrogênio e o câncer.
Tanto no que diz respeito ao estradiol – relacionado com câncer de mama – e a testosterona – relacionada ao câncer de próstata, um aspecto singelo da reflexão foi eclipsado: não é a simples presença que gera câncer. Adolescentes têm altas taxas desses hormônios e não costumam ter esse tipo de patologia. Obviamente há algo a mais no contexto da ação desses esteróides no que diz respeito às doenças malignas. Mas a simplificação exagerada demonizou esses onipresentes agentes hormonais. Quem está sempre presente sempre pode ser acusado de alguma coisa, porque não?
Mais extravagante ainda seria a eventual imputação da progesterona ao câncer. Leve-se em conta que a melhor demonstração antropológica pode conduzir qualquer mente – mesmo pouco agraciada com a perspicácia - uma inequívoca constatação: a gravidez, situação onde as taxas de progesterona sobem estratosfericamente, não pode ser um risco de doença fatal para qualquer espécie que queira se impor no mundo natural. Obviamente esse tipo de reflexão pode ser audacioso demais para muitos estudiosos, inúmeros experts de mídia que tentam também responsabilizar um hormônio tipicamente maturador (o oposto do câncer: células imaturas) ao surgimento de tumores malignos.

A ecologia tentou ajudar

Nos anos oitenta uma descoberta foi decisiva para dar um conhecimento fundamental à compreensão dos hormônios esteróides. Estudos de Ana Soto (4)  demonstraram de forma indiscutível como funcionaria a poluição ambiental na saúde hormonal. Sua descoberta de que substâncias que saíam de tampas de plásticos que faziam parte de seus tubos de ensaio contaminavam culturas de células de câncer de mama, provocando multiplicação inesperada.  Os nonilfenóis seriam os primeiros de um grupo heterogêneo de compostos químicos com ação estrogênica inequívoca, onde nomes difíceis como o bisfenol-A e dietilhexil ftalato, se somariam a um amplo conjunto de substâncias químicas que não apenas estariam na composição de produtos plásticos, mas participariam de agrotóxicos, produtos de toalete e perfumaria, detergentes, e uma infinidade de produtos tipicamente frutos do desenvolvimento pós-guerra.
Isso formaria um mosaico de fronteiras imprecisas que podem ficar sob a denominação dos DISRUPTORES HORMONAIS. Derivados químicos que se comportam como hormônios, basicamente estradiol, afetam todos os seres vivos da cadeia alimentar, se armazenando nas gorduras dos mesmos. Apesar de muitos teóricos tentarem reduzir sua importância, advogando que a expressão química é fraca (nos Estados Unidos, obviamente), a sua persistência, virtualmente infinita produz problemas. Não faltam pesquisas sobre o tema. E ações também. Por algum motivo os governos do Canadá e Europeus não acreditaram nessa história de ação estrogênica fraca e PROIBIRAM mamadeiras de plástico ou brinquedos plásticos chineses. No mínimo uma questão de razoável bom senso: por que colocar a população em risco, aliás, um risco obviamente desnecessário.
A ação estrogênica de produtos agrotóxicos não seria acidental. “Estrogenizar” indivíduos de uma espécie poderia inviabilizar sua multiplicação. Uma típica ação de produtos que seriam utilizados como veneno. Não permitir reprodução é claro que mata uma praga. Desafortunadamente os sábios pesquisadores esqueceram-se de mensurar que tudo que consumiria a praga, ou os produtos “protegidos” contra essa praga poderiam perpetuar a ação esterilizante dessa substância química. E esqueceram que o estradiol é impressionante ativo, mesmo em discretíssimas, homeopáticas concentrações.
“Estrogenizar” o inimigo é uma das formas que certos membros do reino vegetal se utilizam para frear as populações de seus predadores. Chamados de fitoestrógenos, essas substâncias não são de forma alguma dádivas da mãe natureza para reparar transtornos de mulheres com problemas hormonais. O excesso de fitoestrogênios já foi reconhecido como um problema para reprodução de mamíferos, como aconteceu na doença do trevo(6). Os excessos de fitoestrogênios presentes em produtos popularizados sob o massacre da mídia, como o extrato de soja (ardilmente chamado de leite de soja) não conseguiram mais sensibilizar os diretores de saúde no Reino Unido que já em 2004 praticamente proibiu a recomendação desse tipo de produto artificial como alimentação de crianças como prática pediátrica. A feminização de meninos não seria um risco razoável a ser enfrentado. (7)
A ecologia nos deixou um legado muito importante: substâncias similares aos hormônios produzem efeitos semelhantes aos hormônios endógenos, mas podem produzir outros efeitos distintos e imponderáveis. Teoricamente qualquer substância com esse perfil bioquímico se encaixaria nessa definição. Ou a substância é quimicamente idêntica, ou é um disruptor em potencial. Infelizmente quase todos os medicamentos que compõe o arsenal dos tratamentos hormonais: anabolizantes, anticoncepcionais e os medicamentos das reposições hormonais tradicionais para a menopausa - podem cair na segunda categoria. Se há problemas com esses tratamentos porque não supor que essa pode ser uma boa justificativa – ser um disruptor hormonal?

Demonizando a gordura

O papel da gordura na fixação dos agentes poluidores não foi mais esquecido, mas não foi devidamente esclarecido. Esteróides e substâncias que imitam esteróides tem alta afinidade por gorduras. Culpar as gorduras por serem tóxicas por si só é uma clara demonstração da carência intelectual da moderna e pomposa cultura pop da atualidade. A ignorância, o sofisma e o preconceito nunca deixaram de estar em alta. A gordura virou causa de câncer para experts com pressa demais para pensar no que estão dizendo.
Se algum deles bradar que o câncer de mama pode estar relacionado à gordura, o que qualquer oráculo de bazar de 1,99 pode dizer e repetir exija-se que ele aprimore sua acuidade explicativa. Pode ser que alguns se lembrem que a poluição produzida pela indústria de agrotóxicos, remédios e alimentos podem contaminar a gordura (natural) que infinitas gerações de seres humanos lutaram para poder se nutrirem (saudavelmente por sinal). Assim, não a gordura, mas aquilo que o homem produziu acabou sendo a causa do problema.
Claro que outros experts afirmam que a obesidade tem relação com o câncer de mama. É possível. A mesma relação que a obesidade pode ter com uma complexa teia de situações patológicas. Seja uma eventual resistência à insulina, uma falta de atividade física, o consumo um pouco exagerado de carboidratos, e naturalmente um inevitável estresse crônico que deve envolver essa pessoa. É bem possível que haja conexão dessa gama de situações com doenças graves e degenerativas como a diabetes, hipertensão, enfermidades psíquicas e mesmo um câncer. Poderíamos fazer um inventário de premissas e entender com sapiência essa cascata ou teia de eventos patológicos. Ou culpar a gordura. Não é a verdade, mas economiza raciocínio.
Naturalmente, sob a questão do tecido adiposo reina um ponto com relação à formação de hormônios. A estrona é produzida pelo tecido gorduroso e se transforma em estradiol. Pode fazer diferença na situação de predominância estrogênica.

