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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Orientações para o ganho de massa muscular...



A estimulação física para o desenvolvimento muscular é imprescindível para o aumento de tamanho das fibras musculares, e a manutenção da definição dos músculos. A dieta é o apoio para o resultado esperado e ainda o controle necessário para a diminuição da camada de gordura subcutânea que cobre a musculatura

O exercício por si só estimula o crescimento muscular, mas sem dieta o resultado fica limitado. A dieta pode diminuir a camada adiposa do corpo, mas sozinha não estimula o fortalecimento e crescimento muscular. O exercício associado a uma dieta adequada pode remodelar o corpo, deixando-o esteticamente melhor e mais saudável.

Dicas importantes:

Nunca faça exercícios em jejum - O combustível predominantemente necessário à atividade muscular é o açúcar, que em forma de glicogênio muscular permite a manutenção de trabalhos com carga (de força). Quando os níveis de açúcar no sangue estão baixos, o organismo não consegue manter a mesma eficiência física.

Forneça energia aos músculos - Até 1 hora antes dos exercícios, coma alimentos que possam fornecer açúcar aos músculos, como os carboidratos. As melhores fontes deste nutriente são: pães torrados, biscoitos de água, frutas, leite ou iogurte adoçado, batata, arroz, macarrão e algumas barras energéticas à base de carboidrato.

Hidrate-se sempre - Durante os exercícios, para o resfriamento do corpo, existe uma produção de suor ( perda de água) . Ao mesmo tempo, os carboidratos ingeridos, que foram quebrados em forma de glicose, levam consigo moléculas de água para dentro das fibras musculares.

Reponha as energias gastas - A quantidade de alimentos ingeridos antes dos exercícios deve ser moderada, de forma a não dificultar a digestão e estar rapidamente disponível para ao músculos. Por isso, provavelmente, esta quantidade não é suficiente para repor toda a energia gasta, devendo-se repetir a ingestão de alimentos fontes de carboidrato após os exercícios. Com a atividade muscular, e o uso do glicogênio muscular na produção de energia, uma enzima reguladora dos estoques de glicogênio está aumentada e esperando os carboidratos para serem levados aos músculos. Sendo assim, o ideal é ingerir estes alimentos até no máximo 2 horas após os exercícios. Ingerir alimentos fontes de proteína, como carnes magras, queijos magros, iogurte desnatado, clara de ovo, embutidos magros (peito de peru) e ainda, se a refeição permitir, grãos de leguminosas ( feijão, ervilhas, lentilha, soja...).

Atenção para as proteínas - A reparação das fibras musculares com exercícios de força, necessitam de uma quantidade maior de proteínas quando comparados a outros exercícios, ou com dietas não direcionadas a atividades físicas. 

Cuidado para não engordar - É claro que, com as necessidades aumentadas de carboidrato e proteínas, a ingestão de alimentos é maior do que em uma dieta de emagrecimento com exercícios leves. Porém, a distribuição das calorias durante o dia é o grande segredo do sucesso. As refeições devem priorizar os horários de exercícios, e as quantidades de alimentos, devem ser reduzidas da tarde para a noite. A quantidade calórica necessária é individual, e sua variação depende do peso, altura, da carga de exercícios, da frequência de atividade física e até do horário do mesmo. Mas, de qualquer forma, as gorduras devem ser evitadas, pois são mais facilmente armazenadas do que utilizadas em forma de energia.

Mas, meu amigo, minha amiga, se você realmente tem um objetivo, o ideal é que você procure um Nutricionista Esportivo para montar um cardápio personalizado de acordo com o seu treino. Desta forma você garante um resultado de sucesso.


*** O texto acima é de responsabilidade do autor. Para dúvidas sobre o conteúdo do texto, deixe seu comentário ou entre em contato com o autor através dos contatos disponibilizados em sua assinatura.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Benefícios da flexibilidade para hipertrofia muscular...




