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segunda-feira, 9 de março de 2015

Exercício físico ‘recicla’ células, mostra estudo


'Autofagia' facilita adaptação das células e protege contra diabetes.
Descoberta foi feita em estudo com camundongos.

Cientistas descobriram mais uma forma como a atividade física pode fazer bem à saúde. Uma pesquisa publicada online pela revista científica “Nature” mostrou que os exercícios induzem a "autofagia".
Na autofagia, a célula elimina organelas velhas e se alimenta desse material que ela mesmo expeliu. Em outras palavras, é um processo de “reciclagem” das células, que permite que elas se adaptem às mudanças nas demandas energéticas e nutricionais do corpo.
Essa "reciclagem" previne contra o desenvolvimento da resistência à insulina, que tem como principal consequência a diabetes tipo 2. Em outros estudos, já se mostrou também que o processo retarda o envelhecimento e protege contra alguns tipos de câncer.
O estudo que achou a relação entre exercícios físicos e esse processo foi feito com camundongos. Primeiro, os pesquisadores descobriram que isso acontece um tipo de camundongos selvagens. Depois, desenvolveram uma mutação genética em um grupo de animais para comparar o que acontecia com os dois grupos, e chegaram a essa conclusão.
“Antes desse estudo, pensava-se que a fome era o principal indutor de autofagia in vivo [em animais vivos], e agora descobrimos que uma pequena sessão de exercícios pode induzir autofagia de maneira semelhante em camundongos bem alimentados”, disse ao G1 Congcong He, da Universidade do Texas Southwestern, autora da pesquisa.
“Mais importante, é a primeira vez que é revelado o papel da autofagia na capacidade de resistência nos exercícios e os efeitos benéficos mediados à saúde pelo exercício”, completou a pesquisadora.
Inicialmente, o estudo encontrou a "reciclagem" induzida pelos exercícios em células musculares, localizadas no coração e perto dos ossos. No entanto, os cientistas que conduziram o estudo também já descobriram o processo no fígado, no pâncreas e em células adiposas.
“É possível que a autofagia tenha um papel essencial nos efeitos benéficos da autofagia também nesses órgãos, o que é um de nossos próximos passos, utilizando modelos de camundongos com deficiência de autofagia em tecidos específicos.




domingo, 18 de janeiro de 2015

SAÚDE BUCAL X DESEMPENHO FÍSICO


 Você sabia que a saúde bucal pode influenciar seu desempenho em atividades físicas? Isso mesmo! Inacreditável, não é?
Quando queremos começar uma atividade física e/ou melhorar o nosso físico de forma saudável, sempre marcarmos horário com um bom nutricionista, vamos a um clinico geral, contratamos um personal e nunca nos lembramos de visitar o dentista.
            Mas afinal, há alguma relação?  A resposta é SIM!
            Quando tratamos de saúde, todo o nosso organismo está interligado. Muitas vezes, a diminuição do desempenho de uma pessoa em um esporte pode ter origem em algum problema bucal, como: disfunção e/ou dor na ATM, tratamento de canal infeccionado, falhas ortodônticas, respiração bucal, gengivite, dentre outros.
            Não é difícil de entender que se a pessoa, por exemplo, tem uma higienização precária ela irá acumular uma maior quantidade de bactérias na boca, provocando o aparecimento de problemas na gengiva.  Essa condição permite que o processo bacteriano que está na gengiva invada o sistema circulatório aumentando o risco de problemas no organismo, como o aparecimento de lesões e recuperação dessas (nas articulações do joelho e na musculatura, por exemplo), bem como desencadeando ou dificultando o controle de doenças como diabetes, arritmias, doenças cardíacas.

Outra situação seria de pessoas que apresentam respiração bucal, em que o cérebro não é bem oxigenado e com certeza o rendimento físico será de cerca de 20% menor do que uma pessoa que tem os dentes bem alinhados e respira corretamente pelo nariz.
            Sendo assim, vale lembrar que a prática de exercícios físicos e o controle da alimentação servem, principalmente, para ser saudável, não apenas para estar com o corpo em forma. Todos os cuidados para ter saúde estão associados e são imprescindíveis, pois uma enfermidade acaba provocando outra.
            Prevenir é sempre o melhor caminho, pois é mantém a saúde e ainda evita gastos desnecessários. Portanto, vamos nos cuidar!