Difícil de ser mensurado adequadamente

Uma particularidade dos esteróides que pode ter auxiliado negativamente na reputação desses hormônios é de fato serem derivados do colesterol. Isso trouxe uma dificuldade importante num dos pilares de controle de uma substância de potencial uso medicamentoso: a precisão das dosagens de sangue.
Porque isso ocorre? Pelo fato do sangue ser hidrofílico, e como se sabe água e gordura não combinam. Os esteróides têm base lipídica e não podem ser transportados na forma ativa pelo sangue. Quando se mede, por exemplo, a progesterona no soro sangüíneo, basicamente se mede a fração hormonal sem atividade fisiológica. Isso vale para todos os esteróides. A fração percebida nos exames de sangue está associada a proteínas, que carregam esses hormônios. São conhecidas como lipo-proteínas, e algumas abreviaturas são bem populares: LDL e HDL, pois carregam também o colesterol (do fígado para os tecidos, e vice-e-versa).
Para se ter uma idéia mais precisa das taxas hormonais são necessários exames mais acurados. Na prática laboratorial disponível o melhor é o exame salivar de esteróides livres. Como não fazem parte do protocolo usual de exames laboratoriais que são solicitados rotineiramente, pode-se inferir que as reais taxas hormonais jamais foram bem avaliadas nos habituais check-ups.
Pode-se também imaginar que tipo de padrão pode ter sido utilizado para acompanhar avaliações terapêuticas. Se os tratamentos hormonais são controversos, parte do problema pode ter sido a crônica falta de precisão de aferimento. Os resultados clínicos podem parecer discrepantes com os dados laboratoriais. Mas em essência esses dados são distintos da realidade.

Hormônios bioidênticos e o equilíbrio hormonal

Bem, considerando tudo o que já foi visto, não é muito difícil imaginar como o manejo dos hormônios como forma de tratamento ganhou uma configuração sujeita a controvérsias.
Há muitos mal entendidos no meio do caminho.
Um médico americano, John R Lee, porém, percebeu que o problema estava em vários momentos de um tratamento hormonal, e iniciou uma proposta terapêutica diferente, apesar de tentar ser a mais fidedigna com a fisiologia: o uso de progesterona para os transtornos da menopausa. Mas a progesterona mesmo. Quando pesquisamos na internet sobre a progesterona nos deparamos com freqüência com um termo tendencioso: progestinas. A progesterona não é um grupo de hormônios! É um hormônio singular. Tem uma fórmula única, e nada que não tenha esta fórmula química pode levar o seu nome (C21H30O2). O termo progestina deve ser reservado a tudo aquilo que se comporta de forma aproximada à progesterona endógena, mas que de forma alguma faz exatamente a mesma coisa, de acordo com os princípios do conhecimento dos disruptores endócrinos, já citado. Dessa forma não existem de forma alguma dispositivos uterinos feitos de progesterona, apenas de progestinas.
Como a confusão já estava feita, ele traz a tona o termo hormônio bioidêntico, que indiferentemente das fontes de origem e produção, deve cumprir uma exigência inegociável: exatidão química com os hormônios endógenos.
Isso pode parecer uma redundância, mas como ficou muito difundido que o uso de hormônios se aplica ao tratamento com quaisquer substâncias que se comportem de forma semelhante (aos hormônios reais é claro), essa nova adjetivação reduziria as substâncias a um grupo de poucos atores. Todos mensuráveis em seres humanos saudáveis, mesmo aqueles que, naturalmente, não fazem uso de quaisquer hormônios.
Isso se aplica especialmente a alguns medicamentos que não tem como ser medidos normalmente em seres humanos. A tibolona(7), muito utilizada sob o generoso apelido de reposição hormonal, não pode ser mensurada num ser humano normal, portanto jamais estaria sujeita a estar faltando. Curiosamente é um repositor. Uma possível extravagância cognitiva, repõe algo que não está em falta,  ...nunca!
O dr. John Lee configurou as várias premissas de um tratamento hormonal. Um conceito muito importante é a noção de equilíbrio dinâmico: os hormônios não são peças estáticas, e estabelecem relação de ajuste mútuo, pois eles se contrapõem entre si. Os esteróides estão numa mesma linha de produção. Podem ser parcialmente intercambiáveis, mas sempre podem chegar ao final da linha de produção como... estrogênios. Isso explica, por exemplo, porque alguns tratamentos com altas doses de androgênios poderiam levar à ginecomastia (crescimento de mamas) em homens.
Usar as menores doses necessárias, com substâncias idênticas às produzidas pelo organismo, levando em conta a perspectiva do equilíbrio de forças, e principalmente seguindo as rotas de absorção que dêem mais similitude aos processos fisiológicos, vai compor o que tem sido chamado de Modulação Hormonal Bioidêntica. Nesse aspecto a forma como os hormônios bioidênticos são empregados é tão importante quanto a possibilidade de se manter um acompanhamento das taxas livres salivares, com um cálculo das proporções consideradas saudáveis entre eles. Já no que diz respeito da forma de emprego, o uso de gel ou creme transdérmico é pilar fundamental da terapêutica. Sob a forma de solução ou pastilhas sublinguais seriam as únicas formas do uso pela via oral. As outras formas de uso são excepcionais ou simplesmente equivocadas. Deve-se considerar ainda no conceito de equilíbrio, o conjunto de forças hormonais ambientais e alimentares que pressionam o organismo em relação à presença de imitadores estrogênicos ativas no organismo. Essa situação foi denominada de Predominância Estrogênica pelo dr. Lee.
O uso de hormônios bioidênticos é a base do tratamento dos distúrbios associadas ao envelhecimento. Por isso vários protocolos dos tratamentos anti aging começam com o uso sensato desses hormônios. Numa situação fronteiriça se encontram os efeitos negativos do estresse crônico contra o equilíbrio hormonal endógeno. Assim o tratamento do estresse também pode necessitar deles. Uma série de distúrbios associados a disfunções hormonais de vários tipos também (endometriose, miomas etc.)
É possível que a única forma concreta de prevenção de doenças como o câncer de mama ou de próstata envolva o uso desses hormônios.
Porém, longe de ser uma panacéia, o emprego dos hormônios biodênticos reafirma uma perspectiva de veneração da natureza se expressando no organismo humano como uma coleção de eventos fisiológicos que parecem que só agora, começam a ser devidamente respeitados. Não é um tema que se preste a posturas sectárias. Necessita fundamentalmente que se saiba olhar com atenção e desprendimento para a natureza biológica do ser humano.
Exige simplesmente sabedoria, e sensibilidade.

Quem pode precisar de hormônios bioidênticos:

- Síndrome sintomática da menopausa (inclui calorões, secura vaginal, falta de libido, etc.)
- Portadoras de endometriose;
- Sintomas ligados ao fluxo menstrual (TPM, alteração de ciclo, fluxo excessivo, dor de cabeça, etc);
- Sintomas ligados à andropausa;
- Suporte ao tratamento dos vários níveis de estresse crônico;
- Suporte ao tratamento de problemas típicos da terceira idade;
- Suporte ao tratamento de alguns transtornos psicoemocionais, genericamente chamados de estados de ansiedade ou depressivos;
- Talvez como única alternativa real de prevenção de doenças malignas (como câncer de mama ou próstata).
- E outros mais.

Tratamentos naturais x bioidênticos x convencionais

Não faça confusão: os chamados tratamentos naturais para menopausa são feitos normalmente com substâncias fitoterápicas, que podem ter ação relativamente benéfica no controle alguns sintomas, mas não é de forma alguma uma alternativa de equilíbrio de taxas dos hormônios endógenos. De um modo geral seus benefícios são parciais e transitórios. Outras vezes não passa de um equívoco, como pode ser o uso de substâncias que se comportam como estrogênio, se o problema mais comum é a falta de progesterona. O uso de substâncias como as populares isoflavonas podem piorar o status de Predominância Estrogênica e vir até mesmo a potencializar situações ligadas a essa perturbação fisiológica.
Hormônios bioidêntico é como se fosse o emprego dos próprios hormônios, que apesar de vir do meio externo, cumpre, sem qualquer detalhe distinto, a fisiologia própria do corpo humano. Enquanto os imitadores hormonais dos tratamentos convencionais agem sobre os receptores como chaves semelhantes, mas ao portarem estrutura diversa, sempre podem (e vão) interferir de forma inesperada nos “alvos” metabólicos, os hormônios bioidênticos vão sempre ofertar ao organismo um conjunto de reações amplamente reconhecidas nos processos fisiológicos da intimidade endócrina.
  