Pensem no músculo como um conjunto de “mini-elásticos”, os elásticos são suas fibras. Se forem flexíveis, serão menores as chances de arrebentarem e maiores as chances de aumentarem de tamanho. Caso contrário, durante grandes esforços, ou ao executar algum movimento incorreto, poderá haver o rompimento parcial ou total de algumas delas. São as chamadas micro-lesões, que são muito comuns, e a longo prazo, quando não recuperadas, podem se tornar lesões graves, impossibilitando o indivíduo de treinar por semanas e assim, todos os benefícios obtidos pelos treinos anteriores são perdidos.

FLEXIBILIDADE E ALONGAMENTO

A flexibilidade é uma valência física caracterizada pelo grau de amplitude articular de movimentos voluntários. É a capacidade de uma articulação atingir uma amplitude máxima voluntariamente sem provocar lesões.

Quando nascemos, somos muito flexíveis naturalmente, ou seja, sem fazer esforço algum para realizar movimentos amplos, porém, com o passar da idade, nosso corpo torna-se mais rígido, dificultando a realização de diversos movimentos que fazíamos facilmente na infância, como aberturas de pernas por exemplo. Os homens tendem a ser menos flexíveis que as mulheres devido a sua estrutura física mais musculosa e rígida. Mas se a flexibilidade for treinada, esta perda pode ser muito menor, assim como as chances de lesões. O exercício mais adequado para ganhar ou recuperar esta valência física é o alongamento.

FLEXIBILIDADE E HIPERTROFIA MUSCULAR

Aqueles que possuem boa flexibilidade, tem seus músculos e articulações mais flexíveis, e devido a isso, tem a capacidade de realizar os exercícios com um maior grau articular de movimento. Sendo assim, os movimentos são realizados por inteiro, recrutando cada feixe de fibras musculares, desde a inserção proximal até a inserção distal (inserção: extremidade do músculo fixada ao osso), gerando MELHOR APROVEITAMENTO DE CADA MOVIMENTO e suas respectivas etapas, bem diferente dos praticantes que não são flexíveis e acabam não executando os exercícios de forma completa, mas sim meios exercícios, como por exemplo: “MEIA ROSCA BÍCEPS” e “MEIO SUPINO”, e isso provoca gradativamente desde ENCURTAMENTOS MUSCULARES, até problemas mais graves como DESVIOS NA COLUNA (HIPERCIFOSE, ESCOLIOSE E HIPERLORDOSE), devido ao excesso de sobrecarga, diferenças significativas de força entre os membros (braço ou perna direitos mais forte que o esquerdo e vice-versa), e desequilíbrios musculares ântero-posteriores (abdômen fraco em relação as costas ou vice-versa).

Exemplos de DEFORMIDADES geradas pelos ENCURTAMENTOS MUSCULARES:

1- Cotovelos flexos: o indivíduo perde a capacidade de estender os braços devido ao encurtamento do bíceps, gerado pela falta de alongamento do mesmo e/ou excesso de sobrecarga;
2- Joelhos flexos: os músculos posteriores da coxa (ísquios tibiais) encurtados levam o indivíduo a não conseguir estender completamente as pernas.
3- Hiperlordose: a curvatura lombar pode tornar-se mais acentuada (”bumbum empinado”) devido ao encurtamento dos flexores do quadril e dos eretores da coluna que levam a um alongamento dos músculos abdominais (desequilíbrio ântero-posterior do tronco).
4- Escoliose: a coluna pode se tornar e C ou em S devido as diferenças de força entre membros e uma sobrecarga excessiva. Quando um dos lados não suporta, a coluna absorve os impactos de forma incorreta, encurtando os músculos de um dos lados.
5- Hipercifose: a coluna pode se tornar curvada devido a falta de alongamento da região peitoral e abdominal, e devido a ausência de exercícios de fortalecimento para os eretores da coluna, gerando encurtamentos musculares na parte anterior do tronco.

Com a melhora da flexibilidade, haverá o ganho de ELASTICIDADE e PLASTICIDADE DAS FIBRAS MUSCULARES, ou seja, poderão atingir MAIOR COMPRIMENTO E VOLUME (HIPERTROFIARÃO MAIS), e APÓS O TREINO, retornarão ao COMPRIMENTO INICIAL DE REPOUSO COM MAIS FACILIDADE (PLASTICIDADE), evitando CONTRATURAS, ESTIRAMENTOS e as DEFORMIDADES SUPRACITADAS.