Prof. Wladimir Luna CREF 9533G-DF
Especialista em Treinamento Funcional CORE 360°
Professor Treinamento Funcional, na rede de Academias Runway DF
Twitter: @wlad_personal
Facebook: wladimir Luna
Instagram: @WladimirLuna


sábado, 10 de janeiro de 2015

Dor e malhação tem que andar juntas?


Este texto é uma colaboração de mais um dos nossos colaboradores e parceiros, o Educador Físico Jair Silvany.

Olá pessoal, vou começar uma série de textos aqui onde vou tratar sobre os mitos que existem sobre a prática de exercícios.

O primeiro de todos será:

O exercício só dá resultado se sentirmos dor?
Os exercícios físicos não têm que ser dolorosos, nem no momento da execução, nem após o treinamento, ou mesmo para chegarmos aos resultados esperados. 
A dor que sentimos durante um exercício intenso, que não é bem uma dor, é um ardor, uma queimação, é provocada pelo acúmulo de ácido lático.
O ácido lático é produzido quando o exercício físico realizado está além do que o atleta está condicionado a fazer. Nesses casos, a queima da glicose através do oxigênio não acontece de maneira suficiente e o organismo utilizará a glicose sozinha. É esta reação que produz o ácido lático. Pode-se dizer que o ácido lático tem efeito agudo e de ação protetora, pois começa a desacelerar os músculos, avisando ao seu corpo que ele está no seu limite físico. Dessa maneira, ele opera como mecanismo de defesa, protegendo-lhe de lesões e fadiga.
Já a dor tardia, como é chamada aquela dorzinha muscular que aparece no dia seguinte, nada mais é do que um processo inflamatório dos tecidos musculares. Ela pode se manifestar até 72 horas após a atividade física e muitas vezes é causada por exercícios não habituais, esforço físico intenso ou, até mesmo, por falta de condicionamento. Isso demonstra que o corpo está 'regenerando' estes micro-traumas. O ideal seria treinar e não ter dores no dia seguinte.

Posso treinar quando estou dolorido(a)?
Pode sim! Apenas temos que ter em mente que os exercícios que não estamos acostumados a fazer, e os que têm uma fase excêntrica (ou retorno do movimento) muito grande, podem ser os piores. O melhor é diminuir a carga.

Minhas pernas estão muito doloridas acho que não da pra treinar. O que faço?
Fazer um treino aeróbio pode aumentar o fluxo sanguíneo e a chegada de nutrientes para auxiliar no processo de regeneração muscular, mas lembre-se que a corrida tem um caráter excêntrico muito grande. Tente algo mais cíclico como eliptico ou bike!


Estou bem dolorido(a) e vou treinar mesmo assim. O que pode acontecer?
Fominha você hein? Bom, nesse caso, além de ser mais difícil manter a carga ideal para o exercício, você pode comprometer a execução do movimento, tornando-o mais instável e, com isso, maiores são as chances de errar e lesionar por sobrecarregar outras estruturas. Eu indicaria um treino com menos intensidade e realizar somente os movimentos com cargas menores.


Posso alongar?
Se for um alongamento como aqueles que fazemos na academia, nós mesmos, pode sim, mas não arriscaria em um treino de flexibilidade, pois ele pode acabar agravando sua situação, além de não conseguir servir ao propósito que seria de aumentar a flexibilidade e nem ajudar na recuperação da dor muscular tardia.

Uma dorzinha no pós-treino não faz mal a ninguém mas uma dor limitante, que não te deixa andar por vários dias, pode ser um indicativo de que algo está muito intenso e devemos sim fazer alterações, a fim de dar continuidade ao treino.


domingo, 30 de novembro de 2014

EXERCÍCIOS AERÓBICOS - Prof. Wladimir Luna



O que são?