Obs.:

(1)  ‪Laboratório Schering AG, por Hans Herloff Inhoffen e Walter Hohlweg;‬
(2)  ‪O PRE(gnant)MA(re)(u)RIN – tem 50% de estrona, que  será metabolizado em estradiol no corpo humano, mais 15 a 25% de equilin, além de um percentual menor de equilenin;‬
(3)  ‪A primeira fase da terapia de reposição seria chamada de TRE. ou Terapia de Reposição de Estrogênio, mas foi modificada com o uso da progestina artificial medroxiprogesterona, ficando com a denominação de TRH, essa modificação teria por objetivo proteger o útero do câncer de endométrio, que ocorria como conseqüência do excesso de estímulo do uso isolado do estrogênio;‬
(4)  ‪Ver livro “O Futuro Roubado”, editora LP&M;‬
(5)  ‪Artigo original publicado no jornal médico New England Journal of Medicine, (texto em inglês) ver link: http://content.nejm.org/cgi/content/short/360/6/573
(6)   ‪Austrália, 1940, substância ativa fermononetin, um tipo de isoflavona;‬
(7)   ‪Recomendação do Ministério da Saúde publicada no CMO’s Update 37, de janeiro de 2004, Reino Unido;‬
(8)   ‪Tibolona‬ é vendida no Brasil sob vários nomes comerciais: Livial®, Reduclim®, Libiam®, entre outros.

José Carlos Brasil Peixoto”










*** O texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

“Antienvelhecimento” – Minhas considerações sobre o assunto



CFM condena "terapia antienvelhecimento", o que, na minha opinião, é algo lamentável e RETROCESSO para a saúde no país.

http://portal.cfm.org.br/
index.php?option=com_content&view=article&id=23138%3Aconselho-federal-de-medicina-condena-terapia-antienvelhecimento&catid=3

Só espero que tenham o bom senso de considerar (antes tarde que nunca) tudo o que escrevemos nos artigos abaixo (leia e forme sua própria opinião bem embasada) e isto:

1 - Não é porque um médico prescreva reposição hormonal, vitaminas e minerais, para um paciente cujo quadro clínico (e exames, quando possíveis e necessários) indique a necessidade, que está fazendo o "antiaging" que estão proibindo

2 - QUALQUER médico que realmente se preocupe com seu paciente e faça seu melhor para orientá-lo e ajudá-lo a envelhecer com QUALIDADE, com mais funcionalidade e bem estar, está fazendo "antiaging"

3 - Estão "atacando" um rótulo mal interpretado que, para quem faz eticamente, NADA tem a ver com rejuvenescimento ou sobrecargas de nada para frear o envelhecimento.

E sinceramente: a sociedade TEM que manifestar-se sobre tudo isto! Afinal, tem tudo para ser a mais afetada pelas repercussões negativas...

Abraço

Ícaro 

Ante todo o disposto acima, solicito a todos que leiam e divulguem o conteúdo dos links abaixo (tratam de temas que devem afetar de maneira importante a SUA saúde e dos seus entes queridos):

ENTENDA PORQUE A MEDICINA ANTI-AGING FOI E SERÁ "ATACADA" - Excelente artigo do Dr. Victor Sorrentino - http://ow.ly/cOquJ

e
“Antienvelhecimento” – Minhas considerações sobre o assunto - Tendo-se em vista a grande quantidade de pessoas que têm me perguntado se vi a matéria do Fantástico de 05/08/12 sobre o assunto (vide link para ela no final deste texto) e o que achei dela, achei por bem manifestar-me: 

Este último, reproduzido abaixo integralmente, de minha autoria:

"Tendo-se em vista a grande quantidade de pessoas que têm me perguntado se vi a matéria do Fantástico de 05/08/12 sobre o assunto (vide link para ela no final deste texto) e o que achei dela, achei por bem manifestar-me: em síntese, acredito que “antienvelhecimento” é um nome/rótulo errado para o que a maioria dos profissionais éticos efetivamente faz, que é ajudar o paciente a ter um envelhecimento mais saudável e funcional, com bem-estar, qualidade de vida, produtividade e o mínimo possível de perdas com o avançar da idade (e não prometer rejuvenescimento ou resultados “milagrosos”) mas sempre dentro do que é cientificamente comprovado e razoável; abaixo, segue o que tenho a considerar:

-       O título já é por demais sensacionalista e parece definir o objetivo da reportagem mais como “colocar medo” que realmente informar: “Médicos oferecem tratamentos hormonais condenados pelo Conselho - Nos últimos três anos, cinco médicos foram cassados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) por terapias hormonais não reconhecidas aqui no Brasil”; os tratamentos hormonais não são condenados pelo CFM ou especialidades medicas como Endocrinologia e Ginecologia não existiriam; e se médicos foram cassados, seria pelas terapias hormonais ou pelo uso que cada profissional fez delas e demais em sua prática de consultório?
-       Quem quer “se manter jovem a qualquer preço” e “viver eternamente” já começou errado uma vez que sua busca não é por saúde mas por vida longa “a qualquer preço”, ou seja, é um tipo de paciente que não serve de parâmetro para qualquer comparação que preste-se a ser útil em Medicina e Saúde.
-       A matéria começa dizendo que quem trabalha com antienvelhecimento “são médicos que”... Ou seja, já começa errada porque coloca “no mesmo balaio”, como se fossem todos iguais, os que “trabalham com antienvelhecimento”. Sobre isto, tenho a dizer que:
o   Se algum paciente chega ao meu consultório dizendo que quer tratamento para não envelhecer mais ou mesmo rejuvenescer, vou dizer-lhe que, biologicamente e pelo que conheço em Medicina, isto é impossível e, se ele insistir, pedirei que procure outro médico, até porque acredito que longevidade com funcionalidade seja acima de tudo conseqüência de obter e manter boa saúde, integral... É fato, entretanto, que experimento científico já conseguiu rejuvenescimento em ratos e que a ciência avança tanto (e cada vez mais rápido) a cada dia que já pode ser isto possível em humanos (ainda que eu não conheça) ou vir a ser em breve (que ninguém tenha a prepotência e falta de bom senso de dizer que isto sempre será impossível pois nenhum humano é Deus, certo?);
o   O ser humano tende a viver cada vez mais mas não necessariamente com qualidade de vida: torna-se então importante, em um contexto ideal, atuar nas causas básicas do envelhecimento ao invés de meramente tentar minimizar suas conseqüências. A proposta da estratégia de “anti-envelhecimento”, portanto, na minha opinião, não é “parar o tempo” mas buscar reduzir significativamente a velocidade com que ele acontece ao mesmo tempo em que age-se para melhorar a qualidade do processo;
o   Se um paciente tem bons resultados com um médico e diz sentir-se “mais jovem”, espalhando este conceito entre seus conhecidos, este médico agora “é de antienvelhecimento”? Se a atividade de um médico permite que seus pacientes vivam melhor, com mais funcionalidade, bem-estar e qualidade de vida, em decorrência disto sentindo-se “mais jovem” que sua idade biológica isto está errado, é “antienvelhecimento” e o médico deve ser punido por isto? Ou seja: TODO médico que realmente importa-se com seu paciente busca com a sua prática diária, direta ou indiretamente, o que preceitua o chamado “anti-envelhecimento” (rótulo mais adequado seria “longevidade com saúde”).
o   O médico que  procura (de verdade) ajudar seu paciente a envelhecer com mais saúde e funcionalidade (isto é o que realmente quer dizer o termo “antienvelhecimento” praticado com ética) NUNCA prioriza em sua atividade a reposição de hormônios mas sim a atenção integral ao paciente, melhoria dos seus hábitos de vida, desintoxicação, reposição de nutrientes, combate aos radicais livres, etc. Em outras palavras os hormônios, QUANDO NECESSÁRIOS, são utilizados dentro de um complexo contexto, individualizado de acordo com as necessidades de cada paciente. E estes conceitos transcendem a necessidade de ter uma ou outra especialidade medica para que sejam aplicados na prática.