TREINO DE FLEXIBILIDADE:

O ideal é realizar pelo menos 2 VEZES POR SEMANA, FORA DO TURNO DO TREINO DE HIPERTROFIA.

Por exemplo: Se treinar MUSCULAÇÃO PELA MANHÃ, treine flexibilidade  A NOITE OU NO DIA SEGUINTE, através de UMA AULA DE ALONGAMENTO OU SIMPLESMENTE REALIZAR OS MOVIMENTOS DO QUADRO ACIMA OU DO QUADRO DA SUA ACADEMIA, sustentando por 15 A 30 SEGUNDOS, 3X CADA, na AMPLITUDE MÁXIMA SUPORTADA de cada movimento.









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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Dicas para ganhar massa muscular...


QUANTO AO TREINAMENTO:

-  Mantenha a DISCIPLINA em treinar de 3 a 6 vezes por semana.
-  Descanse de 1 a 2 dias por semana;
-  Os iniciantes deverão passar por um programa de musculação de ADAPTAÇÃO por 1 mês, que poderá ser feito diariamente ou conforme a disponibilidade semanal do aluno. Este programa servirá para preparar os músculos e articulações para os próximos treinos que serão mais intensos, através do ganho de força, resistência e do aprendizado dos exercícios e os mesmos deverão ser de fácil execução, que solicitem tanto os grandes como os pequenos músculos, mas sem fadigá-los, já que os músculos, tendões e ligamentos não estão acostumados a sofrerem grandes esforços, e a sobrecarga deverá ser submáxima, ou seja, de moderada a média.

Exemplos de exercícios para série de adaptação: 1- Puxada aberta pela frente, 2- Desenvolvimentos com halteres ou no aparelho, 3- Supinos nos aparelhos em vez de barras, 4- Leg press, 5- Abdominal (flexão parcial de tronco), 6- Rosca bíceps com halteres ou no aparelho, 7- Tríceps no pulley, 8- Cadeira extensora, 9- Mesa flexora, 10- Extensão de tronco no aparelho ou banco (muito importante para evitar lesões na coluna vertebral). Deverão ser realizadas 3 séries de 10 a 12 repetições;

- Após 1 mês de adaptação, o treino deverá ser renovado. Este novo programa deverá ser para o período de 2 meses e organizado da seguinte forma: divido em 2 treinos diferentes, com novos exercícios para cada músculo (2 ou 3 para cada) e a sobrecarga deverá ser ajustada conforme a facilidade percebida, sempre de 1 em 1 kg para não sobrecarregar as articulações;

- Após este período de 3 meses consecutivos (1 mês de adptação + 2 meses de treino renovado), o treino poderá ser dividido de modo que cada músculo seja treinado 2 vezes por semana, com 3 exercícios para cada um deles, havendo 1 ou 2 dias de descanso entre as séries, conforme as opções a seguir. Seguem abaixo algumas opções de divisão de treinos de musculação para intermediários e avançados:

Opção 1 – 2 séries diferentes

Série 1 - 2as, 4as e 6as - peitoral, tríceps, ombro e abdominal superior
Série 2 – 3as e 5as (e sábados)- membros inferiores, costas, bíceps, abdominal inferior e oblíquos

Opção 2 – 3 séries diferentes

Série 1 – 2as e 5as - peitoral, tríceps e abdominais superior, inferior e oblíquos;             
Série 2 – 3as e 6as - costas, bíceps e abdominal inferior e oblíquos;
Série 3 – 4as e sábados - ombro, membros inferiores, abdominal superior.

- Em torno de 5 a 6 meses de treino consecutivos, será notada uma grande evolução quanto a força, resistência e execução dos exercícios. Sendo assim, os próximos programas de treino deverão ser cada vez mais intensos, considerados AVANÇADOS, constando em torno de 4 exercícios para cada grupo muscular. Nesta etapa, é muito importante a sobrecarga estar EXATA para cada número de repetições, por exemplo, para 8 repetições,  não deverá ser possível realizar 9 ou 10, caso contrário, a sobrecarga está LEVE e deverá ser reajustada. Outro ponto importante, é evitar ao máximo a adaptação para que o músculo não pare de hipertrofiar. Isto é muito comum em indivíduos que realizam o MESMO TREINO DURANTE ANOS.