Exercícios aeróbicos são aqueles que temos condições de suportar por períodos prolongados, sem nos sentirmos desconfortáveis ou fatigados, com predomínio do sistema de produção de energia em que o oxigênio tem participação direta.
À medida que os exercícios se tornam parte da nossa rotina, vamos melhorando nosso condicionamento físico e, também, o nosso organismo passa a utilizar o oxigênio mais precocemente e com mais eficiência.


Fontes de energia

Nosso organismo possui vários sistemas ou fontes de produção de energia para garantir a atividade muscular. Num primeiro momento, temos condições de produzir energia muito rapidamente, sem utilização de glicose, gordura ou oxigênio e sem produção de ácido lático, mas por pouco tempo, já que essa fonte se esgota em 20 segundos.
Esse é o sistema ou fonte que nos permite executar movimentos ou exercícios de grande intensidade com pequena duração.
A segunda possibilidade nos fornece energia através da utilização da glicose existente no plasma e no glicogênio (muscular e hepático), ainda sem a participação do oxigênio, mas com produção de ácido lático. O resultado é uma quantidade maior de energia por tempo um pouco maior, até 2 minutos. Através de sua utilização podemos executar atividades intensas por um tempo também um pouco maior.
A terceira fonte ou sistema utiliza glicose (glicogênio), gordura (ácidos graxos livres) e, em pequena proporção, proteínas. Nesse momento são fundamentais a presença e a utilização do oxigênio para a produção de energia, de uma forma mais lenta que nas anteriores, mas em quantidade e duração muito maiores.
É essa forma de produção de energia que nos permite executar tarefas com grandes grupos musculares por um tempo considerável, sem chegarmos à fadiga. Cada sistema contribui para a produção de energia em praticamente qualquer tipo de exercício, havendo sempre a predominância de um deles.


Quais são os exercícios aeróbicos?

Camilhar
Nadar
Pedalar
Patinar
Dançar
Correr
Pular corda

São típicos exercícios aeróbicos, em que nossos sistemas cardiovascular e respiratório trabalham harmoniosamente, garantindo um suprimento adequado de oxigênio aos músculos em atividade.
São os exercícios que mais benefícios trazem ao nosso organismo, diminuindo a chance de morte por doenças cardiovasculares e por câncer, melhorando a qualidade e a expectativa de vida.


Prof. Wladimir Luna CREF 9533G-DF
Personal Trainer
Especialista em Treinamento Funcional CORE 360°
Professor Treinamento Funcional, na rede de Academias Runway DF
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Artrite reumatóide e exercícios físicos