-       Estudo recente mostrou que a ciência já conseguiu reverter a idade biológica em ratos, o que torna possível o mesmo, em breve, nos seres humanos (ainda que eu desconheça se já aconteceu): afinal, por exemplo, órgãos inteiros já são criados a partir de células-tronco, não?
-       Quem promete resultados para um paciente está fazendo algo perigoso e inadequado, já que estes dependem não só do conhecimento do médico, tratamento prescrito e exames laboratoriais mas também (e sobretudo) do organismo do paciente e de este fazer a sua parte! Ou seja, mais uma vez ressalto o óbvio: em toda área do conhecimento humano há bons e maus profissionais (e mesmo os bons que por vezes cometem deslizes, afinal “errar ainda é humano”) e nem por isto toda uma área da Medicina deve ser condenada (ou seus bons praticantes) pelo que fazem os maus.
-       Nos países desenvolvidos as críticas ao chamado “antiaging” (pai do antienvelhecimento brasileiro) são cada vez menos aceitas tendo-se em vista a grande aceitabilidade da terapêutica, respaldada por milhares de trabalhos científicos e grandes nomes da Medicina.
-       É claro que, sempre que possível, o melhor é que exames possam corroborar qualquer prescrição/tratamento mas não é vigente a máxima da Medicina, explicitada em diversos livros e textos técnicos que diz que “A Clínica é Soberana”, ou seja, que o quadro clínico do paciente é o melhor respaldo que um profissional pode ter para respaldar sua conduta? Ou para áreas particulares da Medicina há pesos e medidas diferentes para um mesmo assunto? Ademais, há hormônios cuja dosagem não está disponível comercialmente, a exemplo da melatonina: sua produção cai a partir dos 30-35 anos e sobretudo o relato do paciente é quem norteia o médico quanto à sua possível carência.
-       QUALQUER excesso faz mal e pode causar câncer, seja ele de analgésicos, antiinflamatórios, minerais e também de hormônios: só que estes estão entre os mais temidos pelas inúmeras falhas cometidas na sua prescrição desde passado recente (em grande parte respaldadas por estudos científicos hoje reconhecidamente de qualidade ruim e/ou tendenciosos MAS aceitos à época); só que, em doses fisiológicas, estudos mostram que equilíbrio hormonal tende até a ajudar a proteger contra inúmeros distúrbios. E mais um detalhe: quem ainda diz que testosterona causa câncer parece desconhecer que são estrogênio e diidrotestosterona os principais vilões nesta questão, bem como desconhecer o trabalho do Prof. Abraham Morgentaler (falha de pesquisa para a confecção da matéria, talvez).
-       A melatonina NÃO é “proibida” no Brasil: sua venda é proibida, por questões que caberia às autoridades sanitárias explicar (eu não sei e a maioria dos profissionais que conheço, também não) mas sua prescrição médica é permitida e há inúmeros trabalhos nacionais e internacionais comprovando suas dezenas de benefícios possíveis (é claro, como tudo na vida, quando bem utilizada)
-       Nenhum médico pode vender produtos que prescreva em sua própria clínica: isto é inquestionavelmente antiético.
-       A procainoterapia é proibida pelo CFM no Brasil mas é fato que é permitida e utilizada com inúmeros relatos de excelentes resultados em vários países pelo mundo, muitos de primeiro mundo.
-       Quem tem que ser tratado é o paciente e não seus exames: eles ajudam na análise do caso mas não são mais importantes que o quadro clínico do paciente; ademais, todos querem ter uma saúde ótima mas têm que contentar-se com exames meramente “aceitáveis”? Por exemplo o paciente da reportagem: testosterona de 234 em um intervalo de “normalidade” de 131 a 640 pmol/L – Não é porque o paciente apresenta um resultado tido como “normal” (que na minha opinião parece mais estar abaixo da média, como de fato está mais próximo do mínimo aceitável – e pacientes nesta situação freqüentemente apresentam sintomas que melhoram com tratamento) que não possa ter sintomas e nestes casos caberia o questionamento: não seria este valor já sinal de distúrbios para aquele paciente? Como podem criticar a avaliação do mero exame sem correlação com a totalidade dos exames e do quadro clínico do paciente em questão?
-       Os pacientes com “maus resultados” têm bastante espaço para contar suas mazelas mas os com “bons resultados” têm menos tempo e sequer dizem do que melhoraram e com que intensidade com os tratamentos, algo deveras curioso em uma matéria que supostamente destina-se a prestar um serviço de alerta pela saúde da comunidade.
-       A terapia e dieta do beta-HCG ainda está em estudos mas já é bastante utilizada (com bons resultados, segundo inúmeros relatos) no exterior; até porque, curiosamente, muitas terapêuticas aceitas, efetivas e recomendadas no exterior são bloqueadas no Brasil, muitas vezes sem motivos plausíveis aparentes (vide questão da Ozonioterapia, por exemplo).
-       Quanto à menção ao caso do Dr. Jeffry Life, pergunto-me se o caso dele não “incomoda” o repórter (e quem ele “representa”) mais pelo fato de ser uma prova-viva de que o que tanto está sendo criticado, quando científica e eticamente aplicado em paciente disposto a cooperar, simplesmente funciona! Forme seu próprio conceito, conhecendo sua história: http://www.drlife.com/about/ (afinal, como sempre digo: busque embasamento antes de formar e emitir opinião; afinal, todos podemos ser muito sábios em uma área e sermos totais ignorantes em outras, até correlatas).
-       Efeitos colaterais/adversos são SEMPRE possíveis, mesmo quando todo o cuidado do mundo é empregado, seja para remédios comuns, seja para hormônios: dependem da dose e características das substâncias mas, acima de tudo, de suscetibilidades de cada paciente (muitas vezes imprevisíveis).
-       Sobre os trabalhos analisados, chamou minha atenção que de 4000 trabalhos apenas 49 tenham sido considerados dignos de análise e destes nenhum concluísse nada de positivo no quesito longevidade com saúde (acredito já ter ficado bem claro que para mim, na verdade: “antienvelhecimento” = promoção de envelhecimento saudável com funcionalidade, bem-estar e qualidade de vida, ou seja, com menos disfunções que muitos por aí acreditam ser “naturais da idade”)... Ou só eu acho isso no mínimo estranho?
-       A sociedade precisa denunciar irregularidades? É CLARO e sempre, em todas as áreas. Mas quais os critérios para julgar algo como irregular? Por exemplo como assegurar que um médico prescreveu uma substância para tentar artificialmente prolongar a vida de um paciente e não para corrigir alguma irregularidade orgânica detectada por quadro clínico associado a alterações de exames (quando possíveis)? Quem responder a estas perguntas realmente precisa ter julgamento isento e bem embasado e é claro: estar continuamente se atualizando uma vez que em ciência o que é o “certo incontestável” de hoje pode tornar-se a grande besteira, até mesmo danosa e contra-indicada de amanhã.
-       Enfim, uma última consideração: especialmente em saúde, uma informação de má qualidade pode prejudicar de várias formas, inclusive gerando medo que afaste as pessoas de tratamentos que poderiam efetivamente ajudá-las a recuperar saúde e viver melhor: seria isto correto? NÃO e talvez até digno de matéria séria que se intitulasse: “Programas oferecem informações condenadas pela sociedade”

Por fim, reproduzo aqui a “Carta Aberta à População Brasileira”, divulgada hoje amplamente pelo Dr. Ítalo Rachid, um dos citados na matéria do Fantástico em tela, que muito bem complementa/reitera o que busquei exprimir acima, na MINHA OPINIÃO sobre todo o assunto:

Caros amigos,

Muito bom dia!!!