A adaptação pode ser quebrada de diversas formas, tais como: trocando os exercícios, variando o número de repetições, acrescentando diferentes tipos trabalhos como o isométrico, diminuindo o intervalo de descanso, diminuindo ou aumentando a velocidade de execução, realizando séries combinadas (2 exercícios seguidos para o mesmo músculo), mudando a ordem e a divisão dos grupos musculares,  entre outras...

- Não treine por mais de 60 minutos consecutivos para evitar que o organismo entre em catabolismo, ou seja, para que a própria massa muscular não seja utilizada como fonte de energia!

QUANTO À ALIMENTAÇÃO E REPOUSO

- Não adianta treinar corretamente, se a alimentação e o repouso não estiverem corretos. É fundamental QUALQUER PESSOA se alimentar de 3 em 3 horas, para manter o metabolismo ativo;
- 1 hora antes do treino, a alimentação deverá ser a base de carboidratos, pois os mesmos oferecem energia mais rapidamente, e pode ser por exemplo um sanduíche de pão integral, frutas, sucos ou barra de cereais;
- Após o treino, a ingestão de proteínas (como a clara de ovo, peito de peru light, frango, peixe ou carne e whey protein), é muito bem-vinda, já que estes nutrientes têm a função de construir tecidos;
- O uso de suplementos, para os alunos avançados, é excelente para auxiliar na hipertrofia muscular, como whey protein, BCAA, albumina e creatina, e os mesmos deverão ser recomendados por um nutricionista de acordo com a necessidade de cada um.









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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Aquecimento e alongamento para o treino de hipertrofia muscular...



Continuando o assunto da semana passada, “Treino de hipertrofia muscular para iniciantes” (http://ligadasaude.blogspot.com.br/2012/07/treino-de-hipertrofia-muscular-para.html ), destacarei a seguir, a influência do alongamento e aquecimento para a obtenção de melhores resultados, desde que sejam seguidas as etapas abaixo:

1- O Alongamento deverá ser parte do aquecimento e obviamente não será um treino de flexibilidade, mas sim movimentos suaves por 10 a 15 segundos cada (conforme a tabela abaixo) com a finalidade de “desenferrujar” ou “soltar” as articulações, e músculos que serão trabalhados.

2- A 2a parte do aquecimento será um exercício aeróbio, por 10 minutos, para elevar a frequência cardíaca, temperatura corporal e oxigenar os músculos. Este curto tempo já é suficiente para aquecer, como também para não esgotar a energia, já que temos que poupá-la para o treino de hipertrofia muscular, o qual exige grandes esforços e sobrecargas.

OBS. Em dias de treino para membros superiores e tronco (braços, peitoral, costas e abdômen), sugiro após o aeróbio, realizar 1 série de 15 repetições para os músculos a serem treinados (por exemplo, em treino de costas, realizar 1x15 de puxada aberta pela frente)  com 50% da carga máxima (carga moderada), para aumentar o aporte sanguíneo nestes músculos que não são solicitados no aeróbio, já que a maioria dos exercícios aeróbios solicita os membros inferiores.

3- Após o treino de hipertrofia, realize novamente o alongamento de baixa intensidade, para  MINIMIZAR AS DORES MUSCULARES TARDIAS, (que tem seu pico 24 HORAS APÓS O TREINO), e favorecer o REESTABELECIMENTO DA FIBRA MUSCULAR AO SEU COMPRIMENTO DE REPOUSO.

OBS.: Para aqueles que desejam melhorar a flexibilidade, recomendo um treino específico para esse fim, que deverá ser realizado fora do turno ou do dia do treino de hipertrofia, que poderá ser através de uma aula coletiva de alongamento ou de um treino individual (ver tabela abaixo). A minha recomendação é manter-se de 15 a 30 segundos em cada posição, na amplitude máxima possível.

Seguindo estas orientações, será possível treinar intensamente com mais segurança, menos dores musculares tardias, menos chances de lesões e encurtamentos musculares e consequentemente, uma maior saúde e longevidade dos músculos e articulações. 









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