A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica, de origem autoimune e etiologia desconhecida. Apesar de a doença acometer indivíduos de todas as faixas etárias, as mulheres estão três a quatro vezes mais propensas a serem acometidas pela AR do que os homens. Assim como na maior parte dos problemas reumatológicos, a AR se caracteriza por uma série de eventos que se combinam um com os outros, entre eles a rigidez articular, dor, inchaço, deformidade articular, atrofia muscular, descondicionamento físico generalizado e a diminuição da função. Grande parte dos pacientes com doença articular inflamatória ou não inflamatória sofre com diminuição da força muscular e atrofia em torno da articulação envolvida. Esta perda de força pode resultar da inatividade e do próprio quadro inflamatório. Por exemplo, pacientes com AR exibem atrofia das fibras musculares do tipo I e II, fato que pode estar relacionado com alterações patológicas dentro do tecido ou ao desuso.
 O paciente com AR necessita de tratamento fisioterápico e farmacológico, mas fortes evidências apontam, também, benefícios no uso de exercícios físicos na sua terapêutica. Apesar de ainda não existir um consenso quanto ao melhor tipo, intensidade, frequência e duração do exercício, evidências apontam que a prática regular de atividade física exerce papel fundamental no tratamento da doença. Por este motivo, exercícios físicos regulares podem e devem ser incluídos na rotina da vida diária do paciente o que, em conjunto com a terapia farmacológica, pode proporcionar maior independência e qualidade de vida aos portadores de AR, sem contar que oexercício também pode auxiliar a reduzir a dor articular. Foi durante as duas últimas décadas que os pesquisadores intensificaram os estudos sobre a eficácia dos exercícios de força e aeróbicos no paciente da artrite. Os dados resultantes destas pesquisas mostram claramente que o exercício maximizaa amplitude de movimento, além de melhorar a força muscular, resistência, alinhamento adequado das articulações, função e a densidade óssea.Após a liberação do médico para esta prática esportiva, o profissional que acompanhar o portador de AR durante seu programa de exercícios deve considerar a extensão e o estágio do comprometimento articular, bem como os fatores que podem afetar a motivação e a obediência do paciente, pois é natural que a pessoa com quadro de inflamação articular tenha receio de praticar exercícios resistidos. Os parâmetros para o tipo e a quantidade de exercícios a serem prescritos serão determinados pelo grau de sinovite do paciente, levando em consideração se há ou não destruição e deformidade articular, bem como deverá ser avaliada a tolerância do paciente à dor.Quando o portador de doença crônica não é cuidadoso e apresenta um quadro agudo, o mesmo deverá ser incentivado a fazer exercícios de fortalecimento estático, além de exercícios suaves de amplitude de movimento. Os protetores articulares podem ser úteis para evitar traumas às articulações inflamadas.A intensidade do programa de exercícios deve ser determinada pelo próprio paciente, para que não seja feito esforço articular além da conta. Alguns detalhes devem ser atentamente observados, por exemplo, a dor aguda durante o exercício indica a necessidade de modificar o programa; a dor vaga difusa, que se resolve em menos de duas horas, não indica a necessidade de modificação do programa. Quanto aos tipos de programas de exercícios mais indicados, os de fortalecimentoaumentam a força muscular e a contratilidade, melhorando a capacidade do paciente de realizar suas atividades diárias. Evidências indicam que os pacientes com AR são mais fracos do que pessoas saudáveis e que aqueles com AR grave chegam a ter de 33-55% menos força nesta mesma comparação. A amplitude do exercício deve ser realizada fora da faixa de dor do paciente, ou seja, seve ser realizado dentro do limite, sem que a articulação seja demasiadamente forçada. No entanto, com a melhora do quadro doloroso, as amplitudes articulares podem ser suavemente forçadas, para que haja ganho de amplitude respeitando o processo patológico primário.
Os programas de fortalecimento muscular para o portador de AR podem ser tanto estáticos, quanto dinâmicos, ou até mesmo uma combinação de ambos. Nos exercícios estáticos, mais conhecidos por isométricos, o indivíduo gera tensão muscular sem que tenha que alterar o comprimento do músculo e mover a linha articular. Este tipo de exercício é muito recomendado, pois é muito bem tolerado mesmo durante os períodos de inflamação articular aguda, ajuda a prevenir a atrofia muscular, produz menos inflamação e com menor alteração na pressão intra-articular. No entanto, em determinados pacientes com quadros exacerbados, os exercícios estáticos são contraindicados, pois exercem uma grande demanda sobre a função cardíaca.Outra opção são os exercícios dinâmicos, que tem a característica de alongar e encurtar a fibra muscular durante sua execução, o que permite que a articulação se movimente por meio de amplitude completa ou limitada e produza força. Este tipo de exercício é recomendado em períodos em que a inflamação articular se encontra controlada.Sendo assim o paciente com AR pode se beneficiar de ambos os tipos de treinamento, sendo um mais apropriado para os momentos de inflamação articular e o outro para os momentos fora da crise. Tanto um quanto o outro programa de treinamento levam à hipertrofia muscular e podem melhorar a força e as funções motoras do paciente. Após inúmeras pesquisas envolvendo pacientes com AR e exercícios resistidos, pode-se afirmar que o exercício é um método comprovado de melhorar a função, a resistência e o humor de pacientes com artrite reumatoide. Os programas de curta duração de exercícios estáticos e dinâmicos mostraram melhora na força muscular que variou entre 27 a 57% para mais, com pouco efeito sobre a dor e derrames articulares. Acredita-se que a prática de exercícios é capaz até de reduzir a sinovite articular, mas para tanto é necessário que o médico Reumatologista avalie o quadro do paciente para verificar se não há nenhuma contraindicação.