A missão de introduzir um novo conceito de medicina no nosso país, aonde ações preventivas e preditivas sejam privilegiadas em detrimento do puro e simples tratamento de doenças é missão árdua, cheia de percalços, armadilhas e, ainda mais crítico, contraria interesses poderosos.
E a noite deste domingo, vai ficar marcada como um desses momentos negros, aonde por longos minutos, retrocedemos na história e voltamos a viver o tempo da inquisição, aonde pessoas eram queimadas vivas por defenderem suas ideias e por baterem de frente contra o status quo.
O que deve ser ressaltado é que o modelo de medicina que praticamos e defendemos não assume a configuração de nenhuma especialidade, uma vez que, o nosso trabalho é alicerçado sobre a fisiologia humana, fisiologia do envelhecimento e fisiologia hormonal.
Sendo assim, pode ser praticada por qualquer médico, desde que adequadamente treinado e qualificado para tal.
E é exatamente por isto que não reconhecemos a autoridade de nenhuma especialidade médica, atuando de forma isolada, para emitir valor de juízo sobre o tema.
Importante também é ressaltar o fato de que as modalidades terapêuticas que disponibilizamos aos nossos clientes, vão bem além de hormônios, e incluem:
- Detoxificação;
- Reeducação Alimentar;
- Manuseio do estresse;
- Prática regular de atividade física;
- Diagnóstico e correção da fadiga mitocondrial;
- Diagnóstico e correção da atividade inflamatória sub-clínica;
- Mapeamento genético;
- Aconselhamento genético;
- Suplementação nutracêutica funcional;
- Modulação hormonal bioidêntica nanoestruturada.
Tudo isto nos leva a constatação básica de que nenhum dos assuntos acima elencados faz parte do programa pedagógico de formação de um geriatra, endocrinologista ou ginecologista.


Portanto, por serem assuntos que fogem completamente ao conhecimento, domínio ou universo do médico tradicional, o mesmo não reúne condições de opinar adequadamente sobre algo que desconhece na sua plenitude.
Do mesmo modo, o argumento de que existem relatos pontuais de pessoas exibindo supostos "efeitos colaterais" aos hormônios também é improcedente, uma vez que não se pode identificar com clareza que hormônios utilizados foram estes, ou, ainda, qual a qualidade, dose e indicação terapêutica adotados para prescrição destes supostos hormônios.
O que precisa ficar claro ao público é que a prática de medicina não é um ato isento de riscos.
Todos nós já ouvimos falar de pessoas que foram gravemente mutiladas durante uma cirurgia plástica, outros que perderam a vida durante uma lipoaspiração, ou ainda cirurgiões que esqueceram pinças e tesouras dentro do abdome de pacientes, pessoas que tiveram choque anafilático depois de tomar uma simples aspirina, e nem por isto estamos autorizados a denegrir os cirurgiões plásticos, cirurgiões gerais ou as especialidades indiretamente envolvidas com os fatos.
A exemplo das demais áreas da prática médica, a Medicina da Longevidade, embora não isenta de riscos, é segura, sendo um modelo baseado em ciências, evidências e prática direta de milhares de médicos, cientistas e pesquisadores ao redor de todo o planeta.
O que aconteceu hoje foi um julgamento sumário, precipitado e à revelia dos fatos e contrário a todas as evidências de que esta é uma boa medicina e uma medicina que simplesmente funciona!
Um assunto desta magnitude requer um amplo, longo e demorado debate multidisciplinar, com a presença de representantes de todas as áreas e especialidades da medicina, que dela potencialmente podem se beneficiar.
Os médicos, cientistas e pesquisadores que a praticam e defendem tem, necessariamente, que ser ouvidos.
De modo semelhante, a voz de milhares de cidadãos brasileiros que dela hoje se beneficiam não pode ser silenciada pela ignorância e cegueira de uns poucos, que, com a intenção velada de manter privilégios e interesses escusos, tentam esconder a verdade contida na fisiologia.
Em nome do Grupo Longevidade Saudável e dos médicos e cidadãos que acreditam neste modelo de medicina e que por ele fizeram uma opção livre e consentida, informamos que todos os recursos e instrumentos médicos, técnicos e jurídicos serão adotados no sentido de garantir e salvaguardar os nossos direitos sagrados e constitucionais da liberdade de escolha e de expressão.
Vamos nos manter unidos, com a mente serena e tranqüila, acreditando de modo firme, resoluto e inabalável que a verdade prevalecerá.

Reflexões Complementares:
Desde o primeiro instante, quando abracei esta causa há cerca de 14 anos atrás, em meados de 1997, fui movido e motivado por duas certezas inabaláveis:

- A primeira era que, depois de conhecer este movimento, as suas bases e as pessoas que dele estavam se beneficiando, jamais conseguiria voltar a exercer novamente a medicina tradicional, pois, a partir daquele instante, a mesma para mim não mais fazia sentido, porquanto nela não mais acreditava, embora a respeitasse e ainda respeite, bem como aqueles que a praticam;
- A segunda era que, o caminho para a introdução destes conceitos no nosso país seria longo e desafiador.
Depois de 12 anos de uma luta incessante, aonde temos que, literalmente, abater dois leões famintos e ferozes por dia, o que assistimos hoje no nosso país é um movimento que estabeleceu suas bases, é utilizado por mais de 500.000 pessoas e atingiu um ponto crítico, do qual não existe mais retorno.
O momento atual é mais do que compreensível.
O momento atual era e é totalmente previsível.
Não apenas por conta dos médicos e usuários que já formam um respeitado e numeroso grupo, mas e principalmente, porque se trata de um modelo solidamente embasado em ciências e evidências!
E isto tem incomodado muito mais pessoas e contrariado muito mais interesses do que somos todos juntos capazes de imaginar.
Temos que enxergar nas entrelinhas e compreender que para toda forte posição, haverá sempre uma forte oposição.
Este é um modelo de medicina que produz resultados clínicos concretos e comprovados.
Isto é fato.
E, contra fatos, inexistem argumentos!
Simples assim!
O tempo é o doce remédio que a tudo cura.
O tempo cura a cegueira, a ignorância, as injustiças e sempre conspira a favor dos justos, dos nobres de caráter e, principalmente, o tempo sempre conspira a favor da verdade!
Lembremos que o mal não existe.

O mal é uma mera ilusão, percebida apenas pela mente daquele que não a ocupou com a mentalização concreta e real do bem.
Busquemos todos inspiração, forças e energias em Deus e no Universo justo e perfeito por ELE criado.

Quero que saibam que sinto-me privilegiado e tenho orgulho em poder compartilhar este espaço com pessoas tão especiais como vocês, que não hesito em nominar de uma grande família.
Obrigado pela crença, pela energia e dedicação com que acreditam, defendem e se doam a nossa causa!

Um carinhoso abraço,
Italo Rachid.

Texto abaixo extraído do link (em 06/08/12):

Neste domingo, o Fantástico mostra os doutores do antienvelhecimento. Médicos que oferecem tratamentos hormonais que eles dizem ser revolucionários - mas que, na verdade, são condenados pelo Conselho Federal de Medicina. A reportagem é de Rodrigo Alvarez, Luciana Osório e Eglédio Vianna.

Eles estão convencidos de que podem ficar dez, 20, 30 anos mais jovens, com uma mudança de estilo de vida turbinada por hormônios.

“Eu tenho disposição de cara de 40 anos, até mais!”, garante o corretor de imóveis Maurício Barbosa, de 67 anos

“As minhas amigas chegam para mim e falam ‘nossa, você está mais nova, o que você está fazendo?’”, diz a administradora Carminha Melo Cruz, de 57 anos.

Mauricio passa testosterona na pele e toma seis cápsulas por dia. “Todo dia eu passo”, revela ele.

Carminha toma cortisona, progesterona, melatonina... Dezesseis cápsulas por dia.

Os dois ouviram promessas, exatamente como as que a reportagem do Fantástico vai mostrar.

“Com o medicamento oral, você vai rejuvenescer dois anos, três anos. Com o medicamento injetável, oito anos, dez anos”, garante um médico.

“A idade cronológica continua evoluindo, 51, 52, 53 anos. A idade biológica que a gente consegue trazer”, afirma outro médico.

“Com essas coisas que eu vou fazer aqui, daqui a três meses ele está se sentindo com uns 35 anos. Tome nota. Eu não sou charlatão”, promete outro médico.

Todos eles são médicos. E dizem que é possível botar um freio na velhice.

“Arrumando os níveis hormonais”, diz um.

“É exatamente quando o hormônio falta que a coisa vem”, explica outro.

“Se eu levanto o nível hormonal, a pessoa não tem Alzheimer”, garante.

Será que esses médicos têm razão? Será que os tratamentos de Maurício e Carminha vão mesmo fazê-los mais jovens, e sem efeitos colaterais?

A equipe do Fantástico mostra, com exclusividade, as conclusões do Conselho Federal de Medicina (CFM), que é a autoridade máxima nesse assunto. Mas, pelo menos uma coisa todo médico já tem obrigação de saber: desde 2010, uma resolução do Conselho Federal proíbe qualquer terapia antienvelhecimento.

“Lá nos Estados Unidos se chama anti-aging medicine, e, aqui no Brasil, os caras não querem nem ouvir falar de envelhecimento. Estão tentando um monte de nomes. Medicina integrativa, medicina de modulação hormonal”, conta um dos médicos. ““É medicina antienvelhecimento”.

“É a mesma coisa, mas é questão de termo”, garante outro

No consultório do doutor Wagner Gonzaga, um paciente de 51 anos e 90 quilos. Ele reclama de hipertensão e cansaço crônico. Está acompanhado de uma produtora do Fantástico. Sem qualquer exame de laboratório, o médico logo receita o primeiro hormônio: “Testosterona, que protege o coração dele”.

A testosterona é o principal hormônio masculino e, ao mesmo tempo, um anabolizante, que ajuda a aumentar a massa muscular. A partir dos 40 anos, a produção naturalmente diminui.

Endocrinologistas afirmam que isso não significa necessidade de reposição. Já o médico, que é ginecologista, receita duas ampolas.

“Toma uma e, daqui a um mês e meio, ele toma a segunda. E olhe, desculpe a brincadeira, que é um tanto chula. Se quiser, nem diz a ele, mas ele está tão tenso! Você vai ter um leiloeiro dentro de casa”, diz Wagner Gonzaga.

A brincadeira é chula mesmo.

“Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. Se prepare!”, acrescenta o médico.

Uma pesquisa com quase quatro mil homens idosos na Austrália, publicada na semana passada, concluiu que pacientes com índices elevados de testosterona livre, a responsável pela atuação do hormônio no organismo, têm risco 9% maior de desenvolver câncer de próstata.

O doutor Wagner alega que os hormônios que ele prescreve são bioidênticos, ou seja, têm estrutura igualzinha à dos hormônios produzidos pelo nosso organismo. E, por isso, seriam inofensivos.

“Testosterona bioidêntica. Igual a dele. Não faz mal! Não faz mal!”, diz.

No consultório em Curitiba, o doutor José Luiz Verde faz um longo exame clinico. E o paciente sai com uma lista enorme de suplementos, vitaminas e cinco hormônios. Entre eles, a melatonina, proibida no Brasil.

Já em outro consultório, em Belo Horizonte, o doutor Élerson Peixoto prescreve até um anestésico, a procaína. “Quando ele chegar aos 60 de idade, ele vai manter a disposição dos 45”, afirma.

A procaína com promessa de antienvelhecimento é condenada pelo Conselho Federal de Medicina. E, duas semanas depois, o médico ainda ensina a fazer as aplicações.

“Você vai quebrar o frasquinho, aspirar os 5ml, injetar 2,5ml de um lado, 2,5ml do outro”.

Pior, a venda ocorre na própria clínica. O Código de Ética diz que médicos são proibidos de vender qualquer medicamento.

“A procaína tem efeitos colaterais, benefícios para rejuvenescimento não existem. Ela pode dar convulsões, pode dar arritmias e outras complicações”, afirma Silvia Pereira, diretora da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Representantes da Sociedade Brasileira de Geriatria analisaram a conduta dos doutores antienvelhecimento.

“Não se pode prescrever nenhum hormônio sem ter o teste de dosagem deste hormônio”, diz Silvia.

E o paciente que ouviu de dois médicos que deveria usar testosterona descobriu, em um exame de sangue, que tinha níveis absolutamente normais do hormônio.

Não seria o caso de indicar testosterona para essa pessoa? “Não, porque tem os malefícios do excesso do hormônio”, explica Silvia Pereira.

José Elias Pinheiro,da câmara técnica de geriatria do CFM, desmente a afirmação de que a testosterona bioidêntica faria menos mal à saúde: “Não faz menos mal, faz tanto mal quanto”.

A empresária Andréia Simoni passou meses em casa, sem cura para a depressão.

“Eu estava desfalecida, não conseguia trabalhar”, lembra Andréia.

Até que ela encontrou um médico que saiu receitando hormônios. “Testosterona, progesterona, a hidrocortisona...”, conta Andréia.

“Os hormônios provocam sensações. Então, pode gerar uma euforia. Mas, por outro lado, você também tem os efeitos colaterais do uso desses hormônios que ela experimentou”, explica a endocrinologista Ruth Clapauch.

Pois é. Depois da euforia, Andréia ganhou 14 quilos e uma série de efeitos colaterais.

“É um inchaço muito grande. Inchaço na mão, inchaço no pé.”, reclama Andréia.

“Quando eu a examinei, vi que ela estava realmente desequilibrada. Ela estava com o que os médicos chamam de Síndrome de Cushing, que é um excesso de corticóide. Estava inchada. Estava com um excesso de gordura na nuca, que a gente chama de giba, com acne, aumento de gordura abdominal, alteração da pressão”, conta Ruth.

Para esses doutores, hormônios servem até para emagrecer.

O médico Wagner Gonzaga cita um hormônio chamado gonadotrofina coriônica humana. Também conhecido como HCG, é uma substancia produzida pelas mulheres, durante a gravidez.

“É barato porque é só mandar as mulheres grávidas fazerem xixi. Colher aquele xixi e processar no laboratório”, diz o médico.

O doutor Wagner diz que também está tomando o HCG: “Estou com 64 quilos, no mês de maio eu estava com 76 quilos”.

Elizabete Viana de Freiras, conselheira consultiva da SBGG, explica que o HCG não ajuda a emagrecer. “Ele pode trazer problemas para a saúde, como o desenvolvimento de certas doenças que são hormônio-dependentes, como certos tumores. Câncer”, alerta ela.

Aos críticos do antienvelhecimento, uma resposta na ponta da língua.

“Uma medicina que está há 25 anos nos Estados Unidos e continua lá, não pode ser ruim”, defende José Luiz Verde.

Cara de vovô, corpo de super-herói americano. Doctor Life é o símbolo máximo do antienvelhecimento. Um fenômeno, que o correspondente Helter Duarte foi ver de perto.

O Doutor Life é uma celebridade nos Estados Unidos e em muitos outros países. Ele mora em Las Vegas, atende em um consultório no mesmo prédio onde também dirige um império totalmente dedicado ao antienvelhecimento.

Jeffry Life começou como paciente e agora é garoto propaganda de um negocio que faturou US$ 60 milhões em 2011.

O médico conta que, depois de pedir exames, costuma receitar hormônios, vitaminas e suplementos. Tudo vendido pela própria empresa ao preço mínimo de R$ 2 mil por mês.

Se existem efeitos colaterais? Doctor Life diz que ouve essa pergunta há muitos anos. E que a resposta é não.

"Mesmo se o paciente tem histórico de câncer na família?", pergunta o repórter. "Sem dúvida. Inclusive, temos pacientes com esse perfil, mas é claro que nos certificamos de que eles não estão com câncer antes de começar o tratamento”, responde Life.

Nos Estados Unidos, essas terapias não foram reconhecidas como medicina pelas duas maiores associações médicas do país. Com isso, os doutores do antienvelhecimento criaram a própria associação. Um médico americano só é punido por prática indevida se for denunciado por um paciente. E é assim também que funciona no Brasil.

“O doutor Italo Rachid, que foi quem introduziu isso aqui no Brasil, tem 53 anos. Sabe qual é a idade biológica dele? 30!”, diz o médico José Luiz Verde.

Trinta? Italo Rachid corre 20 quilômetros em uma hora e 38 minutos. É faixa preta de judô e agora treina MMA. E diz estar ainda mais jovem.

“Meu organismo hoje funciona com todos os parâmetros de um indivíduo absolutamente saudável de 26 anos de idade”, garante Italo Rachid.

O doutor Rachid aprendeu muito do que sabe na empresa dirigida pelo Doctor Life. Toma 75 cápsulas por dia.

“As pessoas estão acostumadas com o mundo desse tamanho. Um mundo de colesterol, de hemograma e de glicemia. Esse mundo já passou. Eu me sinto em uma bolha”, diz Italo Rachid.

E, nessa mesma bolha, 1.850 médicos brasileiros formados no curso do professor Rachid. A base das teorias é um livrão.

“Depois, você pode conferir aqui, hormônio por hormônio, são quase oito mil trabalhos científicos indexados aqui dando sustentação ao que nós estamos fazendo”, explica Italo Rachid.

O doutor Italo Rachid saiu de Fortaleza levando o calhamaço de pesquisas científicas ao Conselho Federal de Medicina, em Brasília, na tentativa de transformar o antienvelhecimento em uma especialidade médica no Brasil. Isso foi em maio de 2011. O Conselho analisou página por página dos documentos e chegou às suas conclusões, que o Fantástico mostra com exclusividade.

Quem assina o parecer é o doutor Gerson Martins. A Câmara de Geriatroa do Conselho analisou os oito mil estudos, descartou os repetidos e os considerados ultrapassados. Restaram 2.857. Sobre envelhecimento: “Somente 49 tratavam sobre envelhecimento”, diz o doutro Gerson Martins.

Gerson Martins explica que não foi encontrada evidência de que o tratamento antienvelhecimento seja benéfico. “A resposta é categórica e incisiva: não. Não há nenhum trabalho que mostre, que ele apresentou, que mostre, ou mesmo que nós tenhamos estudado depois, que sejam usados como antienvelhecimento. Não existe tratamento para o antienvelhecimento”, afirma ele.

O novo parecer do Conselho Federal de Medicina concluiu que a falta de evidências científicas e os riscos e malefícios que trazem à saúde não permitem o uso de terapias hormonais para prevenir o envelhecimento.

“Hoje essa prática está condenada, com esse parecer, é condenável. Não nos cabe outra alternativa a não ser fazer uma resolução para proibir o uso desses hormônios e dessas substâncias. A sociedade precisa denunciar esses médicos que agem dessa maneira”, diz o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila.

O assessor político Hasiel Pereira carrega debaixo do braço as duas denúncias que apresentou contra um médico no Rio de Janeiro. Ele foi à polícia e ao Conselho Regional de Medicina, onde o processo corre em sigilo.

“A história de que vai ficar mais jovem, de que vai viver mais eternamente, isso é conversa para boi dormir”, diz.

O tratamento começou em 2005, com melatonina, para combater uma insônia.

“Se tivesse parado aí o tratamento, eu não teria do que reclamar. Mas como ele insistiu nas outras reposições hormonais. Eu fui tomando esses hormônios, todos desnecessariamente”, conta Hasiel.

O laudo de um perito mostra que os níveis de hormônio de Hasiel eram normais antes do tratamento. E que houve prescrição de medicamento desnecessário, expondo o paciente a riscos.

Hasiel diz que as dores são culpa do excesso de GH - o hormônio do crescimento.

O hormônio do crescimento é produzido no nosso cérebro com mais intensidade na adolescência. E diminui ao longo dos anos. O que não significa deficiência.

O pesquisador americano Thomas Perls é um dos maiores inimigos das terapias antienvelhecimento. E, principalmente, do que considera uso irresponsável do GH.

"Quem toma GH sem precisar tem risco 50% maior de sofrer efeitos colaterais sérios, como dores nas juntas, pressão alta e inchaço dos órgãos", explica Perls.

O doutor Perls coordena a maior pesquisa do mundo sobre centenários. E diz que para envelhecer bem não existe milagre: "Temos que ter um estilo de vida saudável, controlando o estresse, sem cigarro, com exercícios, boa alimentação e amigos para conversar."

Na sexta-feira, no consultório em Fortaleza, o doutor Wagner Gonzaga disse que jamais receitou hormônios sem exame de sangue. E negou que tenha falado aos pacientes que o tratamento com hormônios e suplementos previne o câncer. “Não digo isso não, nem isso é verdade”.

Depois de saber da denúncia, ele tentou se explicar. “Ele só iria tomar se eu confirmasse, pelos exames dele, que ele deveria tomar”. E defendeu sua prática: “O hormônio é quem dá a saúde. A medicina clássica não entendeu isso ainda”.

Em Belo Horizonte, o doutor Élerson Peixoto admitiu que indica a procaína para o antienvelhecimento, mas negou que ensine os pacientes a usá-la e que o anestésico seja vendido no consultório.

O doutor José Luiz Verde disse que não vê problema em receitar cinco hormônios só com exame clínico. E voltou a falar sobre o Alzheimer: “A gente crê que, se a gente levantar o nível hormonal, a gente pode segurar um pouquinho. Não vou curar Alzheimer, não vou fazer nada”.

Nos últimos três anos, cinco médicos foram cassados pelo Conselho Federal de Medicina por terapias hormonais não reconhecidas aqui no Brasil".


Se você leu TODOS os links e material acima, agora pergunto: qual é a sua opinião sobre tudo? Mudou em relação à anterior?

Um abraço

Ícaro


** O texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Para MULHERES (ou quem realmente se importa com elas)


Vamos refletir?

O hormônio + importante durante a vida ativa da mulher é o ESTRADIOL, MAS...

Uma mulher em real equilíbrio é fruto do balanço entre estradiol, progesterona e testosterona. Para você ter uma idéia, até os receptores para estrogênio (são 3: estriol, estradiol e estrona) e PROGESTERONA são os mesmos (viram como os níveis de um afetam os do outro e suas ações?)... Por isso, preocupe-se MESMO em manter níveis adequados dos 3 durante toda a sua vida ou os mais variados sinais e sintomas podem surgir.


Entretanto, quem produz a progesterona antes da menopausa? Predominantemente o corpo lúteo ("resto" do folículo, após a expulsão do óvulo), na segunda metade do ciclo. Ou seja, o uso de anticoncepcionais inibe a ovulação e com isso inibe a produção normal de progesterona...

Mas quase todos os anticoncepcionais vêm com progesterona, certo? ERRADO! Vêm com substâncias PARECIDAS com progesterona, chamadas de progestinas, que é claro que não terão a mesma funcionalidade da progesterona produzida pelo seu organismo (até porque as moléculas destas progestinas têm que ser algo diferentes da progesterona ou não poderiam ser patenteados pelos laboratórios! E seu organismo reconhece facilmente esta diferença...) - Por tudo isso, muitas das mulheres que usam anticoncepcionais não tardam a exibir sintomas de falta de progesterona, como inchaços, alterações no humor, perturbações no sono, etc.

No climatério (pós menopausa), continua importante para a maioria das mulheres procurar manter níveis adequados de estradiol e progesterona mas preferencialmente às custas de hormônios que o organismo reconheça como estruturalmente idênticos aos seus (pelos motivos expostos acima - afinal, a indústria farmacêutica também produz os "similares" ao estradiol, que também não trazem todos os benefícios do SEU estradiol, diferentes dele para poderem obter patentes).

Resumindo, após toda esta explicação, minha opinião: preocupe-se com manter bons níveis hormonais por toda a sua vida e, se for repor hormônios, prefira bioidênticos.


Um abraço!

Ícaro

* Dúvidas? Podem mandar e vamos discuti-las!











*** O Texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Mito do Estrogênio e da Progesterona Sintética





Extraído, sob expressa autorização do autor, do site http://www.novatrh.net/ 


"A pesquisa inicial que levou à síntese do estrogênio tornou possível o desenvolvimento da pílula anticoncepcional nos anos 60. Com o consentimento da Food and Drug Administration - FDA (órgão do governo norte-americano que controla medicamentos, alimentos, etc), a pílula foi amplamente comercializada como um método eficaz e convenientes de controle da natalidade. Finalmente chegava a verdadeira liberação sexual para as mulheres.

Porém, toda a base para a aprovação da FDA era apenas o resultado de estudos clínicos realizados em 132 mulheres de Porto Rico, que haviam tomado a pílula durante um ano ou mais.8  (Não importa o fato de cinco delas terem morrido no decorrer do estudo, sem qualquer investigação quanto à causa de suas mortes).

Em meados de 1970, o número de mortes de mulheres por ataques cardíacos começou a atrair a atenção do público. Então uma nova pílula foi criada, supostamente mais segura, com menor conteúdo de estrogênio. Mas na verdade nunca houve uma prova científica válida de que a pílula é segura – e nem mesmo, aliás, que qualquer um dos outros métodos anticoncepcionais atualmente disponível seja seguro. Somente agora as mulheres estão descobrindo o preço que vêm pagando por sua liberdade sexual – ao alterar seu equilíbrio hormonal, muitas e devastadoras disfunções emocionais e fisiológicas foram criadas.

Há décadas foi introduzida a anticoncepção via oral e hoje cerca de 60 milhões de mulheres em todo o mundo estão, na verdade, “fazendo experiência” com a pílula. A sua segurança e efeitos a longo prazo não foram ainda estabelecidos de forma conclusiva. É interessante notar, porém, que a pílula tem produzido uma grande variedade de efeitos adversos e efeitos colaterais, e apresenta uma ligação significativa com o câncer de mama, pressão alta e, especialmente, com doenças cardiovasculares – a principal causa de mortes femininas na Austrália: em 1992, um total de 27.883 mulheres morreram de doenças cardíacas e derrames, contra 2.438 mortes por câncer de mama.9 Trata-se de mera coincidência, ou talvez essa estatística indique o perigoso efeito colateral de se mexer com os hormônios?

Ao mesmo tempo em que é proclamado como o principal ingrediente que falta na mulher com menopausa, o estrogênio é altamente recomendado pelas indústrias médicas e farmacêuticas para prevenção de doenças cardiovasculares e da osteoporose. Em praticamente qualquer consultório médico em que entrem hoje em dia, as mulheres serão advertidas sobre os riscos inerentes à menopausa e pós-menopausa, se não tiverem a proteção do estrogênio. Elas são também relembradas, mais uma vez, que a menopausa é uma deficiência, o que supostamente significa uma carência de estrogênio e que, portanto, devem tomar doses suplementares para manter a saúde.

Como pondera a Dra. Lynette Dumble, "De um modo geral, a prevenção cardiovascular em mulheres tem se concentrado esmagadoramente na reposição hormonal. No entanto, como enfatiza Elizabeth Barrett-Connor, a Grande Experiência (o Projeto da Droga Coronária de 1973), que incluía dois regimes de estrogênio, foi feita em homens. Como parte do projeto da Grande Experiência, doses de estrogênio exageradamente excessivas aos níveis fisiológicos foram deliberadamente ministradas a homens, com o intuito de induzir ginecomastia (desenvolvimento excessivo da glândula mamária no homem), como um indicador de êxito na efeminação. Isso resultou em tromboses e impotência, e finalmente levou ao fracasso a pesquisa, devido à interrupção do tratamento entre os participantes do estudo." 10

Segundo o médico, pesquisador independente e autor de livros, Dr. John Lee, o estudo mais eminente (conhecido como Boston Health Study, realizado numa amostragem ampla de enfermeiras) e que formou toda a base da ligação positiva estrogênio-cardiovascular, foi radicalmente viciada.

Apesar de haver amplas provas de numerosos outros estudos mostrando que, na verdade, o oposto é verdadeiro (isto é, o estrogênio é um fator significativo na criação de doenças cardíacas), esses fatos foram virtualmente ignorados diante do furor pelo lucro. O Dr. Lee diz ainda que a publicidade farmacêutica omitiu o fato de que a incidência de mortes por derrame nesse estudo foi de 50 por cento mais alta entre as usuárias de estrogênio.

O Dr. Lee compilou uma lista de efeitos colaterais e de danos fisiológicos resultantes do uso de estrogênio, e que incluem: maior risco de câncer endométrico, incremento na gordura corporal, retenção de sal e de fluidos, depressão e dores de cabeça, prejuízos no controle de açúcar no sangue (hipoglicemia), perda de zinco e retenção de cobre, redução nos níveis de oxigênio em todas as células, espessamento da bílis e promoção de doenças da vesícula biliar, aumento da possibilidade de fibrocistos no seio e de fibrose uterina., interferência na atividade da tireóide, diminuição do desejo sexual, coagulação sangüínea excessiva, redução do tônus vascular, endometriose, cólica uterina, infertilidade, e restrição à função dos osteoclastos.

Com tantos efeitos colaterais e complicações perigosas, a mulher deve avaliar com muito cuidado a decisão sobre a terapia de reposição hormonal. Infelizmente, a maioria dos médicos dirá que não há alternativa. Embora certamente a maior parte dos médicos seja bem intencionada e esteja honestamente preocupada com suas pacientes, a principal fonte de conhecimento e informação sobre os medicamentos são as próprias companhias farmacêuticas. Como a maioria das mulheres também é carente de educação e compreensão acerca de suas opções, a menopausa pode ser vista como um período bastante assustador e perigoso". 

Leia mais sobre o assunto! Extraído, sob expressa autorização do autor, do site http://www.novatrh.net/ 


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